História de Empreendedor(A)

16 mai
2012

Passar um tempo em Portugal foi tocar raízes cuja existência eu desconhecia, pudemos notar que muito do que vemos e vivenciamos no Brasil de hoje são claras marcas portuguesas. E foi na capital do país, onde descobrimos uma história de emprendedorismo, talento e muita dedicação; vale a pena contarmos um pouco da história da lisboense Ana Rita Madaíl e inspirar principalmente aqueles que querem começar um novo negócio.

Ana tem apenas 33 anos, hoje é dona de um dos melhores Hostels de Portugal, chamado Lisbon Guests. Pra quem não sabe exatamente a diferença entre um hotel e um hostel, eles são “quase” a mesma coisa, porém hostel conta com menos serviços, é como se fosse um hotel mais simples e mais prático, isso faz com que o preço pago por noite seja mais acessível do que em um hotel.

Mas não foi sempre que Ana trilhou nessa área, começou seu negócio em 2007 numa época em que ainda existiam pouquíssimos Hostels, antes disso Ana já foi assistente de dentista, fez publicidade, trabalhou em companhia aérea, no comércio de veículos e de imóveis; ela nunca se viu inteira em nada do que fez anteriormente mas sempre adorou estar em contato com pessoas, diz ela.

Aí está um “pequeno grande” detalhe no qual a gente deve prestar atenção na hora de começar um negócio, descobrir se sentiremos satisfação em realizá-lo, porque isso já é meio caminho andado.

O “start” de Ana foi ver um prédio antigo que seu tataravô construiu e que estava praticamente abandonado, iam perdê-lo se nada fosse feito. Sabe quem colocou a mão na massa e saiu pintando tudo? Ela mesma! Também não pensou duas vezes em pedir ajuda para uns amigos e uma pequena ajuda financeira para a mãe. Ela não perdeu tempo, pesquisou os melhores canais de divulgação do meio e anunciou mesmo antes de ficar pronto, o resultado foi que antes de terminar de pintar a última parade já tinham pessoas entrando pra se hospedar no Lisbon Guests.

Ana diz que quando é pra dar certo as coisas acontecem de uma maneira natural, isso não significa que não haja esforço e paixão imensos, hoje ela se sente inteira naquilo que faz. Esse é um dos motivos pelos quais seu negócio vai de vento em popa, começou com os 4 quartos do primeiro andar, em menos de um ano já estava concluindo mais 4 quartos no segundo e não parou por aí pois sua idéia é transformar o terceiro e último andar em um espaço diferenciado com quartos mais elegantes. Ana não visa só o dinheiro, sua preocupação é que os hóspedes se sintam bem, essa é a base mais próspera de seu empreendimento. Para isso lê todos os comentários na internet e faz o mesmo pessoalmente tentando ter o máximo de contato possível com seus hóspedes pra aprimorar os serviços. Além de cuidar dos negócios ainda arruma tempo pra ir para a faculdade de turismo que está fazendo.

Acho que podemos aprender um pouco com Ana, descobrindo o que nos apaixona, no caso dela: as pessoas, e conectar isso com o nosso trabalho. Ela poderia ter usado o antigo edifício de várias outras maneiras, até mesmo o vendendo, mas preferiu acreditar no seu talento.

Por Danilo España/Fotos Danilo e Luah

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Xô nuvem negra !!

09 mai
2012

Existe um princípio básico na natureza que é antes de mais nada um princípio físico: para toda a ação exite uma reação!! A terceira lei do mestre Isaac Newton existe mesmo e impera …

Esses dias publicamos no blog da nossa viagem uma foto que mostrava mulheres e crianças colhendo abóboras no interior da Turquia, mesmo sob um sol de mais de 30 graus cantavam num rito virtuoso durante seu árduo trabalho! Em um dos comentários sobre a foto estava escrito “reclamamos demais!!”… e se a gente parar para pensar reclamamos mesmo!!

Sem querer muitos de nós passamos boa parte do tempo nos queixando sobre aquilo que não está 100% satisfatório. Reclamamos do trânsito, da poluição, do governo, dos preços altos, do nosso chefe, das políticas da empresa, do excesso de trabalho … enfim, sem querer é muito fácil perder-se em inúmeras reclamações, sejam elas legítimas ou não!! O mais engraçado é que quanto mais colocamos nosso foco naquilo que não está à contento mais e mais aparecem  novos “objetos” para nos queixarmos!! Nosso foco reduz a visão e passamos a ver somente coisas à reclamar … pura lei da ação e reação: quanto mais a gente reclama mais atraimos novas reclamações!!

