Trem Fantasma

Amigos da Você S/A, aqui vai uma das roubadas do nosso Projeto Walk and Talk, nem tudo são flores na vida de mochileiro mas levando na esportiva sempre dá pra se divertir, mesmo nas situações maaaais estranhas…

Imagem de Amostra do You Tube

Para assistir aos nossos vídeos visite o canal do Walk and Talk no YouTube!


Post to Twitter Tweet This Post

Os traços da obstinação

Se o assunto é talento, encontramos a pessoa certa! O nome dele é DAS, dono de mãos habilidosas quando o negócio é desenho.

Esse tailandês de 30 anos descobriu cedo, bem cedo mesmo o que queria fazer da vida pois aos 7 anos disse “quero ser cartunista”.

Bom, mas que aconteceu na vida desse rapaz que sabia o que queria? Que diferença isso fez para chegar a uma carreira de sucesso? Entrevistamos Das na cidade de Bangkok onde vive atualmente de sua arte, trabalha como cartunista para algumas editoras com as quais divide os lucros que provém das vendas dos famosos mangás e gibis.

Desde pequeno sua história foi de pura obstinação, pois descobriu que sentia prazer em desenhar e percebeu também que desenhando ele podia criar, a partir daí colocou na cabeça que seria isso o que faria pelo resto de sua vida. Aí está algo realmente raro de se encontrar, alguém tão obstinado e certo do caminho a seguir mesmo com a plena incerteza de onde esse caminho poderia dar.

Mas os deuses conspiram a favor daqueles que seguem seus talentos, essa é a meritocracia divina, assim como o que é feito com paixão e carinho acaba sendo recompensado algum dia, muitas pessoas não tem paciência para esperar o reconhecimento, mas certamente ele virá.

Das não teve pressa, nunca abandonou a prática do que lhe apaixona e dessa maneira passa seus dias desenhando, criando e inovando pois esse é o mundo em que ele enxerga infinitas possibilidades, talvez essa seja uma dica para encontrar o seu talento, onde você enxerga infinitas possibilidades?

Das tenta transportar para o papel as cenas que ele presencia no dia a dia, colocando seu toque pessoal, com pitadas de humor, de romance, de tragédia ou de suspense recriando cenas e histórias que ilustram muitas páginas das disputadas revistinhas.

Aonde quer que vá ele leva seus papéis, lápis, canetas colorias e começa a desenhar, espalha todos os desenhos anteriores ao seu redor, o que atrai muitos curiosos que acabam lhe pedindo para que façam seus retratos. Assim Das complementa sua renda e se matém treinado, está sempre em movimento traduzindo tudo o que está a sua volta para um outro mundo.

Sua certeza o fez chegar onde chegou e percebe-se a realização que Das sente no que faz, o que nos confirmou durante a entrevista.

Encontrá-lo nos fez refletir sobre a obstinação, talvez nós precisemos acreditar mais nos nossos talentos e ter a coragem de seguí-los, sempre haverão esforços mas só assim encontraremos nossos caminhos.


Imagem de Amostra do You Tube

Texto, fotos e vídeo Danilo España

Post to Twitter Tweet This Post

Fotos do Walk and Talk no Flickr

Pra quem curte fotografias, aqui vai o link da nossa galeria de fotos no Flickr, assim você  pode embarcar junto com a gente na nossa expedição Volta ao Mundo, beijo grande … Luah e Danilo !!

http://www.flickr.com/photos/walkandtalk/show/

 

Post to Twitter Tweet This Post

Quer trabalhar na Austrália?

Já não é de hoje que habitantes de todo o planeta sonham em viver o “Australian Way of Life” e nesse contexto global, os brasileiros em especial, tem um apreço genuíno pela terra dos cangurus e aborígenes, afinal o “clima” é bastante parecido com o nosso, não só pela tropicalidade mas também pelo jeitão com que levam a vida, com uma vantagem importante … a vida na Austrália é muito menos estressante do que a nossa. Os australianos prezam e zelam pelos horários com a família e os momentos de lazer. Em geral trabalham das 9 as 17 h , sobrando tempo para seus afazeres domésticos, esportes e hobbies.

