A marcha das 20 milhas

Quando escolhida livremente, a disciplina é a liberdade absoluta.

Por que algumas empresas prosperam na incerteza, até mesmo no caos, e outras não? No seu último livro “Vencedoras por opção” Jim Collins observa um grupo de sete empresas e seus respectivos concorrentes durante um período de 30 anos (de 1972 a 2002).

Durante esse tempo as organizações passaram por crises de combustível, desregulamentação, violentos conflitos trabalhistas, greves, recessões destruidoras, altas absurdas de juros e sem dúvida o atentado de 11 de setembro em 2001. Ao estudá-las, Jim Collins identificou três comportamentos essenciais que, quando combinados, transformaram a incerteza em vantagem competitiva. São eles: disciplina fanática, criatividade empírica e paranoia produtiva.

Ao destacar a disciplina, a perseverança ou persistência, o autor utiliza a metáfora da marcha de 20 milhas: capacidade de atingir bons desempenhos a passos largos e com grande consistência em um longo período. Essa marcha das 20 milhas é mais que uma filosofia. É um sistema que inclui mecanismos de desempenho concretos, claros, inteligentes e práticcados com o máximo de rigor, para que a empresa se mantenha na rota. Dessa forma são estabelecidos 2 tipos de comportamentos ao grupo:

  1. O desconforto de comprometer-se firmemente com o elevado desempenho em condições difíceis;
  2. O desconforto de conter-se em condições favoráveis.

Nas organizações são 7 as características de uma boa marcha das 20 milhas:

  1. Utiliza marcos de desempenho bem claros
  2. Possui restrições autoimpostas
  3. É adequada ao empreendimento
  4. Esta fundamentalmente sob controle da empresa
  5. Tem uma estrutura de tempo apropriada: período suficientemente longo para administrar e curto o bastante para produzir resultados
  6. É concebida e imposta pela própria empresa
  7. Deve ser realizada com grande consistência

E aqui vai uma Dicaduka: A mudança favorece a mente preparada, portanto é através da disciplina – que se origina de discípulo, que é aquele que treina e pratica deliberadamente; que podemos obter o sucesso. Impor a disciplina a si mesmo é uma das grandes vitórias do homem, contra si mesmo.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Professor Paulo Campos tem 20 anos de experiência em soluções de aprendizagem (EnsinarAprenderLiderar). Desde 2000 já realizou mais de 1.200 palestras para 65 mil pessoas nos temas relacionados ao comportamento humano nas áreas de Liderança, aprendizado de adultos e gestão de pessoas. Siga no twitter e seja fã no facebook.

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O sucesso na tomada de decisão está no equilibrio

Nada é mais difícil, e por isso mais precioso, do que ser capaz de decidir.

Uma das formas mais clássicas de avaliar a competência e a capacidade emocional de um líder é através das decisões que ele toma e o impacto gerado por elas. Você também pode avaliar o desenvolvimento da sua carreira pela qualidade e evolução das suas decisões durante o ano. Sem dúvida que escolher entre alternativas até pode ser fácil, mas uma boa decisão inclui a seleção e a formulação de hipóteses.

Quanto maior a empresa mais complexa se tornam as decisões e principalmente, o poder de quem de fato decide. As organizações utilizam-se dos seus valores, das suas crenças para facilitar que os seus profissionais da linha de frente possam decidir de forma mais rápida e segura. Onde há uma empresa de sucesso, alguém tomou alguma vez uma decisão valente. É nos momentos de decisão que o destino da empresa é decidido.

Um ditado popular diz que as reuniões são indispensáveis quando não se quer decidir nada. Muitas vezes ocorre uma grande quantidade de dados e informações que até atrapalham a capacidade de julgar e decidir. Talvez nesse exato momento alguém na sua empresa esta tomando uma decisão errada com base nas informações que custaram muito para se conseguir.

