Como transformar o seu potencial em Liderar?

Liderar só pode ser desenvolvido por meio da prática. Para isso é necessário que você crie oportunidades para colocar em ação os seus conhecimentos e habilidades sobre a arte de mobilizar pessoas. Você pode criar a sua própria sorte percebendo quando e onde essas situações podem ser encontradas. Lembrando que sorte = oportunidade + preparação.

O primeiro passo é identificar o seu potencial (aquilo que você gosta de fazer e faz muito bem) e em seguida descobrir maneiras de cultivá-lo – aqui estamos falando da prática deliberada, da disciplina e da busca pela excelência. Por último, é importante ficar atento às situações que podem tirá-lo do aprendizado das suas habilidades essenciais, ou seja, perder o foco de trabalhar com os seus pontos fortes. A liderança é um trabalho e não uma medalha de honra. Nesse processo de aprendizagem, vale a pena ressaltar e também perceber o impacto das suas ações como líder a médio e longo prazos.

O desenvolvimento e o crescimento da capacidade e da habilidade em liderar são o resultado da experiência combinada com feedbacks oportunos das pessoas que podem observá-lo em ação por um longo período. Peça sempre feedback; não espere que este lhe seja oferecido. Por exemplo, uma maneira assertiva de solicitar feedback é através do exercício dos 3 C’s: Com base nos meus comportamentos, o que devo: Começar a fazer, Continuar a fazer, e Cessar de fazer.

O caminho de maior sucesso para o seu crescimento como líder é a expansão em círculos concêntricos, portanto, em cada novo desafio você deve ampliar o escopo de suas habilidades essenciais em situações de maior complexidade, ambigüidade e velocidade. Caso contrário, quanto mais você ascender em sua carreira sem uma profunda experiência, mais traumática será a queda!

Um líder não é um bom líder se não produzir grandes líderes para o futuro. Seu sucesso deve ser visível, de forma que quando você evoluir, sua organização e seu sucessor possam ver que você deixou algo muito melhor do que encontrou, um legado tangível. Você não pode fazer tudo sozinho, é necessário que aprenda a delegar, a dar feedback e a mobilizar as pessoas a concretizar uma tarefa, uma meta ou uma visão. Seja um criador de líderes! É um caminho de sucesso certeiro.

E aqui vai uma Dicaduka: Na sua organização eleja três profissionais que você considera uma referência como líder e tente agendar um bate-papo com eles. Diga que você gostaria de aprender sobre a prática de liderar. Nesse encontro, peça que cada um conte um pouco da sua trajetória profissional, suas realizações, seus desafios e, principalmente, a sua melhor estratégia para ensinar as pessoas. O que essas histórias têm em comum? Quais idéias e comportamentos você pode levar para a sua prática como líder? Nesse encontro, compartilhe também as suas metas e sonhos… e não deixe de ouvir com atenção, sempre!

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Professor Paulo Campos tem 20 anos de experiência em soluções de aprendizagem (EnsinarAprenderLiderar). Desde 2000 já realizou mais de 1.200 palestras para 65 mil pessoas nos temas relacionados ao comportamento humano nas áreas de Liderançaaprendizado de adultosgestão de pessoas. Siga no twitter e seja fã no facebook.

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Jim Collins: reflexões para os Líderes do século XXI

De 8 a 10 de novembro aconteceu a 10ª edição da HSM Expomanagement, em São Paulo/SP. Foram 11 grandes palestras de diversas áreas do conhecimento como Design, Marketing, Inovação em Gestão, Estratégia, Engajamento do Cliente, Liderança e Gestão da Adversidade. Entre os nomes de destaque estava o do professor da Universidade de Stanford, Jim Collins, um dos mais respeitados pensadores da atualidade sobre o assunto Management. Por ser inédita no Brasil, sua palestra foi realmente um presente para os que gostam de idéias e reflexões sobre a arte de gerenciar e conduzir pessoas.

Reflexões a partir das colocações de Jim Collins indicam alguns caminhos para os bons Líderes do século XXI e reforçam valores primordiais para a ação de um Líder.

