A conquista do meu canto

Tem coisa mais marcante na independência de uma pessoa que a conquista de um canto só seu, com a sua cara e do jeito que você quer?

Há pouco mais de um ano comprei o meu apartamento, mas somente ontem, quando recebi a escritura em minhas mãos tive aquela sensação de conforto, de poder e segurança.  Sinto que agora posso respirar tranquila , ja que o  “papel” diz que é meu e ninguém pode questionar.

Sou uma pessoa ansiosa, decidida e determinada. Depois que defino algo sai da frente porque eu vou fazer e foi isso que aconteceu com o meu apartamento. Em menos de uma semana eu já tinha procurado e visitado todos os apartamentos possíveis e em pouco mais de 15 dias tinha feito uma oferta para o apartamento que hoje é “meu”. Gostoso dizer isso! Rsrs

Qualquer pessoa normal teria um tempo razóavel após a compra do apartamento para definir a reforma, armários e decoração, mas vamos combinar que não sou um padrão de normalidade. Antes mesmo de pegar a chave já tinha visitado o apartamento, tirado medidas, conversado com o marceneiro, pedreiro, vidraceiro e tudo mais.

A saga começou no dia 31 de março no dia que tive a posse das chaves. Nesse dia a gincana da Cris tinha começado, afinal eram 30 dias para fazer tudo e mudar no feriado de 1º de maio.  Explico: não era só ansiedade, não queria pagar mais um aluguel absurdo e dois condomínios.

Quando tudo poderia ter dado errado, deu tudo certo e todos os fornecedores foram ponta firme. O pedreiro, que eu costumava chamar de “Anjo Gabriel” foi um amor e fez exatamente no prazo e do jeito que pedi. Acho que ele não estressou porque nunca viu ou imaginou que eu tinha elaborado um cronograma de execução, que graças a uma colega de trabalho desisti de apresentar para ele. Juro, eu pensava que isso poderia ajudá-lo. OK, eu sei que sou neurótica e sistemática, mas todos têm suas loucuras, certo?

Enquanto o meu anjo da guarda da reforma recebia piso, janela e movei, eu viaja a trabalho e resolvia as coisas por telefone. Mesmo assim, todos os meus sábados eram dedicados a visitar as lojas de material de construção, ver revistas de decoração, desenhos, etc. Enfim, deu tudo em apenas um mês.  Em alguns momentos nem eu acreditava em como tinha conseguido decidir tudo, desde a pastilha da cozinha até a pia do banheiro. 

Não posso dizer que tudo está 100%, afinal tem muitas coisas que eu ainda faria, mas o segredo foi estipular as prioridades e o quanto poderia pagar, ou melhor, meu teto de gastos. Assim foi mais fácil aceitar que algumas coisas não iam dar para fazer naquele momento. Quando você faz tudo isso sozinha o risco é bem maior da escolha ter sido a errada, afinal, você não teve um contraponto, mas mesmo assim vale carregar todo o poder de decisão para ao final dizer “eu consegui” e está do jeitinho que eu sempre quis.

E você, tem uma experiência de compra, reforma ou mudança para contar? Divida com a gente!

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Empregada ou diarista?

Nem uma, nem outra. Cheguei ao meio termo. Depois da jornada de trabalho e agora de estudos, desde que iniciei no MBA, administrar a rotina doméstica tornou-se um desafio ainda maior. Desde o ano passado eu estava em busca de uma alternativa que fosse econômica, afinal o bolso sempre pesa, mas que também me atendesse mais que uma simples faxineira semanal.

Ter uma empregada pode ser um paraíso ou o verdadeiro inferno, tudo depende de como você leva a situação. A minha última era um verdadeiro anjo, aquelas que você chama de secretária do lar e ainda por cima era babá da Nikita, porque além de levar para passear, cuidava dela, escovava e se preocupava. Chego a achar que nunca mais vou encontrar igual aquela.

Agora, sabemos muito bem que ter uma empregada, apesar de ser bastante cômodo, gera uma despesa enorme com salário, encargos, transporte, férias, presentes em datas especiais, ou seja, fora da minha atual realidade. Justamente por isso, adotei uma diarista que estava me quebrando o galho, mas que deixava muito a desejar.

Em momentos de pressão é que encontrarmos as melhores soluções e foi isso que aconteceu comigo. Com a corda no pescoço com o início das aulas e sem tempo e nem vontade de simplesmente colocar as roupas para lavar na máquina, resolvi inovar. Mandei um email para o grupo do condomínio com a proposta de dividir uma empregada dois dias da semana.

Eis que surge uma alternativa muito interessante de uma moça que trabalhava todas as manhãs em outro apartamento e estava à procura de mais trabalho. Assumi dois riscos: de testar esse modelo com uma pessoa nova meio-turno, nas terças e quintas e aumentei a minha despesa semanal.

A nova realidade financeira ficou em R$ 80,00 por semana e mais R$ 8,00 de condução, com a promoção pague um e leve dois, já que divido o transporte. Ainda estou testando, mas nessas três semanas que adotei o serviço estou cantando de faceira, sem precisar chegar em casa e ficar correndo de lá para cá com roupa, louça, chão, lixo, etc.
Meu custo saltou de R$ 260,00 para R$ 338,00, mas posso dizer que essa mordomia trouxe um alívio e mais tempo para as minhas coisas.

Pesquise você também. Quem sabe consegue uma dobrinha dessas no seu condomínio. Sai bem em conta e ambos os lados saem ganhado, no meu caso, quatro: a empregada, eu, a outra família e a Nikita, que ganhou uma babá duas vezes por semana.

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