Uma empresa americana, a Corporate Executive Bord, desenvolveu um questionário Insight IQ que mede a capacidade de uma pessoa para encontrar e analisar informações relevantes para tomar decisões melhores. Os três elementos para uma boa decisão são: acessibilidade da informação, utilidade de informação e capacidade e conhecimento do empregado. Entre por esse link, faça o teste e descubra qual é o seu estilo de decidir http://migre.me/8N0WN

Com base na pesquisa com mais de 5 mil profissionais de 20 empresas de diferentes países, foram identificadas 3 grupos:

  • Os empiristas categóricos, 43% dos funcionários, que priorizam a análise sobre o critério, prezam o consenso e põem a análise antes do próprio critério;
  • Os tomadores de decisão viscerais, 19% dos funcionários, que raramente confiam na analise e tomam decisões unilaterais com base apenas na intuição;
  • Os céticos embasados, 38% dos funcionários, que conseguem equilibrar critério e analise, possuem forte capacidade analítica, ouvem a opinião dos outros e estão dispostos a divergir. Esse grupo é o mais bem equipado para tomar boas decisões.

O sucesso na tomada de decisão é um equilibrio entra a intuição e a análise, ter boas informações não é garantia que você vai tomar uma boa decisão. Os céticos embasados conseguem achar esse meio termo entre a emoção e a razão.

E aqui vai uma Dicaduka: Toda decisão que você toma – toda decisão – não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre quem você é. Quando você vê isso, quando entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos os eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para realizar o que você veio fazer aqui. Lembre-se: Se você escolhe não decidir, você já tomou uma decisão.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

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Por que a Liderança importa?

Se tivermos uma liderança melhor na nossa empresa, o que acontecerá?

Na semana passada, dias 27 e 28 de março, aconteceu mais uma edição do Fórum de Gestão e Liderança da HSM. Foram 2 dias de muita troca de ideias sobre a liderança e os seus impactos nos funcionários, gerentes de linha, comunidade, investidores e principalmente nos clientes.

Uma das palestras mais concorridas foi de David Ulrich considerado a maior autoridade em gestão de recursos humanos do mundo e professor de Management na Ross Scholl of Business, da Universidade de Michigan.

Como construir uma liderança sustentável que desenvolva novos líderes e assegure a perpetuação do negócio? Podemos olhar essa questão através de 3 dimensões: por que, o quê e como.

  • Por que devo me esforçar para melhorar minha liderança pessoal e formar a liderança na minha organização? O desafio é elaborar uma justificativa de longo prazo, para a liderança.
  • O que tenho de fazer para ser um líder melhor ou para formar uma liderança melhor em minha organização? O desafio é articular a marca da liderança, por meio tanto de um núcleo central como dos diferenciadores.
  • Como assegurar a intenção do que sei que devo fazer naquilo que efetivamente faço? O desafio é ter disciplina, regularidade e propósito.

Para que a sua liderança seja sustentável é importante que você defina os resultados desejados. Meça o que é importante não o que é fácil. Seja transparente e oportuno e, principalmente, assegure que as medidas apontem para consequências positivas e negativas.

Outro ponto de destaque da sua palestra foi o conceito de talento como o resultado de competência (saber fazer), compromisso ( o que dou e o que recebo da empresa) e contribuição (o resultado).

E aqui vai uma Dicaduka: a base do relacionamento de todo líder é a confiança que na sua essência é doadora. É você como líder que precisa confiar primeiro. A confiança é uma certeza sem verificação e também, é a condição para a convivência.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

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Quanto maior a observação, mais profunda será a experiência.

A habilidade subjetiva de avaliar as pessoas pode ser tão objetiva quanto a de interpretar números.

Boa parte do trabalho de um líder mais experiente é investir o seu tempo em observar, escutar e desenvolver as pessoas da empresa. Se você já ocupa uma função de liderança faça a seguinte reflexão: na minha última semana, quanto do meu tempo gastei em “coisas” e quanto gastei em “pessoas” da minha equipe. Você estará no caminho certo para ser um bom líder se, ao menos, gastou uns 30% do tempo semanal em pessoas.


Uma forma interessante de olhar para uma equipe é proposta por Ram Charan, consultor e autor do livro ‘Líder Criador de Líderes’, da Editora Elsevier. Segundo o autor, ao observar as pessoas da sua equipe tenha sempre em mente dois talentos importantes: o talento social e o talento nos negócios. A seguir, veja alguns dos comportamentos correspondentes a cada um.

