Jim Collins: reflexões para os Líderes do século XXI

De 8 a 10 de novembro aconteceu a 10ª edição da HSM Expomanagement, em São Paulo/SP. Foram 11 grandes palestras de diversas áreas do conhecimento como Design, Marketing, Inovação em Gestão, Estratégia, Engajamento do Cliente, Liderança e Gestão da Adversidade. Entre os nomes de destaque estava o do professor da Universidade de Stanford, Jim Collins, um dos mais respeitados pensadores da atualidade sobre o assunto Management. Por ser inédita no Brasil, sua palestra foi realmente um presente para os que gostam de idéias e reflexões sobre a arte de gerenciar e conduzir pessoas.

Reflexões a partir das colocações de Jim Collins indicam alguns caminhos para os bons Líderes do século XXI e reforçam valores primordiais para a ação de um Líder.

1ª Reflexão: O sucesso precisa caminhar de mãos dadas com a humildade.

“O que diferencia os líderes excelentes dos medianos: os excelentes têm humildade e força de vontade”.

“O sucesso não leva ao sucesso, mas o início do fracasso é quando o sucesso leva à arrogância”.

“O sucesso nunca pode ser considerado algo circunstancial”.

2ª Reflexão: A experiência de um líder é diretamente proporcional à qualidade das suas decisões.

“Boas intenções não são pretextos para incompetência”.

“As más decisões que são tomadas a partir de boas intenções continuam sendo más decisões”.

“Nenhum líder pode construir uma grande empresa sozinho. Mas o ato errado de um único líder é capaz de destruir uma empresa”.

3ª Reflexão: Na gestão de mudanças, lembre-se que a persistência supera o talento e indica coesão com os valores.

“A grandeza não acontece da noite para o dia com um único evento”.

“O maior erro na liderança é oferecer esperanças falsas que serão destruídas pelos fatos”.

“Dois velejadores: um faz previsões, calcula recursos necessários e multiplica por três, procura aprender com quem sabe mais. O outro faz cálculos exatos e acha que sabe tudo. O primeiro dá certo; o segundo fracassa”.

“Se resistir às mudanças com certeza você vai quebrar”.

4ª Reflexão: A principal missão de um líder é desenvolver as pessoas.

“Se tudo depende de um único líder, sua empresa não será grandiosa.”

 “Segurança permite a velocidade, o risco e a realização.”

“Se deixamos que o crescimento supere a capacidade de ter as pessoas corretas nos cargos certos, vamos cair.”

“Como colaborador individual, o que importa são seus resultados. Como líder, o que importa são os resultados dos outros”.

Após três dias de muitas apresentações, contatos e oportunidades de aprendizado, essas reflexões com base na palestra de Collins reforçaram minha perspectiva sobre a prática do líder e o impacto da liderança corporativa eficiente no universo empresarial.

E aqui vai uma Dicaduka: A diferença entre líder e liderança é que o líder é uma pessoa que possui seguidores voluntários, desenvolve pessoas, foca no resultado e precisa ficar atento a essa responsabilidade de decidir. A liderança é um conjunto de líderes de uma empresa que pactuam das mesmas crenças e valores. A empresa pode ter um líder sem ter uma liderança, mas uma liderança corporativa sem ter um líder é impossível. Pense nisso!

No blog da semana passada, prometi sortear o livro “Espere o inesperado ou você não o encontrará” para quem respondesse ao desafio dos personagens do processo criativo. E o ganhadora da promoção foi a Cinthia Oliveira. Parabéns! Entrarei em contato para pegar seu endereço e enviar o prêmio.

Segue o link com as respostas do desafio da semana passada http://migre.me/2fXsX

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos

@pvcampos10 / 2010.10.16

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De onde vêm as ideias?

Como você tem ideias? Qual é o seu processo para gerar ideias? Qual hora do dia você trabalha melhor com suas ideias? Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Que critérios você usa normalmente para avaliar suas ideias? Qual a sua melhor estratégia para aplicar as idéias? Como as suas ideias inspiram produtos e serviços melhores para sua empresa? As respostas a essas perguntas podem nos levar ao tão almejado Processo Criativo.

Pare agora a leitura do texto e pense na última ideia que você gerou e implementou. Quais foram as etapas? Onde você estava e o que estava fazendo quando teve o “click criativo” ou o inconfundível “A-HA!”? Quais indicadores você usou para garantir que a ideia fosse viável? Como você colocou a ideia em prática? O que você descobriu no final da estória?