Pra muitos a Austrália é o Brasil que deu certo … e em muitos aspectos deu mesmo!! Este é um país banhado pelo sol, amistoso, globalizado, com pouca violência (é o décimo nono pais mais pacifico do mundo), condições bastante atrativas de trabalho e uma relação salarial justa. O cálculo aqui é feito por hora trabalhada e o valor mínimo é de 12 dólares, o que soma uma boa quantia mensal, proporcionando a todos os trabalhadores uma qualidade de vida bem parecida com a da nossa classe media ou média alta, o desnível salarial é muito menor do que no Brasil.

Se você é um fã incondicional da Austrália ou está nos seus planos viver fora do país mesmo que por um curto espaço de tempo, para dar um up grade em sua carreira ou dominar melhor a língua inglesa, a boa notícia é que a Austrália precisa de profissionais qualificados em distintas áreas e patamares. Todos os anos o Governo Australiano abre uma lista de necessidades e você pode conferir as profissões em “alta” acessando o site oficial do Governo Australiano http://australia.gov.au/service/visa-wizard

Você vai conhecer nesta matéria a história dos casais Ricardo e Thais, Mauricio e Silvia, 4 brasileiros que através de caminhos distintos trocaram o Brasil pela Austrália , conseguindo abrir as “fronteiras” desse Eldorado. Todos foram em  busca de seus sonhos e se podemos dizer que houve uma motivação comum, a melhoria da qualidade de vida  somada a uma experiência profissional  no estrangeiro foi o que os 4 vislumbraram.

Thais Gil (33) e Ricardo Balboni (34), ambos executivos paulistas namoravam quando bateu aquela vontade de dar um up grade em suas vidas e carreiras e em 2004 formaram um grupo de amigos interessados em viver na Austrália que se encontrava com freqüência para estudar o país e as possíveis formas de imigrar legalmente. Durante um ano mantiveram-se firmes e a promessa era: ”O primeiro que conseguir, tenta puxar a fila …”.  Thais, formada em administração pela FGV trabalhava nessa época como Manager Client Consulting na Nielsen Bases de São Paulo e Ricardo no Grupo Telefônica como Consultor de Planejamento Estratégico, Novos Negócios e Joint Ventures, um belo dia Thais recebe um email na intranet de sua empresa com uma lista de cargos à disposição em outros países com base da Nielsen, e lá estava a chance que tanto buscavam, por sorte ela encontrou uma vaga em “oferta” na mesma posição e bem na Austrália, mais que depressa ela deu entrada no processo de requisição e conseguiu!! Em dois meses prepararam as malas, casaram-se e o marido pediu demissão. Thais não imigrou como expatriada, desligou-se da filial brasileira e foi recontratada para ocupar o mesmo cargo. A Nielsen Bases australiana patrocinou seu visto de trabalho e ofereceu uma ajuda de custo de 5 mil dólares para se estabelecerem no país. Cada companhia segue uma regra distinta, os funcionários podem ser expatriados ou recontratados como foi o caso da Thais, o bacana é buscar pelas informações dentro de sua própria empresa, de repente a oportunidade está muito mais perto do que você imagina. Dois meses depois da chegada na Austrália Ricardo estava empregado no Commonwealth Bank Group, ocupando o cargo de gerente de desenvolvimento de canais de internet. Ele nos conta que em seu processo de seleção passou por aproximadamente 6 entrevistas conversando com muita gente, brinca que só não foi entrevistado pelo presidente, mas a forma com que as entrevistas foram conduzidas foi bem mais tranqüila do que o processo normalmente feito no Brasil. O casal está completando 5 anos no país vivendo MUITO BEM como eles dizem !! Além de terem uma qualidade de vida superior ao Brasil ainda conseguiram fechar bem os seus contratos, ganhando melhor do que ganhavam e ainda em dólares australianos. Não quiseram nos abrir valores mas garantem que juntam muito mais do que em solo brasileiro. Nesse momento ambos tem o visto de trabalho e estão aguardo para a entrada no processo de visto como residentes podendo viver permanentemente no país caso optem por isso.

