Negociação para todos e para tudo!

30 ago
2011

Palavrinha difícil essa hein? Negociar. Sempre quando me deparo com ela acho que vai ser algo difícil, desgastante, estressante ou então que envolve grandes negócios. Mas na verdade, negociamos todos os dias no ambiente corporativo e familiar. Seja o pedido de folga com o chefe, a televisão dos filhos ou o preço da diarista para caber no orçamento.

Quando me deparei com último Seminário da HSM “Negociação 3.0”, achei que seria uma bela oportunidade de ouvir e quem sabe começar finalmente a aprender a negociar de um jeito natural ou pelo menos mais articulado. Cada palestra renderia vários posts para o Mulher em Pauta, mas resolvi destacar uma das apresentações “Comunicação Objetiva”, que me identifiquei bastante por conta dos assuntos que estudei no MBA.

Agradeço ao Normann Kestenbaum, professor de Comunicação Corporativa no MBA da FIA (USP) pela informação que ele não me deu. Explico: ele mostrou de forma muito divertida e embasada, que informação demais só prejudica na era do tempo escasso. Vale mais a reflexão e a conclusão do que a narrativa. Adorei essa parte!

Compartilho com vocês uma entrevista do professor para a HSM e também as 10 regras da Comunicação Objetiva em Negociação:

1 – Entenda que o conceito de tempo mudou. Não é mais ocupado e sim conquistado

2 – Entenda que quantidade não é qualidade

3 – Entenda que esforço não é resultado e que dominar o assunto é obrigação

4 – Entenda que precaução é válido, desde que colocado no seu devido lugar. Tenha backup de tudo, mas só mostre ou apresente se realmente for necessário

5 – Seja conclusivo sempre

6 – Tangibilizar impactos não é descrever meios

7 – Não utilize jargões sem significados

8 – Seja knowledge driven e não data driven

9 – Ofereça fatores de retenção para a audiência

10 – Não dependa apenas da mídia. Utilize mais a cabeça para pensar estratégias e alternativas mais interessantes

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Quanto vale seus direitos?

11 ago
2011

Costumo dizer que sou a melhor e a pior cliente que uma empresa pode ter. Explico: se não gosto de um serviço, restaurante, etc…dificilmente reclamo para os proprietários ou faço sugestões. Simplesmente deixo de freqüentar. Por outro lado, acabo influenciando negativamente os amigos sobre o lugar e sou um incógnita para os mestres em marketing, porque eles nunca vão saber o motivo da minha perda.

Bom, com esse exemplo já dá para perceber que sou avessa a brigas ou processos longos e desgastantes. Essa sempre foi a minha premissa. O cara bateu no meu carro e não tem seguro? Deixa para lá. Eu pago a franquia para não me incomodar. Mas tudo nessa vida tem um limite, principalmente quando o assunto pesa no meu bolso.

No mês de maio tomei vergonha na cara  e fiz uma revisão de algumas contas, começando pelo celular. Resolvi ligar para a operadora, migrar de plano e cortar o uso de internet do Black Berry pessoal, já que estava usando da empresa e não precisava ter mais um gasto. Estava super feliz com a mudança, afinal iria pagar menos e ter mais. Fiz até minha mãe comprar um chip da operadora no Sul, assim poderia ligar para ela a qualquer hora sem custo algum. Grande economia! Meu orçamento estava super feliz, até que uma verdadeira bomba apareceu na minha porta: a conta monstruosa de R$ 800, 00 de uso de internet no celular.

Já era quase meia noite, mas imediatamente liguei para falar da confusão que fizeram. A atendente com ele jargão “estaremos verificando” disse que eu teria retorno em até 24 horas. No outro dia pela manhã, no caminho do trabalho, recebo uma ligação da TIM informando que a cobrança procedia e que eu tinha utilizado o serviço e deveria pagar. Não deixou nem eu falar e disse simplesmente que poderia parcelar em 10 vezes para mim. Como? Calma querida, você não está entendendo eu não usei mais a internet desde que cancelei porque nem era possível. O celular não acessava mais e tenho certeza disso que o aparelho era antigo e não tinha Wi-FI, não era morto para a web. “Se a senhora não utilizou, alguém usou o seu chip e a cobrança é devida sim!” Nossa, fiquei uma fera e aquela ligação estragou o meu dia.

