Cinema e vinho em Auckland

Que tal um bom filme + um bom vinho pra relaxar ?? Bela dupla não ??

Na onda das boas idéias ao redor do mundo, aqui vai mais uma iniciativa deliciosa de um cineminha em Devenport, uma ilhota a 20 minutos de Auckland (Nova Zelândia). Pois bem, o cineminha que era bemmm pequeno mesmo, mas muito charmoso, estava promovendo uma temporada de filmes franceses e pra acompanhar a sessão colocaram a disposição do consumidor carta de vinhos também franceses da marca Arrogant Frog para serem consumidos … da melhor maneira possível, dentro do cinema assitindo ao filme … Très Chic, não ?! Uma idéia igualmente simples e deliciosa, enebriante … relaxante … ainda mais vendo um bom filme !! Bom, nem sempre os franceses acertam, mas o “casamento” podia ser entre filmes e vinhos chilenos, italianos, espanhóis … já pensou assistir Almodovar apreciando um bom cabernet sauvignon, que dueto tremendo ??

Experimentei algo parecido em Sydney faz alguns anos, onde tive o prazer de comprar um ingresso para um cinema “Film and Wine”, que também tinha essa proposta como diferencial do espaço. Lembro que a seleção dos filmes era fantástica, com títulos de todo o mundo. Antes da sessão, nós espectadores podíamos comprar um bom vinho e comidinhas iteressantes mais tarde acomodados em mesinhas estilo avião, acopladas em nossas poltronas. Em geral tanto na Austrália como na Nova Zelândia os vinhos embalados em garrafinhas de 175 ml são muito consumidos em todas as versões: branco, tinto, rosé e também espumantes, e custam a partir de 4 ou 5 dólares … no cinema podíamos escolher entre uma garrafinha ou uma taça.

No Brasil, nunca vou esquecer da experiência que passei quando assisti “Sideways, entre umas e outras”, filme merecidamente vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado em 2005. O filme era ambientado nas vinícolas da Califórnia durante uma viagem dada de presente pelo protagonista ao melhor amigo, prestes a casar … bom, os personagens passavam de vinícola em vinícola degustando os famosos e deliciosos vinhos californianos, a minha boca salivou durante toda a sessão e na saída já desesperada pra voar para um restaurante fui surpreendida por uma ação de marketing de uma conhecida marca de vinhos, que estava distribuindo para a platéia uma taça para degustação de um novo vinho da marca. De tacinha na mão fui feliz da vida para casa e esqueci o restaurante, tirei o chapéu pra essa ação. Lembro até hoje do pequeno e delicioso prazer que tive, melhor ainda teria sido saboreá-lo dentro da sessão.

É de boas idéia e pequenos prazeres que é vida é feita!!! Quem sabe alguém não se motiva em empreender esse modelo “vinho e cinema” no Brasil …

Por Luah Galvão / www.walkandtalk.com.br

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Um jovem talento da arte milenar

Nossa busca por histórias de motivação muitas vezes acabam envolvendo a descoberta de histórias de talento e não foi diferente ao encontrarmos Wei Lun Ha, um chinês de 24 anos que descobriu cedo seu talento, a arte chinesa de pintar.

Foi durante nossa passagem por Auckland, na Nova Zelândia que nos deparamos com um tipo de arte muito interessante e profundo, um estilo chamado Lingnan. Na mesma mesa em que vários anciãos ocupavam seus lugares para fazerem suas pinturas, Wei estava lá! Descobrimos que é um dos mais jovens pintores da tradicional arte chinesa da pintura fora da China, pois em 2007 houve uma conferência de pintores, em Guangzhou (China) em que Wei era o mais jovem entre todos os presentes.

Resolvemos então perguntar a Wei o que o motivava a pintar um tipo de arte tão rara e tão complexa nos dias de hoje. Wei nos respondeu que três coisas o motivavam a pintar. A primeira era fazer aquilo apenas como hobby, apesar de confessar que seu sonho era ser reconhecido nessa arte, pois também estuda arquitetura na Universidade de Auckland e em breve pretende começar a trabalhar nessa área sem largar a pintura. A segunda era sua vontade de ir para a China e observar a arte tradicional e as paisagens, dessa forma a pintura acaba lhe trazendo

conhecimento e bagagem. E o terceiro motivo a perpetuar essa arte é a recuperação de sua identidade cultural, se aproximar de suas raízes e entender suas origens. Wei diz que sente vergonha quando é questionado sobre sua cultura e não sabe responder.