  • Talento Social: é a habilidade de selecionar pessoas certas e motivá-las a trabalhar bem em equipe.  Os líderes com talento social obtêm o melhor do seu pessoal, estabelecendo metas claras, oferecendo feedback e orientação frequente. Sabem usar a sua rede de relacionamento.
  • Talento nos Negócios: é a habilidade de saber como a empresa ganha dinheiro, ou seja, o que ela oferece aos clientes e como ela se compara à concorrência. Os líderes com talento nos negócios fazem o processamento das informações de forma rápida e tomam as decisões que geram resultados claros e mensuráveis.

A intimidade e a convivência é que tornam a habilidade subjetiva de avaliar as pessoas tão objetiva quanto a de interpretar números. Agora é com você. Invista os próximos momentos observando com atenção a sua equipe!

E aqui vai uma Dicaduka: o aprendizado contínuo é crítico para o sucesso. Equilibre paixão com compaixão e desenvolva sempre as pessoas. No campo da observação, o acaso favorece apenas as mentes preparadas.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

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As 12 armadilhas da liderança

Não aceite todos os comandos, mas escolha suas batalhas!

Um líder diariamente é obrigado a fazer escolhas. Sua capacidade de decisão é colocada em xeque a todo o momento. Sua melhor alternativa é focar no desenvolvimento dos seus diretos, dando feedback regularmente e delegando as tarefas mais operacionais. Com a pressão por resultados a principal tentação é se voltar para o dia a dia e perder a perspectiva do médio e longo prazo dos negócios.

Vamos fazer uma reflexão? No seu ultimo livro A arte de cultivar líderes, Ram Charan em parceira com Bill Conaty (ex-vice presidente de RH da GE) identificaram as 12 armadilhas mais comuns para um líder, verifique quais delas estão presentes no seus dia a dia:

  1. Deixar de atingir metas de desempenho ou valores; prometer demais e não cumprir;
  2. Ser internamente orientado demais;
  3. Resistir à mudança, não aceitar novas ideias;
  4. Ser um identificador de problemas, e não um solucionador;
  5. Conquistar o CEO ou diretor geral, mas não os colegas/pares no negócio;
  6. Focar no próximo cargo, em vez de concentrar no presente;
  7. Fazer campanha eleitoral – todo mundo percebe que você esta fazendo isso;
  8. Ser arrogante e rígido, sem senso de humor;
  9. Não ter coragem de contestar o sistema;
  10. Não desenvolver o próprio plano de sucessão;
  11. Não crescer, ser complacente;
  12. Não acompanhar a velocidade e o caráter das mudanças externas.

Aqui vai a Dicaduka: após identificar as suas principais armadilhas compartilhe com alguns colegas e liderados. Peça feedback sobre o seu papel de líder e depois trace um plano de ação para evitar cair novamente nos mesmos erros. A verdadeira dificuldade não está em aceitar ideias novas, mas em escapar das ideias antigas.

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Paulo
Campos / 2012.03.05

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Integre a aprendizagem formal e informal

A prática é o melhor de todos os instrutores.

Trabalho com desenvolvimento e treinamento de executivos há quase 20 anos e um dos temas de maior relevância sempre que se fala em treinamento é o retorno no valor investido no programa. Ou em outras palavras, se o aprendizado nunca for usado de maneira a melhorar a forma como as coisas são feitas na empresa é certo que houve um desperdício de tempo e dinheiro.

O aprendizado por si só é insuficiente para produzir uma mudança efetiva. Morgan McCall, Robert W. Eichinger e Michael Lombardo professores que trabalham no Center for Creative Leadership na Carolina do Norte, sinalizam que a aprendizagem leva tempo e paciência e que podemos aumentar a sua eficiência quando há combinação de elementos formais e informais. Na aprendizagem o conceito de 70/20/10 indica que:

  • 70% aprendemos da vida real e no local de trabalho, através de experiências, tarefas e resolução de problemas. Este é o aspecto mais importante de qualquer plano de aprendizagem e desenvolvimento.
  • 20% aprendemos quando recebemos feedback e ao observar e trabalhar com pessoas que já sabem e fazem muito bem a atividade.
  • 10% aprendemos através de um treinamento formal.