A idéia hoje é refletir como tem sido nossa visão perante a vida e proporcionar uma mudança de foco. Se a gente parar para pensar temos muito mais que agradecer do que reclamar, basta alargar o horizonte e nos damos conta dos inúmeros presentes dessa vida: a família que temos, a fome que não passamos, o estudo que nos deu bases, nosso corpo são, as habiliaddes que herdamos ao nascer, os amigos que conquistamos, a natureza que nos rodeia, os bens que temos acesso, o trabalho que nos sustenta e nos engrandece … enfim, cada um de nós tem uma enorme lista de agradecimentos. Se ao invés de perdermos nosso “finito” e precioso tempo reclamando e trocarmos nossas queixas por gratidão, a vida vai passar a ter um sentido mais interessante e vai nos retribuir com mais à agradecer.

Todos os dias ao acordar temos 2 caminhos à seguir: podemos focar nas coisas boas, belas, interessantes e úteis ou podemos passar o dia focados no oposto. Quando escolhemos o caminho das reclamações parece que uma porção de nuvens negras adere à nossa pessoa e passamos o dia intempestivo, atraindo apenas aquilo que não dá certo!! Tem dias em que andamos de fato com a “nuvem negra” sob as nossas cabeças e atribuímos esse fato ao acaso!! Mas será obra do acaso ou somos nós os responsáveis por nossas próprias tempestades??

Vale recordar nossa disposição perante o novo dia e quem sabe vamos perceber que fomos nós que preferimos as nuvens!! Ainda existem aqueles que adoram as tempestades pois se fazem vítimas da vida e com isso atraem  atenção e cuidado dos demais!! Reclamar excessivamente faz mal à saúde, espanta os bons samaritanos e pricipalmente afasta o bom da vida pra bem longe!! Não quero fazer nenhuma apologia à vida “cor de rosa” e à cegueira em relação aos fatos e acontecimentos, mas ter consciência das mazelas do mundo não pode limitar nossa visão.

Quantas vezes me peguei “naqueles dias”, tipo “reclamílda” de marca maior, dias que prefiro não lembrar … todos nós já tivemos nossas tempestades pessoais e provavelmente ao longo da vida ainda vamos nos deparar com mais algumas trovoadas de humor, de qualquer modo saber que esse caminho definitivamente nos afasta do “belo” já é um bom começo!!

Vale a pena tentar, nem que por uma semana, escolher diariamente o caminho da gratidão. Bacana agradecer por nossa boa noite de sono, pelo delicioso café da manhã, pelo transporte que nos leva ao trabalho, pelo emprego que conquistamos, pelos companheiros e parceiros ao redor, pelos momentos de lazer com os amigos, pelas férias memoráveis que foram ou estão por vir … enfim, se a gente susbtituir nossas reclamações por agradecimentos, ao final desse período vamos poder notar uma mudança de entusiasmo e de perspectiva em nossas vidas. Exercer a gratidão vai nos recompensar com mais dias positivos e fluentes, dias em que as coisas serão mais certeiras e prazeirosas.

Buda já dizia: “Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo”.

 Por Luah Galvão

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O QUE NOS MOTIVA ?

03 mai
2012

Essa curta pergunta exige um contato direto com o nosso íntimo, que é claro muitas vezes se encontra fechado por pura proteção. Na correria do dia a dia a nossa vida se tornou diferente do que naturalmente desejaríamos fazer com ela se não tivéssemos nascido já com tantos compromissos e obrigações burocráticas.

“Mal nascemos e temos que sair corendo atrás do dinheiro como única opção de vida! Crueldade? Mas é fato”.

Então quando perguntarmos o que nos motiva, pode ser que a resposta esteja baseada mais em sacear necessidades do que em descobrir o que verdadeiramente anima a nossa essência. “É isso que quero! Descobrir o que me motiva, descobrir o que gosto de fazer, mas ainda não sei… e nem sei por onde começar!” Se esse é o seu caso tente refletir sobre o que toca o seu íntimo, te alegra e te satisfaz. Essa coisa difícil de descobrir os antigos chamavam de talento, essa ação que nos entusiasma, que temos prazer em praticar e que de alguma forma nos desafia e por isso ela brilha de uma maneira diferente aos nossos olhos. A grande questão é se abrir pra coisas super improváveis, pois elas também podem ser talentos e a coragem de assumí-los define o começo desse caminho.

