História de Empreendedor(A)

Passar um tempo em Portugal foi tocar raízes cuja existência eu desconhecia, pudemos notar que muito do que vemos e vivenciamos no Brasil de hoje são claras marcas portuguesas. E foi na capital do país, onde descobrimos uma história de emprendedorismo, talento e muita dedicação; vale a pena contarmos um pouco da história da lisboense Ana Rita Madaíl e inspirar principalmente aqueles que querem começar um novo negócio.

Ana tem apenas 33 anos, hoje é dona de um dos melhores Hostels de Portugal, chamado Lisbon Guests. Pra quem não sabe exatamente a diferença entre um hotel e um hostel, eles são “quase” a mesma coisa, porém hostel conta com menos serviços, é como se fosse um hotel mais simples e mais prático, isso faz com que o preço pago por noite seja mais acessível do que em um hotel.

Mas não foi sempre que Ana trilhou nessa área, começou seu negócio em 2007 numa época em que ainda existiam pouquíssimos Hostels, antes disso Ana já foi assistente de dentista, fez publicidade, trabalhou em companhia aérea, no comércio de veículos e de imóveis; ela nunca se viu inteira em nada do que fez anteriormente mas sempre adorou estar em contato com pessoas, diz ela.

Aí está um “pequeno grande” detalhe no qual a gente deve prestar atenção na hora de começar um negócio, descobrir se sentiremos satisfação em realizá-lo, porque isso já é meio caminho andado.

O “start” de Ana foi ver um prédio antigo que seu tataravô construiu e que estava praticamente abandonado, iam perdê-lo se nada fosse feito. Sabe quem colocou a mão na massa e saiu pintando tudo? Ela mesma! Também não pensou duas vezes em pedir ajuda para uns amigos e uma pequena ajuda financeira para a mãe. Ela não perdeu tempo, pesquisou os melhores canais de divulgação do meio e anunciou mesmo antes de ficar pronto, o resultado foi que antes de terminar de pintar a última parade já tinham pessoas entrando pra se hospedar no Lisbon Guests.

Ana diz que quando é pra dar certo as coisas acontecem de uma maneira natural, isso não significa que não haja esforço e paixão imensos, hoje ela se sente inteira naquilo que faz. Esse é um dos motivos pelos quais seu negócio vai de vento em popa, começou com os 4 quartos do primeiro andar, em menos de um ano já estava concluindo mais 4 quartos no segundo e não parou por aí pois sua idéia é transformar o terceiro e último andar em um espaço diferenciado com quartos mais elegantes. Ana não visa só o dinheiro, sua preocupação é que os hóspedes se sintam bem, essa é a base mais próspera de seu empreendimento. Para isso lê todos os comentários na internet e faz o mesmo pessoalmente tentando ter o máximo de contato possível com seus hóspedes pra aprimorar os serviços. Além de cuidar dos negócios ainda arruma tempo pra ir para a faculdade de turismo que está fazendo.

Acho que podemos aprender um pouco com Ana, descobrindo o que nos apaixona, no caso dela: as pessoas, e conectar isso com o nosso trabalho. Ela poderia ter usado o antigo edifício de várias outras maneiras, até mesmo o vendendo, mas preferiu acreditar no seu talento.

Por Danilo España/Fotos Danilo e Luah

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O QUE NOS MOTIVA ?

Essa curta pergunta exige um contato direto com o nosso íntimo, que é claro muitas vezes se encontra fechado por pura proteção. Na correria do dia a dia a nossa vida se tornou diferente do que naturalmente desejaríamos fazer com ela se não tivéssemos nascido já com tantos compromissos e obrigações burocráticas.

“Mal nascemos e temos que sair corendo atrás do dinheiro como única opção de vida! Crueldade? Mas é fato”.