Mauricio Bressan (35) e Silvia Goldstein (33) também paulistas conheciam o casal. Mauricio estudou engenharia química na Poli na turma de 2001, na mesma época em que Ricardo fazia administração na USP, mantiveram sempre contato e depois de algum tempo também decidiram mudar pra Austrália. Ambos trabalhavam demais, Mauricio como gerente de operações na ESBRA e sua esposa Silvia formada pela Santa Casa, trabalhava como pediatra em vários hospitais dentre eles o Hospital 9 de Julho, não tinham tempo para entrar com o processo direto via Governo Australiano. Decidiram procurar ajuda de um intermediário, encontraram a empresa “Viva na Austrália”, especializada em intermediar e facilitar a retirada de vistos de estudo, trabalho ou residência. Acharam o sistema interessante e resolverem seguir adiante. O primeiro passo da relação do “Viva na Austrália” com o cliente é uma entrevista demorada para conhecer melhor o histórico, perfil e aptidões do interessado, direcionando corretamente o cliente para o tipo de visto que deve “aplicar”. Essa é uma entrevista sem compromisso e tem um custo de U$ 50,00 (cinqüenta dólares), como diz Mauricio, vale muito a pena, pois fornece diretrizes e mostra de cara se existem possibilidades reais para retirada do visto. Caso contrário o interessado perderia tempo e bastante dinheiro, sem sucesso. O processo todo custa caro, em torno de 5 mil dólares australianos por pessoa e o “Viva na Austrália” cobra uma porcentagem sobre o valor total do visto, o que custa mais ou menos 3 mil reais. Passaram por essa primeira entrevista e descobriram que tinham inúmeros fatores tanto em suas vidas como carreiras que somavam pontos suficientes para aplicarem para o visto de RESIDENTES. Para sorte do casal ambas as profissões, engenharia química e pediatria estavam em “alta” no ranking de necessidades do país, facilitando todo o processo. Normalmente leva-se um ano desde a entrada da papelada até a possível retirada do visto, e são várias fases durante esse caminho. Mais um fator bacana é que o “Viva na Austrália” cobra o serviço aos poucos, assim o cliente só gasta o valor total se realmente chegar até o final.

O processo de Mauricio e Silvia estava em andamento quando veio a crise de 2008, atrasando em mais 5 meses toda a papelada, fora o frio na barriga pois a Austrália nessa época cortou diversas profissões da lista mas para sortedo casal não afetou as vagas para engenheiros químicos, bem o processo que tinham optado por seguir. E depois de um ano e meio de espera o visto SAIU !! Fizeram as malas e vieram pra Sydney começar a vida de novo. O “Viva na Austrália” é apenas um intermediário e a relação com o cliente se encerra na retirada do visto, não funcionando como agência de empregos, sendo assim largaram seus empregos para apostar no novo estilo de vida !! Logo que chegaram Mauricio foi trabalhar numa loja de esportes enquanto mandava seu currículo e 2 meses depois foi contratado como Senior Chemical Engineer na URS Australiana. Silvia também conseguiu uma vaga na sua área e hoje trabalha num hospital ao mesmo tempo em que refaz a sua residência para validar seu diploma em solo australiano. Estão vivendo faz 2 anos na Austrália e muito bem adaptados !!