1ª Reflexão: O sucesso precisa caminhar de mãos dadas com a humildade.

“O que diferencia os líderes excelentes dos medianos: os excelentes têm humildade e força de vontade”.

“O sucesso não leva ao sucesso, mas o início do fracasso é quando o sucesso leva à arrogância”.

“O sucesso nunca pode ser considerado algo circunstancial”.

2ª Reflexão: A experiência de um líder é diretamente proporcional à qualidade das suas decisões.

“Boas intenções não são pretextos para incompetência”.

“As más decisões que são tomadas a partir de boas intenções continuam sendo más decisões”.

“Nenhum líder pode construir uma grande empresa sozinho. Mas o ato errado de um único líder é capaz de destruir uma empresa”.

3ª Reflexão: Na gestão de mudanças, lembre-se que a persistência supera o talento e indica coesão com os valores.

“A grandeza não acontece da noite para o dia com um único evento”.

“O maior erro na liderança é oferecer esperanças falsas que serão destruídas pelos fatos”.

“Dois velejadores: um faz previsões, calcula recursos necessários e multiplica por três, procura aprender com quem sabe mais. O outro faz cálculos exatos e acha que sabe tudo. O primeiro dá certo; o segundo fracassa”.

“Se resistir às mudanças com certeza você vai quebrar”.

4ª Reflexão: A principal missão de um líder é desenvolver as pessoas.

“Se tudo depende de um único líder, sua empresa não será grandiosa.”

 “Segurança permite a velocidade, o risco e a realização.”

“Se deixamos que o crescimento supere a capacidade de ter as pessoas corretas nos cargos certos, vamos cair.”

“Como colaborador individual, o que importa são seus resultados. Como líder, o que importa são os resultados dos outros”.

Após três dias de muitas apresentações, contatos e oportunidades de aprendizado, essas reflexões com base na palestra de Collins reforçaram minha perspectiva sobre a prática do líder e o impacto da liderança corporativa eficiente no universo empresarial.

E aqui vai uma Dicaduka: A diferença entre líder e liderança é que o líder é uma pessoa que possui seguidores voluntários, desenvolve pessoas, foca no resultado e precisa ficar atento a essa responsabilidade de decidir. A liderança é um conjunto de líderes de uma empresa que pactuam das mesmas crenças e valores. A empresa pode ter um líder sem ter uma liderança, mas uma liderança corporativa sem ter um líder é impossível. Pense nisso!

No blog da semana passada, prometi sortear o livro “Espere o inesperado ou você não o encontrará” para quem respondesse ao desafio dos personagens do processo criativo. E o ganhadora da promoção foi a Cinthia Oliveira. Parabéns! Entrarei em contato para pegar seu endereço e enviar o prêmio.

Segue o link com as respostas do desafio da semana passada http://migre.me/2fXsX

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos

@pvcampos10 / 2010.10.16

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De onde vêm as ideias?

Como você tem ideias? Qual é o seu processo para gerar ideias? Qual hora do dia você trabalha melhor com suas ideias? Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Que critérios você usa normalmente para avaliar suas ideias? Qual a sua melhor estratégia para aplicar as idéias? Como as suas ideias inspiram produtos e serviços melhores para sua empresa? As respostas a essas perguntas podem nos levar ao tão almejado Processo Criativo.

Pare agora a leitura do texto e pense na última ideia que você gerou e implementou. Quais foram as etapas? Onde você estava e o que estava fazendo quando teve o “click criativo” ou o inconfundível “A-HA!”? Quais indicadores você usou para garantir que a ideia fosse viável? Como você colocou a ideia em prática? O que você descobriu no final da estória?

