Exemplo de liderança.

Certos líderes possuem latente em seu DNA a natureza de grandes chefes !! Ocupar uma posição de destaque tem inúmeras benesses, mas principalmente deveres enquanto representantes de uma posição mítica e inspiradora de uma nação, um clã, um grupo, uma equipe, uma família …  Nem sempre os cargos de liderança são ocupados por exemplos a serem seguidos, liderar é uma arte dotada de múltiplos afazeres, deveres e responsabilidades. Um líder pode levar seus seguidores ao sucesso ou à derrocata, por isso a importância de sua conduta  e a consciência de seu poder encantatório e inspirador.

Quero compartilhar com vocês a história do Rei da Tailândia Bhumibol Adulyadej, monarca mais longevo atualmente no comando, em termos globais também possui a maior fortuna, evidenciando sua permanência de mais de 6 décadas frente a uma nação. Seus 35 milhões de dólares em fortuna pessoal lhe conferem a posição de primeira fortuna dentro do score dos monarcas vivos, ultrapassando a passos largos por exemplo, a Rainha Elizabeth da Ingleterra. A parte que interessa nessa informação é saber que através de sua fortua multiplica projetos e mais projetos em prol a sociedade, hoje são mais de 3000 espalhados em solo tailandês, distribuidos nas áreas de desenvolvimento agrário, sustentabilidade, saúde, educação …

O monarca fez um exímio trabalho junto ao desenvolvimento da saúde e medicina que provavelmente é correlato ao fato de ser filho de uma enfermeira, sua mãe era plebléia vinda de uma família de médicos. Para homenageá-la Bhumibol Adulyadej montou centros de pesquisa e medicina avançada, alavancando Bangkok, capital do reino,  ao status de centro de referência na Ásia, atraindo pacientes de vários países vizinhos e também do Oriente Médio para tratamentos na Tailândia. Patrocina médicos em formação a estudarem nos centros mais desenvolvidos do mundo para trazerem as grandes inovações para o país.

Bhumibol desde muito jovem promoveu seu país ao desenvolvimento, foi responsável por introduzir a democracia na Tailândia. Erradicou o analfabetismo, elevando a 98% o índice de alfabetização do seu povo. É idolatrado e reverenciado tal e qual Buda (90% dos tailandeses são budistas). Suas fotos são espalhadas por todos os lares, negócios, escolas, hospitais, barracas de rua e até taxis … basta um tailandês se deparar com a imagem do Rei para que faça reverência !! Bhumibol Adulyadej é um mito vivo !!

Hoje com 84 anos ainda cruza os 4 cantos de seu país apontando necessidades e afazeres para melhoria de sua pátria. O que o difere de outros líderes é essa eterna busca pela excelência e o fato de não aceitar apenas a parte ilustrativa e fugurativa de seu cargo. Apesar de ser rei numa monarquia constitucional e portanto não ser o chefe do Governo e sim do Estado, participa ativamente das decisões deferidas pelo primeiro ministro.

Sua sucessão é assunto que todos evitam, seu único filho é dotado de uma certa rejeição por parte dos “súditos” sendo uma de suas filhas a “escolhida” popularmente para a sucessão mas como o país não permite que uma mulher ocupe o trono, o povo tailandês prefere não tocar no assunto, ao invés disso reproduzem cotidianamente em alto e bom tom a frase: “ Vida Longa ao Rei” .

Um líder quando é visto como herói tem o poder fidedigno de comover e inspirar seu clã, que passa a seguí-lo pelo coração e não apenas pela razão ou até obrigação. Bhumibol Adulyadej ao longo das últimas décadas vem cumprindo seu caminho de herói, um caminho mítico que poucos líderes tem a capacidade e o talento para trilhar, um caminho que o consolida frente ao seu grupo, o transforma em ícone que inspira e conduz para o verdadeiro crescimento  !!

Todos somos líderes em alguma área de nossas vidas …

Você já foi um grande líder hoje ??!!