Os dois casais estão super bem, o ponto comum entre os 4 é a saudade da família … até que ponto isso pesa para voltarem para o Brasil, só o tempo dirá …

Por hora se você quer se aventurar em solo australiano já sabe que existem alguns caminhos para galgar. O melhor que tem a fazer é entrar no site oficial do Governo da Austrália pra fazer o simulado de pontos e ver se tem condições de alcançar o mínimo necessário para aplicar para o visto de trabalho ou residência. Essa é uma matemática não muito complicada mas que leva um tempo, na equação para o visto vários fatores são importantes: idade, nível de inglês e profissão (se está ou não na lista de necessidades do país – cuidado, pois a lista muda o tempo todo). O exame de inglês chamado de IELTS está cada vez mais difícil, vale a pena se preparar, pois conta muitos pontos e você pode ser rejeitado caso suas notas sejam baixas.

Você também pode procurar uma empresa como a “Viva na Austrália”, que como o Mauricio e a Silvia fizeram, bacana tomar cuidado com possíveis roubadas, pois devem existir várias empresas de fachada que podem sumir com o seu dinheiro.

Aqui vai o último conselho do Walk and Talk …

Pelo que percebemos a Austrália já começou a dificultar a imigração, pois cada ano que passa alcançam o equilíbrio desejado entre população x mão de obra necessária x qualidade de vida. Por isso não perca seu tempo, se esse é seu sonho, ande rápido … and “Enjoy your New Life” !!!

Sites de interesse:

-Governo Australiano: http://australia.gov.au/service/visa-wizard

-Viva na Austrália: http://www.vivaenaustralia.com/por/

Por Luah Galvão e Danilo España/www.walkandtalk.com.br

Facebook: Walk and Talk

Post to Twitter Tweet This Post

Imaginação não é Criatividade !!

Eu e o Danilo antes de viajarmos ganhamos um livro sobre desenvolvimento de talento, paixão e motivação – tema central do nosso projeto Walk and Talk. O autor Ken Robinson tem um currículo invejável e é um líder internacionalmente conhecido na área de desenvolvimento da criatividade, inovação e recursos humanos.

Lendo um dos capítulos do seu livro “O Elemento-Chave”, achei uma conexão bacana com a nossa matéria anterior que trata sobre o desenvolvimento da criatividade. Gostei muito do ponto de vista do autor do livro e gostaria de compartilhar … aqui vai :

Imaginação não é o mesmo que criatividade. A criatividade leva a macânica da imaginação a outros níveis. Defino a criatividade como “o processo de ter idéias originais que possuam valor”. A imaginação pode ser totalmente interna, podemos ficar o dia inteiro imaginando coisas sem que ninguém note. Todavia, ninguém jamais dirá que alguém foi criativo se essa pessoa nunca fez nada. Para ser considerado criativo, é preciso fazer alguma coisa concreta, porque ser criativo implica colocar a imaginação em funcionamento para criar algo novo, para encontrar novas soluções para problemas e, inclusive, incitar problemas ou perguntas diferentes.

A criatividade pode ser encarada como uma espécie de imaginação aplicada. Você pode ser criativo em qualquer campo – em tudo que envolva o uso da inteligência, seja na música, dança, matemática, nas ciências, nos negócios, no relacionamento com outras pessoas. Isso ocorre porque a inteligência humana é tão maravilhosamente diversa que os indivíduos são criativos das maneiras mais extraordinárias”.

É isso aí … quanto mais caminhamos na nossa expedição entrevistando gente e vivenciando experiências ao redor desse mundo gigante, mais vamos chegando a conclusão do poder que a criatividade tem em nos tirar do tão conhecido “estado de conforto” para engatilhar um salto qualitativo em nossas vidas tanto como profissionais como seres humanos.

O importante é criar o costume de marcar um encontro com sua criatividade. E se esse for um compromisso assumido, ela virá!!!

Que tal marcar um encontro ainda hoje ?!