Então quando perguntarmos o que nos motiva, pode ser que a resposta esteja baseada mais em sacear necessidades do que em descobrir o que verdadeiramente anima a nossa essência. “É isso que quero! Descobrir o que me motiva, descobrir o que gosto de fazer, mas ainda não sei… e nem sei por onde começar!” Se esse é o seu caso tente refletir sobre o que toca o seu íntimo, te alegra e te satisfaz. Essa coisa difícil de descobrir os antigos chamavam de talento, essa ação que nos entusiasma, que temos prazer em praticar e que de alguma forma nos desafia e por isso ela brilha de uma maneira diferente aos nossos olhos. A grande questão é se abrir pra coisas super improváveis, pois elas também podem ser talentos e a coragem de assumí-los define o começo desse caminho.

Muitos de nós não nos permitimos descobrir nossos talentos e nem o que nos motiva, não pensamos sobre isso, não temos muitas vezes tempo. Entretanto não podemos deixar passar! Simples assim, não podemos esquecer que temos uma função a cumprir e sem isso nossa vida não tem sentido.

Religião, talvez seja uma das veias mais fortes dessa tentativa em explicar o que nos motiva, mas as religiões são diferentes entre si, se misturaram à política durante os séculos ou milênios de existência, criaram dezenas regras ou histórias pra explicar como devemos nos comportar.

Talvez seja hora de menos explicações e mais ações, talvez todos esses ensinamentos e informações que hoje estão nas nossas mãos possam elucidar um caminho único para cada um, um caminho baseado no que cada um tem de melhor e todos temos algo de bom que em geral são os próprios talentos, mesmo que a gente não queira reconhecer. Devemos buscar por eles agora e ter a coragem de aceitá-los o mais rápido possível, pois essa é a maneira mais bela de nos motivarmos e de quebra contribuirmos com a sociedade em que vivemos!

Seu melhor pode ser sorrir, pode ser falar, pode ser juntar pessoas, pode ser pensar, escrever, desenhar, sonhar… não importa, sempre há alguém precisando do que você tem de melhor. O mundo é feito das diferenças, que temperam e dão graça à todas as coisas. Não necessariamente temos que fazer dos nossos talentos o trabalho principal ou fonte de renda, pois isso pode em alguns casos nos desestimular por associar-se à luta pela sobrevivência e não mais com algo que nos dê prazer. Façamos algo de útil com o pouco tempo livre que nos resta, e vamos atrás dos nossos talentos!

E aí, o que te motiva?

 Por Danilo España

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O Sol também motiva e melhora nossos ânimos !!

Ouvimos esses dias de um brasileiro em férias na França que sua motivação é o SOL !! Como foi a primeira vez que recebemos essa resposta em quase um ano de projeto, resolvi aprofundar meus pensamentos e descobri que bela reposta havíamos recebido …

Julio de 34 anos, arquiteto-paisagista do interior paulista, disse que o SOL é sua energia de ativação, sentir sua luz em seu rosto, corpo e “alma” o deixa energizado e sua vida flui melhor. Em paralelo ao seu trabalho com jardins, praças e espaços também é um esportista de mão cheia: surfa, faz esqui aquático e salta de paraquedas de precisão. Julio procura fazer esportes ligados aos dias de sol e disse que quando salta fica mais perto do nosso astro maior. O interessante é que de certo modo seu trabalho também está conectado à sua motivação, afinal as plantas  precisam de luz para fotossíntese … enfim, toda sua vida é absolutamente “solar” assim como é sua personalidade.

Julio Peres em ação !!

E não é à toa que essa estrela realmente move pessoas, desde os primórdios da humanidade o Sol foi objeto de adoração e divinização, basta lembrar que um dos primeiros Deuses cultuados foi o Deus “Rá” (Deus Sol) no Egito; considerado pai de todos os Deuses e criador de todos os seres vivos. Também foi de suma  importância para as civilizações Inca (América do Sul) conhecida como Império do Sol, e Azteca (México), em ambas as divindades eram relacionadas aos elementos da natureza, sendo o SOL sempre a figura central.