Muitos de nós não nos permitimos descobrir nossos talentos e nem o que nos motiva, não pensamos sobre isso, não temos muitas vezes tempo. Entretanto não podemos deixar passar! Simples assim, não podemos esquecer que temos uma função a cumprir e sem isso nossa vida não tem sentido.

Religião, talvez seja uma das veias mais fortes dessa tentativa em explicar o que nos motiva, mas as religiões são diferentes entre si, se misturaram à política durante os séculos ou milênios de existência, criaram dezenas regras ou histórias pra explicar como devemos nos comportar.

Talvez seja hora de menos explicações e mais ações, talvez todos esses ensinamentos e informações que hoje estão nas nossas mãos possam elucidar um caminho único para cada um, um caminho baseado no que cada um tem de melhor e todos temos algo de bom que em geral são os próprios talentos, mesmo que a gente não queira reconhecer. Devemos buscar por eles agora e ter a coragem de aceitá-los o mais rápido possível, pois essa é a maneira mais bela de nos motivarmos e de quebra contribuirmos com a sociedade em que vivemos!

Seu melhor pode ser sorrir, pode ser falar, pode ser juntar pessoas, pode ser pensar, escrever, desenhar, sonhar… não importa, sempre há alguém precisando do que você tem de melhor. O mundo é feito das diferenças, que temperam e dão graça à todas as coisas. Não necessariamente temos que fazer dos nossos talentos o trabalho principal ou fonte de renda, pois isso pode em alguns casos nos desestimular por associar-se à luta pela sobrevivência e não mais com algo que nos dê prazer. Façamos algo de útil com o pouco tempo livre que nos resta, e vamos atrás dos nossos talentos!

E aí, o que te motiva?

 Por Danilo España

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Seu sonho não é meu !!

23 abr
2012

Esses dias li uma entrevista do Roberto Shinyashiki que entre outras coisas falava sobre tomarmos cuidado para não vivermos o sonho dos outros … o assunto me chamou atenção, pois não é de hoje que venho notando que boa parte de nós tem mesmo vivido sonhos que não nos pertencem.

Antes de mais nada vale dizer que depois de mais de um ano viajando  percebo o quanto nós brasileiros somos mesmo um dos povos mais sonhadores do planeta e isso tem lá seus méritos. Através dos nossos sonhos criamos condições para prosperar, buscamos ferramentas para transformá-los em realidade e com isso acabamos sendo um dos povos mais criativos e empreendedores do mundo!! Até aí tudo lindo … mas como todo sonho pode ter sua parte de desilusão vamos dar uma espiada em outros lados desse fantástico mundo do imaginário …

Muitos de nós vivemos sonhos impostos através de pressão familiar ou meio social e acabamos sendo algo que os OUTROS idealizaram para nós!! Alguns estudam aquilo que os pais “ aconselharam” enquanto outros cuidam de negócios de família que não os seduzem, são “eleitos” para cargos que o meio impõe … enfim, realizações que acalentam outros corações que não os nossos!! Acabamos fazendo coisas sem o menor talento ou habilidade apenas para manter uma posição social ou não ter que dizer “NÃO”!! O tempo passa e uma desoladora falta de motivação nos atinge a alma … já ouviram falar que sem paixão não há motivação?! Então … é exatamente isso !! Viver o sonho que outros projetaram em nós não dá mesmo certo …

Outros ainda projetam nas habilidades alheias sua realidade e constrõem sonhos impossíveis, muitos vislumbram ser jogadores de futebol ou astros do rock quando nunca jogaram bola ou cantaram. Exageros à parte esse exemplo foi apenas para ilustrar a distância entre algumas realidades e sonhos projetados!!

