Um bom ano!

25 jan
2012

Imagem de Amostra do You TubeAcho importante  sempre antes de traçar as metas para um novo ano, refletir  sobre os últimos 12 meses. Quais foram as dificuldades, aprendizados, conquistas e principalmente o que queremos que seja diferente daqui para frente. Para isso, além de fazer um exercício de colocar as ideias no papel e olhar com cuidado a lista de metas do ano anterior, é preciso entender se houve um equilíbrio entre as metas profissionais e pessoais.

Bom, foi exatamente isso que fiz na primeira semana do ano, quando escrevi as minhas metas para 2012. Eu ainda estava com aquele embrulho no estômago e com a sensação de fracasso, por não ter alcançado algumas metas traçadas. 

Escrevi o primeiro post do ano, mas antes de publicar resolvi enviar para duas amigas que me conhecem muito bem. Elas foram enfáticas: esse texto não parece seu. “Você é sempre tão para cima, positiva e não vendo o melhor ângulo do ano que passou  e como foi importante para essa nova etapa da sua vida”. Concordo. Ele não era a minha cara, mas tinha uma parte da verdade, de desabafo, mas faltava o rumo que tomaria nesse novo ano.

Tinha resolvido colocar o texto no lixo, mas me lembrei de um filme que adoro “Um bom ano” com Russell Crowe, que faz um resgate ao passado e mostra que algumas vezes deixamos de valorizar os pequenos detalhes que nos transformaram na pessoa e no profissional que somos. Assim como um bom vinho, também precisamos amadurecer sem esconder nossos melhores sabores. Se ainda não assistiu aproveite para pegar na locadora e se deliciar com as cenas lindas da França e pensar sobre suas escolhas profissionais.

2011 foi um ano e tanto. Mudei de empresa, assumi novas funções, troquei de chefe e fiz ajustes na equipe. Fiquei noites sem dormir, me diverti, conheci gente diferente e desabafei, sorri e chorei com os amigos. Viajei muito, conheci lugares maravilhosos, batizei minha sobrinha, voltei a cozinhar e fotografar, entreguei o TCC e conclui o MBA.

Fazendo um balanço geral, apesar de não ter alcançado algumas metas traçadas, consegui compreender e aceitar as adversidades que surgiram no meio do caminho. Coloquei em prática a minha capacidade de adaptação. Consegui aceitar as mudanças, aproveitando o máximo de cada situação. Finalmente percebi que mais importante do que planejar, é aceitar as mudanças de planos e corrigir o rumo sem parar o barco. Afinal, sempre podemos encontrar marolas no meio do caminho, mas temos que decidir se vamos desviar ou passar por cima para seguir em frente.

Toda reflexão aquietou meu coração e me ajudou a traçar as metas para 2012, pronta para o que der e vier.

E você, já fez seu balanço e traçou as metas para 2012? Um “Bom Ano” para todos!

@cristianemor

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Por que não temos brinquedos?

25 out
2011

Somos mulheres, adultas, responsáveis e independentes, mas totalmente culpadas por deixar de lado o nosso mundo infantil, que nos ajudaria muito a avaliar a pressão de todos os dias. Principalmente pela busca incessante de sermos perfeitas profissionais, mulheres, mães e esposas.

Você tem algum brinquedo ou hobby?  Desafio você a listar algum que realmente faça você desligar do mundo. Eu já tentei exercícios (boxe, corrida), cozinhar (que adoro) e até scrapbooking . O que aconteceu? Apesar de gostar, deixei tudo de lado depois de um tempo. Hoje as luvas, papéis e uma parafernália de coisas estão mofando no armário e nem o álbum de Londres eu montei.

Mas temos uma boa desculpa: tempo. Estamos sempre ocupadas com trabalho, estudo (temos uma preocupação maior que os homens nesse quesito), com atividades domésticas e compras. Eu mesma, acho que a única coisa que faço, eventualmente,  é sair com as amigas para um chopinho, cinema, almoço ou comprinhas, porque me policio para não deixar de lado. Ah, também gosto de viajar, mas isso não é exatamente um hobby, mas uma imersão cultural e talvez de muitos gastos.

