Liga das Mulheres Extraordinárias

Elas não são super heroínas, não são dotadas de super poderes e nem idolatradas como as personagens do  Sex and the City,mas conseguiram quebrar os paradigmas das mulheres com relação ao dinheiro.  Andrea, Robyn, Katie, Angela e Sandra são as “Smart Cookies”, cinco mulheres inteligentes, bem sucedidas, na faixa de 20 a 30 anos, que gastavam mais do que ganhavam e só viam a bola de neve crescer. Depois de assistirem a um programa de TV, resolveram assumir as rédeas da vida financeira e formaram o Clube do Dinheiro.

Uma casada, uma divorciada, duas solteiras e uma prestes a casar. Todas eram jovens talentosas, com acesso à informação, mas que não tinham o menor controle das finanças. Quando perceberam, estavam atoladas em dívidas, principalmente com o rotativo do cartão de crédito.

O primeiro passo foi rastrear e eliminar as dívidas. A grande vantagem desse grupo de amigas é que começaram no momento certo, em um estágio que estavam crescendo na carreira, que poderiam aumentar a renda e conquistar um patrimônio financeiro. Se no início elas somavam as dívidas, depois de aprenderem, trocarem experiências e seguirem a risca os ensinamentos de diversos especialistas que liam e estudavam, elas conseguiram não só sair do negativo, mas também aumentar os ganhos e investir cerca de um milhão de dólares nos próprios imóveis.

O instigante da história das “Smart Cookies”, contada no livro, é a proximidade com a realidade da maioria das mulheres e com os diferentes perfis, mesmo entre amigas ou colegas de trabalho. Quase todas tinham se endividado porque não sabiam administrar as finanças, gastavam aleatoriamente com roupas, sapatos e restaurantes caros. Quando resolveram levantar a bandeira do fim das dívidas souberam se dedicar, ajudar umas as outras e encontrar soluções caseiras muito econômicas.

Uma das dicas, entre as inúmeras ensinadas por elas, é reduzir os gastos com lanches e cafés na rua. Pode parecer bobagem, mas não é. Fiz um cálculo rápido de quanto gasto depois do trabalho. Se eu for bem comedida, pelo menos R$ 10,00 com um sanduíche natural e um café ou suco. Se for rotina, durante a semana são R$ 50,00, R$ 200,00 por mês e R$ 2.400,00 por ano, sem contar com o café da manhã e almoço.

Se você adotar o lanche caseiro, que é muito mais econômico e saudável pode ganhar em dobro, tanto na balança, quanto no bolso. E não coloque desculpa do tempo. Basta que uma ou duas vezes por mês você compre algumas frutas, pães, frios e legumes que dá para fazer a festa o mês todo e com menos de R$ 50,00 por mês, ou seja, um quarto do valor.

Eu, por exemplo, resolvi adotar essa estratégia de levar um lanche de casa. Preparei um sanduíche, com pão integral, atum, tomate cereja, agrião e queijo brie. Achou que só porque era caseiro tinha que ser básico? Você pode incrementar e inventar os mais diferentes sabores, que não vão tomar mais de cinco minutos do seu tempo. Pode ainda, levar frutas, sucos, iogurtes e biscoitos, que são muito mais baratos se comprados em supermercado do que na lanchonete.

Agora vem a minha dica  pessoal. Separe esses R$ 50,00 que costumava gastar em uma conta poupança ou  cofrinho e perceba a grana crescer. Essa iniciativa vai ajudar você a continuar na linha e será muito melhor aproveitar essas economias depois de seis meses ou um ano, seja para uma viagem para Buenos Aires ou com novas roupas no armário.

Gostou do assunto? Eu também! Por isso, nas próximas duas semanas vou compartilhar com vocês mais ensinamentos e as práticas abordadas no livro “Clube do Dinheiro” das Smart Cookies.

Post to Twitter Tweet This Post

Pé na estrada e menos tempo

As viagens por conta da divulgação da Expo Money já começaram e a primeira parada é Curitiba. Antes de embarcar já começam as preocupações, não só com o trabalho, porque na área de eventos tudo é demanda, mas na organização do tempo e administração da vida pessoal.

Foi só na segunda-feira, véspera do voo que me dei conta que tinha que arrumar um lugar para deixar a Nikita, trocar os dias da faxineira e ainda tentar remarcar aquela consulta no dentista, que estou enrolando. Isso sem falar no trabalho do MBA que tenho que entregar essa semana e na revisão do carro, que mais uma vez vou protelar.

