Você viveria sem regras ?!

Você está farto de tantas regras ao seu redor ?? No trabalho, condomínio, clube, na sua cidade ?? As vezes você tem a sensação que as regras só existem pra te limitar ?! Pois é, eu sempre fui a primeira a reclamar, mas ultimamente venho pensando no outro lado da moeda …

Quanto mais viajamos por aí e observamos modelos sócio-culturais distintos mais chego à conclusão que uma boa porção de regras pode ser bastante saudável para o convívio social !!

Outro dia num grande aeroporto do oriente médio flagramos uma situação que mostra como agimos quando as regras inexistem: numa área específica o tal aeroporto gentilmente cedia cadeiras com o encosto reclinado para que passageiros em longos trânsitos pudessem descansar, para a nossa surpresa vimos que os passageiros pensando apenas em seus umbigos juntaram 2 cadeiras formando camas para seu próprio deleite e conforto, sendo assim o espaço passou a favorecer a metade dos passageiros. Vimos muita gente transitando no espaço em busca que uma boa alma que pudesse ceder o que lhes era de direito, mas ao contrário do que deveria ser feito, muita gente chegava a fingir que estava dormindo para não ter que doar a metade de seu belo “leito”. Alguns acabaram se acomodando no chão mesmo pois as cadeiras estavam todas “tomadas”!! Esse tipo de “folga” nunca aconteceria se no espaço houvesse um informativo com uma regra clara determinando o uso de 1 cadeira por passageiro. Umbigos à parte, o ser humano é mesmo fominha, sem querer generalizar até porque diversas raças estavam presentes nessa malevolência coletiva.

Se a gente parar pra pensar, sem regras nosso dia a dia seria um caos!! Elas ajudam a controlar o trânsito coibindo os apressadinhos de plantão, a ordenar filas nos estabelecimentos evitando os fura-fila, disciplinam alunos nas escolas, diminuem a violência e até nos rodízios de alimentos as regras ajudam a acabar com o disperdício quando o mesmo é submetido à multa.

Cingapura - Foto Danilo España

Usando mais exemplos, na nossa passagem  por Cingapura, um dos países com a melhor qualidade de vida ao redor do mundo,, aprendemos muito à respeito do coletivo. O governo buscou nas inúmeras regras de convivência uma maneira de organizar o que seria um caos. Acomodando grupos de várias partes do mundo como indianos, chineses, malaios, árabes, europeus, etc … grupos com culturas totalmente diversas, a cidade poderia ser um banzé, mas ao contrário, Cingapura é uma pérola no meio da Ásia: extremamente limpa, linda, moderna e eficiente. O governo resolveu disciplinar os múltiplos guetos através de inúmeras regras aparentemente excessivas, mas foi assim que a coisa realmente funcionou!! Jogar lixo nas ruas, cuspir no chão, pichar muros, urinar nas vias públicas e fumar em pontos de ônibus, por exemplo, são ações que podem ser punidas com multas pesadas!! E a cidade realmente é um brinco e motivo de orgulho pra seus habitantes. Abrindo um parênteses, comprovamos o quanto as regras funcionam “mesmo” no bairro Little India, conhecido pela grande concentração de indianos, povo que em sua terra natal não preza pela limpeza do meio em que vive, fato que comprovamos em nossa passagem pelo país. E pra nossa agradável surpresa … nada de sujeira!! Deu pra ver o quanto o meio pode influenciar positivamente os hábitos dos seres humanos, basta balizar as ações e corrigir os vícios.

Bairro Little India - Templo Sri Veeramakaliamman - Foto: Danilo España

Se você é um bom samaritano e consegue viver sem regras e controles, pense que talvez outras pessoas ou até o seu próprio vizinho de baia ou de casa podem não ser assim é tão evoluídos. Muita gente ainda age pensando primeiro em seus interesses e depois no coletivo. Então melhor que reclamar pelo excesso das regras que nos rodeiam é refletir em como podemos melhorar nossa conduta no meio social e domar por vezes nosso ego que aponta para atitudes individualistas, as quais todos nós somos passíveis.