Vale lembrar que sem ele as formas de vida conhecidas por nós não existiriam, de suma importância na Terra aparece ligado à muitas civilizações como símbolo de fertilidade, força do “masculino”, energia vital, saúde, etc …

Os solstícios do verão e do inverno, dia mais longo e mais curto do ano respectivamente, foram celebrados desde as culturas pré-históricas e muitos monumentos foram erguidos para seu culto como é o caso de Stonehenge (Inglaterra), datado de 3700 a.c, as festividades continuam marcantes em muitos países até os dias de hoje. E pra finalizar, já está mais do que comprovado que tomar SOL moderadamente faz bem à saúde, ativa a vitamina D e ajuda no combate de várias doenças (pra quem se interessar sobre o assunto, aqui vai um link muito bacana). Enfim, não dá mesmo pra passar batido pelo nosso astro rei.

Voltando ao Julio, ele conseguiu combinar seustalentos e habilidades com aquilo que considera sua força motivadora, alinhou seus prazeres ao seu cotidiano e fez desta sua receita de sucesso, prosperidade e entusiasmo.

O SOL pode mesmo ajudar a levantar o ânimo e ser usado como ferramenta de motivação. Não é preciso ter praia ou piscina próximas, basta parar por alguns minutos a loucura da vida, ir até um espaço ao ar livre, tomar um pouco sol no rosto, alongar, sentir a brisa bater !! Vale a pena desacelerar e resgatar um pouco dessa energia tão natural e divina, fazendo com que corpo e mente se ativem … deixe o SOL entrar !!

Por Luah Galvão.

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Fazer rápido é fazer bem feito?

A mudança é um fator constante na vida das pessoas, as bases sociais, econômicas e polílticas na atualidade vislumbram o constante movimento.

Novos rumos tem de ser tomados a todo instante pois adaptar-se ainda é algo essencial; animais e plantas sempre precisaram se adaptar, assim como nós adequamos nossas vestimentas à ocasião e temperatura, adequamos nosso vocabulário quando conversamos com alguém, definitivamente empregamos esforços para encontrar as linguagens e ações corretas para cada circunstância.

Durante a viagem por exemplo, a nossa adaptação tem sido algo primordial, seja em relação aos diferentes climas, às diferentes línguas, costumes ou culturas, uma grande mistura nos permeia. E para transitar por entre tantas possibilidades precisamos encarar mudanças e adaptações como um desafio a ser cumprido e o mais importante foi aprendermos a respeitar o nosso próprio tempo.

Muitas vezes o dinamismo acaba botando mais lenha na fogueira, a velocidade e rapidez para efetuar as mudanças podem prejudicar o resultado final.

Existe um tempo mínimo para realização de certas atividades e esse tempo varia de pessoa para pessoa. O suposto  “ganho de tempo” gerado quando se confunde o sadio sentimento de urgência com o sentimento de emergência, pode implicar em estresse e desgaste emocional, pondo em risco um fator primário que é a saúde.

Quando se trabalha numa grande ou pequena empresa e a pressão faz parte do dia a dia começamos a perder sem perceber, começamos suprimir qualidade e minar até mesmo uma possível mente brilhante, o que cedo ou tarde levará a exaustão, ou seja: não aguentar mais executar determinada função ou querer mudar de área.

Os limites do ser humano existem e não são generalizados, são individuais, na verdade cada um tem seu modus operandi. Não respeitar essa ” velocidade individual” para determinadas funções pode gerar desgaste. Os seres humanos têm habilidades e talentos diversos, portanto não adianta forçar e exigir demais em certos casos.

Identificar e direcionar às atividades que abordam os pontos fortes de cada um é extremamente eficaz, esse pode ser um papel desempenhado pelo líder ou uma sugestão do próprio funcionário. Assim as pessoas podem trabalhar com mais satisfação e motivação, o que acaba sendo mais produtivo a curto e longo prazo.

Então que tal encarar seus limites e respeitá-los, assim todos saem ganhando!

Por Danilo España/Colaboração Luah Galvão

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Sua motivação é mecânica ou você é realmente motivado?

Na nossa volta ao mundo constatamos que existem dois tipos principais de motivação. Um deles é a “motivação mecânica”, ou seja, o simples impulso que leva à uma ação (como todas aquelas atitudes praticamente automáticas do dia a dia), e o outro tipo de motivação, a “real motivação”, aquela que nos gera o entusiasmo e vem da satisfação em cumprir uma necessidade interior (muitas vezes difícil de identificar, chamada de “Ouro Interno” ou Talento).

