Mais velha da turma
2009
As mulheres já são a maioria nas universidades, nos postos de trabalho e atuam em todas as profissões. Por incrÃvel que pareça elas ainda não são a maioria nos cursos de intercâmbio, pelo menos em Londres. Na escola que estou percebe-se um grande número de brasileiros e mulhers, mas se for investigar um pouquinho mais os fatos contestam as impressões iniciais.  Os professores costumam falar que os brasileiros, colombianos e turcos são a maioria da escola, mas na turma que estou é diferente.  Estamos taco a taco com os turcos. Graças a Deus!
São cinco horas de aula por dia: 1 hora de redação, 1 hora de conversação e 3 horas de gramática e inglês geral. Nas duas primeiras turmas os homens são quase 70%, já na turma principal o gênero está bem dividido. São três brasileiros, uma administradora de empresas, um engenheiro florestal e uma jornalista, eu claro. Além disso,  duas pessoas da Korea, duas do Japão, uma da China, uma da Tailândia, três da Turquia e um colombiano. Todos cursaram universidade em seus paÃs e pasmem: eu sou a mais velha da turma. A média de idade fica entre 22 a 26 anos e só eu e um japonês não trabalham em Londres.  O resto da turma está em subempregos e ninguém viajou para um outro paÃs da Europa desde que mora por lá.
Aprender inglês já é difÃcil, mas exercitar o ouvido para entender outras nacionalidades falarem é um grande desafio. Mas mesmo com tantas diferenças culturais é mais fácil fazer amizades do que parece e eu nunca falo português na sala. Algumas vezes algum colega quer aprender algum cumprimento, mas todos, sem excessão se expressam em inglês. O que acho maravilhoso.
Sobre a idade não vejo problemas, mas acho que realmente o intercâmbio nessa faixa é bem mais raro. Claro que todos do seu jeitinho costumam falar que não pareco a idade que tenho, mas eu não ligo. Pelo contrário, acho muito divertido ter mais experiência que eles e ser estudante novamente. Aproveito para sugar mais sobre a cultura de cada um, mesmo que seja apenas por um mês.

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