Por Luah Galvão.

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Dinheiro Móvel

Gente, olha que idéia de serviço incrível encontramos mundo afora, pena que tão distante da nossa realidade no Brasil …

Estávamos em Ayutthaya, antiga Capital do reino da Tailândia e patrimônio histórico da humanidade, mais precisamente na “Old City”, como eles chamam, e onde podem ser vistas as maravilhosas ruinas do antigo império … Pois bem, no segundo dia nessa cidade pitoresca passamos no meio de uma feira típica, lotada de barraquinhas com comidas estranhas, muito artesanato e quinquilharias … uma feira basicamente frequentada pelos turistas da própria Tailândia e mais alguns gatos pingados como nós, turistas estrangeiros.

Buenas, de repente avistamos uma vanzinha “bunitinha”, novinha com um letreiro do ATM (automated teller machine), o conhecido caixa eletrônico, que nesse caso aceitava as bandeiras mais conhecidas de cartão, inclusive permitindo saques internacionais. A novidade é que essa van trazia acoplada em sua lateral uma máquina para saque de papel moeda.

A van estava estacionada na entrada da feira só esperando a visita de turistas consumistas, afinal em feiras publicas só se aceita papel moeda. Gente, olha a comodidade desse serviço: um caixa eletrônico móvel !! Acabou a feira o motorista fecha o sistema e segue pro proximo ponto de atendimento.

A van fica ao ar livre, sem proteção, vidros, lacres, seguranças … nada … pra ser sincera não vimos sequer alguém supervisionando !! Apenas flagramos uma mocinha ao final do “ “expediente” fechando o sistema de um modo bemmmm caseiro.

Imaginem essa realidade no nosso Brasil ??!! Infelizmente inimaginável …

Será que um dia vamos ter paz e segurança pra conseguir importar esse sistema inteligente, eficiente e moderno ??!!


para saber mais sobre Ayutthaya:

-http://walkandtalkbrasil.blogspot.com/2011/03/ayutthaya-antiga-capital-do-reino-da.html

-http://vocesa.abril.com.br/blog/o-que-te-motiva/2011/04/13/hotel-museu-literalmente-deu-certo/

e mais fotos na Galeria Walk and Talk: http://www.flickr.com/photos/walkandtalk/

Por Luah Galvão.

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Hotel-Museu, literalmente deu certo!

Imagine um lugar que seus olhos nunca esperaram vislumbrar, onde cada catinho guarda um detalhe e uma surpresa agradável acontece a cada passo!

Vista de dentro do Hotel IUDIA para os Templos e Pagodas budistas.

Tudo nasceu da vontade e determinação de uma Tailandesa nascida em Bangkok, escritora de livros e professora de História na Universidade, mas foi em Londres que terminou seus estudos.

Pim é o seu nome, e sua verdadeira paixão são as cerâmicas, importadas de vários países por sua família há gerações. Pim estuda as origens e utilizações das peças, identifica a que período histórico pertence e cataloga todas as informações, dispondo-as das maneiras mais belas, através de livros e agora também em seu novo hotel chamado IUDIA, que fica na cidade de Ayutthaya, 77 Km ao norte da Tailândia, cidade que foi a antiga capital do reino.

Sua idéia foi trazer sua paixão pra mais perto, sempre adorou o clima dos museus, então pensou: por que não criar um local onde as pessoas podem estar em contato com estas obras maravilhosas? Um Hotel-Museu lhe veio à mente, assim seus amigos poderiam estar mais próximos dela num recanto de paz e beleza.

Outra escolha decisiva foi a paisagem, Pim encontrou um terreno com uma das vistas mais belas da cidade e agora vive divide seu tempo para cuidar do seu xodó e continuar suas pesquisas. Passa alguns dias da semana em Bangkok e depois volta para seu “retiro espiritual”.

