Xô nuvem negra !!

Existe um princípio básico na natureza que é antes de mais nada um princípio físico: para toda a ação exite uma reação!! A terceira lei do mestre Isaac Newton existe mesmo e impera …

Esses dias publicamos no blog da nossa viagem uma foto que mostrava mulheres e crianças colhendo abóboras no interior da Turquia, mesmo sob um sol de mais de 30 graus cantavam num rito virtuoso durante seu árduo trabalho! Em um dos comentários sobre a foto estava escrito “reclamamos demais!!”… e se a gente parar para pensar reclamamos mesmo!!

Sem querer muitos de nós passamos boa parte do tempo nos queixando sobre aquilo que não está 100% satisfatório. Reclamamos do trânsito, da poluição, do governo, dos preços altos, do nosso chefe, das políticas da empresa, do excesso de trabalho … enfim, sem querer é muito fácil perder-se em inúmeras reclamações, sejam elas legítimas ou não!! O mais engraçado é que quanto mais colocamos nosso foco naquilo que não está à contento mais e mais aparecem  novos “objetos” para nos queixarmos!! Nosso foco reduz a visão e passamos a ver somente coisas à reclamar … pura lei da ação e reação: quanto mais a gente reclama mais atraimos novas reclamações!!

A idéia hoje é refletir como tem sido nossa visão perante a vida e proporcionar uma mudança de foco. Se a gente parar para pensar temos muito mais que agradecer do que reclamar, basta alargar o horizonte e nos damos conta dos inúmeros presentes dessa vida: a família que temos, a fome que não passamos, o estudo que nos deu bases, nosso corpo são, as habiliaddes que herdamos ao nascer, os amigos que conquistamos, a natureza que nos rodeia, os bens que temos acesso, o trabalho que nos sustenta e nos engrandece … enfim, cada um de nós tem uma enorme lista de agradecimentos. Se ao invés de perdermos nosso “finito” e precioso tempo reclamando e trocarmos nossas queixas por gratidão, a vida vai passar a ter um sentido mais interessante e vai nos retribuir com mais à agradecer.

Todos os dias ao acordar temos 2 caminhos à seguir: podemos focar nas coisas boas, belas, interessantes e úteis ou podemos passar o dia focados no oposto. Quando escolhemos o caminho das reclamações parece que uma porção de nuvens negras adere à nossa pessoa e passamos o dia intempestivo, atraindo apenas aquilo que não dá certo!! Tem dias em que andamos de fato com a “nuvem negra” sob as nossas cabeças e atribuímos esse fato ao acaso!! Mas será obra do acaso ou somos nós os responsáveis por nossas próprias tempestades??

Vale recordar nossa disposição perante o novo dia e quem sabe vamos perceber que fomos nós que preferimos as nuvens!! Ainda existem aqueles que adoram as tempestades pois se fazem vítimas da vida e com isso atraem  atenção e cuidado dos demais!! Reclamar excessivamente faz mal à saúde, espanta os bons samaritanos e pricipalmente afasta o bom da vida pra bem longe!! Não quero fazer nenhuma apologia à vida “cor de rosa” e à cegueira em relação aos fatos e acontecimentos, mas ter consciência das mazelas do mundo não pode limitar nossa visão.

Quantas vezes me peguei “naqueles dias”, tipo “reclamílda” de marca maior, dias que prefiro não lembrar … todos nós já tivemos nossas tempestades pessoais e provavelmente ao longo da vida ainda vamos nos deparar com mais algumas trovoadas de humor, de qualquer modo saber que esse caminho definitivamente nos afasta do “belo” já é um bom começo!!

Vale a pena tentar, nem que por uma semana, escolher diariamente o caminho da gratidão. Bacana agradecer por nossa boa noite de sono, pelo delicioso café da manhã, pelo transporte que nos leva ao trabalho, pelo emprego que conquistamos, pelos companheiros e parceiros ao redor, pelos momentos de lazer com os amigos, pelas férias memoráveis que foram ou estão por vir … enfim, se a gente susbtituir nossas reclamações por agradecimentos, ao final desse período vamos poder notar uma mudança de entusiasmo e de perspectiva em nossas vidas. Exercer a gratidão vai nos recompensar com mais dias positivos e fluentes, dias em que as coisas serão mais certeiras e prazeirosas.

Buda já dizia: “Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo”.

 Por Luah Galvão

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Você faz parte do “Clube da Distração” ?!

O celular toca, o telefone também … preciso atender!!

A caixa postal está lotada de emails e promoções que não cairam no spam … preciso ver!!

As redes sociais virtuais cobram a presença, assim como as “redes sociais” presenciais com inúmeros encontros, casamentos, aniversários, batizados, happy hours … preciso ir!!