Por Luah Galvão / www.walkandtalk.com.br / facebook: walk and talk

 

 

Post to Twitter Tweet This Post

Jardim das Delícias – A Criatividade de Adriano Zumbo

Se existe um talento expoente raiando nos céus da gastronomia australiana ele é Adriano Zumbo, patissier! Natural de Coonamble (Austrália), 30 anos, vem transformando o seu nome que também batiza sua marca em um ícone de criatividade, ousadia e alquimia.

Sua carreira como patissier começa a se tornar sólida em 2003 quando na França estuda com gênios da doçaria francesa aprendendo e aperfeiçoando inúmeras técnicas. Em 2007 abre sua primeira loja num bairro de Sydney chamado Balmain e de lá pra cá não para mais …

Adriano hoje está na TV com seu programa “Zumbo” que estreiou agora em Fevereiro, está nas ruas em três pontos em Sydney recheados de suas delicias: as patisseries em Balmain e Manly e o café em Rozelle e logo mais lançará um livro com suas receitas.

Qual o seu diferencial?

Criatividade, criatividade, criatividade!!!

Suas criações traduzem seu compromisso com a inovação e a própria superação. Busca nos sabores aparentemente mais estranho e inusitados uma harmonia e surpreende a cada nova “coleção” de sua marca, é assim que Adriano gosta de apresentar suas novas criações. Ele se apropriou desse conceito da moda e trouxe para os seus divinos doces, “se a moda pode a patisserie também…”.

No caldeirão de suas idéias fervilham além de sabores ousados e únicos, também nomes inusitados com os quais batiza suas obras como por exemplo ”Escapar de uma Floresta Tropical Colombiana” ou “O V8 Diesel”. Se os nomes são ousados imaginem os sabores, ele mistura por exemplo geléia de abacaxi, mousse de coco e requeijão ou então macadâmia, brulee de baunilha, merengue de pimenta, geléia de manga e mousse de manga, pode ser também bolas de wasabi com creme de pistache, fora os macarons que são sua especialidade, em sabores que até Deus duvida … chega de dar detalhes, melhor mostrar um pouco das loucuras deliciosas, que aliás tivemos o prazer de degustar em nossa passagem por Sydney …

Em pouco tempo tomou lugar sob os holofotes, mas não por ser dotado de estrelismo, ao contrário, muitos dizem que Zumbo além de uma simplicidade ímpar matem em segredo sua vida, esse ar de mistério preserva sua individualidade e sua personalidade acaba se traduzindo por suas criações. Dizem que a patisserie revela sua genialidade só ameçada pelo próximo movimento criador.

Dedica-se a surpreender constantemente o seu público com raridades saídas de seu laboratório. A inspiração que move Zumbo à ação é a eterna busca pelo inusitado, a transformação de elementos não usuais e nada harmônicos em sinfonia dos sabores! Se Bosh tivesse conhecido Zumbo provavelmente sua tela  “O Jardim das Delícias” seria recheada por suas iguarias.

A receita de Zumbo: submergir às máximas de seu talento sem medo de ousar!

Fica aqui sua receita como um empurrão, precisamos chacolhar nossa criatividade constantemente, ousar, sair do senso comum. Existe coisa mais gostosa do que criar? O momento de criacão é divino!!! Ele nos tira do banal e nos eleva a outra instância, nos revela como seres humanos únicos e criadores que somos e muitas vezes esquecemos.

Você já usou sua criatividade hoje?

Por Luah Galvão / www.walkandtalk.com.br

Post to Twitter Tweet This Post

Na onda da fotografia – o talento de Joel Coleman

Com olhar terno e profundo nos olhou calmamente como se fotografasse nossa alma, e depois de um minuto calado, começou a nos mostrar com olhos de luz suas últimas obras, ao mesmo tempo em que narrava sua vida. Esse é Joel Coleman 31 anos, australiano, um dos fotógrafos de surf mais conhecidos do país.