Pim é a simpatia em pessoa e acredita que seu novo negócio veio por causa de seu verdadeiro amor ao que faz, uma consequência direta de fazer o que gosta.

A cidade é repleta de ruínas pitorescas e atrai milhares de turistas diariamente, porém poucos se hospedam na cidade por haverem poucos hotéis de qualidade e pela proximidade de Bangkok, mas a cidade tem muito mais do que um só dia pode oferecer.

Pim tem uma técnica de marketing não muito usual, mas extremamente eficaz e curiosa: nos sites em que anuncia os quartos disponíveis ela não revela os melhores ângulos e cenários de seu hotel, deixa apenas fotos caseiras, pois ela prefere que o hóspede tenha uma agradabilíssima surpresa ao chegar, assim acaba indicando a outras pessoas por ficar perplexo com tanta beleza e hospitalidade.

Notamos a alegria e o sorriso estampado no rosto de cada funcionário, logo perguntamos à ela qual era o segredo, docemente ela nos respondeu que era o “Sentimento de Dono”, todos cuidam do hotel e suas funções como se estivessem cuidando de sua própria casa, lá é somente uma extensão. Cada funcionário é antes de mais nada um ser humano.

Talvez esse seja um dos segredos do sucesso de qualquer empreitada na vida, fazer de coração!

Texto Danilo España

Fotos Danilo España e Luah Galvão

Para saber mais sobre o Projeto Walk and Talk clique aqui.

 

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In Vitro de Pai para Filha

Quanto mais andamos e colecionamos histórias por esse mundo afora mais nos impressionamos com os múltiplos caminhos que essa vida pode nos oferecer e o quanto pequenas escolhas podem virar grandes negócios. Muitas vezes a prosperidade sopra ao pé do nosso ouvido, seguí-la é uma opção.

O Policial Sargento Major Somphu Nuchkrue cuidava da fronteira entre Tailândia e Vietña há muitos e muitos anos atrás, acabou descobrindo na natureza ao seu redor uma grande paixão: as orquídeas. Durante seu trabalho, sempre que se deparava com uma espécime rara parava para estudá-la. Esse foi o ponto de partida para o Major que virou colecionador, coletando espécies selvagens dessa flor ornamental. Aproveitava seus dias livres e férias para se dedicar ao estudo dessas plantas, que ao contrário do que muitos imaginam, não são parasitas, alimentam-se apenas do material em decomposição das árvores onde crescem.

Em 1968 aposentou-se e ingressou no curso “Fundamental Orchid Culture” que acabara de abrir no Departamento de Agricultura na Universidade de Chiang Mai (região norte da Tailândia), aproveitou a oportunidade para aperfeiçoar seu conhecimento nas técnicas de cultivo, uso de fertilizantes, e fertilização in vitro. Ao término do curso passou a cultivar as flores em sua própria casa aproveitando sementes de orquídeas raras compradas de algumas tribos e também as mudas coletadas no habitat selvagem.

Em 1970 abre as portas ao público do “Sainamphung Orchid Farm”, hoje a maior fazenda de orquídeas do Norte da Tailândia, sua produção e muitas de suas flores já foram premiadas e estiveram presentes em inúmeras matérias. São mais de 40 anos de estudo, trabalho e desenvolvimento de espécies comuns, raras e híbridas. O negócio passou de pai para filha que hoje administra com o marido os negócios da família. O casal ampliou a fazenda e continuou concretizando os sonhos de Somphu que faleceu aos 77 anos, seguindo as diretrizes para o crescimento da fazenda assim como o patriarca sonhara. Um de seus sonhos foi a criação de um espaço que pudesse simular a natureza selvagem onde nascem muitas das orquídeas, e seu sonho virou uma mata farta e aprazível onde nós leigos no assunto pudemos entender melhor sobre essa flor exótica que gosta do calor e das alturas … Suas raízes nunca tocam o chão …

Fomos guiados em toda a visita por Yody, neto do ex Major que contou cada detalhe do local com um orgulho latente, apontando seguir os passos do avô e dos pais. Também um sonhador, quer dar seguimento as negócios de família consolidando cada vez mais a produção da fazenda. Se Yody seguir com seus planos essa será a terceira geração que dá continuidade e se beneficia do sonho de um ex policial de fronteira. Somphu passou a maior parte da sua vida guardando e zelando pelas fronteiras de seu país e teve a sensibilidade e sabedoria para no momento certo, abrir outra fronteira … a de sua própria vida.