O trânsito não colabora, os faróis não abrem e enquanto isso a cabeça entra num turbilhão fazendo um check list de TUDO o que é necessário e urgente no dia e … preciso parar de pensar e não consigo!! E celular toca de novo …
Já deu uma certa angústia só de pensar, e o pior é que muitos de nós vivemos exatamente sob essa “demanda”!! A pergunta que paira no ar: “O que é urgente ??”.

Me dei conta dessa loucura “desorganizacional” que era a minha vida quando o projeto Volta ao Mundo que estou fazendo me deixou à margem desse meu cotidiano. Desacelerei e passei a ver algumas situações dando um “zoom out”, não sei se gosto muito dessa expressão, mas ela exemplifica bem a questão de olharmos à distância os fatos; no caso: a minha própria vida. Logicamente inúmeros questionamentos bateram e confesso que continuo refletindo sobre assuntos que gostaria de compartilhar com vocês …

Com tantas distrações e diversões será que a gente consegue estar inteiro em algo? Será que dá pra cumprir nossas tarefas com excelência?

Hoje entendo melhor o que aprendi anos atrás num curso de filosofia. Estudávamos muito um pensador chamado Gurdjieff que dizia com convicção que estar “inteiro” e pleno nas ações cotidianas nos leva à excelência do que é praticado e o que é melhor, o foco no presente momento age como mágica “alargando” o tempo. Entende-se como presente não deixar a mente se perder no ontem e no amanhã. Pra facilitar: quando estamos lendo, bacana apenas ler, quando cortamos um pão, bacana cortar o pão, quando conversamos com alguém bacana estar realmente na conversa …. e assim por diante. O que não dá é pra ler o livro pensando nas quinhentas coisas a fazer no dia seguinte, atendendo à quinhentos telefonemas e parando pra dar uma olhadinha no email a cada 5 minutos. Vou pular o capítulo facebook pois esse rouba até o nosso sono!! O que acontece é que a gente avança muitas páginas do livro e nem lembra o que leu!! Exageros à parte, só conseguimos alcançar a plenitude de um gesto quando nos dedicamos exclusivamente à ele!! Parece muito fácil mas não é!!

E esse é o ponto: estamos deixando de ser excelentes nas pequenas e grandes coisas do nosso dia a dia por distração!! Eu percebi o quanto era caótica e consequentemente estafada. Minha mente vivia subdividida em milhões de frações, cada parte pensando em algo distinto !!

Essa vida mais caótica onde tudo acontece aqui e agora e tudo precisamos resolver é o que no fundo nos tira do “eixo”, o mestre Gurdjieff colocava com sabedoria que a nossa cabeça é sede de um enorme rio de pensamentos e temos que aprender a domá-los, só ao cessar esse fluxo ininterrupto é que conseguimos nos concentrar naquilo que realmente importa. E como parte do aprendizado tínhamos que fazer uma série de exercícios de “atenção”, nos concentrando ao máximo em determinadas ações cotidianas. Vou dizer que essa fase da minha vida foi uma das mais interessantes e plenas, onde alcancei muitas conquistas profissionais além de conseguir encontrar comigo mesma.

Esses dias no Laos encontramos Donald MacGillivan, um canadense muito figura que decidiu não ter celular e nem email na defesa de uma vida mais saudável e de relações mais presentes. Ele disse que quer ter tempo para trabalhar, se desenvolver e não quer substituir encontros ao vivo com aqueles que gosta por papos via celular ou email, quer curtir inteiramente cada minuto de sua vida e de suas relações!!

Sem radicalismos e sem fazer nenhum tipo de apologia à vida “alternativa”, acho que vale muito a pena rever nossas urgências e como estamos gastando nosso precioso, divino e irrecuperável tempo.

Gastamos mesmo muito tempo em blá blá blá e essa “blábláção” é responsável não só pela perda de qualidade das nossas ações como pela perda de qualidade da nossa vida. Se a gente juntar todo o tempo que gasta enrolando ao telefone, nos emails, nas correntes, nas redes sociais, etc … chegamos a conclusão que esse tempo bem empregado poderia render um curso, uma viagem, uma nova faculdade e com certeza mais desenvolvimento e retorno no trabalho …

Quem sabe não seja hora de dar uma olhada e ver se também faz parte do Clube da Distração, ponderando o que de fato importa e é urgente em sua vida !! Ih, o celular toca de novo … ops … mas dessa vez não vou atender !!

E pra encerrar uma frase do célebre filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860): “Somente o presente é verdadeiro e real. O presente é o tempo realmente pleno e sobre ele repousa exclusivamente a nossa existência”.

Por Luah Galvão

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O tempo não pára !! Você está desperdiçando sua vida ?