Cheguei ao trabalho liguei para uma amiga e conterrânea que não foge de uma boa briga. A advogada Fernanda Guimarães, atua na área de direitos do consumidor, com quem já aprendi muito nas palestras da Expo Money, me tranqüilizou. Na hora comentou comigo que eu não era o primeiro caso e que muitas pessoas estavam com a mesma situação, só que infelizmente, a cada 10 pessoas atingidas, apenas 3 pessoas correm  atrás dos direitos.

Tive que mudar a minha postura na hora da brigar e seguir as orientações da Fernanda de entrar com o processo. Não sei quanto tempo vai levar e como vai ficar, mas eles não podem se aproveitar das pessoas desse jeito. O mais curioso é que sou cliente há mais de 8 anos, sempre com conta pós-paga, débito em conta, nunca atrasei e nos últimos anos tenho um consumo razoável de R$ 300,00 por mês. Só porque troquei o plano, tive um desconto e minha conta caiu de valor eles acharam que eu deveria pagar mais? Ou acham que só porque sou loira (desculpe a brincadeira) vou pagar R$ 700,00 reais de internet ao invés dos R$ 69,90 que eu pagava de internet ilimitada. É inacreditável a cara de pau deles.

Como estou agora? Como não paguei a conta do mês passado, rapidamente eles bloquearam todos os serviços, inclusive o de bina. Então, se você me ligar, não espere que eu retorne porque estou “descelulada” como brinquei no trabalho. É duro, estou sofrendo, mas dessa briga não vou desistir, custe o que custar. E eles persistem no erro e não querem conversar. Já chegou uma nova conta de R$ 1.200,00 e se a liminar não sair podem inclusive me colocar no SERASA. Imaginem como estou arrasada? Mas estou calçada na lei e nos meus direitos.

Contei minha história para alertar todos sobre os seus direitos como consumidor. Fiquem atentos para não pagar taxas e cobranças indevidas.  Um orçamento organizado ajuda bastante a apontar esses erros grosseiros.

Dica: Blog Diário de Consumo da Fernanda Guimarães, com várias dicas bacanas sobre os direitos do consumidor.

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10 anos de Formada

20 jul
2011

Parece que foi ontem que comecei a faculdade de jornalismo na Unisinos, em São Leopoldo no Rio Grande do Sul. Mesmo com toda a insegurança da idade e das grandes mudanças na minha vida naquela época, não tinha dúvida que ela era a profissão que queria seguir.

A cada semestre o mundo se abria para mim e as disciplinas práticas, de fotografia, televisão e rádio me deixando mais apaixonada. Lembro com carinho da Marta Cioccari, professora de filosofia de comunicação (que era o meu grande terror), das provas de conhecimentos gerais que me obrigavam a estudar política e das reportagens especiais com índios embaixo da ponte e com os artistas na Praça da Alfândega.

Tempo bom aquele, que não volta mais, mas que me ensinou muito e me fez conhecer pessoas muito especiais, desde colegas que tomaram rumos diferentes até professores em que me espelhei.  Percebi que mesmo ouvindo tantos depoimentos desanimadores (e reais) sobre o futuro da nossa carreira em comunicação, quem trilha o caminho somos nós mesmos.

Lembro até hoje de acompanhar ao vivo a cobertura do ataque de 11 de setembro e ficar deslumbrada. Desejava estar lá, cobrindo tudo com os meus próprios olhos. Naquela época trabalhar em televisão era meu grande sonho, afinal tinha trabalhado como repórter em tv e era a minha maior referência na profissão. Como encontrei muitas portas fechadas e poucas entradas no Sul, não desperdicei uma oportunidade de vir morar em São Paulo, onde o mercado de trabalho na área era bem maior.

Morar aqui foi um grande crescimento como pessoa e jornalista, mas não foi nada fácil. Penei até conseguir fazer contatos e começar a atuar na área. Fiz coisas muito bacanas no estilo home office, que me permitiram viajar e conhecer da área médica ao mercado de tintas. Foi em um desses trabalhos que surgiu um convite para trabalhar com assessoria de imprensa, já que já tinha atuado no RS. De lá para cá muito coisa aconteceu na minha vida e carreira. Vale a pena ler o primeiro post desse blog.