Também costumo dizer que gosto de ler. Isso é verdade e a pilha de livros na minha cabeceira não me fazem mentir. Mas quando foi a última vez que consegui desligar e me deliciei com um livro em uma manhã ou tarde? Oportunidades não faltaram, podem ter certeza.

Sinto-me presa em um ciclo vicioso que me faz sair mais tarde do trabalho não só pelo excesso dele, mas pelo trânsito. Quando chego em casa não tenho ânimo para cozinhar, brincar ou passear com a Nikita, ler e muito menos malhar. Jogo-me no sofá como um vegetal, assistindo séries que adoro, mas que já assisti um milhão de vezes.

Novamente acho que precisamos aprender com os homens a manter o nosso lado lúdico para desligar do mundo, do trabalho e dos problemas. Eles se divertem e são eternas crianças, apenas o preço dos brinquedos muda, certo? Viram carros potentes, motos velozes, aviões, equipamentos de fotografia e de mergulho. E eles arrumam tempo e dinheiro para investir em uma ou mais dessas atividades.

Outra desculpa que usamos: dinheiro. Não ganhamos o suficiente para manter hobbies caros. Será mesmo? Acho que na verdade não fomos estimuladas a nos divertir como os meninos. Quais eram nossos brinquedos quando crianças? Bonecas, casinhas, cozinha, maquiagens e fantasias de princesas.

Conclusão: continuamos brincando da mesma coisa, mas o problema é que cuidar da casa, dos filhos, e da aparência e visual é muito importante, mas não é o suficiente para a vida que levamos hoje. Precisamos aprender desde os primeiros passos com brinquedos que nos ensinem que estimulem nossa memória e coordenação motora, além de nos fazer desligar dos problemas na vida adulta. Concordam?

Vou pensar com  mais carinho no próximo presente de aniversário para as minhas sobrinhas.  Esse já cometi o erro de comprar com a máquina de sorvete que ela pediu. :(

@Cristianemor

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Chanel: modernidade e praticidade

04 out
2011
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Sempre admirei o trabalho e carreira da estilista, mas percebi que conhecia pouco desse ícone da moda até assistir o “Coco antes de Chanel”, com Audrey Tautou (O código Da  Vinci).  O filme mostra a trajetória dela, desde a infância pobre no interior da França até a sua busca por um estilo próprio, fora dos padrões e extremamente moderno para a época.

Mesmo quando ela improvisava um vestido xadrez com um colarinho de camisa branca masculina, revelava bom gosto e elegância. Para mim ”Coco”, apelido conquistado na época que tentou se atriz quando cantarolava uma música francesa, é praticamente a curadora do pretinho básico, que são modelos mais usados nas festas e casamentos. Já imaginou não termos esse curinga?

Gabrielle Chanel questionava o volume, as cores e acima de tudo os exageros dos vestidos cheios de frufrus e espartilhos.  Ela queria conforto e praticidade para conquistar o mundo.  Refutava as cores pastéis e que mais lembravam uma cortina. “A única cor que destaca meus olhos negros é o preto, dizia ela”. Sábia mulher, que queria trabalhar e percebia que podíamos ser mais do que bibelôs de estande todas enfeitadas e intocáveis. Precisávamos de movimento e liberdade, sem perder a feminilidade através da roupas. No início seus modelitos eram bastante masculinos, mas com o passar do tempo ela teu o seu toque, mostrou que o sóbrio também poderia ser sensual e mais do que isso, diferente e marcante.

As inspirações e criações de Chanel estão presentes em muitos looks que usamos hoje, principalmente no ambiente  de trabalho, do terninho a camisa branca. Graças a ela, tecidos, cortes e modelos foram facilitados e podem ser vestidos em poucos minutos. Antigamente, as mulheres levavam quase duas horas para vestir toda aquela parafernalha de espartilho, babados e vestidos. Haja empregados para ajudar, lavar, costurar e cuidar. Que visionária essa Gabrielle, que um dia resolveu passar a tesoura nas próprias madeixas e criou o corte mais copiado e moderno que existe entre as mulheres o “Chanel”.