Engraçado como muitos de nós estamos sempre de olho no “jardim do vizinho”, como se a grama alheia fosse sempre mais verde e o jardim sempre mais florido. O camarada olha pro lado e vê aquela “ roseira”  cheia de flores e logo pensa “que roseirão!!”, mas pode ser que olhando mais de perto só visse espinhos …

Digo sempre que todos os “jardins” são floridos; uns com margaridas, outros com cravos, lírios … o que importa é a gente regar essas “flores”, aí sim o jardim vai ficar bacana!! Parece que a habilidade alheia é sempre mais interessante, mais lucrativa, mais necessária … calma aí … habilidade é algo inato, pode ser que nunca tenhamos as “margaridas” do camarada ao lado mas temos os nossos “cravos” e é exatamente em cima deles que temos que pautar e construir os nossos sonhos, aí sim serão possíveis de concretizar!! Construir sonhos nos jardins alheios gera apenas frustração!!

Já é provado que sonhar “move”, nos tira do estado estático e nos põe avante mas nada mais legal que sonhar com dignidade. Sonhar o “nosso” sonho pra sermos aquilo que realmente desejamos ser, para termos aquilo que desejamos ter sem passer por cima dos sonhos dos demais … até porque sonhos obsessivos podem nos levar por caminhos menos éticos e mais violentos!

E já que o papo é sonhar espero que vocês caros leitores sonhem com algo que possam deixar como legado, sonhem com algo que amem fazer, sonhem com aquilo que seu coração realmente pulsa, não sonhem em apenas ter, sonhem primeiro em SER, ser alguém bom, justo e nobre de alma … com esses sonhos realizados os demais naturalmente virão!!

 Por Luah Galvão.

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Você é movido à novidade?

12 abr
2012

Muitas pessoas ao redor do mundo tem nos respondido que sua maior motivação é o novo. São basicamente movidas por novas experiências, novos lugares, novas pessoas, novas situações… Por um lado, a busca pelo novo é algo extremamente positivo pois sempre podemos descobrir, aprender, nos testar. Mas devemos ter cuidado quando a busca pelo novo se torna insaciável.

Por que o ser humano tenta a todo custo fugir da rotina? Qual é o incômodo que ela nos causa?

A cada segundo milhões de novas informações estão disponíveis em todo o planeta, a Terra não dorme… enquanto estamos no ápice do cansaço, colocamos a cabeça no travesseiro e entramos num sono profundo, em outros lugares do mundo nações inteiras se despertam pra começar mais um dia de trabalho. Assim que despertamos já temos acesso às inúmeras novidades vindas da parte do mundo que está na nossa frente, vivemos mesmo num modo “24 horas” e a ânsia pela novidade ou por algo diferente parece ser marca do ser humano das últimas décadas.

Esse exagerado “consumismo de novidade” é promovido de várias maneiras, como por exemplo pelas indústrias de eletrônicos e tecnologia, que nos tornam cada dia mais dependentes de seus novos programas, equipamentos e facilidades. Tornou-se habitual e necessária a presença de algo novo em nossos dias, instalou-se a expectativa constante pelo que está por vir.

Ao buscar excessivamente pelo novo devemos ter cuidado pra não beirarmos a superficialidade, pois mal conseguimos algo já queremos outra coisa e isso vem se estendendo também no nosso dia a dia e no nosso comportamento: entramos num emprego e logo saímos, encontramos uma namorada e depois de uma semana bye bye, compramos um carro novo e meses depois já queremos outro e assim por diante. Talvez estejamos insatisfeitos com o que alcançamos pois sequer sabemos o que buscar.

Parece que a ordem é: fugir da rotina e não perder tempo com a mesma coisa, afinal o acesso ao mundo está liberado. Para “ajudar” a internet se encarregou de catalogar o universo para nós; basta digitar uma palavra pra encontrarmos milhões de assuntos relacionados. Esse excesso de facilidade nos fez vislumbrar um infinito de possibilidades, mas também nos fez esquecer que o mundo virtual e o real apesar de se conectarem definitivamente não são a mesma coisa.

Acredito que o ser humano venha ao planeta Terra com preocupações naturais mais relevantes e profundas. O novo serve para nos mover, mas não podemos ser atropelados por ele. O novo é um desafio mesmo dentro da rotina, para recriarmos nosso dia e reinventarmos a nós mesmos. Um grande desafio é achar o novo dentro de nós, só assim poderemos dimensionar nossa evolução pessoal e almejar aquilo que realmente importa.

 Por Danilo España/Colaboração Luah Galvão.

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Qual o poder da pergunta?

02 abr
2012

Há séculos que o ato de perguntar se tornou um hábito conhecido e necessário na evolução dos seres humanos.