Se traçarmos um paralelo com a cultura helênica, a qual embasa nossa pesquisa, podemos notar semelhanças com o chamado “Caminho do Herói” no qual que se busca o verdadeiro sentido da existência. E curiosamente Wei faz o mesmo, quando tentar resgatar suas origens, pois é necessário saber de onde vem e quem é para descobrir pra onde ir

Seu talento começou cedo, apenas com 12 anos já adorava desenhar, o que continuou até o período da faculdade. Mas somente conseguiu revelá-lo após encontrar seu mestre, Thomas Li, o qual ensinou a Wei as verdadeiras filosofias por trás da arte da pintura.

Há 6 anos Wei conheceu seu mestre no casamento de uns amigos, Li parecia um homem de negócios, deu seu cartão a Wei e disse para ele comparecer em seu escritório no dia seguinte levando seus desenhos. Wei achava que era um bom pintor, mas logo no primeiro encontro com o mestre Li apontou diversas falhas e erros nos seus desenhos e disse a Wei que não perdesse

seu tempo e nem o dinheiro de seus pais com a pintura. Mas Wei foi teimoso, acreditou em si e se dedicou muito nas semanas seguintes pois queria provar ao professor que merecia ser seu aluno, e assim o foi, Thomas Li o aceitou como aluno, pela mais pura “Meritocracia”, outro pilar da educação arcaica, em que os esforços são reconhecidos e recompensados, certamente estimulando a motivação de Wei a continuar a desenvolver-se na pintura.

A pintura lhe dá prazer, e Wei tenta fazer algum dinheiro com ela enquanto termina seus estudos. Entretanto esse não é seu único talento, o garoto se dedica à arte dos Origamis, às artes marciais (Chen e Aikido) e faz também Cabecas de Leões para uma tradicional dança chinesa.

Depois de nossa conversa, Wei nos mandou um e-mail de agradecimento dizendo que tinha sido muito boa a experiência de conversar com agente, que o tinha feito pensar sobre a espiritualidade de sua arte, podendo entender melhor seu próprio talento. Às vezes as pessoas precisam apenas da oportunidade de serem ouvidas, percebemos em Wei uma empolgação gigante ao nos contar sua história, seja qual for a pessoa, seja qual for o talento, devemos permitir o direito de existir.

Texto: Danilo España – www.walkandtalk.com.br / Galeria: Wei Lun Ha.

Imagem de Amostra do You Tube

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Ano novo chinês, bons negócios à vista !!

Hoje se encerram as celebrações do Novo Ano Chinês que vem acontecendo desde dia 03 de fevereiro!

E agora uma excelente notícia para todos: este ano que se inicia é regido pelo Coelho, deixando para trás o ano do Tigre, considerado mais agressivo. Para nossa alegria o coelho simboliza prosperidade e abundância, dizem ser excelente para acordos comerciais, novos negócios, assinaturas de contrato e até casamentos… atenção solteiros de plantão!!! Em geral é um ano de muita sorte …

Então se você pretende abrir um novo negócio, está no momento da assinatura de um contrato importante essa é a hora de embarcar na onda de motivação do novo ano chinês e pensar positivo, pois pelo visto a maré está pra peixe… e  se pensarmos simbolicamente, até na cultura ocidental o coelho representa fertilidade, portanto … abundância !!

Hoje é a primeira lua cheia do novo ano chinês, um dia sagrado em que a família se reúne para encerrar o ciclo que passou através de um jantar especial em que os membros sentam-se em circulo, estimulando a união de todos, procuram perdoar as ofensas, esquecer as diferenças e evitar os maus pensamentos, assim as energias se somam positivamente para trazer sorte e felicidade no ano que está nascendo.

Estamos em Auckland, Nova Zelândia, país onde a colônia chinesa tem presença significativa. Hoje participamos da tradicional festa de celebração, para nós uma experiência extremamente diferente … o Albert Park estava recheado de lanternas coloridas numa profusão de cores e luzes. Ao anoitecer foi dominado pelas lanternas vermelhas, simbolo chinês da passagem para um novo ano, reza a tradição que durante a comemoração, lanternas vermelhas são acesas e penduradas diante da porta principal das casas, sendo retiradas após os 15 dias do Ano Novo. Fogos de artifício são estourados para espantar os maus espíritos.

A cor vermelha para a cultura chinesa também representa  prosperidade !

O negócio esses próximos dias é “esvaziar as gavetas”, pensar positivo que o ano do Coelho já começou !! Muita prosperidade e bons negócios pra todos vocês!

Texto e Fotos: Luah Galvão e Danilo España.

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