Minha válvula de escape
2011
O interessante do Blog é que tenho liberdade de escrever do jeito que eu gosto e sobre o que eu gosto desde que tenha alguma relação com o universo feminino na carreira ou em finanças. No trabalho, por exemplo, dificilmente posso jogar com as palavras, ser mais coloquial ou usar expressões mais divertidas. Começo a escrever e bate aquela vontade de fazer diferente, daí eu paro, penso, e lógico que vou mais para o duro e convecional, afinal, no mundo corporativo qualquer pisão em falso e cabeças podem rolar.
Talvez por isso que o Mulher em Pauta acaba me ajudando a descarregar um pouco as palavras e assuntos que ficam de lado no dia-a-dia, por conta das formalidades do trabalho. Ontem mesmo, tive uma situação que me segurei para não colocar aquela palavrinha mágica, mas que muda completamente o contexto, ou seja, estou aqui desabafando literalmente com vocês. É melhor que os pacientes da minha terapeuta não descubram esse tratamento alternativo e começem a escrever, senão ela está falida e vou ficar muito chateada, porque a adoro, apesar não ter a visitado muito nos últimos meses!
Mas sabe o que percebi? Que preciso de uma válvula de escape para a minha válvula de escape. Afinal, o Blog não é assim uma coisa discreta, mas sim uma porta aberta para o mundo afora. Quando se escreve para um veículo, como uma revista ou jornal, você conhece seu público. Já a internet é uma caixinha de surpresas e o autor, nesse caso eu, escreve para o um público que não tem a menor ideia de quem seja. Podem ser mulheres que buscam dicas de carreira e finanças ou homens interessados em conhecer mais esse mundo, ou nenhum dos dois.
Só sei que qualquer pessoa pode ler, então, vamos combinar que não é a terapia mais adequada quando se busca confidelidade. Mesmo sabendo disso, esquecemos que estamos escancarando a vida para o mundo, seja para dizer que está puto com o chefe, que está insuportável com a TPM ou que está que assinou o divórcio (meaculpa). Mas é preciso um café com os colegas de trabalho para cair na realidade. “Vejo todos os teus comentários no Linkedin”. Ferrou, até aqui tem regras corporativas e vou ter que ficar ainda mais atenta. Mesmo asism, juro que vou fazer o possível para continuar sendo “eu mesma”, afinal, Blog é muito mais espontâneo e parecido com o meu jeito de ser e viver a vida.
E você, qual é a sua válvula de escape? Já parou para pensar como ela te compremete?
Bom final de semana e até a próxima sessão!
Abraços,
@cristianemor



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