Sua motivação é mecânica ou você é realmente motivado?

Na nossa volta ao mundo constatamos que existem dois tipos principais de motivação. Um deles é a “motivação mecânica”, ou seja, o simples impulso que leva à uma ação (como todas aquelas atitudes praticamente automáticas do dia a dia), e o outro tipo de motivação, a “real motivação”, aquela que nos gera o entusiasmo e vem da satisfação em cumprir uma necessidade interior (muitas vezes difícil de identificar, chamada de “Ouro Interno” ou Talento).

Mas se não definirmos muito bem quais são as nossas reais necessidades ficaremos gastando à toa o nosso bem mais precioso, o tempo. E aí nosso entusiasmo pode ir por água abaixo caso não saibamos diferenciar e identificar o que nos motiva.

Nos países pelos quais passamos até agora pudemos notar que as influências da cultura e da religião definem a maior parte da “motivação mecânica” de um povo, algumas ações se tornam padronizadas, um belo exemplo disso é que no Vietnã muitos produzem aqueles típicos chapéus de palha e carregam seus utencílios da mesma maneira.

Assim como em Bali, todas as casas seguem um padrão religioso na construção, desde a disposição dos cômodos, número de degraus, direções, dimensões até os enfeites, influenciados pelo Hinduísmo. Então, muitos homens e mulheres executam várias funções mecânica, cultural e religiosamente, sem contestar absolutamente, não criando algo diferente ou mais pessoal nesse contexto.

 

Observando essas ações cotidianas podemos dizer que a maioria das pessoas seguem padrões, mas também há os que se destacam, que são reconhecidos e mais valorados.

Quando notamos alguém mais entusiasmado que os demais vamos direto perguntar e tentar descobrir como isso acontece.

Desse modo começamos a entender um pouco mais sobre a “real motivação”, a descobrir quais são os pontos comuns entre pessoas mais entusiasmadas e motivadas em qualquer lugar do mundo. Foi unânime até agora o fato de que: quem ama o que faz, seja trabalho ou lazer, leva vantagens. E em todos esses casos, a coragem foi uma das palavras que melhor descreveu a diferença para os demais.

Talvez esses sejam os mais belos desafios do homem: descobrir suas paixões, suas aptidões e acreditar em si próprio.

Por Danilo España.

Para saber mais sobre o Projeto Walk and Talk clique aqui.

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Você sabe qual é a maior MOTIVAÇÃO do povo balinês ?

Uma das maiores motivações do povo balinês é a a religião e o culto aos seus inúmeros Deuses Hindus. Em Bali, a fé e a crença se refletem na arquitetura, no vestuário, na dança, música, pintura, nas festividades, na estrutura familiar e social e também no dia a dia dos balineses.

A religião ao longo da história tem mostrado que é um ponto de união e preservação da cultura da Ilha dos Deuses, como é chamada …

Aqui vai um vídeo que gravamos mostrando um pouco desse jeito diferente de ser …

Imagem de Amostra do You Tube

Pra quem quiser saber mais sobre a cultura de Bali é só acessar o Blog da Viagem: www.walkandtalk.br.com !!

Nos vemos por aqui … Luah e Danilo

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Talento tipicamente balinês

Sentado no chão da varanda, rodeado por meia dúzia de telas estava sentado um homem de quase 70 nos, cabelos ainda bem pretos, lisos, cortados como os de um índio, cujo nome, viemos a descobrir mais tarde ser o mesmo nome da homestay onde nos hospedávamos: JATI.

Estamos em Ubud, cidade localizada no centro da ilha de Bali (confira nossa outra matéria sobre Ubud clicando aqui), esse pólo artísco da ilha produz tanta arte que chega transbordar, arrematando países do mundo inteiro, inspirando a decoração de casas, bares, restaurantes, Spa`s, Hotéis, etc.

Encontramos um exemplo vivo do alcance dessa arte: Jati, o homem das pinturas balinesas já teve sua arte exibida nos Estados Unidos, Escócia, Holanda e Japão e já atendeu a pedidos especialíssimos como quadros que vendeu para algumas embaixadas ao redor do mundo.

Esse homem encontrou um meio de representar os detalhes mais pontuais da beleza e da cultura de Bali, mulheres rodeadas de flores em cenários bucólicos,  outras carregando frutas, homens pescando em barquinhos típicos, os magníficos campos de arroz e muitas outras cenas.

Tudo vem de uma mistura entre o que viu um dia e o que sua imaginação pôde transformar, há muitos anos executa a mesma função sem se cansar, a criação de cada tela é um novo desafio que pode durar meses…

Jati perdera cedo seu pai, fora criado por seu tio, foi a jardinagem o seu primeiro trabalho antes que o holandês Rudolph Bonnet enxergasse o talento do jovem rapaz que pintava nas  horas vagas, Rudolph o chamou para pintar em seu estúdio após ver uma de suas obras em processo de criação, O Pescador, que anos mais tarde veio a se tornar uma pintura de notoriedade internacional.