Diante do desafio de desenvolver um conceito ou resolver um problema, cada indivíduo tem um “jeito próprio” de chegar a uma conclusão e/ou solução, mas acredito que é possível mapear um processo criativo com etapas comuns, que permitam conhecer e otimizar nossa forma de trabalhar com as ideias. Roger Von Oech, CEO da Creative Think – empresa especializada em estimular a criatividade e a inovação para o mundo dos negócios – em seu livro “Um chute na rotina”, da Cultura Editores Associados, apresenta quatro etapas do processo criativo:

EXPLORADOR + ARTISTA + JUIZ + GUERREIRO.

 Explorador representa o momento que procuramos as ideias. Se olharmos sempre nos lugares sabidos, encontraremos sempre o mesmo. O importante nessa fase é incentivar o olhar a partir de novos pontos de vista e procurar matéria-prima para gerar novas ideias.

Artista é hora de usar a imaginação, adiar o julgamento e incentivar o bom humor. O exercício é transformar as informações em novas ideias. Use metáforas, associações, analogias, conexões. Por que não? E se… .

Juiz irá avaliar cada ideia. Sua função é examinar a criação do artista e decidir o que fazer com ela: realizá-la, modificá-la ou descartá-la. Este é o momento oportuno? Critérios: impacto, urgência, recursos e implementação.

Guerreiro colocará as ideias em prática. Do planejamento à execução. É necessário a convicção que é possível fazer acontecer. Saber e não fazer, ainda é não saber. Passe do dito ao feito.

O processo criativo não é uma sequência linear de passos, mas um círculo em contínuo movimento. Uma das tarefas do Guerreiro é “ligar as duas pontas”, ou seja, informar aos outros personagens o que funciona e o que não funciona e quais as possibilidades de implementação.

E aqui vai uma Dicaduka: Tente identificar cada um dos comportamentos dos personagens durante a geração e a implementação das suas ideias. Ao refletir e perceber em que fase você está, pensamentos no momento adequado poderão ajudá-lo a aumentar a sua eficiência durante o processo.

Vamos ver se você consegue identificar as 24 frases abaixo com os respectivos comportamentos de cada um dos quatro personagens.

Explorador (E) Artista (A) Juiz (J) Guerreiro (G)

Envie as respostas, a primeira letra de cada personagem no respectivo item, para o blog Mochileiro Corporativo da Você S/A até o dia 15 de novembro de 2010. Todos que enviarem as respostas concorrerão ao sorteio de um (1) livro chamado “Espere o inesperado”, de Roger Von Oech. O sorteio será realizado no dia 16 de novembro de 2010, às 12h00, e o ganhador será informado na próxima edição desse blog (16 de novembro).  

  1. (   ) Afie sua espada. Que habilidades você vai precisar desenvolver?
  2. (   ) Atice sua chama interior. O que o motiva a agir?
  3. (   ) Bastante não basta. Tenha idéias aos montes
  4. (   ) Compare. Crie uma metáfora
  5. (   ) Conecte. Associe sua ideia a outros fins
  6. (   ) Contras. Quais as desvantagens?
  7. (   ) Crie um mapa para se orientar. Tenha em mente o que procura
  8. (   ) Elimine. Quais os tabus? Quais regras podem ser quebradas?
  9. (   ) Imagine. E se…?
  10. (   ) Incube. Deixe algumas em banho-maria
  11. (   ) Maturidade. O momento ideal para lançar uma ideia
  12. (   ) Não subestime o óbvio. O que está bem diante do seu nariz
  13. (   ) Objetivo. Para que serve?
  14. (   ) Parodie. Brinque com as idéias
  15. (   ) Probabilidade. Quais as chances de êxito?
  16. (   ) Prós. Quais as vantagens?
  17. (   ) Quebra a rotina. Use obstáculos para sair dos trilhos
  18. (   ) Saboreie a vitória e aprenda com as derrotas. O que sentiu?
  19. (   ) Saia do seu quintal. Explore outras áreas, outros ramos e setores
  20. (   ) Seja curioso. Adote a visão perceptiva
  21. (   ) Seja ousado. Quais as suas qualidades para realizar?
  22. (   ) Trace um plano. Qual a sua estratégia?
  23. (   ) Use bem sua energia. Evite as batalhas inúteis
  24. (   ) Veredicto. Qual a sentença?