Apaixonei-me pelas finanças pessoais divulgando a Expo Money pelo Brasil e descobri que era mais empreendedora do que imaginava. Só tenho a agradecer aos diretores Robert, Raymundo e Vallim por terem acreditado em mim e darem asas a todas as minhas ideias. Hoje a empresa é outra e faz parte de dois importantes grupos de comunicação. Novamente me deparei com outro desafio, que era trabalhar com eventos totalmente diferentes, que vão do esporte ao entretenimento. Razão de terem me visto falar muito sobre surfe nos últimos tempos. Esse é meu novo mundo, que me faz aprender e me interessar cada vez mais pelo jornalismo e em especial pela comunicação.

Nesse mês de julho, que completei 10 anos de formada, no mesmo mês que conclui o MBA em Comunicação Corporativa, dá para fazer um bom balanço do caminho que trilhei e posso dizer que tenho orgulho de todos os percalços que me transformaram em uma profissional melhor e mais capaz.

Fiz essa reflexão depois do “Encontro de 10 anos” com a minha turma da faculdade. Foram poucos integrantes, mas todos estavam alegres e motivados, cada um trabalhando na sua área. O Tom, orador junto comigo, morou no exterior e e no Rio e agora está tocando projetos especiais no jornalismo impresso. A Poli, acaba de entrar no mundo das redes sociais, como editora. Queli é apaixonada pelo trabalho no mundo da moda e me prometeu fazer uma visita em uma das suas viagens a São Paulo. Luciano Seade continua a mesma pessoa alegre e empreendedora com uma editora e dedicada ao ramo da música. Aldem, sempre dedicado às causas ambientais, continua em Brasília, agora atuando do WFF. Já Carol Behr, teve passagens por Brasília na área da política  e hoje de volta a Porto Alegre espera ansiosa pelo nascimento do primeiro filho.

Bebemos, demos boas risadas, colocamos o papo em dia e concluímos algo que a chave do sucesso é fazer aquilo que se gosta e não desistir. Afinal, como dizia o poeta Fernando Pessoa,  “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

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A história de uma leitora

06 jun
2011

Quase nada acontece por acaso e nessa última semana recebi um email muito curioso de uma leitora do Blog, que vou chamar de Catarina. Em uma semana daquelas, quando parece que você vai desabar de tantas preocupações, reuniões para participar, decisões a tomar, aulas para assistir e com fortes dores de cabeça, recebo um desabafo sincera de uma mulher que me faz pensar nos motivos para criamos essa armadura de perfeitas e fortes, se também erramos, adoecemos e choramos, afinal, somos mulheres reais de carne e osso.

Catarina: “Eu mesma em pauta”

 “Agora são 19h e mais uma vez não fui buscar meu filho na escola. O problema não é esse, pois em diversos outros dias eu estava lá. A questão é que a pressão de uma jornada no mínimo tripla para nós mulheres me deixa algumas vezes deprimida, irada. Alguns dias faltam forças e sobram questionamentos se realmente trouxe frutos a luta das mulheres em garantir seu espaço.

Mas afinal espaço onde? Porque o que aconteceu foi que nós definitivamente ampliamos nosso espaço sem ao menos dividirmos com mais ninguém.  Explicando melhor, continuamos sendo mães, donas-de-casa, esposas e também profissionais, sem nenhuma ajuda! Sabe o que é pior? Que em nossa ampla rotina nada pode dar errado… “Mas quem disse que não pode? Pode sim.” É o que escutamos. Mas eu digo: não pode não! Porque se algo der errado sofremos as conseqüências de forma única, ou melhor, quádrupla, visto que se erramos com o filho, em casa, com o marido ou no trabalho, sempre existirão conseqüências.

“Bom, mas existe a satisfação de nossas realizações.” Eu digo: às vezes sim. Mas cansa! Essa perfeição que nos é cobrada por nós mesmas e por “terceiros” acaba com gente. Ah, e agora que me dei conta que ainda temos que arrumar tempo para nós. Onde fica o mínimo de vaidade? Bom, imagine como eu estou! Unhas feitas? Não. Cabelo? Preto num rabo de cavalo. Depilação? Ah, pelo menos isso. Mas 17kgs acima do meu peso e precisando urgente de uma renovada no guarda-roupas!