Vê-lo com tanta disposição, bom humor e motivação nos instigou a querer saber mais sobre esse homem, que todos da ilha conhecem e respeitam, até porque protagoniza o espaço de várias das paredes do Neka Museum e páginas e mais páginas de diversos livros de arte.

O pintor não permite que suas obras sofram influências das pessoas que as compram, ou seja, ninguém escolhe o que ele vai pintar, ele simplesmente pinta o que gosta, manifesta apenas o que seus sentimentos permitem, uma verdadeira lição de determinação e coragem de seguir seu próprio caminho.

Sua origem simples não o impediu de absolutamente nada, seguir o seu próprio talento o levou a conhecer diversos países do mundo, a ser premiado e reconhecido em muitos livros, que teve todo prazer de nos mostrar. Sentimos o orgulho que Jati tem de sua própria história.

Quem quiser conhecer as obras de arte ao visitar a cidade de Ubud, em Bali, suas obras ficam numa galeria no mesmo terreno da sua homestay, que tem uma linda vista para os tradicionais campos de arroz.

Por Danilo España

Assista ao vídeo para conferir um pouco mais da obras desse talento tipicamente balinês:

Imagem de Amostra do You Tube

http://walkandtalkbrasil.blogspot.com/2011/05/bali-ilha-dos-deuses-parte-2.html

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Mulheres na labuta !!

Amigos da Você S/A, uma coisa que fica visível no comportamento do povo balinês é que em geral as mulheres trabalham muitooo mais que os homens. Pois é  meus caros, os homens aqui não tem muita vocação para colocar a mão na massa e tampouco são muito cavalheiros, esse comportamento fica bem nítido quando trocamos nossas lentes de turistas e passamos a observar a vida como ela é !!

As mulheres ao contrário, além de cuidarem dos inúmeros filhos pois as famílias balinesas em geral são extremamente numerosas, também passam muitassss horas de seu dia na labuta. Aqui não existe muita regra para as horas trabalhadas, vimos casos de mulheres trabalhando em pousadas, restaurantes ou no comércio das 6 da manha as 11 da noite … e trabalham MESMO !!!

Os homens em geral sempre estão em grupo, se divertem e trabalham coletivamente, sempre dando aquela “paradinha“ pra um bilharzinho, uma cervejinha, uma pescaria …

Talvez nesse momento muitos de vocês homens estejam pensando “POR QUE NÃO MORAR EM BALI ??”, mas acho que sinceramente esse modus vivendi iria perder a graça em pouco tempo, a leseira excessiva acaba cansando !! Nós no Brasil temos um senso de urgência e de produtividade que iria se colocar contra essa maré …

Voltando ao papo do cavalheirismo … ajudar a carregar as malas ou abrir as portas do carro por exemplo, requer um esforço enormeeeee dos balineses, mas basta você precisar de uma indicação sobre qualquer localidade ou uma informação sobre a cultura da Bali que eles abrem um enorme sorriso e se colocam prestes à ajudar.

Deu pra ver que ser mulher em Bali requer uma dose sacrifício extra !!

Se quiser saber mais sobre a Cultura de Bali é só acessar o nosso Blog: www.walkandtalk.com.br

Nos vemos por aqui !!

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Mandalas: equilibrando o dia a dia

Cada dia novas descobertas, e foi em Bali, que encontramos uma loja especializada em vender mandalas produzidas no Tibet. As mandalas são feitas por monges que precisam meditar por horas a fio antes de começar a criar os milhares de detalhes que cada desenho contém. Se não bastasse todo o esforço e habilidade para fazer os traços minimalistas, as mandalas tem distintos significados, todos profundos e religiosos. As cores e formas balanceiam as energias contando histórias exemplares através da bela arte.

Imagens de Budas e Deuses Hindus também recheiam as telas que depois de vendidas são enroladas como pergaminhos para mais tarde ocupar um lugar de destaque na casa do comprador.

Mas não foi só o conteúdo material da loja que nos instigou, Ketut, o vendedor de apenas 24 anos, faz um trabalho digno de ser mencionado, pois tem com certeza um diferencial!

Isso transpareceu instantaneamente por seu largo sorriso ao nos receber na loja, Ketut não é o dono mas cuida como se fosse e se tornou tão amante da arte Tibetana que chegou a juntar os amigos criando um grupo de estudo, todos pesquisam e se reúnem para trocar informações se aprofundando no assunto.

Ketut pacientemente nos explicou nos mínimos detalhes o que cada elemento das madalas significava: cores, formas, desenhos, simbolismos, etc … bem como a finalidade de cada uma. Nos contou que algumas podem demorar mais de 3 meses para ficarem prontas.