Transforma as ondas, areia e o mar em verdadeiras obras de arte, considera-se um outsider, clicando apenas para sua marca Saltmotion (www.saltmotion.com), não vende mais suas fotos para revistas e jornais e tudo que capta com os olhos, janela da alma, realmente se revelam com primor digno daqueles que transformaram seu trabalho em amor ou vice-versa. Falando em amor esse artista com jeito de menino trabalha junto com sua esposa Sherrie Daley ex gerente de uma multinacional que largou a sua carreira para se dedicar a parte comercial e marketing das obras do marido.

Ele diz que sem ela jamais teria conseguidoalcançar o reconhecimento e expressão que alcançou em seu país, simplesmente porque além de não ter habilidade para isso tampouco teria tempo suficiente para essa dupla função.
Joel tinha apenas 14 anos e já fotografava como hobby as melhores manobras de surf dos amigos nas praias australianas, bem cedo descobriu seu encanto pela fotografia não parou mais de clicar. Lá pelos 17 anos trabalhou num Dive Shop e aproveitou a oportunidade para aprimorar as técnicas incorporando a foto subaquática, foi sempre curioso e auto didata tamanha paixão pela arte escolhida. Anos mais tarde, após uma viagem de 6 anos pelo mundo colecionando material, voltou para Austrália e resolveu se empreender, trabalhou como fotógrafo publicitário e fotografou até casamentos para que assim conseguisse se consolidar financeiramente. Em paralelo dispunha mensalmente suas melhores fotos de surf, sua verdadeira paixão, via email e aqueles que quisessem adquirir algum de seus tesouros podiam fazê-lo por 20 dólares. Aos poucos os amigos começaram a repassar suas fotos que ganharam um âmbito maior dentro dos inúmeros fãs do surf espalhados pelo mundo.

Estava na hora de mais um up grade, montou um portal e criou a marca Saltmotion, nesse momento e sua esposa passou a fazer parte do negócio, trazendo seu olhar comercial para marca Saltmotion. Sherrie Daley teve a missão de colocar valor nas obras, geralmente muito dificíl aos próprios artistas.
Faz 2 anos e meio que o casal mudou-se para Manly nas proximidades de Sydney, praia queridinha dos surfistas, onde Joel que passou a fotografar diariamente.

Diz o fotógrafo que acorda todos os dias ao alvorecer para captarimagens do sol nascendo no mar e segue fotografando manobras de surf, o mar, peixes, as ondas, conchas e a natureza por horas a fio até que esteja satisfeito com os cliques do dia, segue então para seu laboratório onde transforma suas fotos em arte, adicionando às imagens inúmeras técnicas de tratamento de sua própria autoria!

O acabamento fotográfico de suas obras é feito em papel cintilante, difícil de descrever, mas maravilhoso. O maior passo de sua carreira após ter alcançado prestígio internacional foi montar uma galeria. Procurou um lugar ideal durante bastante tempo e exatamente há um ano está alocado numa pequenina rua entre os calçadões de Manly. O espaço também possui um delicioso café, que como ele mesmo diz, serve para aproximar as pessoas de suas fotos, tornando a galeria mais acolhedora.
Sherrie também é dona de olhos vibrantes que revelam sua escolha acertada no empreendedorismo do espaço, administrando os negócios do marido enquanto ele fotografa. Hoje a galeria é freqüentada por amantes do surf e turistas de todo o mundo que disputam as obras principais feitas em série limitada. O preço das obras sofre variações grandes, permitindo tanto a compra de apenas uma lembrança como também um clique magistral das fotos em série.

Observamos pelos gestos, gentileza e expressão do casal que ambos estão alinhados com seus talentos tamanha a harmonia e docilidade no olhar e comportamento.
Joel diz que trabalha 7 dias por semana e 24 horas por dia mas mesmo assim sente-se apaixonado por cada minuto da sua entrega pela arte escolhida.
Antes de encerrar perguntei sobre seu futuro, ele sorriu bastante confiante dizendo que não enxergava outro caminho que não a fotografia e finalizou dizendo que todos esses anos trabalhou reinventando a sua arte e assim continuaria pois relmente via beleza nessa reinvenção.