Adoraria que a utopia da sociedade perfeita e sem regras pudesse ser um modus vivendi, mas por hora ainda é sonho utópico. A evolução humana infelizmente ainda não nos permite sermos guiados apenas por nossa ética e consciência, essa é uma liberdade que nosso ego ainda não nos permite experimentar. Quem sabe um dia num futuro sem data certa possamos coexistir sem tantos limites criados para conter a nossa ansia de abraçar vantagens sobre nossos semelhantes.

Por Luah Galvão

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Você sabe qual é a maior MOTIVAÇÃO do povo balinês ?

Uma das maiores motivações do povo balinês é a a religião e o culto aos seus inúmeros Deuses Hindus. Em Bali, a fé e a crença se refletem na arquitetura, no vestuário, na dança, música, pintura, nas festividades, na estrutura familiar e social e também no dia a dia dos balineses.

A religião ao longo da história tem mostrado que é um ponto de união e preservação da cultura da Ilha dos Deuses, como é chamada …

Aqui vai um vídeo que gravamos mostrando um pouco desse jeito diferente de ser …

Imagem de Amostra do You Tube

Pra quem quiser saber mais sobre a cultura de Bali é só acessar o Blog da Viagem: www.walkandtalk.br.com !!

Nos vemos por aqui … Luah e Danilo

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Mulheres na labuta !!

Amigos da Você S/A, uma coisa que fica visível no comportamento do povo balinês é que em geral as mulheres trabalham muitooo mais que os homens. Pois é  meus caros, os homens aqui não tem muita vocação para colocar a mão na massa e tampouco são muito cavalheiros, esse comportamento fica bem nítido quando trocamos nossas lentes de turistas e passamos a observar a vida como ela é !!

As mulheres ao contrário, além de cuidarem dos inúmeros filhos pois as famílias balinesas em geral são extremamente numerosas, também passam muitassss horas de seu dia na labuta. Aqui não existe muita regra para as horas trabalhadas, vimos casos de mulheres trabalhando em pousadas, restaurantes ou no comércio das 6 da manha as 11 da noite … e trabalham MESMO !!!

Os homens em geral sempre estão em grupo, se divertem e trabalham coletivamente, sempre dando aquela “paradinha“ pra um bilharzinho, uma cervejinha, uma pescaria …

Talvez nesse momento muitos de vocês homens estejam pensando “POR QUE NÃO MORAR EM BALI ??”, mas acho que sinceramente esse modus vivendi iria perder a graça em pouco tempo, a leseira excessiva acaba cansando !! Nós no Brasil temos um senso de urgência e de produtividade que iria se colocar contra essa maré …

Voltando ao papo do cavalheirismo … ajudar a carregar as malas ou abrir as portas do carro por exemplo, requer um esforço enormeeeee dos balineses, mas basta você precisar de uma indicação sobre qualquer localidade ou uma informação sobre a cultura da Bali que eles abrem um enorme sorriso e se colocam prestes à ajudar.

Deu pra ver que ser mulher em Bali requer uma dose sacrifício extra !!

Se quiser saber mais sobre a Cultura de Bali é só acessar o nosso Blog: www.walkandtalk.com.br

Nos vemos por aqui !!

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Terreno, Família e Propriedade!

O modo de vida do Balinês tem suas diferenças em relação aos costumes brasileiros.

Uma delas é que as pessoas dessa ilha geralmente moram em vilas, ou seja, num grande terreno os balineses constroem várias casas, ou quartinhos com um banheiro e cozinha, sendo uma casa principal para os pais e as demais para os filhos homens que vão se casando e constituem sua família no mesmo terreno que o patriarca e a matriarca, fazendo com que as famílias permaneçam sempre unidas. As pessoas são livres para ir e vir ou mesmo optar por morarem sozinhas se preferirem, mas no geral as famílias permanecem juntas dividindo o mesmo espaço comum, que é a área externa da casa!

É nesse mesmo terreno que constroem seus templos e diariamente fazem suas oferendas aos Deuses hindus.