Sabe o que mais acaba comigo? Fico sem jeito de saber que existem mulheres inúmeras vezes em situação pior do que a minha e eu estou reclamando. Quer saber? Sou é privilegiada! E daqui a pouco ao ver o rostinho do meu filho dormindo e agradecer a Deus por tudo vou pedir apenas saúde para continuar minha vida e minhas realizações. 

Quem sabe ganho na Megasena e tudo melhora.  Sabe que estou até me sentindo muito melhor! Ótimo, assim, volto pra casa animadíssima e brinco com meu filho, faço jantar, arrumo  casa e ainda cuido do maridão, isso porque hoje já trabalhei demais!

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Você demitiria por telegrama?

29 mai
2011
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Com certeza ficou intrigado só de ler o título. Provavelmente a  sua reposta imediata a minha pergunta é NÃO! Imagina, final se contratei teria coragem suficiente para sentar cara a cara e demitir um funcionário. Lógico, essa seria a atitude mais louvável e humana que qualquer pessoa poderia ter, mas será que a atitude que a empresa espera de você? Ou melhor, será que você teria estômago ou estrutura emocional para fazer uma demissão em massa?

Na última semana a Honda, demitiu 400 funcionários via telegrama. Antes que você passe a odiar a empresa, saiba que a produção dela caiu em 50% por conta do desastre natural no Japão. Portanto, foi uma decisão necessária. Mesmo assim você pode achar totalmente desnecessária a atitude do telegrama. Somos visuais e em poucos segundos a cena já se montou na sua cabeça: um trabalhador chega em casa e descobre via correio que não tem mais emprego. Chocante, deprimente e realista! Mas alguma boa maneira de ser demitido?

Bom, agora vamos avaliar do aspecto de comunicação, que foi um dos pontos que discutimos essa semana no MBA. Você já imaginou como funcionaria o processo administrativo uma demissão em massa dessas? A crise que poderia ser, ou até mesmo, o motim que poderia ser formar na frente empresa com quatro centenas de pessoas sem emprego, sem futuro e com os seus problemas pessoais? Seja a mãe doente que precisa de medicamento e salário do filho ou o pai que investiu todas as economias na escola dos filhos? Estou comentando isso porque somos “humanos” e sabemos de todas as dificuldades, mas como gestores temos que assumir um papel diferente, que é entender o problema da empresa e tentar solucionar o mesmo com o menor dano possível para ela e para os seus colaboradores.

Olhando pelo aspecto da comunicação e eficácia empresarial, a demissão por telegrama de 400 funcionários foi uma estratégia de comunicação cirurgica e muito bem calculada, minimizando riscos à empresa e facilitando a logística para a empresa. E tenho que concordar que foi uma ideia genial, mas se eu, como comunicadora, teria bolado essa estratégia de comunicação e escrito a carta? Sim, se fosse necessário. Essa é a “selva corporativa” que vivemos.

Já que estamos falando no assunto de demissão, aproveitei para disponibilizar o trailer do filme ”O Amor Sem Escalas” que mostra justamente a vida de um executivo que viaja para fazer as demissões. Vale a pena assistir e entender o quão complexa é essa atitude e que cálculos precisos não funcionam para todas as pessoas, que exitem riscos enormes porque lidamos com pessoas, mas que em casos extremos, como no exemplo mencionado, a razão deve ser maior que a emoção.

E você, já teve que demitir?

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5 dicas para enfrentar a dupla jornada

23 abr
2011

Estou longe de ser uma super dona de casa, mas tenho que confessar que a organização do lar e a cozinha sempre me atrairam. Desde criança gostava de criar e incrementar receitas, servir chá da tarde e essas coisas. As sobremesas sempre contaram com maior dedicação e prestígio, apesar de não ser uma pessoa fissurada em doces, minha torta de limão é famosa. 