Diante do desafio de desenvolver um conceito ou resolver um problema, cada indivíduo tem um “jeito próprio” de chegar a uma conclusão e/ou solução, mas acredito que é possível mapear um processo criativo com etapas comuns, que permitam conhecer e otimizar nossa forma de trabalhar com as ideias. Roger Von Oech, CEO da Creative Think – empresa especializada em estimular a criatividade e a inovação para o mundo dos negócios – em seu livro “Um chute na rotina”, da Cultura Editores Associados, apresenta quatro etapas do processo criativo:

EXPLORADOR + ARTISTA + JUIZ + GUERREIRO.

 Explorador representa o momento que procuramos as ideias. Se olharmos sempre nos lugares sabidos, encontraremos sempre o mesmo. O importante nessa fase é incentivar o olhar a partir de novos pontos de vista e procurar matéria-prima para gerar novas ideias.

Artista é hora de usar a imaginação, adiar o julgamento e incentivar o bom humor. O exercício é transformar as informações em novas ideias. Use metáforas, associações, analogias, conexões. Por que não? E se… .

Juiz irá avaliar cada ideia. Sua função é examinar a criação do artista e decidir o que fazer com ela: realizá-la, modificá-la ou descartá-la. Este é o momento oportuno? Critérios: impacto, urgência, recursos e implementação.

Guerreiro colocará as ideias em prática. Do planejamento à execução. É necessário a convicção que é possível fazer acontecer. Saber e não fazer, ainda é não saber. Passe do dito ao feito.

O processo criativo não é uma sequência linear de passos, mas um círculo em contínuo movimento. Uma das tarefas do Guerreiro é “ligar as duas pontas”, ou seja, informar aos outros personagens o que funciona e o que não funciona e quais as possibilidades de implementação.

E aqui vai uma Dicaduka: Tente identificar cada um dos comportamentos dos personagens durante a geração e a implementação das suas ideias. Ao refletir e perceber em que fase você está, pensamentos no momento adequado poderão ajudá-lo a aumentar a sua eficiência durante o processo.

Vamos ver se você consegue identificar as 24 frases abaixo com os respectivos comportamentos de cada um dos quatro personagens.

Explorador (E) Artista (A) Juiz (J) Guerreiro (G)

Envie as respostas, a primeira letra de cada personagem no respectivo item, para o blog Mochileiro Corporativo da Você S/A até o dia 15 de novembro de 2010. Todos que enviarem as respostas concorrerão ao sorteio de um (1) livro chamado “Espere o inesperado”, de Roger Von Oech. O sorteio será realizado no dia 16 de novembro de 2010, às 12h00, e o ganhador será informado na próxima edição desse blog (16 de novembro).  

  1. (   ) Afie sua espada. Que habilidades você vai precisar desenvolver?
  2. (   ) Atice sua chama interior. O que o motiva a agir?
  3. (   ) Bastante não basta. Tenha idéias aos montes
  4. (   ) Compare. Crie uma metáfora
  5. (   ) Conecte. Associe sua ideia a outros fins
  6. (   ) Contras. Quais as desvantagens?
  7. (   ) Crie um mapa para se orientar. Tenha em mente o que procura
  8. (   ) Elimine. Quais os tabus? Quais regras podem ser quebradas?
  9. (   ) Imagine. E se…?
  10. (   ) Incube. Deixe algumas em banho-maria
  11. (   ) Maturidade. O momento ideal para lançar uma ideia
  12. (   ) Não subestime o óbvio. O que está bem diante do seu nariz
  13. (   ) Objetivo. Para que serve?
  14. (   ) Parodie. Brinque com as idéias
  15. (   ) Probabilidade. Quais as chances de êxito?
  16. (   ) Prós. Quais as vantagens?
  17. (   ) Quebra a rotina. Use obstáculos para sair dos trilhos
  18. (   ) Saboreie a vitória e aprenda com as derrotas. O que sentiu?
  19. (   ) Saia do seu quintal. Explore outras áreas, outros ramos e setores
  20. (   ) Seja curioso. Adote a visão perceptiva
  21. (   ) Seja ousado. Quais as suas qualidades para realizar?
  22. (   ) Trace um plano. Qual a sua estratégia?
  23. (   ) Use bem sua energia. Evite as batalhas inúteis
  24. (   ) Veredicto. Qual a sentença?

Assim como a pedra é modelada pelo fluxo da água do rio e a árvore é vergada pelo vento e pela chuva, somos moldados pelo nosso ambiente. Isso influencia nossa maneira de ser e pensar. Ao contrário da pedra no rio ou da árvore na montanha, podemos escolher alguns processos nos quais queremos nos envolver. O produto do processo criativo é a inovação.