Vale seguir uma dica da expert no assunto: menos é mais. Será que você não exagerou nos babados, sobreposições ou cores? Lembre sempre do pretinho básico, sempre elegante e chique. Melhor ainda, lembre do conforto e da praticidade que deve estar sempre no armário de toda mulher moderna.

Como sou adepta da praticidade e facilidade, minha dica de “mulher moderna” é comprar poucas peças, de cores neutras e tecidos leves. Prefira inclusive os que não precisem passar. Afinal, ninguém quer ser escrava do ferro ou da diarista que deu o cano, certo? Não esqueça de ter sempre uma bela camisa branca bem cortada e lavada. Afinal, é essencial e sempre deixará você muito chique e bem  vestida.Viva a modernidade e praticidade de Coco Chanel!

E qual é a tua dica de moda para uma mulher moderna?

@Cristianemor

cristiane.imprensa@gmail.com

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Dicas para enfrentar a burocracia da renovação

15 set
2011

Renovar documentos demanda tempo e organização. Tenho verdadeiro horror dessas burocracias, formulários, cartório, fotos, etc… Para terem uma ideia, quando casei não mudei meu sobrenome para evitar transtornos caso acontecesse uma separação. E não foi que aconteceu?  Felizmente não tive que fazer novos documentos. Por outro lado, não consegui fugir do processo de separação, certidões, escritura e dos gastos, é lógico.

Esse ano foi o realmente o momento de passar a limpo toda a documentação, começando pelo divórcio. Fiquei tão envolvida nessa etapa e novo trabalho que acabei não percebendo o vencimento dos documentos. Habilitação, passaporte e  visto norte-americano com data expirada em 2011. Como preza o ditado “casa de ferreiro espeto de pau”. Considero-me super organizada e adepta ao planejamento, mas esse ano quando percebi já estavam todos vencidos. Por isso, minha dica para você é colocar na agenda agora mesmo, sempre com seis meses de antecedência da validade.

Como cumpri a última etapa dessa peregrinação recentemente,  resolvi reunir algumas dicas para você renovar documentos sem dor de cabeça e também economizando alguns trocados. Afinal, eu entrei em todas as furadas possíveis.

Poupa Tempo – Se existe um serviço que realmente funciona em São Paulo é o Poupa Tempo. Já passei por lá para encaminhar fundo de garantia, fazer identidade e agora por último, renovar a habilitação. Para a identidade é fácil de agendar por telefone e você consegue se programar  para chegar e sair de lá no horário. Se você agendar 8h15, deve chegar 15 minutos antes, e até 8h30min estará liberado. Já para renovar a habilitação considere uma hora entre a chegada e liberação porque terá que fazer exame e pegar fila no banco. Se o local for longe, vale a pena pagar a taxa de envio pelo correio tanto pelo custo quanto pelo deslocamento. Dica: Procure um posto mais próximo da sua casa e prefira ir de metrô porque assim evita o transtorno do trânsito e ainda economiza. No centro de São Paulo os estacionamentos não ficam por menos de R$ 20,00. Lembre-se também de levar o valor da renovação da habilitação em cash para efetuar o pagamento e saiba que não é preciso tirar foto.

Passaporte – O serviço da Receita Federal também melhorou muito nos últimos. É fácil de agendar pela internet e existe a opção de emergência, caso tenha viagem marcada. Só que eu como deixei para a última hora e estava próximo das férias de julho, consegui agendar só dois meses depois. Mesmo assim eles atenderam no horário e em 45 minutos estava liberada.  Dica: Tente agendar em outras cidades. No caso de São Paulo, por exemplo, existem várias próximas com disponibilidade. Também pode tentar agendar na virada do dia (meia-noite) quando caem os horários do outro dia. Uma amiga fez isso e conseguiu no outro dia.

