Londres em perspectiva

Usar transporte público, principalmente em uma cidade como Londres, é uma verdadeira imersão na cultura. Em São Paulo já acho muito bacana porque permite fazer várias coisas que no carro, sozinha, não é possível. Tudo bem que quando o trânsito pára dá para fazer a maquiagem, ligar para os amigos para colocar o papo em dia e cantar bem alto a música preferida, mas é diferente. No metrô você enxerga as pessoas como elas realmente são. As roupas, os traços, as atividades, as diferentes línguas.

A grande maioria percebe-se que são ingleses indo para o trabalho, conversando pouco uns com os outros, jogando, ouvindo música ou respondendo emails pelo smartphone. O mais divertido é encontrar mulheres em uma grande produção de festa com saia sem meia e sandália – com 2 graus, dá para acreditar? Só em Londres mesmo.

São três baldeações e cada linha diferente uma característica apaixonante, seja o artista musical que toca Beatles ou a Rena dançante em um corredor bucólico, coberto de tijolos antigos e arcos. Simplesmente lindo e apaixonante. Já dá para entender porque os brasileiros simplesmente amam esse lugar. Mesmo que vire noite às 4 da tarde é mágico e nem a garoa e o frio afastam as pessoas da Oxford Street. Essas mesmas pessoas que estão no metrô, vão às compras, freqüentam a escola e mais tarde estão nos inúmeros PUBS espalhados pela cidade. Só o fato de fazer essa viagem, porque são cerca de 50 minutos diariamente e várias subidas, descidas e trocas de trem, é ganhar o dia. Enfim pegar o último trem, esse pela superfície, voltando para casa e observar o adorável inverno de perto, mas em vagão bem quentinho, enquanto que pai e filho lancham, pessoas em voltam vivem sua vida e outras sorriem, já valeu a pena.

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