Tenho que fazer isso tudo antes porque quando chego à cidade esquece vida particular, compromissos ou qualquer coisa que não seja trabalho. Quem trabalha com eventos sabe muito bem que é a pura verdade. Qualquer tempinho é aproveitado para responder emails, trabalhar naquele projeto ou no meu caso, tentar escrever uma matéria que tenho que entregar ainda essa semana.

A nova edição da Você SA fala justamente da questão de trabalhar demais e o quando ficamos presos em uma rotina que não conseguimos sair. Por isso, é tão importante criar uma agenda, determinar as ações e administrar o máximo das atividades para não surtar. Determinar pelo menos as prioridades, porque novas ideias sempre vão surgir, mas nem sempre teremos tempo hábil para colocar em prática. Então, é bom saber antes para não se frustar.

Já que o tema é tempo, é impossível não citar o livro “Mais Tempo, Mais Dinheiro” de Gustavo Cerbasi e Christian Barbosa, uma leitura que recomendo.  Afinal, todas as dicas sempre são bem-vindas, principalmente para as muheres de plantão, que tem que lembrar dos mínimos detalhes da casa. Hoje, por exemplo, antes de sair de casa para o aeroporto às 7h da matina, lembrei de fechar o registro da água. Lembram do incidente quando eu estava em Paris? Então, vale o bloquinho e as anotações para não deixar nada de lado.

Lá vai minha promessa com vocês: como vou acompanhar mais de 40 palestras durante os dois dias, com vários consultores e especialistas em finanças, inclusive com o grande escritor Cerbasi, vou me esforçar administrar meu o meu tempo nessa viagem e  postar algumas dicas e ensinamentos dos experts no assunto durante o evento.

Se tiverem dúvidas ou perguntas escrevam.

Post to Twitter Tweet This Post

Avatar – uma lição de sustentabilidade

Eu estava em Londres quando o filme estreou e juro que os cartazes espalhados pela cidade com os homens azuis não me atraiu nenhum um pouco. Fiquei sem vontade de assistir porque não sou muito chegada em ficção científica e o nome lembrava o Second Life, que também me traz uma verdadeira aflição. 

Convencida pela opinião pública (e pelas amigas) fui ao cinema conferir o espetáculo em 3D, que duas semanas depois foi destaque no Oscar. Sempre quando não se tem tanta expectativa o filme surpreende. Difícil imaginar que algo tão diferente e recheado de efeitos especiais, pudesse abordar a questão sustentabilidade com tanta propriedade e não com a versão piegas de “proteja o verde e ajude o próximo”.  Até porque se fosse por essa linha os avatares seriam verdes e não azuis. 

Acredito que o assunto tenha me tocado de uma maneira diferente porque uma semana antes eu tinha fechado um Jornal especial sobre Sustentabilidade e ouvido várias fontes sobre a sustentabilidade empresarial. Se tivesse assistido ao filme antes, minha interpretação para a matéria teria sido mais emotiva e menos racional. 

Avatar consegue mostrar a diferença que faz valorizar a cultura, o ambiente e as crenças de um povo ou país. Melhor, derruba o conceito de buscar o lucro a qualquer preço.   

Pandora: natureza exuberante e colorido especial

 

O filme se passa em Pandora, em cujas florestas moram os Na’vi. Os habitantes têm uma ligação forte com o meio ambiente, que é ameaçada pela chegada de humanos que querem explorar o local. Ainda estamos longe de termos um planeta melhor, mas está mais que na hora dos empresários perceberem que o ganho será maior se alinharem políticas de sustentabilidade nos negócios, não apenas para entrar na onda verde ou para fazer propaganda. 

Lógico que James Cameron, mesmo sendo canadense, seguiu a linha chocante norte-americana e não poupou nos estragos no seu estilo Titanic, mesmo assim, não polui a mensagem principal. O exército utilizado poderia ser facilmente substituído por empresários inescrupulosos que deveriam estar atrás das grades. 

Algumas cenas emocionam, principalmente quando é declarada a guerra para derrubar a grande árvore. Poderia ser a mais banal, mas não é. Sei que é assunto já está um pouco batido, mas resolvi comentar porque o Brasil vai contar com a participação de Cameron no Fórum Internacional de Sustentabilidade, que acontece nessa semana em Manaus. 

Mera semelhância de Pandora com a Amazônia será uma simples coincidência?

