Por trás de uma grande mulher…

Nem sempre tem um grande homem. É triste, mas o trocadilho não funciona para o público feminino. As mulheres foram criadas para apoiar os homens, incentivar e acompanhar sempre que necessário. Eu mesma vim para São Paulo nessa situação, pela transferência do ex-marido.  Agora, são raros os casos opostos, em uma situação em que o companheiro larga tudo para acompanhar a esposa em voos mais altos na carreira.

Você conhece algum desses casos? Eu infelizmente, não, mas gostaria de ter mil exemplos para dar para vocês.  É engraçado como quando estamos pensando em um assunto começa a brotar textos, artigos e leituras a respeito. Depois da entrevista com o Villela que precisamos de mais espelho, acompanhei muita coisa que fala sobre o jogo de cintura da mulher em ter uma carreira e um relacionamento amoroso.

Quando li o último post do Zé, do Conversa de Corredor, que fala de uma executiva que abriu mão da promoção porque o marido não aceitou a mudança de cidade, não tive dúvida que era o momento de discutir o tópico.  A nossa cultura ainda não conseguiu quebrar barreiras, não só os homens, que trazem no sangue o poder do macho, mas também as mulheres, que não estão habituadas a serem provedoras.

Como fica a relação quando ela ganha mais que o homem? É uma questão dificil e já vi mulheres preocupadas com essa situação, inclusive na parte financeira, já que o marido pode entrar em frias e quem acaba pagando o pato são as mulheres, que tem um patrimônio maior. Ouvi recentemente de uma médica , casada e com filhos, que amava o trabalho, mas que adoraria chegar em casa e contar com o apoio do marido, que poderia ajudar em casa, mas isso é impossível, já que ele é muito machista. O triste, ela confessou, é que não comentar os ganhos e muito menos as conquistas para não deixá-lo frustado.

Já imaginou o sofrimento que é ter sucesso na carreira, mas não poder compartilhar com o seu amante, e quando falo essa palavra, é mais pelo aspecto de cumplicidade e afinidade, que propriamente pela paixão.  Perguntas ficam nos perturbando, e dúvidas acabam tomando conta da cabeça da mulher. Preciso estar sempre um pé atrás para garantir a união? Vou me tornar um homem se for a provedora? Devo investir em mim e me ver sozinha no futuro? São questões e dúvidas normais e que serão cada vez mais comum entre mulheres na busca do sucesso da carreira.

Conversando com um amigo, ele afirmou que não veria problema nenhum em abrir mão da carreira se a mulher ganhasse R$ 35 mil por mês. Ele cuidaria da casa, levaria as crianças na escola e aproveitaria para fazer luzes e ginástica. Será mesmo? Seria feliz com a dúvida se ele não teria ou poderia ter mais sucesso que a mulher? Dúvida cruel!

Nas teorias da jornalista Lucy Kellaway, as mulheres que desejam alcançar o topo das empresas, não podem se casar com homens alfa, que seriam os líderes natos, por conta da logística. Imagine o casamento onde os dois são CEOS de multinacionais, e um tem que ter base em São Paulo e outro em Nova Iorque, por exemplo. Onde será o ponto de encontro? E se tiverem filhos? Como eles ficam e onde ficam? Realmente é uma relação impossível e alguém será terá que ceder e acreditar no sucesso da carreira do parceiro ou parceira.

Para aumentar a brincadeira achei um teste na internet que responde se seu homem é alfa ou beta. Teste e depois comente. Inclusive meu amigo pode fazer o teste e descobrir realmente conseguiria tomar essa atitude.

Se a vida fosse como um comercial de margarina ou como esse abaixo seria tão mais fácil. Quem não quer o marido perfeito? Você não daria um carro também?

Imagem de Amostra do You Tube

Post to Twitter Tweet This Post

São gêmeos, e agora?

Enquanto as pesquisas apontam uma redução no número de filhos nas famílias, com média 1,8 filhos/mulher, descubro que a minha irmã está grávida de gêmeos. Isso mesmo, fora da curva, com 3 filhos no futuro próximo. Depois de receber a notícia, que me deixou muito feliz, começaram as preocupações financeiras, talvez por ser uma tia extremanente responsável ou totalmente desvaiarada. “Como posso garantir que a Valentina, de quatro anos, que é minha afilhada e também filha da minha irmã, faça faculdade? Afinal, três filhos complicam o orçamento”.

Os cálculos vinham como desenhos na minha cabeça até que decidi me render à calculadora. Vamos imaginar que uma boa faculdade no Rio Grande do Sul, onde a família vive, será em torno de R$ 25 mil (sei que é bem abaixo, mas não quero me assustar). Se ela está com quatro anos, ainda tenho 14 anos para juntar o bolo. Portanto, tenho 168 meses que resulta em uma prestação de R$ 150,00 para a faculdade da minha afilhada. Fácil, né? Seria, mas alguma coisa tem que ser cortada.

Aproveitei a vinda da família para São Paulo e resolvi que teria um bate papo bem sério com a Valentina. “Com a vinda dos maninhos, que será demais, super divertido, os custos vão aumentar, então a “Tia Cris” pensou bem e vai fazer uma poupança para a tua faculdalde. Com isso, não vou mais comprar presentes e mimos nas datas comemorativas, ok?”

Quem consegue fazer isso?

 As meninas que trabalham comigo deram risadas imaginando a cena dessa conversa e a choradeira no final. Realmente é dificil para uma criança entender que deve postergar o hoje para um bem maior no futuro, mas nem por isso temos que deixar de pensar assim. Não preciso cortar os presentes, afinal vai ser traumatizante para ela, mas como serão três sobrinhos, as lembrancinhas serão triplicadas. Por conta disso, vou apelar para coisinhas mais simbólicas e criativas. Isso com certeza ela vai entender, não?

Se na primeira gravidez eu já presenteei a minha irmã com o livro da Cássia D´Aquino “Educação financeira: como educar seu filho (Coleção Expo Money), imaginem agora. Estou surtando com o assunto.  Sorte que as coisas estão indo bem e a minha sobrinha já faz economias no cofrinho e até entende quando a explicação é: acabou o dinheiro.

Mas no sábado eu estava saindo e perguntei: “Quer alguma coisa? (eu imaginei um sorvete, chocolate ou pirulito)”; Eis a resposta: Quero uma Barbie!  Bom, acho que terei que conversar mais com a pequena.

E você, já parou para pensar em como guardar para a faculdade dos filhos? Sabe como pais de gêmeos conseguem driblar as despesas que aumentam em 30% para cada filho?

Toda ajuda será bem-vinda para essa tia estressada.

Post to Twitter Tweet This Post