Podemos dizer que o aprendizado começa quando o curso ou treinamento termina. Aí esta a grande oportunidade do líder – garantir que a transferência do aprendizado aconteça. Muitas vezes o líder não permite ou nem encoraja que seu liderado tente aplicar o que foi desenvolvido em sala de aula. Percebo também que alguns líderes nem sabem o conteúdo que foi ministrado e muitas vezes reclamam ao liderado pela ausência dele enquanto ficou lá no treinamento “na vida boa” e o bicho pegando aqui no escritório.

Aqui vai a Dicaduka: a motivação para transferir o aprendizado é influenciada pela autoconfiança do participante. Quando seu liderado voltar de um treinamento peça a ele que faça uma apresentação dos principais tópicos aprendidos e pergunte de que tipo de apoio ele precisa para isso. Para mudar comportamentos e obter resultados que você quer, é necessário estrutura, apoio e prestação de contas.

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A estratégia é inspiração e a execução é transpiração

Execução é a tarefa do líder da empresa.

O principal desafio do líder empresarial é transformar os planos em ações definidas e com processos coordenados. Uma das diferenças entre a organização e seus concorrentes é a sua habilidade de execução.

Os bons líderes praticam o gerenciamento com envolvimento. É o que Ram Charan, renomado consultor indiano e coaching de diversos CEOs chama de management by walking around (= andando e percebendo o seu negócio), em seu livro Execução, da Ed. Campus. Segundo ele, a essência de funcionamento de um negócio é como os processos pessoal, estratégico e operacional são interligados.

De forma prática, aqui estão 7 comportamentos que podem impulsionar a execução de tarefas e garantir os resultados esperados:

  1. Selecionar pessoas: há pouca correlação entre aqueles que falam que fazem e aqueles que realmente fazem as coisas acontecerem. Se quiser construir uma empresa com excelente disciplina de execução, o líder terá de selecionar quem realiza;
  2. Estimular as pessoas: o líder precisa gerar energia nas pessoas. Deve querer pessoas que chegam de manhã com um sorriso no rosto, que sejam otimistas e estejam prontas para fazer as tarefas do dia, do mês ou do ano. O líder cujas visões se concretizam constrói e sustenta o momento. Ele insere a visão na realidade, focando realizações em curto prazo – as metas que geram adrenalina e que se concretizam;
  3. Ser determinado em relação a decisões difíceis: um líder com determinação tem a habilidade de tomar decisões difíceis de forma rápida e eficiente e de agir sobre elas;
  4. Conseguir que as coisas aconteçam por meio de outras pessoas: o bom líder deve estimular a iniciativa e a criatividade, sem reprimir sua equipe. Deve delegar, mas não abandonar as pessoas;
  5. Acompanhar tudo até o fim: o acompanhamento é a pedra fundamental da execução. O líder competente na execução acompanha tudo até o fim. Ele nunca termina uma reunião sem deixar claro qual será o produto final, quem irá fazê-lo, quando e como será feito, quais recursos serão usados, como e quando a próxima avaliação acontecerá e com quem. O líder deixa bem claro que está comprometido e que vai o que foi proposto;
  6. Colocar as pessoas certas nos cargos certos: as características que devem ser procuradas nos candidatos são energia e entusiasmo para executar. É preciso buscar pessoas dedicadas, que se empenhem ao realizar tarefas, que tenham um histórico de realizações, que gostem de fazer as coisas acontecerem, que mostrem habilidade em convencer e engajar os outros em projetos;
  7. Fazer avaliação: o líder precisa analisar detalhadamente como as pessoas atingem seus objetivos: quem apresenta um bom desempenho consistentemente? Quem é desembaraçado, empreendedor e criativo diante das adversidades? Quem consegue apenas ganhos rápidos e não busca melhores resultados? Quem atinge as metas à custa do desempenho no longo prazo? A pessoa avaliada precisa perceber que é o líder, e não outra pessoa, quem decide e quem se importa. O líder precisa ajudar a pessoa a eliminar seus pontos fracos, por meio de conversa, orientação ou alocação de outras tarefas para tentar eliminar essas deficiências.