Visto Norte-americano – Meu visto de 10 anos vencia em agosto, mas como quando fui agendar o passaporte fiquei preocupada e já agendei a entrevista. Dessa vez a espera foi de três meses. O que me preocupava era que eu tinha agendado pelo passaporte velho e até a entrevista já estaria com o novo, mas o visto mesmo estava no primeiro passaporte. Ou seja, eu iria com os três passaportes. Sorte minha que era renovação e não tive nenhum problema. Essa brincadeira é a mais cara de todas. Somando agendamento, taxa e sedex, são mais de R$ 300,00. Fora a máfia da rua, que cobra de tudo, de guarda volumes a impressão do protocolo. Dica: Leve 1 foto, formulário impresso de agendamento e de comprovante, um bom livro e pesquise tudo. Eu mesma gastei R$ 20,00 para fazer a foto na rua e depois descobri que a lojinha na frente do Consulado cobrava R$ 12,00. O mesmo acontece com a impressão do formulário ou com o estacionamento. É melhor deixar o carro em um lugar com valor máximo porque dificilmente ficará menos de três horas por lá e ainda por cima desconectado do mundo, sem celular e internet. Eu perdi mais de 4 horas por lá e gastei fácil R$ 100,00 entre estacionamento, foto, lanche e sedex. É preciso uma dose extra de paciência para esperar, mas se quiser viajar, mesmo que seja ano que vem, vale se antecipar.

Você também tem dicas bacanas para compartilhar que facilitam  o tempo e o bolso?

@Cristianemor

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O jeitinho feminino de liderar

06 set
2011

Faz tempo que abandonamos as saias e adotamos as calças no ambiente de trabalho. Sabemos que as mulheres estão presentes nos mais diferentes cargos e funções e que apesar das muitas diferenças entre os sexos feminino e masculino, ambos conquistaram o posto de líderes competentes. Só acho que para sermos líderes melhores precisamos conhecer e valorizar as características de cada gênero. Só assim vamos ter resultados ainda mais positivos no mundo corporativo e também na vida pessoal.

De acordo com a escritora Catherine Kaputa, autora do livro “A Marca de Mulher”, embora estudos sobre liderança demonstrem que existem poucas diferenças entre os sexos, as mulheres parecem favorecer um estilo de liderança mais democrático. “Ele se baseia em colaboração, trabalho de equipe e reconhecimento. Dessa maneira, um número maior de pessoas tem autonomia para contribuir e são reconhecidas por isso. Esse é um estilo de liderança que promove a lealdade e a boa vontade de equipe”, diz a autora.

Na publicação de Kaputa, a autora cita uma meta-análise dos estilos masculino e feminino de liderança, conduzida pela professora Alice Eagly, que pesquisou 45 estudos de liderança, descobriu-se que as mulheres têm a tendência a criar uma experiência de marca diferente, assim como uma maneira distinta de se engajar com os outros profissionais. As mulheres são um pouco mais propensas que os homens a serem “líderes transformacionais” que, como conselheiras ou instrutoras, procuram inspirar. Elas tendem a promover e envolver os funcionários e encorajam o compartilhando suas decisões. Elas são mais propensas a elogiar e a recompensar quando os projetos excedem as expectativas.

Como líderes, as mulheres têm mais que uma visão abrangente. Elas também são mais intuitivas na tomada de decisões e seu estilo de liderança é mais pessoal. Claro, um estilo de liderança como esse também tem suas desvantagens. Acho que esse é dos aspectos mais difíceis de administrar no dia-a-dia. Como você conhece os problemas pessoais dos funcionários, apesar de se preocupar, precisa deixar de lado a “mãezona” para cobrar resultados. A questão toda é equilibrar as situações.   

Todas as mulheres são diferentes. Algumas podem ter um estilo feminino mais acentuado, outras são mais masculinas no comando. As mais felizes  e com certeza que terão mais sucesso,  são aquelas que conseguem entender e utilizar os melhores elementos dos dois gêneros sem perder a feminilidade, que pode ser no visual, com a maquiagem; no jeito de falar, mais meigo ou delicado; ou na maneira de se comportar. Defendo que apesar se sermos “menina em turma de meninos” no mundo dos negócios, não precisamos agir do mesmo jeito, afinal, o gostoso é ser diferente. Não é mesmo?

Aproveito para sugerir a leitura de outros posts.

