Dicas para se fazer um bom “Brainstorm” e uma dicaduka

O brainstorming é um bom exemplo de como é importante evitar os ‘pré-conceitos’

Na semana passada escrevi sobre ambientes criativos e recebi algumas sugestões para que explicasse um pouco melhor sobre a técnica do brainstorming, literalmente, “tempestate cerebral”. Criado pelo americano Alex Osborn, um dos principais publicitários da agência de propaganda BBDO na década de 1930, o brainstorming tinha como principal objetivo estimular o fluxo de ideias durante as reuniões que, em muitas vezes, eram formais, chatas, repetitivas e que inibiam novas ideias, sacadas, insights ou o famoso “AHA!”.

São 4 as regras básicas para um brainstorming de acordo com Osborn:

  1. Críticas são proibidas – Adiar o julgamento das ideias, pois as críticas tendem a inibir a criatividade;
  2. Disparates são bem-vindos – Por mais absurda que seja a ideia, é preciso que seja revelada;
  3. Quanto mais ideias, melhor – A quantidade leva à qualidade;
  4. Procure combinações e melhorias – Metaforas, associaçoes, analogias, perguntas como “e se….?” e “Por que não?”

Se você quiser organizar uma sessão de brainstorming, aqui vão algumas orientações gerais:

  • Escolha um local agradável para a reunião e disponha as cadeiras em semicírculo – se possível sem mesas, um quadro para anotações, post-it e canetas coloridas;
  • Apresente o problema central iniciando com a frase: “De quais maneiras podemos…”. Assim você já indica que é possivel mais de uma resposta;
  • Estabeleça um tempo de 15 minutos para a atividade;
  • O grupo deve ter de quatro a seis pessoas;
  • Defina um coordenador, ou seja, a pessoa que irá conduzir a atividade;
  • Quanto mais diversificado o grupo, maiores as chances de “novas boas ideias”;
  • Promova um ambiente de bom humor, espontaneidade e descontração;
  • Faça uma atividade de aquecimento. Por exemplo: quais os possíveis usos de uma lata de refrigerante vazia? Ou mostre uma foto de uma paisagem e peça às pessoas imaginarem quais as principais caracterísiticas do local;
  • Quando as pessoas começarem a expor suas ideias, o coordenador deve escrever no quadro ou pedir que falem em voz alta e que depois escrevam as ideias nos post-it e, em seguida, colem no quadro;
  • Após o tempo estimulado, reúna as ideias por categoria e selecione as mais viáveis com base no objetivo, impacto, implantação, urgência e recursos.

A Dicaduka é que o brainstorming é um exercício de geração de ideias. Não espere que a ideia final seja obtida durante ou após a sessão. O resultado de um bom “toró de palpites” é gerar uma boa quantidade de boas ideias brutas que depois serão lapidadas.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Professor Paulo Campos tem 20 anos de experiência em soluções de aprendizagem (EnsinarAprenderLiderar).Desde 2000 já realizou mais de 1.200 palestras para 65 mil pessoas nos temas relacionados ao comportamento humano nas áreas deLiderançaaprendizado de adultosgestão de pessoas. Siga no twitter e seja fã no facebook.

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