CRIA + ATIVA + MENTE = i9!

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos

@pvcampos10 / 2010.11.09

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A importância da interação na aprendizagem

Nas aulas e palestras que ministro, tenho sempre a preocupação de fazer com que o encontro seja mais participativo e menos expositivo. Lembro uma vez, em 2002, num evento da HSM em que Peter Senge, renomado professor americano do MIT (Massachusetts Institute of Technology), propôs às mais de três mil pessoas na platéia que mexessem as suas cadeiras e formassem quartetos para conversar sobre a forma como as empresas aprendiam e ensinavam. Naquela manhã, entendi a importância de fazer com que o aluno e/ou ouvinte fosse o protagonista da aula. O que aprendemos fazendo não esquecemos, e quando podemos interagir com os outros aumentamos a velocidade e a profundidade desse aprendizado.

Atualmente a tecnologia tem contribuído muito para que cada um de nós possa escolher a sua forma de aprender, quando aprender e principalmente responder a pergunta: “Por que eu quero aprender?”. A Andragogia, ciência que estuda formas de auxiliar o adulto a aprender, defende em um dos seus princípios que a independência e autonomia do aluno são fatores-chave para um aprendizado efetivo e contínuo. Apesar disso, muitos adultos quando estão em sala de aula ainda assumem o papel de aluno (das “antigas”) e ficam esperando o professor passar a matéria para copiar.

Um tema que tenho tido a oportunidade de estudar e aplicar no LabSSJ,  empresa onde trabalho, é o Social Learning. Segundo essa teoria, o comportamento humano é orientado pela observação de outras pessoas e esse “olhar atento” reforça o poder da interação e das trocas de experiências durante o aprendizado. Enquanto para a criança experiência é o que ela faz, para o adulto experiência é o que ele é. É fundamental que no início de uma aula ou palestra, o facilitador investigue o conhecimento e a experiência dos participantes sobre o assunto e, a partir dele, faça o ajuste necessário de tal forma que a aula fique atraente, compreensível e prática.

O Social Learning tem como foco a aprendizagem que ocorre entre as pessoas e as suas redes de relacionamento e combina práticas formais e informais. Atualmente, é mais efetivo que cada um de nós encontre a maneira “preferida” de aprender e, a partir dessa consciência, também passe a explorar outras formas de aprendizado. Por exemplo: quer aprender sobre a pratica da Liderança? Você pode ler um livro sobre o assunto, assistir a uma palestra sobre o tema, seguir um especialista do assunto pelo Twitter ou fazer um curso de e-learning. Nos quatro exemplos, perceba que é você que deve ter um papel de protagonista em seu desenvolvimento.

Esse tema sobre as possibilidades de aprendizado em rede é muito atual e significativo. Na semana passada, ocorreram, entre outros, três eventos nessa linha em São Paulo: Vivo Educa, OnWeek e Cultura Digital. Todos trouxeram palestrantes para discutir temas como educação, tecnologia, Social Learning, propósito e inclusão digital. Mesmo sem sair da sala de aula, consegui acompanhar o que acontecia nos eventos através do Twitter, vídeos indicados, bibliografia sugerida e também pude aprender e compartilhar os conteúdos com os meus seguidores no Twitter. Além disso, passei a seguir e interagir com novos “colegas de aprendizado”.

Se você quer conhecer um pouco mais sobre Social Learning acesse o link

http://www.youtube.com/user/labssj#p/u

Na aprendizagem de adultos favoreça a interação entre as pessoas, estimule sua curiosidade, permita um tempo para absorção e aplicação e, principalmente, faça com que eles percebam que esse hábito, de aprender sempre, é cada vez mais um diferencial para a vida profissional e pessoal. Se você é líder de uma equipe, contribua para essa cultura da aprendizagem, escolha um tema e compartilhe com ela. Mas lembre-se: a melhor forma de participar de conversações informais é a espontaneidade.

E aqui vai uma Dicaduka: na próxima aula na faculdade ou palestra a que for assistir, faça uma pesquisa com antecedência sobre o tema que será apresentado e registre numa folha suas principais conclusões até aquele momento. Ao final da aula/palestra, releia o que escreveu e acrescente suas descobertas. Tenho certeza que você irá lembrar-se da genial frase do genial Albert Einstein: “Uma mente uma vez expandida jamais retorna ao seu estado original”.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos

@pvcampos10 / 2010.09.27

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