Mas se não definirmos muito bem quais são as nossas reais necessidades ficaremos gastando à toa o nosso bem mais precioso, o tempo. E aí nosso entusiasmo pode ir por água abaixo caso não saibamos diferenciar e identificar o que nos motiva.

Nos países pelos quais passamos até agora pudemos notar que as influências da cultura e da religião definem a maior parte da “motivação mecânica” de um povo, algumas ações se tornam padronizadas, um belo exemplo disso é que no Vietnã muitos produzem aqueles típicos chapéus de palha e carregam seus utencílios da mesma maneira.

Assim como em Bali, todas as casas seguem um padrão religioso na construção, desde a disposição dos cômodos, número de degraus, direções, dimensões até os enfeites, influenciados pelo Hinduísmo. Então, muitos homens e mulheres executam várias funções mecânica, cultural e religiosamente, sem contestar absolutamente, não criando algo diferente ou mais pessoal nesse contexto.

 

Observando essas ações cotidianas podemos dizer que a maioria das pessoas seguem padrões, mas também há os que se destacam, que são reconhecidos e mais valorados.

Quando notamos alguém mais entusiasmado que os demais vamos direto perguntar e tentar descobrir como isso acontece.

Desse modo começamos a entender um pouco mais sobre a “real motivação”, a descobrir quais são os pontos comuns entre pessoas mais entusiasmadas e motivadas em qualquer lugar do mundo. Foi unânime até agora o fato de que: quem ama o que faz, seja trabalho ou lazer, leva vantagens. E em todos esses casos, a coragem foi uma das palavras que melhor descreveu a diferença para os demais.

Talvez esses sejam os mais belos desafios do homem: descobrir suas paixões, suas aptidões e acreditar em si próprio.

Por Danilo España.

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Talento tipicamente balinês

Sentado no chão da varanda, rodeado por meia dúzia de telas estava sentado um homem de quase 70 nos, cabelos ainda bem pretos, lisos, cortados como os de um índio, cujo nome, viemos a descobrir mais tarde ser o mesmo nome da homestay onde nos hospedávamos: JATI.

Estamos em Ubud, cidade localizada no centro da ilha de Bali (confira nossa outra matéria sobre Ubud clicando aqui), esse pólo artísco da ilha produz tanta arte que chega transbordar, arrematando países do mundo inteiro, inspirando a decoração de casas, bares, restaurantes, Spa`s, Hotéis, etc.

Encontramos um exemplo vivo do alcance dessa arte: Jati, o homem das pinturas balinesas já teve sua arte exibida nos Estados Unidos, Escócia, Holanda e Japão e já atendeu a pedidos especialíssimos como quadros que vendeu para algumas embaixadas ao redor do mundo.

Esse homem encontrou um meio de representar os detalhes mais pontuais da beleza e da cultura de Bali, mulheres rodeadas de flores em cenários bucólicos,  outras carregando frutas, homens pescando em barquinhos típicos, os magníficos campos de arroz e muitas outras cenas.

Tudo vem de uma mistura entre o que viu um dia e o que sua imaginação pôde transformar, há muitos anos executa a mesma função sem se cansar, a criação de cada tela é um novo desafio que pode durar meses…

Jati perdera cedo seu pai, fora criado por seu tio, foi a jardinagem o seu primeiro trabalho antes que o holandês Rudolph Bonnet enxergasse o talento do jovem rapaz que pintava nas  horas vagas, Rudolph o chamou para pintar em seu estúdio após ver uma de suas obras em processo de criação, O Pescador, que anos mais tarde veio a se tornar uma pintura de notoriedade internacional.

Vê-lo com tanta disposição, bom humor e motivação nos instigou a querer saber mais sobre esse homem, que todos da ilha conhecem e respeitam, até porque protagoniza o espaço de várias das paredes do Neka Museum e páginas e mais páginas de diversos livros de arte.