Conversamos durante quase duas horas e percebemos que Ketut tenta alinhar a sua vida à harmonia das mandalas, acredita no equilíbrio das ações e atitudes perante a vida! Uma frase ficou em nossas mentes depois da longa conversa: “Sorria para alguém e esse alguém irá sorrir pra você”, realmente é assim que as coisas funcionam na vida… essa é uma atitude simples mas que ilustra o princípio físico da ação e reação. Falamos também do princípio oposto: raiva só traz raiva, desordem só traz o caos e assim por diante… Esse é o embasamento das mandalas e o reflexo da própria vida.

Perguntamos se ele sabia qual era sua principal motivação e sua resposta nos indicou um caminho muito interessante: buscar a perfeição em cada ato, fazer o que tiver que ser feito com excelência. Ketut nos contou o quanto aprendeu com a arte que o cerca e permitiu que ela não só fizesse parte de seu dia a dia, como lhe ensianasse alguns segredos da vida.

Acredito que Ketut esteja certo ao dizer que vale a pena levar uma vida com equilíbrio buscando melhorar a si próprio em cada ação cotidiana e o quanto isso pode nos trazer uma nova carga de motivação!

Por Danilo España

Imagem de Amostra do You Tube

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Terreno, Família e Propriedade!

O modo de vida do Balinês tem suas diferenças em relação aos costumes brasileiros.

Uma delas é que as pessoas dessa ilha geralmente moram em vilas, ou seja, num grande terreno os balineses constroem várias casas, ou quartinhos com um banheiro e cozinha, sendo uma casa principal para os pais e as demais para os filhos homens que vão se casando e constituem sua família no mesmo terreno que o patriarca e a matriarca, fazendo com que as famílias permaneçam sempre unidas. As pessoas são livres para ir e vir ou mesmo optar por morarem sozinhas se preferirem, mas no geral as famílias permanecem juntas dividindo o mesmo espaço comum, que é a área externa da casa!

É nesse mesmo terreno que constroem seus templos e diariamente fazem suas oferendas aos Deuses hindus.

Para os que possuem grandes terrenos, uma forma de gerar dinheiro extra é construir algumas suites que podem ou não ser acrescidas de cozinhas para serem alugadas por turistas que querem gastar pouco, aproximadamente 5 dólares por dia pra se hospedarem em Bali, o que é o nosso caso …. ou mesmo alugar para os locais que optaram por morar sozinhos. Como tudo aqui na Ilha os Balineses provavelmente pagam um preço ainda menor do que nós “turistas”.

Por aqui nenhum estrangeiro pode comprar terreno, somente é possível pagar por uma licença de uso e renová-la após o vencimento. A duração do contrato de leasing, como é chamado, varia podendo chegar até 30 anos, dessa forma os balineses nunca perderão seu território, até porque ilhas, tem seus limites geográficos bem definidos! (Sic)

Por Danilo España

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O Balinês e o Dinheiro

Todos sabem dos encantos da Ilha de Bali, mas o que nem todos sabem é que algumas coisas estão mudando drasticamente no cotidiano de quem escolhe esse conhecido paraíso para desfrutar de bons momentos e um bocado de paz.

Há anos o turismo tem trazido muito dinheiro aos balineses. Porém eles não estão sabendo como lhe dar com essa situação e uma nova cultura no trato com os turistas está surgindo e pode ser notada em qualquer canto da ilha, essa cultura se resume em tentar vender algo o tempo todo, de uma maneira quase assustadora. Eles cutucam o seu braço, te seguem por mais de 100 metros pelas ruas insistindo para que você compre na loja deles, outros espalhados pelas ruas, sentados em suas motos ou nas calçadas  te oferecem transporte, seja carro ou motocicleta incessantemente!

O problema é o evidente desespero pelo dinheiro que está entrando em confronto com a beleza de sua cultura e das belas paisagens espalhadas pela ilha. Muitas vezes o turista se sente inibido por tanta insistência e se desanima em sair pois não se pode andar pelas ruas tranquilamente. Até tomando sol mulheres com seus chapéus típicos de palha chegam a te cutucar e acordar para oferecer massagem!

Bali certamente tem muito a oferecer, mas esses ingredientes estão destemperando a receita do sucesso, espantando os turistas.

Os policiais ao perceberem que os carros são conduzidos por estrangeiros, não hesitam em abordá-los com o intuito de encontrar alguma irregularidade e até mesmo criá-la para que assim possam ganhar algum dinheiro extra, como se fôssemos notas de Doláres ambulantes.

Isso me lembra a história do “Toque de Midas”, cujo mito retrata a enorme ganância do Rei ao transformar tudo que tocava em ouro, o que acabou espantando a todos e enfiando os pés pelas mãos.

Apesar dessa realidade e de alguns contratempos ainda é possível encontrar o que se vem buscar em Bali, sejam as belas praias de águas cristalinas, as perfeitas ondas, sejam as paisagens pitorescas, como vulcões, campos de arroz ou templos. Algumas excessões à regra sobrevivem, e são esses momentos que nos fazem sentir em Bali, como sorrisos puros e hospitalidade sincera!

Por Danilo España

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