Minha válvula de escape

O interessante do Blog é que tenho liberdade de escrever do jeito que eu gosto e sobre o que eu gosto desde que tenha  alguma relação com o universo feminino na carreira ou em finanças. No trabalho, por exemplo, dificilmente posso jogar com as palavras, ser mais coloquial ou usar expressões mais divertidas. Começo a escrever e bate aquela vontade de fazer diferente, daí eu paro, penso, e lógico que vou mais para o duro e convecional, afinal, no mundo corporativo qualquer pisão em falso e cabeças podem rolar.

Talvez por isso que o Mulher em Pauta acaba me ajudando a descarregar um pouco as palavras e assuntos que ficam de lado no dia-a-dia, por conta das formalidades do trabalho. Ontem mesmo, tive uma situação que me segurei para não colocar aquela palavrinha mágica, mas que muda completamente o contexto, ou seja, estou aqui desabafando literalmente com vocês. É melhor que os pacientes da minha terapeuta não descubram esse tratamento alternativo e começem a escrever, senão ela está falida e vou ficar muito chateada, porque a adoro, apesar não ter a visitado muito nos últimos meses!

Mas sabe o que percebi? Que preciso de uma válvula de escape para a minha válvula de escape. Afinal, o Blog não é assim uma coisa discreta, mas sim uma porta aberta para o mundo afora. Quando se escreve para um veículo, como uma revista ou jornal, você conhece seu público. Já a internet  é uma caixinha de surpresas e o autor, nesse caso eu, escreve para o um público que não tem a menor ideia de quem seja. Podem ser mulheres que buscam dicas de carreira e finanças ou homens interessados em conhecer mais esse mundo, ou nenhum dos dois.

Só sei que qualquer pessoa pode ler, então, vamos combinar que não é a terapia mais adequada quando se busca confidelidade. Mesmo sabendo disso, esquecemos que estamos escancarando a vida para o mundo, seja para dizer que está puto com o chefe, que está insuportável com a TPM ou que está que assinou o divórcio (meaculpa). Mas é preciso um café com os colegas de trabalho para cair na realidade. “Vejo todos os teus comentários no Linkedin”. Ferrou, até aqui tem regras corporativas e vou ter que ficar ainda mais atenta. Mesmo asism,  juro que vou fazer o possível para continuar sendo “eu mesma”, afinal, Blog é muito mais espontâneo e parecido com o meu jeito de ser e viver a vida.

E você, qual é a sua válvula de escape? Já parou para pensar como ela te compremete?

Bom final de semana e até a próxima sessão!

Abraços,

@cristianemor

Post to Twitter Tweet This Post

Brasileiras Empreendedoras

Foi divulgada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) uma pesquisa apontando que a taxa de empreendedorismo das mulheres brasileiras no país superou a dos homens no último ano. Elas representam 53% dos empreendedores brasileiros de 2009.

O estudo, coordenado internacionalmente por institutos como o London Business School e o Babson College, contou com 54 países. Os dados indicam que a mulher brasileira é historicamente uma das mais empreedendoras do mundo. Em 2009, além do Brasil, apenas Guatemala e Tonga registraram taxas de empreededorismo feminino mais elevadas do que a dos homens.

Como principal motivação para abrir um negócio foi apontada a oportunidade, mas existem empreendedores que também o fizeram por necessidade.  Eu tive uma experiência dessas e acabei abrindo um negócio, ou melhor, uma empresa para prestar serviços como jornalista. Não sei bem se foi necessidade ou oportunidade. Na verdade foram ambos e uma boa escolha para época. 

Às penso nisso e a questão de deslocamento (horas no trânsito) e despesas com alimentação, estacionamento, o que acaba empatando o rendimento no final do mês. Mesmo assim, trabalhar fora, com mais gente, nos faz crescer muito e não me arrependo de ter dado uma sacudida nas atividades.

E você, se considera empreendedora ou empreededor? Qual foi o seu motivo para seguir a carreira empresarial?

Post to Twitter Tweet This Post

Time de Futebol

Calma, não vou discutir o melhor time ou o próximo campeonato brasileiro. Quero apenas compartilhar a experiência que o futebol trouxe para a minha vida pessoal e profissional.

Um tempo atrás recebi um convite para começar a treinar futebol com um grupo de jornalistas mulheres interessadas em aprender a rolar a bola no campo. Tínhamos professor e mesmo com todo o frio (a quadra era descoberta e começamos no inverno) estávamos lá aprender cada passo, movimento e para trabalhar em equipe.

O futebol para as mulheres, pelo menos para nós amadoras, era  mais que uma preparação física, era diversão, aprendizado e relaxamento depois um fechamento apertado ou de uma entrevista muito chata. A educação e respeito era admirável e acho que um dos pontos que mais chamava a atenção. Sempre que alguém se machucava ou derrubava outra, todas paravam para se certificar se a vítima estava bem, pedia desculpas e aguardavam a confirmação de poder seguir o jogo. O nosso time não falava palavrão e em uma oportunidade jogamos com um outro time e ficamos simplesmente chocadas com os xingamentos.

Para nós  acertar o gol era o de menos, o mais importante era a superação pessoal de cada uma no chute ou passe de bola. Que gostoso perceber que você evoluiu e a bola vai realmente na direção que você planejou. Depois dessas aulas peguei gosto pela coisa e acho até virei fominha porque sempre que vejo a bola rolando na praia ou parque tenho vontade de entrar no jogo.

Tem algo mais forte que um time unido e que se respeita? O mundo corporativo tem muito que aprender com esse esporte, Se parássemos para pensar mais nesses ensinamentos básicos, como segurar a bola (dominar o seu trabalho, segurar a onda em alguns momentos), pensar e focar no chute (na meta, com direção) e ainda olhar em volta para escolher um membro da equipe para o acerto (trabalhar junto para o mesmo resultado), isso tudo com o olho nos membros do outro time (concorrência e no mercado). São poucos segundos, mas muita coisa acontece. O gol, por exemplo, aconteceu em um piscar de olhos, mas não sem muita estratégia e trabalho de equipe.

Nas equipes das empresas falta justamente o pensamento coletivo,  o respeito ao outro.  Observar quando alguém da equipe não está num bom dia, por algum problema físico ou emocional, e dar cobertura até que a equipe esteja equilibrada novamente para unir as forças com garra e determinação.

Sinto falta do futebol, do treino com a meninas, mas já vi que o jogo continua, só que agora na quadra do trabalho. Estou meio fora de forma, mas acho que se a equipe treinar mais e houver entrosamento sai gol. Se em time que está ganhando não se mexe vamos firme para competir quem sabe para valer na  Copa . Vamos lá, ainda temos quatro meses para bater muito papo e bola.

Post to Twitter Tweet This Post