O pintor não permite que suas obras sofram influências das pessoas que as compram, ou seja, ninguém escolhe o que ele vai pintar, ele simplesmente pinta o que gosta, manifesta apenas o que seus sentimentos permitem, uma verdadeira lição de determinação e coragem de seguir seu próprio caminho.

Sua origem simples não o impediu de absolutamente nada, seguir o seu próprio talento o levou a conhecer diversos países do mundo, a ser premiado e reconhecido em muitos livros, que teve todo prazer de nos mostrar. Sentimos o orgulho que Jati tem de sua própria história.

Quem quiser conhecer as obras de arte ao visitar a cidade de Ubud, em Bali, suas obras ficam numa galeria no mesmo terreno da sua homestay, que tem uma linda vista para os tradicionais campos de arroz.

Por Danilo España

Assista ao vídeo para conferir um pouco mais da obras desse talento tipicamente balinês:

Imagem de Amostra do You Tube

http://walkandtalkbrasil.blogspot.com/2011/05/bali-ilha-dos-deuses-parte-2.html

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Hotel-Museu, literalmente deu certo!

Imagine um lugar que seus olhos nunca esperaram vislumbrar, onde cada catinho guarda um detalhe e uma surpresa agradável acontece a cada passo!

Vista de dentro do Hotel IUDIA para os Templos e Pagodas budistas.

Tudo nasceu da vontade e determinação de uma Tailandesa nascida em Bangkok, escritora de livros e professora de História na Universidade, mas foi em Londres que terminou seus estudos.

Pim é o seu nome, e sua verdadeira paixão são as cerâmicas, importadas de vários países por sua família há gerações. Pim estuda as origens e utilizações das peças, identifica a que período histórico pertence e cataloga todas as informações, dispondo-as das maneiras mais belas, através de livros e agora também em seu novo hotel chamado IUDIA, que fica na cidade de Ayutthaya, 77 Km ao norte da Tailândia, cidade que foi a antiga capital do reino.

Sua idéia foi trazer sua paixão pra mais perto, sempre adorou o clima dos museus, então pensou: por que não criar um local onde as pessoas podem estar em contato com estas obras maravilhosas? Um Hotel-Museu lhe veio à mente, assim seus amigos poderiam estar mais próximos dela num recanto de paz e beleza.

Outra escolha decisiva foi a paisagem, Pim encontrou um terreno com uma das vistas mais belas da cidade e agora vive divide seu tempo para cuidar do seu xodó e continuar suas pesquisas. Passa alguns dias da semana em Bangkok e depois volta para seu “retiro espiritual”.

Pim é a simpatia em pessoa e acredita que seu novo negócio veio por causa de seu verdadeiro amor ao que faz, uma consequência direta de fazer o que gosta.

A cidade é repleta de ruínas pitorescas e atrai milhares de turistas diariamente, porém poucos se hospedam na cidade por haverem poucos hotéis de qualidade e pela proximidade de Bangkok, mas a cidade tem muito mais do que um só dia pode oferecer.

Pim tem uma técnica de marketing não muito usual, mas extremamente eficaz e curiosa: nos sites em que anuncia os quartos disponíveis ela não revela os melhores ângulos e cenários de seu hotel, deixa apenas fotos caseiras, pois ela prefere que o hóspede tenha uma agradabilíssima surpresa ao chegar, assim acaba indicando a outras pessoas por ficar perplexo com tanta beleza e hospitalidade.

Notamos a alegria e o sorriso estampado no rosto de cada funcionário, logo perguntamos à ela qual era o segredo, docemente ela nos respondeu que era o “Sentimento de Dono”, todos cuidam do hotel e suas funções como se estivessem cuidando de sua própria casa, lá é somente uma extensão. Cada funcionário é antes de mais nada um ser humano.

Talvez esse seja um dos segredos do sucesso de qualquer empreitada na vida, fazer de coração!