Assim como a pedra é modelada pelo fluxo da água do rio e a árvore é vergada pelo vento e pela chuva, somos moldados pelo nosso ambiente. Isso influencia nossa maneira de ser e pensar. Ao contrário da pedra no rio ou da árvore na montanha, podemos escolher alguns processos nos quais queremos nos envolver. O produto do processo criativo é a inovação.

CRIA + ATIVA + MENTE = i9!

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos

@pvcampos10 / 2010.11.09

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Por que o importante é não parar de fazer perguntas?

As perguntas nos fazem pensar e aprender. A qualidade do nosso aprendizado para qualquer assunto ou conceito depende da quantidade e do fluxo das perguntas que fazemos. As perguntas aperfeiçoam o conhecimento e provocam outro olhar e uma nova perspectiva. Ao fazer uma pergunta você também está demonstrando interesse pelo assunto. Quando ouvimos alguém responder nossos questionamentos apreciamos seu esforço e sua atenção.

 Na história da humanidade, fazer a pergunta certa foi sempre considerado a marca de um homem sábio. O que torna um pergunta boa? De bate pronto, vem aquela cena de sala de aula quando o aluno Joãozinho faz uma indagação e o professor, depois de três segundos pensando, responde: “Boa pergunta Joãozinho”! O professor começa um processo frenético de buscar nos seus arquivos mentais, na pasta específica, o documento que tem a resposta. A reflexão para pensar antes de responder uma pergunta é um indicador de que você formulou uma boa questão. A reflexão envolve recordar, pensar, imaginar, dar sentido, significado ao assunto e, principalmente, tentar se fazer entender.

Pergunta e reflexão dão tempo às mentes dos envolvidos a funcionar. Esses segundos para refletir após uma indagação permitem que o diálogo aconteça de forma mais produtiva e interessante. Rubens Alves, no seu clássico texto Escutatória, ressalva que damos pouco valor ao escutar e muito ao falar: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir”. Como líder, é necessário que você aprenda a ouvir para que possa ser ouvido.

Uma habilidade importante para ser um bom líder é saber fazer perguntas pertinentes e também permitir que os outros as façam. Grupos onde “fazer perguntas” não é bem visto ou a quantidade de questionamentos feitos semanalmente nas reuniões é pequena, pode também ser um sinal de ambiente de trabalho autoritário. A liberdade de poder não concordar com tudo é fundamental para provocar as centelhas das grandes e boas ideias. Quando a intenção da pergunta é promover o aprendizado, estimular a reflexão ou permitir a dúvida, as pessoas sentem-se motivadas a contribuir e começam a perguntar: E se…? Esse é o início do processo que gera a tão almejada interação entre as pessoas.

Outra estratégia para fazer boas perguntas é evitar o começo da frase com a palavra ‘COMO’ e iniciá-la com ‘DE QUAIS MANEIRAS’… No segundo caso, você já indica que existem diferentes caminhos a serem seguidos e passa a não se preocupar com a primeira resposta ou com a resposta certa. Esse impulso natural de fazer afirmações e julgamentos deve ceder lugar ao ato de ouvir, perguntar e refletir. No processo criativo, começamos pela geração de uma boa quantidade de ideias para depois trabalhar na escolha e na qualidade das ideias. Fazer perguntas é fundamental na prática da Criatividade e, a partir  daí, se chegar à Inovação.

E aqui vai uma Dicaduka: Ao invés de perguntar ao seu colega de trabalho: “O que você está aprendendo no curso de Negociação?”, pergunte a ele: “Quais foram as perguntas que você fez no curso?”. Ou, em outro cenário: ao invés de repetir a mesma (e automática) pergunta para o seu filho “Como foi o dia na escola?”, você o surpreender e disser: “Qual pergunta você fez hoje para a professora?”. Fique atento à resposta e divirta-se! E depois me conte o resultado. Já fiz isso com o meu filho Henrique, de sete anos, e garanto que foi um momento muito estimulante e de cumplicidade para nós dois.