Quem sou? De onde vim?
Pra onde vou?

Esse é o famoso enigma da esfinge, infelizmente muitos pensam que nos defrontarmos com ele é um luxo mas na verdade é algo extremamente necessário. Essas três perguntinhas podem gerar assunto para infinita discussão e ocupar todo o tempo de uma vida inteira, ou até de algumas vidas. Lembremos que a evolução é parte de um movimento em alguma direção, o que está parado não evolui, apenas envelhece e morre. Temos que começar de algum lugar, então o que nos faz ir em frente? Qual é o “start” que precisamos?

Em Florença, na Itália, encontramos Paolo de 71 anos, ele nos disse que sua maior motivação era buscar o sentido da sua existência e para encontrar suas respostas precisava de alguém para lhe fazer as perguntas. A solução ele encontrou há quase 40 anos e foi fazer psicanálise! Dessa maneira ele pode estar sempre em contato com as perguntas que o ajudam a descobrir o seu próprio enigma da esfinge. Mesmo aposentado e não provendo de muitos recursos se esforça para ir toda semana fazer o que ama, as sessões psicanálise.

As crenças e religiões sempre foram outro modo de encontrar respostas, porém nos dias de hoje muitas delas acabaram desacreditadas por terem sofrido inúmeras influências externas, políticas, econômicas e até mesmo de poder durante a história. Entretanto algumas civilizações antigas como a egípcia e a grega (Período Helênico) viveram uma época em que as crenças não se separavam do dia a dia das pessoas, elas simplesmente estavam presentes nas ações cotidianas, naturalmente inseridas nos hábitos e costumes inclusive influenciando outras áreas como arquitetura, arte, culinária, literatura, etc.

Atualmente a separação entre as crenças e os hábitos do dia a dia se tornou mais nítida, mas mesmo assim alguns povos que visitamos ainda mantém grande proximidade, como os Balineses em relação ao hinduísmo, os Laocianos (povo do Laos) em relação ao budismo, os entre outros.

Não importa de que maneira, seja pela religião ou pela simples curiosidade, as perguntas nos movem em direção às respostas, e mais do que isso, precisamos das perguntas certas para as respostas certas. Esse era o papel do mestre nas antigas sociedades (egípcia e grega), em que a educação era inteiramente baseada e norteada para o ENIGMA DA EXISTÊNCIA, o próprio jovem deveria se questionar: O que estou fazendo aqui? De onde vim? Pra onde vou?

E para temperar seus pensamentos com ética e outros valores essenciais nessa busca eles utilizavam os MITOS, que eram histórias exemplares contadas pelos mestres para serem recriadas dentro de cada um. Dessa forma eles geravam perguntas, reflexão e daí surgiam as respostas. Resgatar questões que nos fazem refletir sobre o que estamos fazendo aqui pode começar a nos dar as respostas que precisamos e certamente nos levar um pouco mais adiante.

Por Danilo España

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Aos que se interessam pelos assuntos helênicos aqui vai o link para o site do Prof. Viktor D. Salis, mitólogo e estudioso das civilizações antigas à quem presto meus agradecimentos.

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Você viveria sem regras ?!

28 mar
2012

Você está farto de tantas regras ao seu redor ?? No trabalho, condomínio, clube, na sua cidade ?? As vezes você tem a sensação que as regras só existem pra te limitar ?! Pois é, eu sempre fui a primeira a reclamar, mas ultimamente venho pensando no outro lado da moeda …

Quanto mais viajamos por aí e observamos modelos sócio-culturais distintos mais chego à conclusão que uma boa porção de regras pode ser bastante saudável para o convívio social !!

Outro dia num grande aeroporto do oriente médio flagramos uma situação que mostra como agimos quando as regras inexistem: numa área específica o tal aeroporto gentilmente cedia cadeiras com o encosto reclinado para que passageiros em longos trânsitos pudessem descansar, para a nossa surpresa vimos que os passageiros pensando apenas em seus umbigos juntaram 2 cadeiras formando camas para seu próprio deleite e conforto, sendo assim o espaço passou a favorecer a metade dos passageiros. Vimos muita gente transitando no espaço em busca que uma boa alma que pudesse ceder o que lhes era de direito, mas ao contrário do que deveria ser feito, muita gente chegava a fingir que estava dormindo para não ter que doar a metade de seu belo “leito”. Alguns acabaram se acomodando no chão mesmo pois as cadeiras estavam todas “tomadas”!! Esse tipo de “folga” nunca aconteceria se no espaço houvesse um informativo com uma regra clara determinando o uso de 1 cadeira por passageiro. Umbigos à parte, o ser humano é mesmo fominha, sem querer generalizar até porque diversas raças estavam presentes nessa malevolência coletiva.

