Quer ganhar quanto?

As mulheres têm muito que aprender com os homens como se valorizar profissionalmente. A verdade é que ainda somos estreantes no mercado de trabalho. Nossa luta por conquistar o lugar ao sol e mostrar que podemos competir de igual para igual, nos deixa tão ocupadas em trabalhar e fazer mais que nos acomodamos em ganhar menos por medo de pedir.

Pesquisas mostram que recebemos salários 27% menores do que os homens nas mesmas funções. Para complicar, a nossa conta só aumenta para atender os padrões de beleza. Lembro sempre da primeira palestra que assisti para mulheres na Expo Money, com a Eliana Bussinger, que ela comenta que não é só manicure, cabelereiro, comésticos, sapatos e bolsas. A mulher é responsável por comprar as roupas das crianças, a decoração da casa, os reparos, serviços e mantém a dispensa sempre com gostosuras. Tudo isso na ponta do lápis é muito maior que a coluna masculina, mas não adianta reclamar. Se você já cortou tudo que dava só tem uma solução: aumentar as entradas, ou seja, ganhar mais. Seja nesse trabalho, em outro ou com trabalhos extras.

Quem nunca se viu em uma situação que só um aumento de renda resolveria? O mesmo aconteceu com a Carrie do seriado Sex and the City, que percebeu que não tinha dinheiro para comprar o apartamento e que os míseros dólares na conta bancária não davam para nada. Ela correu atrás e virou free lancer. Claro que como tudo na vida dela é chique, ela tinha que se tornar colunista da Vogue.

O jeito é pensar em alternativas e aprender a se dar mais valor. A edição da Você SA desse mês ajuda se a decisão for realmente pedir um aumento. Mas antes de bater na porta do chefe reflita muito sobre porque merece ganhar mais. Nessa hora eu invejo os homens. Eles têm uma grande naturalidade para fazer isso e aprenderam melhor do que nós a máxima que “quem não chora não mama”. Afinal, o NÃO você já tem, não é mesmo?

As Smart Cookies, do Clube do Dinheiro também ajudam você nesse quesito. Agora que já sabe como será o seu “Dia Perfeito” está preparada para enfrentar o desafio de pedir um aumento, procurar outro trabalho que pague mais ou embarcar em uma nova carreira. Afinal, você tem que correr atrás para realizar tudo aquilo que imaginou. 

A Katie, por exemplo, apesar de trabalhar muito, nunca pediu aumento porque achava que tinha pouca experiência. Mesmo depois que ela descobriu que outra colega foi contratada para a mesma atividade com o dobro do salário ela continou postergando o pedido. Somente depois de conseguir outro trabalho descobriu que o chefe teria coberto a oferta. Outra das meninas deixou a carreira de jornalismo para se tornar uma corretora de imóveis. Além de ganhar mais, ela conquistou a liberdade de horário e passou a trabalhar com muito mais entusiasmo por fazer a diferença na vida de muitas pessoas na busca do maior sonho: a casa própria.

Não estou dizendo para você trocar de emprego, mudar de carreira ou brigar por um aumento de salário com o seu chefe. Mas acho que você deve refletir sobre o quanto ganha, o que faz e como ganhar mais. Sempre existem alternativas. Eu também dei uma Carrie e começei a fazer freelas para incrementar o orçamento. Tudo bem que ao invés de comprar um Manolo comprei uma Melissa, mas está valendo.  

E você? O que fez ou faz para aumentar a renda?

A série sobre o Clube do Dinheiro termina por aqui, mas fique esperta porque você pode concorrer a exemplares do livro. Assim não tem desculpa para não cuidar das finanças, não é mesmo?

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Como seria o dia perfeito?

Na semana passada falei da história das Smart Cookies , que mostraram que economizar nas pequenas coisas, colocar tudo na ponta do lápis e investir, pode garantir um futuro mais tranquilo e inclusive a independência financeira tão sonhada. O assunto dá pano para manga.

Como sou geminiana e muito expansiva, no MBA todos os colegas já sabem que trabalho na área de educação financeira e investimentos. Acredito que por conta disso, uma colega me pediu uma ajuda quando cheguei mais cedo na aula.

No começo da conversa achei que fosse um conselho sobre o namoro ou algo parecido, mas ela pulou: “Cris: estou com problemas sérios de dinheiro e queria uma orientação do que fazer”.  Explorei um pouco a vida dela para conhecer as despesas, gastos, etc. Para minha surpresa ela tem um bom emprego e salário, mora com os pais e tem poucas contas fixas, além dos estudos e um financeinamento do carro que fica parado na garagem.

Ela se abriu, confessou que gastava compulsivamente e estava no rotativo do cartão de crédito. A minha primeira atitude foi calcular como ela poderia passar a prestação do carro para o pai  e reduzir os gastos para quitar o quanto antes a dívida. Lancei mão da minha super planilha e comecei a explicar o que poderíamos fazer. Antes disso, parei e perguntei para ela: “Quais são os teus sonhos ou que pretende fazer no curto e longo prazo?” Ela simplesmente congelou. “Não sei, não tenho a menor ideia”. Eu continuei “Uma viagem, compra do apartamento, a festa do casamento?” “Não sei. Nunca pensei nisso”.