E aqui vai uma Dicaduka: conheça o seu pessoal e a sua empresa. Os líderes precisam ter contato diário com a realidade da sua empresa. Devem estar onde a ação está; devem relacionar-se com as pessoas a sua volta; conhecer a organização de forma abrangente. Vamos lá? Pegue uma folha e desenhe três colunas. Na primeira, registre o nome dos seus liderados; na segunda coluna, relate o que e quanto você conhece dos seus liderados; e na última, escreva o que você pode fazer para conhecer melhor a sua equipe. Agora, coloque o nome dos seus subordinados diretos e veja o quanto você conhece sobre eles. Lembre-se: só há aprendizado quando há mudança no comportamento!

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Liderança é um processo de influência

Como você consegue a colaboração das pessoas?

Existem vários modelos desenvolvidos para aperfeiçoar a prática de liderar e o resultado é um olhar muito fragmentado, repleto de ideias e conceitos. Um ponto em comum nesses modelos é o estudo sobre influência, que busca a reposta para a seguinte pergunta: Como fazer os indivíduos trabalharem juntos para gerar resultados coletivos? Liderança é um processo de influência. O líder é o indivíduo que exerce mais influência em um grupo. Os líderes influenciam mais do que os liderados e esse processo assimétrico de influência é, muitas vezes, considerado a característica decisiva da liderança. Se você quiser liderar, precisa ser mais eficaz na forma de influenciar as pessoas.

Como você usa o seu poder de influência no dia a dia? Robert Cialdini, considerado um expoente em psicologia social e autor do best-seller “O Poder da Persuasão”, da Editora Campus, apresenta seis princípios da influência: pressão social, escassez, autoridade, coerência, afinidade e reciprocidade, que quando utilizados produzem um efeito “quase que imediato”, fazendo com que a outra pessoa concorde com você e facilite a busca do seu objetivo.

 

Leia as seis perguntas abaixo. Para responder cada uma delas, você deve pensar em qual dos princípios da influência seria o mais adequado para cada uma das situações.

  1. Se você tiver duas opções para apresentar a um cliente, qual deve apresentar primeiro: a mais custosa ou a menos custosa?
  2. É melhor dizer aos prospects o que eles têm a ganhar decidindo em seu favor ou o que têm a perder caso não o façam?
  3. Se você tiver uma informação nova, quando deve mencionar que é nova – antes ou depois de apresentá-la a seu público?
  4. Se você tiver um produto, serviço ou ideia com pontos fortes e fracos, quando você deve apresentar os pontos fracos: perto do início ou do fim da apresentação?
  5. Se alguém elogiar você, seu produto ou sua organização, qual é a coisa mais eficaz que você pode fazer imediatamente depois de agradecer?
  6. Para levar alguém a sentir afinidade e querer cooperar com você, qual é a coisa mais produtiva a fazer antes de tentar influenciar essa pessoa?

Depois entre no link http://www.slideshare.net/pvcampos10/exercicio-influncia e veja as respostas.

E aqui vai uma Dicaduka: sempre que for tentar influenciar alguém, lembre-se da máxima: “TODO MUNDO QUER TER UMA RECOMPENSA” e invista um tempo em conhecer o que é importante para a outra pessoa.

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Quem está no “Conselho Administrativo” da sua vida?

Pense nas pessoas que têm assentos garantidos à mesa do seu Conselho

No dia 8 de novembro assisti a uma das palestras mais concorridas da Expomanagement 2011. Descrito pela revista Fortune como o guru e líder da “Revolução dos Pontos Fortes” e autor de um dos melhores livros sobre gestão que já li “Quebre todas as regras” (Editora Sextante), o americano Marcus Buckingham foi didático, prático e objetivo na sua apresentação. Trouxe alguns conceitos sobre liderança, desenvolvimento de pessoas e vantagem competitiva, explicou algumas técnicas e fez uma atividade “ao vivo” com os quase três mil participantes/ouvintes da palestra.

Um dos conceitos que ele abordou de forma bastante interessante e que quero tratar nesse post, é sobre a eleição das pessoas que fazem parte do “Conselho Administrativo” da sua vida. Pegue uma caneta e uma folha de papel. Faça um círculo – que de agora em diante será a mesa do seu “Conselho” – e escreva ao redor os nomes das pessoas importantes para a sua vida pessoal e profissional que integram esse seleto grupo. Invista um tempo nessa atividade e depois leia o parágrafo abaixo.