Mulher em Pauta - Está com faltando espelho  

Mochileiro Corporativo – Você sabe qual é o seu estilo de liderança?

@Cristianemor

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Negociação para todos e para tudo!

30 ago
2011

Palavrinha difícil essa hein? Negociar. Sempre quando me deparo com ela acho que vai ser algo difícil, desgastante, estressante ou então que envolve grandes negócios. Mas na verdade, negociamos todos os dias no ambiente corporativo e familiar. Seja o pedido de folga com o chefe, a televisão dos filhos ou o preço da diarista para caber no orçamento.

Quando me deparei com último Seminário da HSM “Negociação 3.0”, achei que seria uma bela oportunidade de ouvir e quem sabe começar finalmente a aprender a negociar de um jeito natural ou pelo menos mais articulado. Cada palestra renderia vários posts para o Mulher em Pauta, mas resolvi destacar uma das apresentações “Comunicação Objetiva”, que me identifiquei bastante por conta dos assuntos que estudei no MBA.

Agradeço ao Normann Kestenbaum, professor de Comunicação Corporativa no MBA da FIA (USP) pela informação que ele não me deu. Explico: ele mostrou de forma muito divertida e embasada, que informação demais só prejudica na era do tempo escasso. Vale mais a reflexão e a conclusão do que a narrativa. Adorei essa parte!

Compartilho com vocês uma entrevista do professor para a HSM e também as 10 regras da Comunicação Objetiva em Negociação:

1 – Entenda que o conceito de tempo mudou. Não é mais ocupado e sim conquistado

2 – Entenda que quantidade não é qualidade

3 – Entenda que esforço não é resultado e que dominar o assunto é obrigação

4 – Entenda que precaução é válido, desde que colocado no seu devido lugar. Tenha backup de tudo, mas só mostre ou apresente se realmente for necessário

5 – Seja conclusivo sempre

6 – Tangibilizar impactos não é descrever meios

7 – Não utilize jargões sem significados

8 – Seja knowledge driven e não data driven

9 – Ofereça fatores de retenção para a audiência

10 – Não dependa apenas da mídia. Utilize mais a cabeça para pensar estratégias e alternativas mais interessantes

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Quanto vale seus direitos?

11 ago
2011

Costumo dizer que sou a melhor e a pior cliente que uma empresa pode ter. Explico: se não gosto de um serviço, restaurante, etc…dificilmente reclamo para os proprietários ou faço sugestões. Simplesmente deixo de freqüentar. Por outro lado, acabo influenciando negativamente os amigos sobre o lugar e sou um incógnita para os mestres em marketing, porque eles nunca vão saber o motivo da minha perda.

Bom, com esse exemplo já dá para perceber que sou avessa a brigas ou processos longos e desgastantes. Essa sempre foi a minha premissa. O cara bateu no meu carro e não tem seguro? Deixa para lá. Eu pago a franquia para não me incomodar. Mas tudo nessa vida tem um limite, principalmente quando o assunto pesa no meu bolso.

No mês de maio tomei vergonha na cara  e fiz uma revisão de algumas contas, começando pelo celular. Resolvi ligar para a operadora, migrar de plano e cortar o uso de internet do Black Berry pessoal, já que estava usando da empresa e não precisava ter mais um gasto. Estava super feliz com a mudança, afinal iria pagar menos e ter mais. Fiz até minha mãe comprar um chip da operadora no Sul, assim poderia ligar para ela a qualquer hora sem custo algum. Grande economia! Meu orçamento estava super feliz, até que uma verdadeira bomba apareceu na minha porta: a conta monstruosa de R$ 800, 00 de uso de internet no celular.

Já era quase meia noite, mas imediatamente liguei para falar da confusão que fizeram. A atendente com ele jargão “estaremos verificando” disse que eu teria retorno em até 24 horas. No outro dia pela manhã, no caminho do trabalho, recebo uma ligação da TIM informando que a cobrança procedia e que eu tinha utilizado o serviço e deveria pagar. Não deixou nem eu falar e disse simplesmente que poderia parcelar em 10 vezes para mim. Como? Calma querida, você não está entendendo eu não usei mais a internet desde que cancelei porque nem era possível. O celular não acessava mais e tenho certeza disso que o aparelho era antigo e não tinha Wi-FI, não era morto para a web. “Se a senhora não utilizou, alguém usou o seu chip e a cobrança é devida sim!” Nossa, fiquei uma fera e aquela ligação estragou o meu dia.