Na minha modesta opinião, para ter um bom resultado em qualquer atividade é preciso gostar e não é diferente no trabalho doméstico. Mesmo assim, existem alguns truques que podem ajudar no cuidado do lar sem você ser expert no assunto. Com certeza alguns detalhes vão garantir mais tempo, economia e também e elogios da família e amigos. Vamos as dicas:

1- Lista de Compras de Supermercado – Desenvolva uma planilha com a lista de supermercado. No dia-a-dia é muito prático porque assim consegue saber o que precisa comprar e qual corredor entrar, sem perder muito tempo.  Também facilita se outra pessoa for fazer as compras para você, seja o marido, um parente ou amigo. Como sou bastante controladora, odiava deixar outra pessoa fazer as compras da casa porque acaba vindo um produto de um marca diferente ou não do tamanho que eu precisava.  Antes de entrar em parafuso para dar conta de tudo, fiz  uma lista detalhada onde coloco o produto e também a marca e tamanho, por exemplo: – Coca-Cola Zero – 600 mil – 6 unidades. A lista além de ajudar no tempo, também tem um viés econômico, afinal com ela você só vai comprar o que realmente precisa. Quer outra dica? Nunca vá às compras com fome.  Quase sempre colocamos algo no carrinho que depois não vamos consumir.

 2 – Rotina de limpeza – Colocar em um documento de word as atividades que a empregada ou diarista deve fazer diariamente, duas vezes por semana, semanalmente e quinzealmente. Liste detalhes como:  dia para trocar as toalhas, a roupa de cama, etc. Pode parecer bobagem, mas os maiores problemas com empregadas são muitas vezes a falta de orientação. Tenho muitas amigas que  me confessaram que não sabem nem o que precisava ser feito e muito menos a frequência que devem ser limpos algumas coisas na casa. Vale perguntar para a mãe ou amigas que já tenham mais experiência e lógico, fazer um guia da sua rotina, seja para cuidar mais das roupas, do animal de estimação ou da própria cozinha. Com as orientações, as secretárias do lar trabalham melhor e não precisam ficar perguntando a cada dia o que devem fazer. Sei que isso também é chato de enfrentar. Eu mesma nunca encontro a minha faxineira e simplesmente odeio ficar deixando bilhetes. Deixe a lista, que pode ir melhorando a cada mês, na porta da geladeira. Vale inclusive dar um conferidinha se secretária trocou as toalhas no dia certo e também se tem otimizado o uso do ferro elétrico, concentração as roupas em apenas um dia da semana. Afinal você é uma mulher moderna e não gosta de desperdício de energia e muito menos gasta sem necessidade.

3 – Uso do freezer –  Muita gente desperdiça alimentos simplesmente for falta de organização. Pense no que você pode congelar e o que deixar na geladeira, que será consumido naquela semana. Se você mora sozinha  e nunca compra pão porque acha que vai estragar, pode adotar famoso pão de forma, no meu caso integral, e colocar no freezer. Aproveite para colocá-lo uns segundos na torreira e pronto, você vai ter um delicioso café. da manhã.  Alguns legumes também podem ser congelados como o tomate, a cebola e até cebolinha e salsinha. Se tiver alguém que ajuda em casa, pode pedir para deixar picadinhos em potes e você resgata sempre que necessário. O mesmo acontece com extrato ou polpa de tomate. Se abrir e não usar na mesma semana estraga, então, depois de usar a quantidade certa coloque um pote bem fechado e leve ao freezer. Quando precisar retire a quantidade que será usada. As carnes são outro item que super combinam com o freezer,como um peito de frangó ou carne moída, que podem ser descongelados a qualquer momento.

4 – Ingredientes salvadores – Mesmo que você não seja uma cozinheira primorosa, uma vez ou outra você vai precisar preparar um prato rápido. Seja porque chegou morrendo de fome e não quer atacar a pizza ou comer hamburger ou porque chegaram alguns amigos e você quer tratá-los bem. Para esses casos, existem ingredientes que resolvem várias emergências, do café da manhã ao jantar. Leite, pão, ovos e manteiga são obrigatórios, nem que seja para você adotar o hábito saudável e econômico de tomar um café em casa. Para um almoço e jantar, nada melhor que uma rápida massa ou risoto. Por isso, tenha sempre um belo pacote de massa na dispensa e um arroz arbóreo, que são dois itens que atendem a quase todos os paladares. Um molho de tomate pronto, algumas azeitonas, um bom azeite e queijo parmesão já fazem um prato delicioso.  Adora frutos do mar? Compre alguns enlatados, que duram muito ou então congele alguns camarões, que fazem uma ótima combinação para um risoto rápido, fresco e delicioso. Para sobremesa, vale sempre contar com aquele sorvete de creme, que combina com alguma calda ou pode ser adicionado com algumas frutas. Novamente o freezer entra na jogada. Compre amoras e framboesas congeladas e dê um toque charmoso na hora do doce. Coloque as frutas para ferver com uma xícara de açúcar e 4 colheres de licor de frutas e deixe ferver por alguns minutos. Sirva a calda quente com o sorvete. É  para fechar com chave de ouro.