Muito bem. Ao analisar sua lista faça alguns questionamentos: qual o número de pessoas? Quantos homens e quantas mulheres? Quais e quantos são da sua família; quais e quantos são seus amigos; quais e quantos fazem parte da sua trajetória acadêmica e profissional? Existe algum professor ou líder, atual ou antigo? Sem dúvida que esse “Conselho” é dinâmico, mas quais são as pessoas que têm assento garantido ao redor dessa mesa? Bem, se o seu chefe atual é um bom líder, o nome dele deverá aparecer aqui nessa relação, certo?!

O próximo passo é fazer uma lista com o nome dos seus liderados, ou seja, aquelas pessoas que são subordinadas a você no seu trabalho.

Agora leia e reflita: e se perguntasse para cada um dos seus liderados sobre a construção de um “Conselho” pessoal, será que algum deles incluiria o seu nome no “Conselho” deles? Será que o impacto que temos com os nossos liderados é o mesmo que sofremos com nossos líderes? Lembre-se que um dos seus objetivos primordiais como líder é fazer o possível para ter um assento, no mínimo rotativo, no “Conselho Administrativo” da vida dos seus liderados.

E aqui vai uma Dicaduka: divulgue a lista do “Conselho Administrativo” aos seus eleitos. Aproveite esse clima de final de ano e convide seu ‘conselheiro’ para um café, um almoço ou um happy hour. Fale sobre seus planos para 2012 e fique atento aos conselhos que ele tem para você. A vantagem de contar os nossos planos para as pessoas que gostamos é que passamos a ter mais torcida ajudando e incentivando a transformar o desejo em realidade.

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Um líder carismático gera novos líderes? Homenagem a Jobs

Uma pergunta oportuna para uma nova era: “pós-Steve Jobs”

Na quarta-feira, dia 5 de outubro, lá pelas 18 horas, eu estava terminando uma aula quando recebi pelo Twitter a notícia da morte de Steve Jobs. Uma mistura de tristeza e de dúvida veio a minha mente. Tristeza, pois o Steve Jobs era uma figura carismática, um líder inovador; e o fato de eu ter utilizado algumas de suas invenções tornou-o uma pessoa que muito admirei. E dúvida em relação ao futuro da Apple que Jobs fundou, foi demitido, voltou e a transformou numa das empresas mais valiosas do mundo.

O Prof. Jim Collins, no seu livro “Feitas para Vencer”, relata que as organizações lideradas por indivíduos carismáticos tendem a ficar à deriva quando eles partem de forma abrupta. Um exemplo citado pelo autor foi quando Walt faleceu deixando a Disney “órfã”. Foram quase dez anos de inércia e falta de rumo.

O líder carismático gera admiração e isso facilita muito a influência dele no dia a dia da corporação. Esse carisma permite unir o grupo por uma causa, mas também confunde o próprio grupo no questionamento das decisões do líder. As pessoas tendem a perdoar as falhas e mitificar as suas conquistas. No caso de Jobs, essa dependência será colocada à prova nos próximos anos. Vale lembrar que o período que Jobs ficou fora da Apple foi um dos mais difíceis para a empresa.

As pessoas que atualmente estão no poder na Apple são desconhecidas para muita gente, e será difícil imaginar que elas assumam as dimensões míticas de Steve Jobs. Michael Gartner, um conceituado analista de tecnologia, disse que “a única coisa que certamente mudará na Apple agora é que não vamos mais ver apenas uma só pessoa que se apresente como manifestação física de tudo o que é Apple”. Estarei na torcida para que essa transição da liderança na empresa mais admirada e ambicionada seja o menos caótica possível.Collins sugere quatro ações para que um líder coloque o seu carisma a serviço da organização:

  1. Lidere com perguntas, não com respostas;
  2. Envolva-se no diálogo e no debate, não na coação;
  3. Faça autópsias, mas não jogue a culpa nos outros;
  4. Crie mecanismos de “bandeira branca” (mecanismo que possibilite a liberdade de questionamentos).

A Dicaduka é “Stay hungry, stay foolish!”. Foi que essa frase que Jobs encerrou o já legendário discurso na Universidade de Stanford, ou seja: mantenha-se faminto por coisas novas e mantenha-se certo de sua ignorância. Continue ávido por aprender, continue ingênuo e humilde para procurar. Tenha fome de vida e sede de descobrir.

 

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