Post to Twitter Tweet This Post

Europa de trem

Chegada de Paris em Londres na estação Kings Cross St. Pancras

Viajar de trem ou avião pela Europa? Vai dizer que você nunca questionou isso? Todo mundo tem essa dúvida e claro que isso é fundamental para montar o roteiro de viagem. Eu sou marinheira de primeira viagem e não tive uma vasta experiência, mas já consegui tirar minhas impressões. Antes de sair do Brasil já tinha optado de ir de trem de Londres para Paris no ano novo e inclusive tinha a passagem comprada, apesar dos preços serem bem mais altos nesse período. Não me importei, afinal eu precisava cruzar o Canal da Mancha de trem.

Uma semana antes de embarcar para aquela cidade apaixonante os jornais estampavam problemas da Eurostar e pessoas presas por várias horas por conta da neve e mau tempo. Todos com quem eu falava estavam preocupados, mas eu não. Simplesmente não tive vontade de pensar no plano B. Vou para Paris, era só isso que eu pensava.

A viagem levou pouco mais de duas horas e eu estava ansiosa.  Chegar dentro da cidade com acesso a estação do metrô não tem preço, mas não ter uma indicação com inglês, custa e muito. Pensei nessa pauta e ontem quando li o Caderno de Turismo da Folha sobre “Europa nos Trilhos” me senti ainda mais motivada.

Se na primeira viagem não tinham dúvidas, na segunda, que o destino era Amsterdã tudo mudou. Passagens aéreas com preços convidativos, mas não era tão simples quanto parecia. Como todos os aeroportos em Londres são afastados a opção era pegar outro trem até lá, o que sairia em média mais 15 libras por trecho. No aeroporto da Holanda também seria necessário outro trem local que sairia a bagatela de 40 euros. Resumindo, a passagem barata era mero detalhe, fora todo estresse com mala, checking, acordar ainda mais cedo, etc..

Cheguei a cogitar ir para Bruxelas e Bruges, a Veneza deles, porque era mais cômodo e barato viajar de trem até Bruxelas, mas depois de quase desistir e cogitar inclusive uma cansativa viagem de ônibus, resolvi ir pessoalmente até a Eurostar. Não só consegui um preço melhor, mas também cheguei ao roteiro que queria. Na Bélgica teríamos que trocar de trem e eram mais três horas, mas com paradas rápidas e curiosidades à parte. Só para terem uma ideia de custo, consegui ida e volta de Londres a Amsterdã por 99 libras, com trem de Bruxelas para o destino final. Vocês não acham bom? Eu achei.

Chegamos à Bélgica com open ticket para Amsterdã, mas quem disse que queríamos perder um minuto? Corremos pelas plataformas e entramos no vagão. As lindas se acomodaram nas poltronas de couro vermelho e só perceberam que estavam na primeira classe quase no final da viagem.  Claro que mudamos de vagão, mas não sem se divertir.

Foram apenas duas viagens, mas posso garantir que sou adepta aos trilhos europeus. É muito mais gostoso apreciar as paisagens, tranquilo, rápido e também pode ser mais barato se colocar tudo na ponta do lápis. A comodidade de sair e chegar a uma estação de metrô, principalmente quando está com mochila nas costas, é ganho na certa, inclusive economicamente.  Faltou Berlin, mas na próxima já estou atenta e vou virar rata dos trilhos.

Post to Twitter Tweet This Post

Perigo: mulher e um mapa

Eu e minha amiga animadas com o mapa. Nem parece que acordamos às 4h da matina.

Acho que os pesquisadores deveriam explorar mais essa questão de localização geográfica para as mulheres. Qual é o nosso problema com mapas, hein? Eu juro que quando mudei para SP tive um progresso considerável (de zero para 30%). Achei que conseguiria seguir as orientações e um mapa nas viagens, mas continuo com problemas de localização.

Em Londres até tirei de letra, afinal mapa de metrô até Zé Mané sabe ler. Em Paris também fiz tudo a pé e a maior dificuldade foi encontrar a livraria “Shakespeare and Company”. Daquela vez eu me dei um desconto, afinal eu perguntava em inglês e eles respondiam em francês e ainda faziam um ruído muito estranho, mais um menos como “tchi-tchi”, que eu deduzi que era para seguir em frente.

Conseguimos encontrar. Era do outro lado do Sena com vista para a Catedral de Notre Dame.