5 – Organização  – Por mais que meus amigos me chamem de neurótica, continuo achando que separar as roupas por cores facilita muito a vida, principalmente na escolha. Então procure separar as camisas das blusinhas e evite colocar mais de uma em um mesmo cabide porque acaba nunca usando a debaixo.  Adote o hábito de limpar o armário duas vezes por ano, em cada estação e retire todas as coisas que não usa mais. Nessa arrumação vai descobrir coisas que nem lembrava e vai acabar montando novos looks. Os sapatos também merecem atenção especial ao serem guardados. Evite deixá-los em caixas, que você não enxerga. Existem milhares de tipos de sapateiras, das mais caras as mais baratas, basta você tirar um dia para definir como quer organizar e depois aproveitar. Uma dica barata para tirar a umidade dos armários é colocar giz escolar. É muito prático e barato.

Essas foram apenas algumas dicas que lembrei e que sempre ma ajudaram na organização do lar, mesmo estudando e trabalhando fora. Se quiserem o modelo de lista de supermercado ou orientações para empregada me mandem um email. Agora, se quiserem compartilhar outros ensinsamentos ou receitas, são muito bem-vindas. Afinal, somos mulheres modernas, mas não quer dizer que não gostamos dos nossos lares organizados, limpos e com aquele cheirinho de comida caseira.

Como os chefs de cozinha dizem, cozinhar é uma arte e precisa de muitos erros e acertos! Mãos às panelas!

Abraços,

@cristianemor

cristiane.imprensa@gmail.com

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Qual o seu limite?

24 mar
2011

Minha prova de 5m, que conclui em 32 minutos graças ao estímulo da minha irmã querida (foto).

Ultimamente ando no meu limite de cansaço, de trabalho, de tempo e de paciência, mas algo que sempre me ajuda a desligar desse mundo e entrar em outro totalmente diferente é a leitura. Segui a dica de um amigo e li ”Operação Portuga” do meu conterrâneo Sérgio Xavier. Simplesmente devorei a publicação que conta a história de corredores amadores que superaram todos os limites pessoais. 

Mesmo tentando desligar de assuntos corporativos, a cada página vejo as grandes semelhanças do esporte com a carreira, como já escrevi em outro post sobre o futebol. Diferente dos corredores, poucos profissionais conhecem o seu limite para cada corrida. Se sua meta for uma corrida de 5k, precisa de um tipo de preparo; mas não quer dizer que será mais fácil. Afinal o treinamento é intenso, exige dedicação e determinação, mas é possível vencer esse desafio. Já em uma maratona é preciso muito mais treino, cálculos e reserva de combustível suficiente para concluir a corrida. 

É exatamente na meta que entra o limite de cada um na carreira profissional. Falta o foco de saber se vai fazer uma prova de 5k, 10k, uma meia maratona ou uma verdadeira maratona. Se o objetivo for de curto prazo, você pode estourar ou jogar tudo para o alto quando chegar lá, mas se quiser um dia concluir a maratona precisa ter muita paciência, determinação e guardar toda a energia de forma positiva, com treinos pesados, alimentação adequada e menos tempo com a família e amigos. No trabalho é exatamente igual. Você quer muito crescer profissionalmente? Não pode pensar pequeno, correr 1km e já achar que um vencedor e muito menos pode achar que vai completar uma maratona sem antes de feito várias provas e meias maratonas. Lógico que existem as perdas, como menos tempo, mais trabalho, mas você está focado na cenourinha no final da reta. 

A pressa em chegar lá faz com que ultrapassemos nossos limites profissionais. O que acontece quando passamos do limite no esporte? O corpo responde, você simplesmente trava, se lesiona ou fica doente. Na carreira também existem avisos, mas eles normalmente vem dos líderes e dos prazos perdidos, trabalhos meia boca e falta de estimulo para ir ao trabalho. Será que nesse momento não está na hora de repensar o foco da estratégia? Talvez você esteja no seu limite, e saiba que ele não é o mesmo do seu colega, dos seus pais ou do seu chefe. Só você saberá até onde ir. 