 Hoje é o dia das crianças! Faça perguntas e resgate o espírito infantil! “ Se o ar não tem cor, por que o céu é azul?

 Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos

@pvcampos10 / 2010.10.12

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A relação “quase perfeita” entre o desafio e a habilidade

No seu dia-a-dia profissional e/ou acadêmico, você já passou por uma sensação de fazer uma atividade com tanta destreza e concentração que nem percebeu o tempo passar e quando se deu conta já era noite? Em outra situação, o que você estava fazendo era tão desafiador, tão prazeroso, tão estimulante que você não percebeu o tempo passar e quando o dia começou a amanhecer você teve a certeza que o resultado final foi excelente. Você consegue lembrar-se da última vez que isso aconteceu? O que você estava fazendo? Quais eram as condições, os recursos, o tempo para entrega? Esse momento de “fluir espontâneo” é chamado pelo pesquisador húngaro, Mihaly Csikszentmihalyi, de Flow ou Experiência do Fluxo, no seu livro “Gestão Qualificada”, da Editora Bookman.

 O flow faz com que possamos nos sentir melhor no momento, capacitando-nos a experimentar o incrível potencial do corpo e da mente trabalhando em perfeita harmonia. A persistência supera o talento, ou seja, o flow exige mais esforço do que prazer. A dedicação, repetição e disciplina ajudam a tornar o desempenho quase perfeito.

 Um elemento básico para essa experiência de flow é que a tarefa a ser cumprida atrai, por sua complexidade, com tanta intensidade, que as pessoas chegam a se perder em si mesmas. Podemos ter algumas situações onde é possível alcançarmos este estado de espírito:

  1. Quando temos metas claras;
  2. Recebemos feedback imediato constantemente;
  3. Quando temos um equilíbrio entre oportunidade e capacidade;
  4. Ficamos concentrados rapidamente;
  5. O foco é “no quê e no como” estamos fazendo;
  6. Temos o controle da situação;
  7. A noção do tempo é alterada (não queremos que termine o momento);
  8. A perda do ego, da individualidade.

Por exemplo, numa certa manhã você tem bem claro quais são as suas metas para aquele dia e inicia rapidamente a tarefa. Em poucos minutos você está concentrado no que está fazendo que nem percebe o tempo passar e, quando olha o relógio, já são 15 horas. Seus colegas conversam com você e dizem que em determinado momento tentaram chamá-lo para o almoço, mas você nem respondeu. O trabalho está feito e ao entregá-lo ao seu líder não só ele aprova como também lhe dá os parabéns. Você até fica meio sem graça, pois foi uma atividade relativamente fácil e você divertiu-se ao fazê-la.

Esta relação “quase perfeita” entre o desafio de uma tarefa e a sua habilidade de realizá-la exige um investimento em se conhecer, no uso dos seus pontos fortes e também na oportunidade de encontrar algo na vida que lhe dá prazer. Se o desafio é muito maior que a habilidade, a sensação é de ansiedade. E se o desafio é muito menor do que a habilidade, a sensação é de marasmo. Quando o desafio pede que sejamos levados para além da nossa área de conforto, saímos do invólucro. O prefixo ‘DES’ significa “não estar”. Desenvolver é sair da área de conforto. Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

E aqui vai uma Dicaduka: Nessa semana registre as suas atividades e perceba aquelas que mais lhe dão prazer. Faça outra lista com as atividades que você faz na qual a complexidade é alta e o resultado excelente. Existem algumas atividades que se repetem nas duas listas? Seu sucesso profissional e pessoal depende muito dessa intersecção:

O que você gosta de fazer   X   O que você faz muito bem

 Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos

@pvcampos10 / 2010.10.05

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A importância da interação na aprendizagem

Nas aulas e palestras que ministro, tenho sempre a preocupação de fazer com que o encontro seja mais participativo e menos expositivo. Lembro uma vez, em 2002, num evento da HSM em que Peter Senge, renomado professor americano do MIT (Massachusetts Institute of Technology), propôs às mais de três mil pessoas na platéia que mexessem as suas cadeiras e formassem quartetos para conversar sobre a forma como as empresas aprendiam e ensinavam. Naquela manhã, entendi a importância de fazer com que o aluno e/ou ouvinte fosse o protagonista da aula. O que aprendemos fazendo não esquecemos, e quando podemos interagir com os outros aumentamos a velocidade e a profundidade desse aprendizado.