Cheguei ao trabalho liguei para uma amiga e conterrânea que não foge de uma boa briga. A advogada Fernanda Guimarães, atua na área de direitos do consumidor, com quem já aprendi muito nas palestras da Expo Money, me tranqüilizou. Na hora comentou comigo que eu não era o primeiro caso e que muitas pessoas estavam com a mesma situação, só que infelizmente, a cada 10 pessoas atingidas, apenas 3 pessoas correm  atrás dos direitos.

Tive que mudar a minha postura na hora da brigar e seguir as orientações da Fernanda de entrar com o processo. Não sei quanto tempo vai levar e como vai ficar, mas eles não podem se aproveitar das pessoas desse jeito. O mais curioso é que sou cliente há mais de 8 anos, sempre com conta pós-paga, débito em conta, nunca atrasei e nos últimos anos tenho um consumo razoável de R$ 300,00 por mês. Só porque troquei o plano, tive um desconto e minha conta caiu de valor eles acharam que eu deveria pagar mais? Ou acham que só porque sou loira (desculpe a brincadeira) vou pagar R$ 700,00 reais de internet ao invés dos R$ 69,90 que eu pagava de internet ilimitada. É inacreditável a cara de pau deles.

Como estou agora? Como não paguei a conta do mês passado, rapidamente eles bloquearam todos os serviços, inclusive o de bina. Então, se você me ligar, não espere que eu retorne porque estou “descelulada” como brinquei no trabalho. É duro, estou sofrendo, mas dessa briga não vou desistir, custe o que custar. E eles persistem no erro e não querem conversar. Já chegou uma nova conta de R$ 1.200,00 e se a liminar não sair podem inclusive me colocar no SERASA. Imaginem como estou arrasada? Mas estou calçada na lei e nos meus direitos.

Contei minha história para alertar todos sobre os seus direitos como consumidor. Fiquem atentos para não pagar taxas e cobranças indevidas.  Um orçamento organizado ajuda bastante a apontar esses erros grosseiros.

Dica: Blog Diário de Consumo da Fernanda Guimarães, com várias dicas bacanas sobre os direitos do consumidor.

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10 anos de Formada

20 jul
2011

Parece que foi ontem que comecei a faculdade de jornalismo na Unisinos, em São Leopoldo no Rio Grande do Sul. Mesmo com toda a insegurança da idade e das grandes mudanças na minha vida naquela época, não tinha dúvida que ela era a profissão que queria seguir.

A cada semestre o mundo se abria para mim e as disciplinas práticas, de fotografia, televisão e rádio me deixando mais apaixonada. Lembro com carinho da Marta Cioccari, professora de filosofia de comunicação (que era o meu grande terror), das provas de conhecimentos gerais que me obrigavam a estudar política e das reportagens especiais com índios embaixo da ponte e com os artistas na Praça da Alfândega.

Tempo bom aquele, que não volta mais, mas que me ensinou muito e me fez conhecer pessoas muito especiais, desde colegas que tomaram rumos diferentes até professores em que me espelhei.  Percebi que mesmo ouvindo tantos depoimentos desanimadores (e reais) sobre o futuro da nossa carreira em comunicação, quem trilha o caminho somos nós mesmos.

Lembro até hoje de acompanhar ao vivo a cobertura do ataque de 11 de setembro e ficar deslumbrada. Desejava estar lá, cobrindo tudo com os meus próprios olhos. Naquela época trabalhar em televisão era meu grande sonho, afinal tinha trabalhado como repórter em tv e era a minha maior referência na profissão. Como encontrei muitas portas fechadas e poucas entradas no Sul, não desperdicei uma oportunidade de vir morar em São Paulo, onde o mercado de trabalho na área era bem maior.