Assim como acreditavam os helênicos, civilização que inspira nosso projeto por seu alto grau de desenvolvimento humano, todos nós herdamos talentos ao nascer e seguí-los é uma opção, não uma garantia de sucesso. A única certeza é que através da coragem de assumí-los temos a possibilidade de dar sentido a nossas vidas.
Para Joel, sua maior motivação é ter a certeza do caminho escolhido, reaprendendo, aperfeiçoando e reinventando seu talento todos os dias !!

Quanto a minha impressão final, posso dizer que é latente sua sensação de dever cumprido, acima de tudo, consigo mesmo !!!

Para conhecer mais o trabalho de Joel acesse o site:

http://www.saltmotion.com/

Texto: Luah Galvão / www.walkandtalk.com.br

Imagem de Amostra do You Tube

Post to Twitter Tweet This Post

Arquitetos brasileiros em alta na Austrália

Numa visita do Walk and Talk ao Consulado Brasileiro em Sydney, conseguimos além de diversas informações, um exemplar de uma revista editada na Austrália para brasileiros, várias das matérias nos chamaram atenção e aos poucos vamos publicando pra vocês. Esse artigo foi escrito pela jornalista Anna Carolina Amaral e pode interessar bastante aos arquitetos que tenham em mente trabalhar na terra dos cangurus e aborígenes, aí vai:

A Austrália é um país novo, com pouco mais de 200 anos, mas mesmo assim já apresenta grande mistura arquitetônica. Nas maiores cidades é possível perceber a mistura da arquitetura clássica do período da colonização com a arquitetura moderna de grades arranha-céus.

Devido a grande valorização no mercado imobiliário do país a profissão de arquiteto, é bastante reconhecida e também bem remunerada em terras australianas. Segundo estimativas do site My Carrer o salário médio anual de um arquiteto na Austrália é de 76 mil dólares australianos.

Para os brasileiros que pretendem trabalhar com arquitetura na Austrália a boa notícia é que não são necessários cursos para o reconhecimento do diploma. Os interessados em ter seus conhecimentos reconhecidos devem contactar o AACA (Architects Accreditation Council of Australia). Esse órgão vai avaliar os certificados brasileiros e compará-los com as qualificações australianas. Por fim, o arquiteto deve fazer uma entrevista para o RAE (Rewiew of Academic Equivalence), onde o entrevistados examinará as qualificações, certificados e experiência do profissional.

A arquiteta Claudia J., está na Austrália há 16 anos e depois de terminar seu Mestrado em Arquitetura na Universidade de NSW (New South Wales), em 1995, já conseguiu boas oportunidades na área. Em 2000 a arquiteta teve sua grande chance participando de vários projetos na área de Hospitality para as Olimpíadas. Há 4 anos Claudia tem seu próprio negócio, especializado em arquitetura para comércio e hospitality. “Recentemente eu participei do projeto de quatro lojas de sapato brasileiras que acabaram de abrir em Sydney. Foi muito gratificante participar do projeto de um negócio brasileiro se estabelecendo na Austrália”, conta Claudia. Baseada em sua experiência no mercado australiano, Claudia afirma que a comunicação é chave para alcançar seu espaço no mercado.

Pois é gente a Austrália é um país que atrai muitos brasileiros e se você é um dos interessados em aplicar para o visto australiano aqui vai mais uma dica: todas as informações importantes podem ser encontradas no site oficial da Embaixada Australiana, http://www.brazil.embassy.gov.au/brasportuguese/home.html ,

Até logo mais, abraços Luah Galvão / www.walkandtalk.com.br

Post to Twitter Tweet This Post