Se a gente parar pra pensar, sem regras nosso dia a dia seria um caos!! Elas ajudam a controlar o trânsito coibindo os apressadinhos de plantão, a ordenar filas nos estabelecimentos evitando os fura-fila, disciplinam alunos nas escolas, diminuem a violência e até nos rodízios de alimentos as regras ajudam a acabar com o disperdício quando o mesmo é submetido à multa.

Cingapura - Foto Danilo España

Usando mais exemplos, na nossa passagem  por Cingapura, um dos países com a melhor qualidade de vida ao redor do mundo,, aprendemos muito à respeito do coletivo. O governo buscou nas inúmeras regras de convivência uma maneira de organizar o que seria um caos. Acomodando grupos de várias partes do mundo como indianos, chineses, malaios, árabes, europeus, etc … grupos com culturas totalmente diversas, a cidade poderia ser um banzé, mas ao contrário, Cingapura é uma pérola no meio da Ásia: extremamente limpa, linda, moderna e eficiente. O governo resolveu disciplinar os múltiplos guetos através de inúmeras regras aparentemente excessivas, mas foi assim que a coisa realmente funcionou!! Jogar lixo nas ruas, cuspir no chão, pichar muros, urinar nas vias públicas e fumar em pontos de ônibus, por exemplo, são ações que podem ser punidas com multas pesadas!! E a cidade realmente é um brinco e motivo de orgulho pra seus habitantes. Abrindo um parênteses, comprovamos o quanto as regras funcionam “mesmo” no bairro Little India, conhecido pela grande concentração de indianos, povo que em sua terra natal não preza pela limpeza do meio em que vive, fato que comprovamos em nossa passagem pelo país. E pra nossa agradável surpresa … nada de sujeira!! Deu pra ver o quanto o meio pode influenciar positivamente os hábitos dos seres humanos, basta balizar as ações e corrigir os vícios.

Bairro Little India - Templo Sri Veeramakaliamman - Foto: Danilo España

Se você é um bom samaritano e consegue viver sem regras e controles, pense que talvez outras pessoas ou até o seu próprio vizinho de baia ou de casa podem não ser assim é tão evoluídos. Muita gente ainda age pensando primeiro em seus interesses e depois no coletivo. Então melhor que reclamar pelo excesso das regras que nos rodeiam é refletir em como podemos melhorar nossa conduta no meio social e domar por vezes nosso ego que aponta para atitudes individualistas, as quais todos nós somos passíveis.

Adoraria que a utopia da sociedade perfeita e sem regras pudesse ser um modus vivendi, mas por hora ainda é sonho utópico. A evolução humana infelizmente ainda não nos permite sermos guiados apenas por nossa ética e consciência, essa é uma liberdade que nosso ego ainda não nos permite experimentar. Quem sabe um dia num futuro sem data certa possamos coexistir sem tantos limites criados para conter a nossa ansia de abraçar vantagens sobre nossos semelhantes.

Por Luah Galvão

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Você faz parte do “Clube da Distração” ?!

14 mar
2012

O celular toca, o telefone também … preciso atender!!

A caixa postal está lotada de emails e promoções que não cairam no spam … preciso ver!!

As redes sociais virtuais cobram a presença, assim como as “redes sociais” presenciais com inúmeros encontros, casamentos, aniversários, batizados, happy hours … preciso ir!!

O trânsito não colabora, os faróis não abrem e enquanto isso a cabeça entra num turbilhão fazendo um check list de TUDO o que é necessário e urgente no dia e … preciso parar de pensar e não consigo!! E celular toca de novo …
Já deu uma certa angústia só de pensar, e o pior é que muitos de nós vivemos exatamente sob essa “demanda”!! A pergunta que paira no ar: “O que é urgente ??”.