Essa realmente é uma situação complicada porque sem um sonho ou meta como você vai guardar dinheiro? Que motivação terá para abrir mão de um sapato por um bem maior? Fiquei pensando muito sobre o assunto e quando li o “Clube do Dinheiro” descobri um exercício muito bacana que as escritoras criaram para imaginar como seria o dia perfeito. O que estaria fazendo nele, onde estaria, como, com quem. Essa simples iniciativa pode abrir os seus olhos para os rumos que deve tomar na vida profissional, financeira e pessoal. Já parou para pensar?

Maritza: agora acho que vou poder te ajudar mais do que simplesmente te entregar o compromisso de organizar as contas. Vamos pensar no seu futuro e quem sabe descobrir quais são realmente os seus sonhos. Se você se identificou com a história me escreva: cristiane.imprensa@gmail.com , que envio o teste das meninas do Clube do Dinheiro para planejar o seu dia perfeito.

Quer começar a organizar as finanças? Confira esse passo a passo da matéria  da Você SA. E fique atento, semana que vem tem mais dicas do livro, que você inclusive pode concorrer a exemplares.

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Liga das Mulheres Extraordinárias

Elas não são super heroínas, não são dotadas de super poderes e nem idolatradas como as personagens do  Sex and the City,mas conseguiram quebrar os paradigmas das mulheres com relação ao dinheiro.  Andrea, Robyn, Katie, Angela e Sandra são as “Smart Cookies”, cinco mulheres inteligentes, bem sucedidas, na faixa de 20 a 30 anos, que gastavam mais do que ganhavam e só viam a bola de neve crescer. Depois de assistirem a um programa de TV, resolveram assumir as rédeas da vida financeira e formaram o Clube do Dinheiro.

Uma casada, uma divorciada, duas solteiras e uma prestes a casar. Todas eram jovens talentosas, com acesso à informação, mas que não tinham o menor controle das finanças. Quando perceberam, estavam atoladas em dívidas, principalmente com o rotativo do cartão de crédito.

O primeiro passo foi rastrear e eliminar as dívidas. A grande vantagem desse grupo de amigas é que começaram no momento certo, em um estágio que estavam crescendo na carreira, que poderiam aumentar a renda e conquistar um patrimônio financeiro. Se no início elas somavam as dívidas, depois de aprenderem, trocarem experiências e seguirem a risca os ensinamentos de diversos especialistas que liam e estudavam, elas conseguiram não só sair do negativo, mas também aumentar os ganhos e investir cerca de um milhão de dólares nos próprios imóveis.

O instigante da história das “Smart Cookies”, contada no livro, é a proximidade com a realidade da maioria das mulheres e com os diferentes perfis, mesmo entre amigas ou colegas de trabalho. Quase todas tinham se endividado porque não sabiam administrar as finanças, gastavam aleatoriamente com roupas, sapatos e restaurantes caros. Quando resolveram levantar a bandeira do fim das dívidas souberam se dedicar, ajudar umas as outras e encontrar soluções caseiras muito econômicas.

Uma das dicas, entre as inúmeras ensinadas por elas, é reduzir os gastos com lanches e cafés na rua. Pode parecer bobagem, mas não é. Fiz um cálculo rápido de quanto gasto depois do trabalho. Se eu for bem comedida, pelo menos R$ 10,00 com um sanduíche natural e um café ou suco. Se for rotina, durante a semana são R$ 50,00, R$ 200,00 por mês e R$ 2.400,00 por ano, sem contar com o café da manhã e almoço.

Se você adotar o lanche caseiro, que é muito mais econômico e saudável pode ganhar em dobro, tanto na balança, quanto no bolso. E não coloque desculpa do tempo. Basta que uma ou duas vezes por mês você compre algumas frutas, pães, frios e legumes que dá para fazer a festa o mês todo e com menos de R$ 50,00 por mês, ou seja, um quarto do valor.

Eu, por exemplo, resolvi adotar essa estratégia de levar um lanche de casa. Preparei um sanduíche, com pão integral, atum, tomate cereja, agrião e queijo brie. Achou que só porque era caseiro tinha que ser básico? Você pode incrementar e inventar os mais diferentes sabores, que não vão tomar mais de cinco minutos do seu tempo. Pode ainda, levar frutas, sucos, iogurtes e biscoitos, que são muito mais baratos se comprados em supermercado do que na lanchonete.

Agora vem a minha dica  pessoal. Separe esses R$ 50,00 que costumava gastar em uma conta poupança ou  cofrinho e perceba a grana crescer. Essa iniciativa vai ajudar você a continuar na linha e será muito melhor aproveitar essas economias depois de seis meses ou um ano, seja para uma viagem para Buenos Aires ou com novas roupas no armário.

Gostou do assunto? Eu também! Por isso, nas próximas duas semanas vou compartilhar com vocês mais ensinamentos e as práticas abordadas no livro “Clube do Dinheiro” das Smart Cookies.

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