Texto Danilo España

Fotos Danilo España e Luah Galvão

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In Vitro de Pai para Filha

Quanto mais andamos e colecionamos histórias por esse mundo afora mais nos impressionamos com os múltiplos caminhos que essa vida pode nos oferecer e o quanto pequenas escolhas podem virar grandes negócios. Muitas vezes a prosperidade sopra ao pé do nosso ouvido, seguí-la é uma opção.

O Policial Sargento Major Somphu Nuchkrue cuidava da fronteira entre Tailândia e Vietña há muitos e muitos anos atrás, acabou descobrindo na natureza ao seu redor uma grande paixão: as orquídeas. Durante seu trabalho, sempre que se deparava com uma espécime rara parava para estudá-la. Esse foi o ponto de partida para o Major que virou colecionador, coletando espécies selvagens dessa flor ornamental. Aproveitava seus dias livres e férias para se dedicar ao estudo dessas plantas, que ao contrário do que muitos imaginam, não são parasitas, alimentam-se apenas do material em decomposição das árvores onde crescem.

Em 1968 aposentou-se e ingressou no curso “Fundamental Orchid Culture” que acabara de abrir no Departamento de Agricultura na Universidade de Chiang Mai (região norte da Tailândia), aproveitou a oportunidade para aperfeiçoar seu conhecimento nas técnicas de cultivo, uso de fertilizantes, e fertilização in vitro. Ao término do curso passou a cultivar as flores em sua própria casa aproveitando sementes de orquídeas raras compradas de algumas tribos e também as mudas coletadas no habitat selvagem.

Em 1970 abre as portas ao público do “Sainamphung Orchid Farm”, hoje a maior fazenda de orquídeas do Norte da Tailândia, sua produção e muitas de suas flores já foram premiadas e estiveram presentes em inúmeras matérias. São mais de 40 anos de estudo, trabalho e desenvolvimento de espécies comuns, raras e híbridas. O negócio passou de pai para filha que hoje administra com o marido os negócios da família. O casal ampliou a fazenda e continuou concretizando os sonhos de Somphu que faleceu aos 77 anos, seguindo as diretrizes para o crescimento da fazenda assim como o patriarca sonhara. Um de seus sonhos foi a criação de um espaço que pudesse simular a natureza selvagem onde nascem muitas das orquídeas, e seu sonho virou uma mata farta e aprazível onde nós leigos no assunto pudemos entender melhor sobre essa flor exótica que gosta do calor e das alturas … Suas raízes nunca tocam o chão …

Fomos guiados em toda a visita por Yody, neto do ex Major que contou cada detalhe do local com um orgulho latente, apontando seguir os passos do avô e dos pais. Também um sonhador, quer dar seguimento as negócios de família consolidando cada vez mais a produção da fazenda. Se Yody seguir com seus planos essa será a terceira geração que dá continuidade e se beneficia do sonho de um ex policial de fronteira. Somphu passou a maior parte da sua vida guardando e zelando pelas fronteiras de seu país e teve a sensibilidade e sabedoria para no momento certo, abrir outra fronteira … a de sua própria vida.

Acho que nenhum de seus descendentes imaginaria o que seguir uma paixão poderia fazer, hoje o próspero legado de Somphu está aí, traduzido em forma de flores e infinitas cores.

Fotos e texto Luah Galvão

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Os traços da obstinação

Se o assunto é talento, encontramos a pessoa certa! O nome dele é DAS, dono de mãos habilidosas quando o negócio é desenho.

Esse tailandês de 30 anos descobriu cedo, bem cedo mesmo o que queria fazer da vida pois aos 7 anos disse “quero ser cartunista”.

Bom, mas que aconteceu na vida desse rapaz que sabia o que queria? Que diferença isso fez para chegar a uma carreira de sucesso? Entrevistamos Das na cidade de Bangkok onde vive atualmente de sua arte, trabalha como cartunista para algumas editoras com as quais divide os lucros que provém das vendas dos famosos mangás e gibis.

Desde pequeno sua história foi de pura obstinação, pois descobriu que sentia prazer em desenhar e percebeu também que desenhando ele podia criar, a partir daí colocou na cabeça que seria isso o que faria pelo resto de sua vida. Aí está algo realmente raro de se encontrar, alguém tão obstinado e certo do caminho a seguir mesmo com a plena incerteza de onde esse caminho poderia dar.