O mais divertido mesmo foi em Amsterdã. Chegamos de trem e logo fomos recepcionados pela equipe de turismo da cidade. Já fiquei feliz da vida e quando vi o mapa, tão simples e lindo fiquei animada. Agora sim, a cidade é pequena, linda e fácil de andar. Maravilha! Não se engane. Achar o Hostel realmente foi fácil, afinal todo mundo fala inglês na cidade e muito bem por sinal. A maior dificuldade era olhar o mapa e ainda cuidar para não ser atropelada por uma bicicleta. Até hoje sonho com aquela buzina.
Depois de me livrar do peso da mochila saímos belas e faceiras caminhando pela cidade, totalmente apaixonadas por cada ponte, bicicleta parada, rua estreita, vitrine e artesanato. Fiquei encantada e lembrei muito da minha cidade natal. Andamos muito, anoiteceu e começou a chover.

Tomamos um gostoso chocolate quente e decidimos ir até a tal Red Light District conferir as vitrines de mulheres. Andamos e começou a nevar e ficou muito frio. Nos demos conta que estávamos totalmente perdidas e andando em círculos. Nessa hora o mapa ajudaria certo? Errado, eu não conseguia ir para direção certa e cada informação que eu pedia complicava ainda mais.

Cansei e abortei o passeio. Queria só voltar para casa e tomar um banho quente e um chazinho. Larguei o mapa, que nessa altura estava todo molhado e quase sentei no meio da rua e chorei. Atravessei a rua e conversei com um tiozinho em uma livraria. Fiz ele me mostrar a linha que deveria seguir até em casa no mapa. Quando vi que estava certa quase saltitei!

Essa viagem para lá me fez aprender uma coisa: nunca menospreze o tamanho da cidade. Você sempre pode se perder. Basta ter problema de localização como eu. Juro que se um dia eu tiver uma filha vou exigir um GPS de série.

Post to Twitter Tweet This Post

Vinho, queijo e uma vida simples em Paris

É quase impossível descrever o quão maravilhosa é essa cidade. Quando desci na estação da Eurostar já percebi a atmosfera mudar. Basta um vinho, nacional claro, um queijo e uma baguete  e tudo se torna simplesmente maravilhoso. Paris tem esse poder e magia que conquista. Cada detalhe, paisagem do Sena ou visão da Torre Eiffel te faz suspirar e querer estar com alguém muito especial. 

Para quem aprecia a culinária é o palco perfeito para  experimentar as maravilhas da cidade. Desde o escargot, que eu provei, até a deliciosa sopa de cebola, os crepês e o chocolate quente.  Tudo é maravilhoso e mais gostoso porque é em Paris.  Sem falar na melhor croissant…hummmm.  Ir ao supermercado estava entre as minhas programações prediletas. Me senti quase em um parque de diversões. Para quem gosta de cozinhar, como eu, escolher o queijo do dia, descobrir outros temperos e sabores é muito prazeroso e dá vontade de comprar tudo e trazer na mala.  Sem falar em como é chique carregar tudo em uma sacola reciclável ou em baixo do braço e nos bolsos como eu fiz.  Outra coisa legal é observar como os franceses vivem e assistir a cena de alguém carregando uma baguete não mão no final do dia, só isso e nada mais.

Rio Senna com vista para Notre Dame

Rio Sena com vista para Notre Dame

E a cultura então? O Museu do Louvre era a minha maior expectativa e correspondeu plenamente. Cada pintura espetacular de fazer suspirar e ver simbolos mundiais da arte como a Mona Lisa, Fênix e a Vênus de Milo  não tem preço. Por sinal, não tem mesmo, porque consegui entrar numa boa cedinho, de graça, o que sempre acontece no primeiro domingo de cada mês. Não peguei fila e valeu a pena cada minuto de sono que perdi para chegar antes de abrir. Ainda comprei um catálogo especial com as obras primas.

Mas o lugar que realmente me identifiquei foi MontMartre, um bairro boêmio, parecido com a Vila Madelena,  mas com a linda  Sacre Coeur, uma catedral de dar inveja. Além disso, tem uma variedade enorme de restaurantes com preços em conta e muitas lojinhas e lugares gostosos para passar tardes e noites em boa companhia.

Todo dia  um lugar diferente  e longas caminhadas  à beira do Rio, passando um frio danado, mas com a vista da Torre, que sempre emociona. É fácil se adaptar a vida simples, de tomar um vinho, um queijo e olhar pela janela e ver o trem passar. Parece até uma cena de filme. Quer mais parisiense do que isso? Foram apenas cinco dias, mas passar a virada do ano lá mostrou que 2010 promete.

Paris vou sentir saudades, mas  volto, só que vamos combinar que  na próxima vez vou fora do inverno porque ninguém merece passar tanto frio.

Feliz Ano Novo ou  Bonne Année para todos!

Post to Twitter Tweet This Post