Acho que nenhum de seus descendentes imaginaria o que seguir uma paixão poderia fazer, hoje o próspero legado de Somphu está aí, traduzido em forma de flores e infinitas cores.

Fotos e texto Luah Galvão

Para saber mais sobre o Projeto Walk and Talk acesse: www.walkandtalk.com.br

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Trem Fantasma

Amigos da Você S/A, aqui vai uma das roubadas do nosso Projeto Walk and Talk, nem tudo são flores na vida de mochileiro mas levando na esportiva sempre dá pra se divertir, mesmo nas situações maaaais estranhas…

Imagem de Amostra do You Tube

Para assistir aos nossos vídeos visite o canal do Walk and Talk no YouTube!


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Os traços da obstinação

Se o assunto é talento, encontramos a pessoa certa! O nome dele é DAS, dono de mãos habilidosas quando o negócio é desenho.

Esse tailandês de 30 anos descobriu cedo, bem cedo mesmo o que queria fazer da vida pois aos 7 anos disse “quero ser cartunista”.

Bom, mas que aconteceu na vida desse rapaz que sabia o que queria? Que diferença isso fez para chegar a uma carreira de sucesso? Entrevistamos Das na cidade de Bangkok onde vive atualmente de sua arte, trabalha como cartunista para algumas editoras com as quais divide os lucros que provém das vendas dos famosos mangás e gibis.

Desde pequeno sua história foi de pura obstinação, pois descobriu que sentia prazer em desenhar e percebeu também que desenhando ele podia criar, a partir daí colocou na cabeça que seria isso o que faria pelo resto de sua vida. Aí está algo realmente raro de se encontrar, alguém tão obstinado e certo do caminho a seguir mesmo com a plena incerteza de onde esse caminho poderia dar.

Mas os deuses conspiram a favor daqueles que seguem seus talentos, essa é a meritocracia divina, assim como o que é feito com paixão e carinho acaba sendo recompensado algum dia, muitas pessoas não tem paciência para esperar o reconhecimento, mas certamente ele virá.

Das não teve pressa, nunca abandonou a prática do que lhe apaixona e dessa maneira passa seus dias desenhando, criando e inovando pois esse é o mundo em que ele enxerga infinitas possibilidades, talvez essa seja uma dica para encontrar o seu talento, onde você enxerga infinitas possibilidades?

Das tenta transportar para o papel as cenas que ele presencia no dia a dia, colocando seu toque pessoal, com pitadas de humor, de romance, de tragédia ou de suspense recriando cenas e histórias que ilustram muitas páginas das disputadas revistinhas.

Aonde quer que vá ele leva seus papéis, lápis, canetas colorias e começa a desenhar, espalha todos os desenhos anteriores ao seu redor, o que atrai muitos curiosos que acabam lhe pedindo para que façam seus retratos. Assim Das complementa sua renda e se matém treinado, está sempre em movimento traduzindo tudo o que está a sua volta para um outro mundo.

Sua certeza o fez chegar onde chegou e percebe-se a realização que Das sente no que faz, o que nos confirmou durante a entrevista.

Encontrá-lo nos fez refletir sobre a obstinação, talvez nós precisemos acreditar mais nos nossos talentos e ter a coragem de seguí-los, sempre haverão esforços mas só assim encontraremos nossos caminhos.


Imagem de Amostra do You Tube

Texto, fotos e vídeo Danilo España

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