Para os que possuem grandes terrenos, uma forma de gerar dinheiro extra é construir algumas suites que podem ou não ser acrescidas de cozinhas para serem alugadas por turistas que querem gastar pouco, aproximadamente 5 dólares por dia pra se hospedarem em Bali, o que é o nosso caso …. ou mesmo alugar para os locais que optaram por morar sozinhos. Como tudo aqui na Ilha os Balineses provavelmente pagam um preço ainda menor do que nós “turistas”.

Por aqui nenhum estrangeiro pode comprar terreno, somente é possível pagar por uma licença de uso e renová-la após o vencimento. A duração do contrato de leasing, como é chamado, varia podendo chegar até 30 anos, dessa forma os balineses nunca perderão seu território, até porque ilhas, tem seus limites geográficos bem definidos! (Sic)

Por Danilo España

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O Balinês e o Dinheiro

Todos sabem dos encantos da Ilha de Bali, mas o que nem todos sabem é que algumas coisas estão mudando drasticamente no cotidiano de quem escolhe esse conhecido paraíso para desfrutar de bons momentos e um bocado de paz.

Há anos o turismo tem trazido muito dinheiro aos balineses. Porém eles não estão sabendo como lhe dar com essa situação e uma nova cultura no trato com os turistas está surgindo e pode ser notada em qualquer canto da ilha, essa cultura se resume em tentar vender algo o tempo todo, de uma maneira quase assustadora. Eles cutucam o seu braço, te seguem por mais de 100 metros pelas ruas insistindo para que você compre na loja deles, outros espalhados pelas ruas, sentados em suas motos ou nas calçadas  te oferecem transporte, seja carro ou motocicleta incessantemente!

O problema é o evidente desespero pelo dinheiro que está entrando em confronto com a beleza de sua cultura e das belas paisagens espalhadas pela ilha. Muitas vezes o turista se sente inibido por tanta insistência e se desanima em sair pois não se pode andar pelas ruas tranquilamente. Até tomando sol mulheres com seus chapéus típicos de palha chegam a te cutucar e acordar para oferecer massagem!

Bali certamente tem muito a oferecer, mas esses ingredientes estão destemperando a receita do sucesso, espantando os turistas.

Os policiais ao perceberem que os carros são conduzidos por estrangeiros, não hesitam em abordá-los com o intuito de encontrar alguma irregularidade e até mesmo criá-la para que assim possam ganhar algum dinheiro extra, como se fôssemos notas de Doláres ambulantes.

Isso me lembra a história do “Toque de Midas”, cujo mito retrata a enorme ganância do Rei ao transformar tudo que tocava em ouro, o que acabou espantando a todos e enfiando os pés pelas mãos.

Apesar dessa realidade e de alguns contratempos ainda é possível encontrar o que se vem buscar em Bali, sejam as belas praias de águas cristalinas, as perfeitas ondas, sejam as paisagens pitorescas, como vulcões, campos de arroz ou templos. Algumas excessões à regra sobrevivem, e são esses momentos que nos fazem sentir em Bali, como sorrisos puros e hospitalidade sincera!

Por Danilo España

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In Vitro de Pai para Filha

Quanto mais andamos e colecionamos histórias por esse mundo afora mais nos impressionamos com os múltiplos caminhos que essa vida pode nos oferecer e o quanto pequenas escolhas podem virar grandes negócios. Muitas vezes a prosperidade sopra ao pé do nosso ouvido, seguí-la é uma opção.

O Policial Sargento Major Somphu Nuchkrue cuidava da fronteira entre Tailândia e Vietña há muitos e muitos anos atrás, acabou descobrindo na natureza ao seu redor uma grande paixão: as orquídeas. Durante seu trabalho, sempre que se deparava com uma espécime rara parava para estudá-la. Esse foi o ponto de partida para o Major que virou colecionador, coletando espécies selvagens dessa flor ornamental. Aproveitava seus dias livres e férias para se dedicar ao estudo dessas plantas, que ao contrário do que muitos imaginam, não são parasitas, alimentam-se apenas do material em decomposição das árvores onde crescem.

Em 1968 aposentou-se e ingressou no curso “Fundamental Orchid Culture” que acabara de abrir no Departamento de Agricultura na Universidade de Chiang Mai (região norte da Tailândia), aproveitou a oportunidade para aperfeiçoar seu conhecimento nas técnicas de cultivo, uso de fertilizantes, e fertilização in vitro. Ao término do curso passou a cultivar as flores em sua própria casa aproveitando sementes de orquídeas raras compradas de algumas tribos e também as mudas coletadas no habitat selvagem.

