Motivação social, verdade ou dependência?
2011
Caro leitor, estamos no sétimo mês de viagem em nossa volta ao mundo e onde quer que tenhamos passado a pergunta “O que te motiva?” sempre exige uns segundos de reflexão antes de alguma resposta. É preciso mais do que uma simples palavra pra resumir algo tão complexo quanto a motivação humana. Mas uma boa conversa pode ser o começo de um entendimento.
Apesar de ouvirmos as respostas mais diversas, começamos a perceber que a motivação das pessoas que entrevistamos geralmente está atrelada a algum tipo de “contentamento social”, mas como assim?
Entre os fatores de motivação mais mencionados pelos entrevistados estão a família e o reconhecimento pelo trabalho. Nesses casos o impulso que nos leva a ação não partiria de nós mesmos, e sim de uma “aprovação social“.
Colocar em primeiro plano vontades alheias e deixar de lado os nossos talentos cria uma conduta que não vai de encontro com a nossa verdade. Ao fazermos algo para agradar a família ou simplesmente para alcançarmos status podemos estar nos enganando e o preço a pagar pode ser alto demais, como insatisfação, estresse, depressão e até mesmo doenças.
Já ao seguirmos os nossos talentos, seja no trabalho ou na vida pessoal nossa alma se contenta, isso certamente traz resultados de motivação positivos para nós e para os que nos cercam. O coletivo sempre está envolvido em nossas reais motivações, mas deve ser apenas uma consequência pois é uma linha tênue que separa uma conduta Ética e Meritocrática do desencontro de nós mesmos.
Portanto a reflexão que fica é: tomarmos cuidado para não nos deixarmos levar pelas expectativas dos outros e acabar distantes de nós mesmos. O ideal é buscarmos atividades que nos entusiasmem por irem ao encontro dos nossos talentos, assim será a melhor maneira de contribuirmos para o meio em que vivemos, cada um oferencendo o que tem de melhor.
Esse era um fundamento helênico muito importante na formação do Homem Obra de Arte, desenvolver ao máximo seus talentos, não para buscar meramente a motivação, mas para encontrar o sentido de sua existência.
Por Danilo España e Luah Galvão (Foto Internet)
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