Na minha opinião, assim como nas corridas, a experiência faz você conhecer melhor o seu limite e hoje agradeço pela vivência que tenho, que me faz perceber que o meu limite é muito maior do que eu imaginava. Apesar, de claro, às vezes, acontece de eu perder a paciência com tudo e com todos, afinal sou humana. Mas a melhor saída sempre é seguir um conselho de ouvi ontem de amigo. Chegou no limite?  ”vai para casa, sai para dar uma volta no shopping, respira e volta sorrindo”. 

Até a próxima maratona! 

@Cristianemor 

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Equilibristas na corda da crise

25 fev
2011

Culturalmente, as mulheres são acionadas para controlarem os ânimos em momentos tensos, sejam em brigas ou crises familiares. Sou fã da série “Brothers & Systers” e a Sally Field interpreta um papel e tanto como Nora Walker, a matriarca da família, que está sempre guiando os filhos para o melhor caminho. Em dos últimos capítulos que assisti, ela inclusive, fez comentários excelentes sobre as atitudes dos filhos e um produtor de rádio ficou estarrecido. A atitude dela em uma festa acabou rendendo um convite para  comandar um programa de aconselhamento.

Mas será que as empresas também estão buscando esse perfil de mulheres para gerenciar as crises e encontrar melhores soluções corporativas? Parece que sim, pelo menos pela informação de um especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipe, Eduardo Shinyashiki, que apontou que empresas preferem contratar mulheres em situações instáveis.

A afirmação dele está baseada em pesquisa publicada no British Journal of Social Psychology, Jornal Britânico de Psicologia Social, que revelou que em momentos de crise, as corporações preferem contratar mulheres para assumir cargos de chefia. Isso acontece porque diferentemente dos homens, que segundo o estudo, possuem características de competitividade e independência, as mulheres são mais justas, comunicadoras e trabalham em equipe com mais facilidade.

Para Shinyashiki, as habilidades das mulheres vão além. Ele acredita que o público feminino também possui a capacidade de desempenhar inúmeras tarefas ao mesmo tempo, o que ajuda a gerir e reverter o quadro de crise, sem perder o controle sobre as atividades rotineiras da empresa. A sensibilidade feminina para lidar com situações mais delicadas e compreender pessoas em momentos de maior tensão também é um dos grandes segredos no gerenciamento da crise.

Bacana, mas ainda assim fica a pergunta: você contrataria uma mulher em momento de crise? Ou contrataria o melhor profissional para lidar com essa situação? Tenho a sensação que os empresários adorariam chamar a própria mãe para resolver. Afinal, quem não gostaria de ter a mãe por perto nos momentos difíceis? Só a lembrança da figura materna já traz uma sensação de conforto, não é mesmo?

@cristianemor

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Abaixo o preconceito contra as solteiras

11 fev
2011

Pode parecer um pouco feminista da minha parte, mas ainda acho que vivemos em um mundo que conserva muitos preconceitos contra as mulheres e que fica ainda mais evidente quando nós mulheres somos solteiras ou pior ainda, divorciadas. Faz tempo que queria escrever sobre como no mundo corporativo o estado civil pode fazer diferença na carreira das mulheres.

As casadas são sempre mais respeitadas pelos colegas, chefes e esposas. Já as solteiras são vistas como uma ameaça constante, que fica rodeando todos os dias no ambiente de trabalho. Eis que surge aquele dia que você precisa ficar até tarde no escritório com um colega para terminar um projeto e a esposa liga. Lógico que ele não vai comentar que  a colega é solteira ou que acabou de se divorciar e está mais linda do que nunca.

Momento para parentêses. Vamos combinar, que terminar um relacionamento, mesmo que nos deixe arrasadas, faz um bem enorme para o corpo e para a mente. Emagrecemos, mudamos o corte de cabelo, vamos ao salão, investimos em umas roupas novas e o astral muda completamente, já que os bares e baladinhas entram no radar.