Em 1970 abre as portas ao público do “Sainamphung Orchid Farm”, hoje a maior fazenda de orquídeas do Norte da Tailândia, sua produção e muitas de suas flores já foram premiadas e estiveram presentes em inúmeras matérias. São mais de 40 anos de estudo, trabalho e desenvolvimento de espécies comuns, raras e híbridas. O negócio passou de pai para filha que hoje administra com o marido os negócios da família. O casal ampliou a fazenda e continuou concretizando os sonhos de Somphu que faleceu aos 77 anos, seguindo as diretrizes para o crescimento da fazenda assim como o patriarca sonhara. Um de seus sonhos foi a criação de um espaço que pudesse simular a natureza selvagem onde nascem muitas das orquídeas, e seu sonho virou uma mata farta e aprazível onde nós leigos no assunto pudemos entender melhor sobre essa flor exótica que gosta do calor e das alturas … Suas raízes nunca tocam o chão …

Fomos guiados em toda a visita por Yody, neto do ex Major que contou cada detalhe do local com um orgulho latente, apontando seguir os passos do avô e dos pais. Também um sonhador, quer dar seguimento as negócios de família consolidando cada vez mais a produção da fazenda. Se Yody seguir com seus planos essa será a terceira geração que dá continuidade e se beneficia do sonho de um ex policial de fronteira. Somphu passou a maior parte da sua vida guardando e zelando pelas fronteiras de seu país e teve a sensibilidade e sabedoria para no momento certo, abrir outra fronteira … a de sua própria vida.

Acho que nenhum de seus descendentes imaginaria o que seguir uma paixão poderia fazer, hoje o próspero legado de Somphu está aí, traduzido em forma de flores e infinitas cores.

Fotos e texto Luah Galvão

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Ano novo chinês, bons negócios à vista !!

Hoje se encerram as celebrações do Novo Ano Chinês que vem acontecendo desde dia 03 de fevereiro!

E agora uma excelente notícia para todos: este ano que se inicia é regido pelo Coelho, deixando para trás o ano do Tigre, considerado mais agressivo. Para nossa alegria o coelho simboliza prosperidade e abundância, dizem ser excelente para acordos comerciais, novos negócios, assinaturas de contrato e até casamentos… atenção solteiros de plantão!!! Em geral é um ano de muita sorte …

Então se você pretende abrir um novo negócio, está no momento da assinatura de um contrato importante essa é a hora de embarcar na onda de motivação do novo ano chinês e pensar positivo, pois pelo visto a maré está pra peixe… e  se pensarmos simbolicamente, até na cultura ocidental o coelho representa fertilidade, portanto … abundância !!

Hoje é a primeira lua cheia do novo ano chinês, um dia sagrado em que a família se reúne para encerrar o ciclo que passou através de um jantar especial em que os membros sentam-se em circulo, estimulando a união de todos, procuram perdoar as ofensas, esquecer as diferenças e evitar os maus pensamentos, assim as energias se somam positivamente para trazer sorte e felicidade no ano que está nascendo.

Estamos em Auckland, Nova Zelândia, país onde a colônia chinesa tem presença significativa. Hoje participamos da tradicional festa de celebração, para nós uma experiência extremamente diferente … o Albert Park estava recheado de lanternas coloridas numa profusão de cores e luzes. Ao anoitecer foi dominado pelas lanternas vermelhas, simbolo chinês da passagem para um novo ano, reza a tradição que durante a comemoração, lanternas vermelhas são acesas e penduradas diante da porta principal das casas, sendo retiradas após os 15 dias do Ano Novo. Fogos de artifício são estourados para espantar os maus espíritos.

A cor vermelha para a cultura chinesa também representa  prosperidade !

O negócio esses próximos dias é “esvaziar as gavetas”, pensar positivo que o ano do Coelho já começou !! Muita prosperidade e bons negócios pra todos vocês!

Texto e Fotos: Luah Galvão e Danilo España.

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