Atualmente a tecnologia tem contribuído muito para que cada um de nós possa escolher a sua forma de aprender, quando aprender e principalmente responder a pergunta: “Por que eu quero aprender?”. A Andragogia, ciência que estuda formas de auxiliar o adulto a aprender, defende em um dos seus princípios que a independência e autonomia do aluno são fatores-chave para um aprendizado efetivo e contínuo. Apesar disso, muitos adultos quando estão em sala de aula ainda assumem o papel de aluno (das “antigas”) e ficam esperando o professor passar a matéria para copiar.

Um tema que tenho tido a oportunidade de estudar e aplicar no LabSSJ,  empresa onde trabalho, é o Social Learning. Segundo essa teoria, o comportamento humano é orientado pela observação de outras pessoas e esse “olhar atento” reforça o poder da interação e das trocas de experiências durante o aprendizado. Enquanto para a criança experiência é o que ela faz, para o adulto experiência é o que ele é. É fundamental que no início de uma aula ou palestra, o facilitador investigue o conhecimento e a experiência dos participantes sobre o assunto e, a partir dele, faça o ajuste necessário de tal forma que a aula fique atraente, compreensível e prática.

O Social Learning tem como foco a aprendizagem que ocorre entre as pessoas e as suas redes de relacionamento e combina práticas formais e informais. Atualmente, é mais efetivo que cada um de nós encontre a maneira “preferida” de aprender e, a partir dessa consciência, também passe a explorar outras formas de aprendizado. Por exemplo: quer aprender sobre a pratica da Liderança? Você pode ler um livro sobre o assunto, assistir a uma palestra sobre o tema, seguir um especialista do assunto pelo Twitter ou fazer um curso de e-learning. Nos quatro exemplos, perceba que é você que deve ter um papel de protagonista em seu desenvolvimento.

Esse tema sobre as possibilidades de aprendizado em rede é muito atual e significativo. Na semana passada, ocorreram, entre outros, três eventos nessa linha em São Paulo: Vivo Educa, OnWeek e Cultura Digital. Todos trouxeram palestrantes para discutir temas como educação, tecnologia, Social Learning, propósito e inclusão digital. Mesmo sem sair da sala de aula, consegui acompanhar o que acontecia nos eventos através do Twitter, vídeos indicados, bibliografia sugerida e também pude aprender e compartilhar os conteúdos com os meus seguidores no Twitter. Além disso, passei a seguir e interagir com novos “colegas de aprendizado”.

Se você quer conhecer um pouco mais sobre Social Learning acesse o link

http://www.youtube.com/user/labssj#p/u

Na aprendizagem de adultos favoreça a interação entre as pessoas, estimule sua curiosidade, permita um tempo para absorção e aplicação e, principalmente, faça com que eles percebam que esse hábito, de aprender sempre, é cada vez mais um diferencial para a vida profissional e pessoal. Se você é líder de uma equipe, contribua para essa cultura da aprendizagem, escolha um tema e compartilhe com ela. Mas lembre-se: a melhor forma de participar de conversações informais é a espontaneidade.

E aqui vai uma Dicaduka: na próxima aula na faculdade ou palestra a que for assistir, faça uma pesquisa com antecedência sobre o tema que será apresentado e registre numa folha suas principais conclusões até aquele momento. Ao final da aula/palestra, releia o que escreveu e acrescente suas descobertas. Tenho certeza que você irá lembrar-se da genial frase do genial Albert Einstein: “Uma mente uma vez expandida jamais retorna ao seu estado original”.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos

@pvcampos10 / 2010.09.27

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