A questão é que qualquer mulher pode sofrer algum tipo de preconceito no ambiente de trabalho, nem que seja nas avaliações. Será que o chefe não fica com receio de te promover porque pode parecer que ele tem interesse? Mesmo que ele admire sua competência? Não sei, mas com certeza essa dúvida já passou pela cabeça de muitos gestores e nós mulheres vamos ter que conviver com isso. Lógico que estar casada não impede nada, mas nas convenções, é no mínimo mais “sério”.

Eis que ontem surge um motivo para eu escrever e questionar o assunto. Uma amiga minha, que acaba de se separar e está passando uns dias na minha casa (parece que toda amiga minha jornalista na casa dos 30 está se separando, então: cuidado!), estava alugando um apartamento. Ela estava animadíssima para tomar o novo rumo da vida, ter um lugar só dela, dedicar-se ao trabalho e conseguir virar a página. Mas o preconceito acabou com toda a sua energia e felicidade. O proprietário do apartamento não aceitou a documentação dela para locar o apartamento porque é “solteira”.

Isso mesmo, segundo ele, teve problemas com meninas e só aluga para homens “solteiros”. Imaginem a minha indignação com esse argumento. Em que década estamos vivendo? Como ele decide isso? Será que não posso processá-lo? Bom, deixa para lá esse preconceituoso.

Que essa situação desagradável, nos alerte, para que sejamos aliadas, as casadas, solteiras e divorciadas, que seja qual for a nossa opção civil, que as portas não sejam fechadas por puro simples preconceito barato e ultrapassado. Por isso, a minha mensagem da semana é:  Abaixo o perconceito contra as solteiras e divorciadas!

Cristiane Moraes  (Divorciada)  @cristianemor

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Minha válvula de escape

04 fev
2011

O interessante do Blog é que tenho liberdade de escrever do jeito que eu gosto e sobre o que eu gosto desde que tenha  alguma relação com o universo feminino na carreira ou em finanças. No trabalho, por exemplo, dificilmente posso jogar com as palavras, ser mais coloquial ou usar expressões mais divertidas. Começo a escrever e bate aquela vontade de fazer diferente, daí eu paro, penso, e lógico que vou mais para o duro e convecional, afinal, no mundo corporativo qualquer pisão em falso e cabeças podem rolar.

Talvez por isso que o Mulher em Pauta acaba me ajudando a descarregar um pouco as palavras e assuntos que ficam de lado no dia-a-dia, por conta das formalidades do trabalho. Ontem mesmo, tive uma situação que me segurei para não colocar aquela palavrinha mágica, mas que muda completamente o contexto, ou seja, estou aqui desabafando literalmente com vocês. É melhor que os pacientes da minha terapeuta não descubram esse tratamento alternativo e começem a escrever, senão ela está falida e vou ficar muito chateada, porque a adoro, apesar não ter a visitado muito nos últimos meses!

Mas sabe o que percebi? Que preciso de uma válvula de escape para a minha válvula de escape. Afinal, o Blog não é assim uma coisa discreta, mas sim uma porta aberta para o mundo afora. Quando se escreve para um veículo, como uma revista ou jornal, você conhece seu público. Já a internet  é uma caixinha de surpresas e o autor, nesse caso eu, escreve para o um público que não tem a menor ideia de quem seja. Podem ser mulheres que buscam dicas de carreira e finanças ou homens interessados em conhecer mais esse mundo, ou nenhum dos dois.

Só sei que qualquer pessoa pode ler, então, vamos combinar que não é a terapia mais adequada quando se busca confidelidade. Mesmo sabendo disso, esquecemos que estamos escancarando a vida para o mundo, seja para dizer que está puto com o chefe, que está insuportável com a TPM ou que está que assinou o divórcio (meaculpa). Mas é preciso um café com os colegas de trabalho para cair na realidade. “Vejo todos os teus comentários no Linkedin”. Ferrou, até aqui tem regras corporativas e vou ter que ficar ainda mais atenta. Mesmo asism,  juro que vou fazer o possível para continuar sendo “eu mesma”, afinal, Blog é muito mais espontâneo e parecido com o meu jeito de ser e viver a vida.

E você, qual é a sua válvula de escape? Já parou para pensar como ela te compremete?

Bom final de semana e até a próxima sessão!

Abraços,

@cristianemor

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