Me dei conta dessa loucura “desorganizacional” que era a minha vida quando o projeto Volta ao Mundo que estou fazendo me deixou à margem desse meu cotidiano. Desacelerei e passei a ver algumas situações dando um “zoom out”, não sei se gosto muito dessa expressão, mas ela exemplifica bem a questão de olharmos à distância os fatos; no caso: a minha própria vida. Logicamente inúmeros questionamentos bateram e confesso que continuo refletindo sobre assuntos que gostaria de compartilhar com vocês …

Com tantas distrações e diversões será que a gente consegue estar inteiro em algo? Será que dá pra cumprir nossas tarefas com excelência?

Hoje entendo melhor o que aprendi anos atrás num curso de filosofia. Estudávamos muito um pensador chamado Gurdjieff que dizia com convicção que estar “inteiro” e pleno nas ações cotidianas nos leva à excelência do que é praticado e o que é melhor, o foco no presente momento age como mágica “alargando” o tempo. Entende-se como presente não deixar a mente se perder no ontem e no amanhã. Pra facilitar: quando estamos lendo, bacana apenas ler, quando cortamos um pão, bacana cortar o pão, quando conversamos com alguém bacana estar realmente na conversa …. e assim por diante. O que não dá é pra ler o livro pensando nas quinhentas coisas a fazer no dia seguinte, atendendo à quinhentos telefonemas e parando pra dar uma olhadinha no email a cada 5 minutos. Vou pular o capítulo facebook pois esse rouba até o nosso sono!! O que acontece é que a gente avança muitas páginas do livro e nem lembra o que leu!! Exageros à parte, só conseguimos alcançar a plenitude de um gesto quando nos dedicamos exclusivamente à ele!! Parece muito fácil mas não é!!

E esse é o ponto: estamos deixando de ser excelentes nas pequenas e grandes coisas do nosso dia a dia por distração!! Eu percebi o quanto era caótica e consequentemente estafada. Minha mente vivia subdividida em milhões de frações, cada parte pensando em algo distinto !!

Essa vida mais caótica onde tudo acontece aqui e agora e tudo precisamos resolver é o que no fundo nos tira do “eixo”, o mestre Gurdjieff colocava com sabedoria que a nossa cabeça é sede de um enorme rio de pensamentos e temos que aprender a domá-los, só ao cessar esse fluxo ininterrupto é que conseguimos nos concentrar naquilo que realmente importa. E como parte do aprendizado tínhamos que fazer uma série de exercícios de “atenção”, nos concentrando ao máximo em determinadas ações cotidianas. Vou dizer que essa fase da minha vida foi uma das mais interessantes e plenas, onde alcancei muitas conquistas profissionais além de conseguir encontrar comigo mesma.

Esses dias no Laos encontramos Donald MacGillivan, um canadense muito figura que decidiu não ter celular e nem email na defesa de uma vida mais saudável e de relações mais presentes. Ele disse que quer ter tempo para trabalhar, se desenvolver e não quer substituir encontros ao vivo com aqueles que gosta por papos via celular ou email, quer curtir inteiramente cada minuto de sua vida e de suas relações!!

Sem radicalismos e sem fazer nenhum tipo de apologia à vida “alternativa”, acho que vale muito a pena rever nossas urgências e como estamos gastando nosso precioso, divino e irrecuperável tempo.

Gastamos mesmo muito tempo em blá blá blá e essa “blábláção” é responsável não só pela perda de qualidade das nossas ações como pela perda de qualidade da nossa vida. Se a gente juntar todo o tempo que gasta enrolando ao telefone, nos emails, nas correntes, nas redes sociais, etc … chegamos a conclusão que esse tempo bem empregado poderia render um curso, uma viagem, uma nova faculdade e com certeza mais desenvolvimento e retorno no trabalho …

Quem sabe não seja hora de dar uma olhada e ver se também faz parte do Clube da Distração, ponderando o que de fato importa e é urgente em sua vida !! Ih, o celular toca de novo … ops … mas dessa vez não vou atender !!

E pra encerrar uma frase do célebre filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860): “Somente o presente é verdadeiro e real. O presente é o tempo realmente pleno e sobre ele repousa exclusivamente a nossa existência”.

Por Luah Galvão

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Sorriso gera sorriso !!

28 fev
2012

Sofia, uma divertida argentina de 26 anos, designer de moda nos contou que SORRISOS VERDADEIROS são sua motivação!! Para ela representam uma porta de entrada, um convite pra que  possa conhecer uma nova história de vida, obter novas bagagens que a inspiram … o que por consequência é fonte de inspiração para seu trabalho criativo. Disse que adora conversar, desvendar, conhecer, trocar e ser transportada para novos universos.