Morar aqui foi um grande crescimento como pessoa e jornalista, mas não foi nada fácil. Penei até conseguir fazer contatos e começar a atuar na área. Fiz coisas muito bacanas no estilo home office, que me permitiram viajar e conhecer da área médica ao mercado de tintas. Foi em um desses trabalhos que surgiu um convite para trabalhar com assessoria de imprensa, já que já tinha atuado no RS. De lá para cá muito coisa aconteceu na minha vida e carreira. Vale a pena ler o primeiro post desse blog.

Apaixonei-me pelas finanças pessoais divulgando a Expo Money pelo Brasil e descobri que era mais empreendedora do que imaginava. Só tenho a agradecer aos diretores Robert, Raymundo e Vallim por terem acreditado em mim e darem asas a todas as minhas ideias. Hoje a empresa é outra e faz parte de dois importantes grupos de comunicação. Novamente me deparei com outro desafio, que era trabalhar com eventos totalmente diferentes, que vão do esporte ao entretenimento. Razão de terem me visto falar muito sobre surfe nos últimos tempos. Esse é meu novo mundo, que me faz aprender e me interessar cada vez mais pelo jornalismo e em especial pela comunicação.

Nesse mês de julho, que completei 10 anos de formada, no mesmo mês que conclui o MBA em Comunicação Corporativa, dá para fazer um bom balanço do caminho que trilhei e posso dizer que tenho orgulho de todos os percalços que me transformaram em uma profissional melhor e mais capaz.

Fiz essa reflexão depois do “Encontro de 10 anos” com a minha turma da faculdade. Foram poucos integrantes, mas todos estavam alegres e motivados, cada um trabalhando na sua área. O Tom, orador junto comigo, morou no exterior e e no Rio e agora está tocando projetos especiais no jornalismo impresso. A Poli, acaba de entrar no mundo das redes sociais, como editora. Queli é apaixonada pelo trabalho no mundo da moda e me prometeu fazer uma visita em uma das suas viagens a São Paulo. Luciano Seade continua a mesma pessoa alegre e empreendedora com uma editora e dedicada ao ramo da música. Aldem, sempre dedicado às causas ambientais, continua em Brasília, agora atuando do WFF. Já Carol Behr, teve passagens por Brasília na área da política  e hoje de volta a Porto Alegre espera ansiosa pelo nascimento do primeiro filho.

Bebemos, demos boas risadas, colocamos o papo em dia e concluímos algo que a chave do sucesso é fazer aquilo que se gosta e não desistir. Afinal, como dizia o poeta Fernando Pessoa,  “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

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A história de uma leitora

06 jun
2011

Quase nada acontece por acaso e nessa última semana recebi um email muito curioso de uma leitora do Blog, que vou chamar de Catarina. Em uma semana daquelas, quando parece que você vai desabar de tantas preocupações, reuniões para participar, decisões a tomar, aulas para assistir e com fortes dores de cabeça, recebo um desabafo sincera de uma mulher que me faz pensar nos motivos para criamos essa armadura de perfeitas e fortes, se também erramos, adoecemos e choramos, afinal, somos mulheres reais de carne e osso.

Catarina: “Eu mesma em pauta”

 “Agora são 19h e mais uma vez não fui buscar meu filho na escola. O problema não é esse, pois em diversos outros dias eu estava lá. A questão é que a pressão de uma jornada no mínimo tripla para nós mulheres me deixa algumas vezes deprimida, irada. Alguns dias faltam forças e sobram questionamentos se realmente trouxe frutos a luta das mulheres em garantir seu espaço.

Mas afinal espaço onde? Porque o que aconteceu foi que nós definitivamente ampliamos nosso espaço sem ao menos dividirmos com mais ninguém.  Explicando melhor, continuamos sendo mães, donas-de-casa, esposas e também profissionais, sem nenhuma ajuda! Sabe o que é pior? Que em nossa ampla rotina nada pode dar errado… “Mas quem disse que não pode? Pode sim.” É o que escutamos. Mas eu digo: não pode não! Porque se algo der errado sofremos as conseqüências de forma única, ou melhor, quádrupla, visto que se erramos com o filho, em casa, com o marido ou no trabalho, sempre existirão conseqüências.