Mas os deuses conspiram a favor daqueles que seguem seus talentos, essa é a meritocracia divina, assim como o que é feito com paixão e carinho acaba sendo recompensado algum dia, muitas pessoas não tem paciência para esperar o reconhecimento, mas certamente ele virá.

Das não teve pressa, nunca abandonou a prática do que lhe apaixona e dessa maneira passa seus dias desenhando, criando e inovando pois esse é o mundo em que ele enxerga infinitas possibilidades, talvez essa seja uma dica para encontrar o seu talento, onde você enxerga infinitas possibilidades?

Das tenta transportar para o papel as cenas que ele presencia no dia a dia, colocando seu toque pessoal, com pitadas de humor, de romance, de tragédia ou de suspense recriando cenas e histórias que ilustram muitas páginas das disputadas revistinhas.

Aonde quer que vá ele leva seus papéis, lápis, canetas colorias e começa a desenhar, espalha todos os desenhos anteriores ao seu redor, o que atrai muitos curiosos que acabam lhe pedindo para que façam seus retratos. Assim Das complementa sua renda e se matém treinado, está sempre em movimento traduzindo tudo o que está a sua volta para um outro mundo.

Sua certeza o fez chegar onde chegou e percebe-se a realização que Das sente no que faz, o que nos confirmou durante a entrevista.

Encontrá-lo nos fez refletir sobre a obstinação, talvez nós precisemos acreditar mais nos nossos talentos e ter a coragem de seguí-los, sempre haverão esforços mas só assim encontraremos nossos caminhos.


Imagem de Amostra do You Tube

Texto, fotos e vídeo Danilo España

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Imaginação não é Criatividade !!

Eu e o Danilo antes de viajarmos ganhamos um livro sobre desenvolvimento de talento, paixão e motivação – tema central do nosso projeto Walk and Talk. O autor Ken Robinson tem um currículo invejável e é um líder internacionalmente conhecido na área de desenvolvimento da criatividade, inovação e recursos humanos.

Lendo um dos capítulos do seu livro “O Elemento-Chave”, achei uma conexão bacana com a nossa matéria anterior que trata sobre o desenvolvimento da criatividade. Gostei muito do ponto de vista do autor do livro e gostaria de compartilhar … aqui vai :

Imaginação não é o mesmo que criatividade. A criatividade leva a macânica da imaginação a outros níveis. Defino a criatividade como “o processo de ter idéias originais que possuam valor”. A imaginação pode ser totalmente interna, podemos ficar o dia inteiro imaginando coisas sem que ninguém note. Todavia, ninguém jamais dirá que alguém foi criativo se essa pessoa nunca fez nada. Para ser considerado criativo, é preciso fazer alguma coisa concreta, porque ser criativo implica colocar a imaginação em funcionamento para criar algo novo, para encontrar novas soluções para problemas e, inclusive, incitar problemas ou perguntas diferentes.

A criatividade pode ser encarada como uma espécie de imaginação aplicada. Você pode ser criativo em qualquer campo – em tudo que envolva o uso da inteligência, seja na música, dança, matemática, nas ciências, nos negócios, no relacionamento com outras pessoas. Isso ocorre porque a inteligência humana é tão maravilhosamente diversa que os indivíduos são criativos das maneiras mais extraordinárias”.

É isso aí … quanto mais caminhamos na nossa expedição entrevistando gente e vivenciando experiências ao redor desse mundo gigante, mais vamos chegando a conclusão do poder que a criatividade tem em nos tirar do tão conhecido “estado de conforto” para engatilhar um salto qualitativo em nossas vidas tanto como profissionais como seres humanos.

O importante é criar o costume de marcar um encontro com sua criatividade. E se esse for um compromisso assumido, ela virá!!!

Que tal marcar um encontro ainda hoje ?!

Por Luah Galvão / www.walkandtalk.com.br / facebook: walk and talk

 

 

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