Seu sorriso foi tão convidativo que nós é que fomos transpostados para o mundo de Sofia!! Bacana quando uma pessoa consegue alinhar a sua filosofia de vida com seu comportamento, acho que é uma combinação muito acertada entre palavra e conduta!!

Coincidentemente no início do nosso projeto, Ketut, um balinês que entrevistamos nos disse que o sorriso pra ele tem um poder incrível de reciprocidade: quando sorri para alguém essa pessoa instantâneamente responde com um sorriso; uma espécie de reflexo da sua atitude positiva e pró-ativa. “Sorriso gera sorriso!!”, emendou … pra ver que pra muita gente o ato de sorrir é fonte de motivação e inspiração. (link para matéria com Ketut)

Sorrir tem mesmo uma força propagadora, agindo como uma ferramenta que pode mudar o “clima” nos ambientes e nas relações, desde que é claro seja um sorriso sincero … pois meios sorrisos nunca enganam !! As relações ficam mais fáceis quando agimos com bom humor e sorrisos, coisa que todos nós sabemos mas às vezes nos escapa. Shakespeare já dizia: “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada”.

Outra informação sobre o assunto é que sorrir estimula o cérebro a produzir endorfina e serotonina – substâncias responsáveis pela sensação de prazer e felicidade! Sorrir também ativa o sistema imunológico, deixa a pele mais bonita (essa parte as mulheres adoram …) e de carona você ainda se medica contra depressão, estresse, mau humor, diminui até a pressão arterial e melhora a digestão!

Através da resposta de Sofia fica nossa lembrança de que sorrir ajuda a levantar o nosso astral e daqueles que nos cercam propagando positividade, além de contribuir para uma vida mais saudável!!

“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios”. (Martin Luther King)

Sofia - designer de moda de uma grande marca de Buenos Aires.

Por Luah Galvão

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Somos realmente livres?

15 fev
2012

O pensamento voa livre, mas e o nosso corpo? Somos livres para levá-lo à qualquer lugar, a fazer com ele o que bem entendermos?

Na nossa passagem pelo Laos encontramos Doris, uma Holandesa de 34 anos, ela nos disse que sua principal motivação é a Liberdade. Foi assistente social durante 14 anos e costumava fazer seu trabalho com muita paixão. Com o passar do tempo ela foi se envolvendo com os problemas das crianças e jovens aos quais prestava assistência, pois isso era parte integral de seu trabalho, mas chegou um dia em que ela passou a não ser mais capaz de colocar o seu coração no que fazia. Se sentia como uma máquina e dessa maneira poderia prejudicar o resultado final de seu trabalho, afinal ela lidava diretamente com a vida das pessoas.

Pra uma pessoa cuja maior motivação é a liberdade, continuar a fazer um trabalho sentindo-se prisioneira exigiu uma mudança.

Para Doris, liberdade é quando somos capazes de tomar nossas próprias decisões, quando podemos escolher os caminhos a seguir… muitas pessoas se sentem presas à diversas situações, ao trabalho que não gostam de fazer, à uma rotina desagradável, à relações infelizes, presas por correntes que na verdade não existem. Como diria Woody Allen: “A liberdade é o oxigênio da alma”.

O que aprisiona é o medo de arriscar, o medo de tomar decisões erradas, medo de se arrepender. As consequências das nossas decisões só tem 50% de chance de dar certo se colocamos em prática nossa vontade. Se não fizermos nenhuma mudança são 100% de chance de que nada aconteça, 100% de chance de que continuaremos sentindo o medo de errar sem ter errado, o medo de arriscar sem ter arriscado e de vivermos insatisfeitos afetando negativamente outras pessoas.

Doris hoje está em uma área completamente distinta porém muito feliz. As mudanças feitas pelo coração certamente tem MAIS de 50% de chance de dar certo. O destino conspira a favor daqueles que seguem seu caminho, mas arrasta aqueles que o negam.

Deixar o medo e seguir a liberdade já dão mais chances de vencer do que continuar parado!

O QUE TE MOTIVA?

Por Danilo España

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“Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento em que um “sim” ou um “não” pode mudar toda a nossa existência.”  (Autor desconhecido)

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