“Bom, mas existe a satisfação de nossas realizações.” Eu digo: às vezes sim. Mas cansa! Essa perfeição que nos é cobrada por nós mesmas e por “terceiros” acaba com gente. Ah, e agora que me dei conta que ainda temos que arrumar tempo para nós. Onde fica o mínimo de vaidade? Bom, imagine como eu estou! Unhas feitas? Não. Cabelo? Preto num rabo de cavalo. Depilação? Ah, pelo menos isso. Mas 17kgs acima do meu peso e precisando urgente de uma renovada no guarda-roupas!

Sabe o que mais acaba comigo? Fico sem jeito de saber que existem mulheres inúmeras vezes em situação pior do que a minha e eu estou reclamando. Quer saber? Sou é privilegiada! E daqui a pouco ao ver o rostinho do meu filho dormindo e agradecer a Deus por tudo vou pedir apenas saúde para continuar minha vida e minhas realizações. 

Quem sabe ganho na Megasena e tudo melhora.  Sabe que estou até me sentindo muito melhor! Ótimo, assim, volto pra casa animadíssima e brinco com meu filho, faço jantar, arrumo  casa e ainda cuido do maridão, isso porque hoje já trabalhei demais!

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Você demitiria por telegrama?

29 mai
2011
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Com certeza ficou intrigado só de ler o título. Provavelmente a  sua reposta imediata a minha pergunta é NÃO! Imagina, final se contratei teria coragem suficiente para sentar cara a cara e demitir um funcionário. Lógico, essa seria a atitude mais louvável e humana que qualquer pessoa poderia ter, mas será que a atitude que a empresa espera de você? Ou melhor, será que você teria estômago ou estrutura emocional para fazer uma demissão em massa?

Na última semana a Honda, demitiu 400 funcionários via telegrama. Antes que você passe a odiar a empresa, saiba que a produção dela caiu em 50% por conta do desastre natural no Japão. Portanto, foi uma decisão necessária. Mesmo assim você pode achar totalmente desnecessária a atitude do telegrama. Somos visuais e em poucos segundos a cena já se montou na sua cabeça: um trabalhador chega em casa e descobre via correio que não tem mais emprego. Chocante, deprimente e realista! Mas alguma boa maneira de ser demitido?

Bom, agora vamos avaliar do aspecto de comunicação, que foi um dos pontos que discutimos essa semana no MBA. Você já imaginou como funcionaria o processo administrativo uma demissão em massa dessas? A crise que poderia ser, ou até mesmo, o motim que poderia ser formar na frente empresa com quatro centenas de pessoas sem emprego, sem futuro e com os seus problemas pessoais? Seja a mãe doente que precisa de medicamento e salário do filho ou o pai que investiu todas as economias na escola dos filhos? Estou comentando isso porque somos “humanos” e sabemos de todas as dificuldades, mas como gestores temos que assumir um papel diferente, que é entender o problema da empresa e tentar solucionar o mesmo com o menor dano possível para ela e para os seus colaboradores.

Olhando pelo aspecto da comunicação e eficácia empresarial, a demissão por telegrama de 400 funcionários foi uma estratégia de comunicação cirurgica e muito bem calculada, minimizando riscos à empresa e facilitando a logística para a empresa. E tenho que concordar que foi uma ideia genial, mas se eu, como comunicadora, teria bolado essa estratégia de comunicação e escrito a carta? Sim, se fosse necessário. Essa é a “selva corporativa” que vivemos.

Já que estamos falando no assunto de demissão, aproveitei para disponibilizar o trailer do filme ”O Amor Sem Escalas” que mostra justamente a vida de um executivo que viaja para fazer as demissões. Vale a pena assistir e entender o quão complexa é essa atitude e que cálculos precisos não funcionam para todas as pessoas, que exitem riscos enormes porque lidamos com pessoas, mas que em casos extremos, como no exemplo mencionado, a razão deve ser maior que a emoção.

E você, já teve que demitir?

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