Já estamos há mais de nove meses com o pé na estrada, perguntando “o que motiva” as pessoas ao redor do mundo e outro dia escutamos de um cidadão em Istambul (Turquia) chamado Fehmi, uns 42 anos, que seu diamante mais raro era a sua própria vida e que sua maior motivação era aproveitar cada dia como se fosse o último!! Fehmi disse beber e degustar a vida apaixonadamente todos os dias !! “A noção da existência da morte me torna mais forte”, comentou ele … “saber que existe um ponto final me dá mais energia para viver o aqui e agora”. O que deu para perceber é que Fehmi realmente é um tipo que sorri para a vida de forma abundante. O cara tem mesmo brilho no olhar !!

A noção de que a vida não é infinita dá aos Homens um senso de urgência e mostra que a vida pode e deve ser vivida com intesidade e esplendor, já diziam muitos sábios da antiguidade. Sêneca por exemplo, grande pensador, filósofo e político romano viveu no primeiro século depois de Cristo e tinha Sócrates como grande inspiração. Em suas obras e conduta tenta recuperar a ética numa época onde a sociedade atravessava uma enorme crise de valores. Sêneca dizia: “Somente aquele que tem a consciência de como a vida é efêmera, e que a morte a qualquer instante pode chegar, não perde tempo e cultiva a arte de viver e amar a cada dia e não espera pelo amanhã na tola ilusão de que sempre terá tempo. Não há a melhor época para a vida de ninguém, o que existe é a conquista do melhor dia, todos os dias.” (trecho do livro Ócio Criador, trabalho e saúde”- Viktor D. Salis)

Em 1646 Descartes escreve: “Em vez de encontrar os meios de conservar a vida, econtrei um outro meio muito mais fácil e seguro, que é não temer a morte”. E um grande amigo nosso completa:”… ainda não passamos no teste para uma vaga de Deuses, portanto a vida é pra nós finita”.

Portanto, já que temos um ponto final pela frente que tal fazer com que a experiência de estarmos vivos seja aproveitada o melhor possível. Definitivamente não devemos perder nosso precioso tempo fazendo aquilo que não gostamos, desperdiçando nossas verdadeiras habilidades e nos lamentando diariamente pela paralisia nos caminhos errados. Sempre é hora para uma boa revisão de nossas escolhas. Vale a pena lembrar que caminhos errados sempre se manifestam, no fundo sempre sabemos quando estamos trilhando aquele que não é nosso !! Se sua caminhada não está a contento, bacana refletir se não é hora de mudar o rumo, afinal temos o livre arbítrio e o controle de nossas vidas. Os dias não voltam assim como as semanas, meses, anos …

E você, como tem aproveitado seu tempo ?


Por Luah Galvão

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Fazer rápido é fazer bem feito?

A mudança é um fator constante na vida das pessoas, as bases sociais, econômicas e polílticas na atualidade vislumbram o constante movimento.

Novos rumos tem de ser tomados a todo instante pois adaptar-se ainda é algo essencial; animais e plantas sempre precisaram se adaptar, assim como nós adequamos nossas vestimentas à ocasião e temperatura, adequamos nosso vocabulário quando conversamos com alguém, definitivamente empregamos esforços para encontrar as linguagens e ações corretas para cada circunstância.

Durante a viagem por exemplo, a nossa adaptação tem sido algo primordial, seja em relação aos diferentes climas, às diferentes línguas, costumes ou culturas, uma grande mistura nos permeia. E para transitar por entre tantas possibilidades precisamos encarar mudanças e adaptações como um desafio a ser cumprido e o mais importante foi aprendermos a respeitar o nosso próprio tempo.

Muitas vezes o dinamismo acaba botando mais lenha na fogueira, a velocidade e rapidez para efetuar as mudanças podem prejudicar o resultado final.

Existe um tempo mínimo para realização de certas atividades e esse tempo varia de pessoa para pessoa. O suposto  “ganho de tempo” gerado quando se confunde o sadio sentimento de urgência com o sentimento de emergência, pode implicar em estresse e desgaste emocional, pondo em risco um fator primário que é a saúde.

Quando se trabalha numa grande ou pequena empresa e a pressão faz parte do dia a dia começamos a perder sem perceber, começamos suprimir qualidade e minar até mesmo uma possível mente brilhante, o que cedo ou tarde levará a exaustão, ou seja: não aguentar mais executar determinada função ou querer mudar de área.

Os limites do ser humano existem e não são generalizados, são individuais, na verdade cada um tem seu modus operandi. Não respeitar essa ” velocidade individual” para determinadas funções pode gerar desgaste. Os seres humanos têm habilidades e talentos diversos, portanto não adianta forçar e exigir demais em certos casos.

Identificar e direcionar às atividades que abordam os pontos fortes de cada um é extremamente eficaz, esse pode ser um papel desempenhado pelo líder ou uma sugestão do próprio funcionário. Assim as pessoas podem trabalhar com mais satisfação e motivação, o que acaba sendo mais produtivo a curto e longo prazo.

Então que tal encarar seus limites e respeitá-los, assim todos saem ganhando!

Por Danilo España/Colaboração Luah Galvão

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