Avatar – uma lição de sustentabilidade

Eu estava em Londres quando o filme estreou e juro que os cartazes espalhados pela cidade com os homens azuis não me atraiu nenhum um pouco. Fiquei sem vontade de assistir porque não sou muito chegada em ficção científica e o nome lembrava o Second Life, que também me traz uma verdadeira aflição. 

Convencida pela opinião pública (e pelas amigas) fui ao cinema conferir o espetáculo em 3D, que duas semanas depois foi destaque no Oscar. Sempre quando não se tem tanta expectativa o filme surpreende. Difícil imaginar que algo tão diferente e recheado de efeitos especiais, pudesse abordar a questão sustentabilidade com tanta propriedade e não com a versão piegas de “proteja o verde e ajude o próximo”.  Até porque se fosse por essa linha os avatares seriam verdes e não azuis. 

Acredito que o assunto tenha me tocado de uma maneira diferente porque uma semana antes eu tinha fechado um Jornal especial sobre Sustentabilidade e ouvido várias fontes sobre a sustentabilidade empresarial. Se tivesse assistido ao filme antes, minha interpretação para a matéria teria sido mais emotiva e menos racional. 

Avatar consegue mostrar a diferença que faz valorizar a cultura, o ambiente e as crenças de um povo ou país. Melhor, derruba o conceito de buscar o lucro a qualquer preço.   

Pandora: natureza exuberante e colorido especial

 

O filme se passa em Pandora, em cujas florestas moram os Na’vi. Os habitantes têm uma ligação forte com o meio ambiente, que é ameaçada pela chegada de humanos que querem explorar o local. Ainda estamos longe de termos um planeta melhor, mas está mais que na hora dos empresários perceberem que o ganho será maior se alinharem políticas de sustentabilidade nos negócios, não apenas para entrar na onda verde ou para fazer propaganda. 

Lógico que James Cameron, mesmo sendo canadense, seguiu a linha chocante norte-americana e não poupou nos estragos no seu estilo Titanic, mesmo assim, não polui a mensagem principal. O exército utilizado poderia ser facilmente substituído por empresários inescrupulosos que deveriam estar atrás das grades. 

Algumas cenas emocionam, principalmente quando é declarada a guerra para derrubar a grande árvore. Poderia ser a mais banal, mas não é. Sei que é assunto já está um pouco batido, mas resolvi comentar porque o Brasil vai contar com a participação de Cameron no Fórum Internacional de Sustentabilidade, que acontece nessa semana em Manaus. 

Mera semelhância de Pandora com a Amazônia será uma simples coincidência?

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Mais velha da turma

As mulheres já são a maioria nas universidades, nos postos de trabalho e atuam em todas as profissões. Por incrível que pareça elas ainda não são a maioria nos cursos de intercâmbio, pelo menos em Londres. Na escola que estou percebe-se um grande número de brasileiros e mulhers, mas se for investigar um pouquinho mais os fatos contestam as impressões iniciais.  Os professores costumam falar que os brasileiros, colombianos e turcos são a maioria da escola, mas na turma que estou é diferente.  Estamos taco a taco com os turcos. Graças a Deus!

São cinco horas de aula por dia:  1 hora de redação, 1 hora de conversação e 3 horas de gramática e inglês geral. Nas duas primeiras turmas os homens são quase 70%, já na turma principal o gênero está bem dividido. São três brasileiros, uma administradora de empresas, um engenheiro florestal e uma jornalista, eu claro. Além disso,  duas pessoas da Korea, duas do Japão, uma da China, uma da Tailândia, três da Turquia  e um colombiano. Todos cursaram universidade em seus país e pasmem: eu sou a mais velha da turma. A média de idade fica entre 22 a 26 anos e só eu e um japonês não trabalham em Londres.  O resto da turma está em subempregos e ninguém viajou para um outro país da Europa desde que mora por lá.

Aprender inglês já é difícil, mas exercitar o ouvido para entender outras nacionalidades falarem é um grande desafio. Mas mesmo com tantas diferenças culturais é mais fácil fazer amizades do que parece e eu nunca falo português na sala. Algumas vezes algum colega quer aprender algum cumprimento, mas todos, sem excessão se expressam em inglês. O que acho maravilhoso.

Sobre a idade não vejo problemas, mas acho que realmente o intercâmbio nessa faixa é bem mais raro. Claro que todos do seu jeitinho costumam falar que não pareco a idade que tenho, mas eu não ligo. Pelo contrário, acho muito divertido ter mais experiência que eles e ser estudante novamente. Aproveito para sugar mais sobre a cultura de cada um, mesmo que seja apenas por um mês.

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