Destino não é uma questão de sorte. É uma questão de escolha.

11 mai
2012

A arte de virar o jogo no 2º tempo

Na quarta dia 09 de maio participei do Seminário Mercer de Previdência, no hotel Hyatt em São Paulo, e falei para uma plateia de 200 pessoas sobre motivação e a como podemos nos preparar para uma 2ª Carreira. Uma inspiração para essa palestra foi o Livro O melhor vem depois, editora Saraiva e dos autores e amigos Julio Cardoso e Andrea Giardino.

 Motivação

Para Daniel Pink, autor do livro Motivação 3.0 da editora Elsevier, podemos observar a motivação através de 3 diferentes focos: A motivação 1.0 que é a aquela para a sobrevivência humana, a motivação 2.0 que esta pautada pela recompensa e/ou punição, e a motivação 3.0 que esta relacionada a motivação intrínseca.

Ao falar sobre motivação intrínseca identificamos 3 comportamentos:

Autonomia: necessidade de se autodirigir, diferente de ser independente.

Excelência: necessidade de fazer algo melhor ou de forma mais eficiente. Vontade de se superar.

Propósito: necessidade de fazer parte de algo maior. O trabalho precisa fazer sentido.

Aposentadoria

No livro O melhor vem depois; uma questão interessante, é sobre a importância de se construir um plano diretor. Segundo os autores “raras são as pessoas que conseguem definir um plano de carreira quando estão no auge”.

Uma boa estratégia é que você comece pelos seguintes tópicos:

  1. Cronograma de datas (pré e pós-aposentadoria)
  2. Roteiro de atividades a desenvolver
  3. Definição de quem poderá ajudá-lo
  4. Definir os custos envolvidos na execução de tarefas

Com o seu plano diretor em mãos faça algumas reflexões: todas as metas traçadas são mensuráveis de forma objetiva? Os desafios são compatíveis com o meu temperamento? As ações são suficientes e apropriadas para atingir as metas concebidas? É isso mesmo o que eu quero para a minha vida futura?

E aqui vai uma Dicaduka: São 3 coisas essenciais para ter um pós-carreira com o mesmo sucesso que se tinha na vida corporativa: dinheiro suficiente para financiar os novos objetivos e desejos; saúde para enfrentar a maratona de novos desafios e bastante coisa interessante para fazer.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Professor Paulo Campos tem 20 anos de experiência em soluções de aprendizagem (EnsinarAprenderLiderar). Desde 2000 já realizou mais de 1.200 palestras para 65 mil pessoas nos temas relacionados ao comportamento humano nas áreas de Liderança, aprendizado de adultos e gestão de pessoas. Siga no twitter e seja fã no facebook.

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A marcha das 20 milhas

01 mai
2012

Quando escolhida livremente, a disciplina é a liberdade absoluta.

Por que algumas empresas prosperam na incerteza, até mesmo no caos, e outras não? No seu último livro “Vencedoras por opção” Jim Collins observa um grupo de sete empresas e seus respectivos concorrentes durante um período de 30 anos (de 1972 a 2002).

Durante esse tempo as organizações passaram por crises de combustível, desregulamentação, violentos conflitos trabalhistas, greves, recessões destruidoras, altas absurdas de juros e sem dúvida o atentado de 11 de setembro em 2001. Ao estudá-las, Jim Collins identificou três comportamentos essenciais que, quando combinados, transformaram a incerteza em vantagem competitiva. São eles: disciplina fanática, criatividade empírica e paranoia produtiva.

Ao destacar a disciplina, a perseverança ou persistência, o autor utiliza a metáfora da marcha de 20 milhas: capacidade de atingir bons desempenhos a passos largos e com grande consistência em um longo período. Essa marcha das 20 milhas é mais que uma filosofia. É um sistema que inclui mecanismos de desempenho concretos, claros, inteligentes e práticcados com o máximo de rigor, para que a empresa se mantenha na rota. Dessa forma são estabelecidos 2 tipos de comportamentos ao grupo:

  1. O desconforto de comprometer-se firmemente com o elevado desempenho em condições difíceis;
  2. O desconforto de conter-se em condições favoráveis.

Nas organizações são 7 as características de uma boa marcha das 20 milhas:

  1. Utiliza marcos de desempenho bem claros
  2. Possui restrições autoimpostas
  3. É adequada ao empreendimento
  4. Esta fundamentalmente sob controle da empresa
  5. Tem uma estrutura de tempo apropriada: período suficientemente longo para administrar e curto o bastante para produzir resultados
  6. É concebida e imposta pela própria empresa
  7. Deve ser realizada com grande consistência

E aqui vai uma Dicaduka: A mudança favorece a mente preparada, portanto é através da disciplina – que se origina de discípulo, que é aquele que treina e pratica deliberadamente; que podemos obter o sucesso. Impor a disciplina a si mesmo é uma das grandes vitórias do homem, contra si mesmo.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Professor Paulo Campos tem 20 anos de experiência em soluções de aprendizagem (EnsinarAprenderLiderar). Desde 2000 já realizou mais de 1.200 palestras para 65 mil pessoas nos temas relacionados ao comportamento humano nas áreas de Liderança, aprendizado de adultos e gestão de pessoas. Siga no twitter e seja fã no facebook.

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O sucesso na tomada de decisão está no equilibrio

23 abr
2012

Nada é mais difícil, e por isso mais precioso, do que ser capaz de decidir.

Uma das formas mais clássicas de avaliar a competência e a capacidade emocional de um líder é através das decisões que ele toma e o impacto gerado por elas. Você também pode avaliar o desenvolvimento da sua carreira pela qualidade e evolução das suas decisões durante o ano. Sem dúvida que escolher entre alternativas até pode ser fácil, mas uma boa decisão inclui a seleção e a formulação de hipóteses.

Quanto maior a empresa mais complexa se tornam as decisões e principalmente, o poder de quem de fato decide. As organizações utilizam-se dos seus valores, das suas crenças para facilitar que os seus profissionais da linha de frente possam decidir de forma mais rápida e segura. Onde há uma empresa de sucesso, alguém tomou alguma vez uma decisão valente. É nos momentos de decisão que o destino da empresa é decidido.

Um ditado popular diz que as reuniões são indispensáveis quando não se quer decidir nada. Muitas vezes ocorre uma grande quantidade de dados e informações que até atrapalham a capacidade de julgar e decidir. Talvez nesse exato momento alguém na sua empresa esta tomando uma decisão errada com base nas informações que custaram muito para se conseguir.

Uma empresa americana, a Corporate Executive Bord, desenvolveu um questionário Insight IQ que mede a capacidade de uma pessoa para encontrar e analisar informações relevantes para tomar decisões melhores. Os três elementos para uma boa decisão são: acessibilidade da informação, utilidade de informação e capacidade e conhecimento do empregado. Entre por esse link, faça o teste e descubra qual é o seu estilo de decidir http://migre.me/8N0WN

Com base na pesquisa com mais de 5 mil profissionais de 20 empresas de diferentes países, foram identificadas 3 grupos:

  • Os empiristas categóricos, 43% dos funcionários, que priorizam a análise sobre o critério, prezam o consenso e põem a análise antes do próprio critério;
  • Os tomadores de decisão viscerais, 19% dos funcionários, que raramente confiam na analise e tomam decisões unilaterais com base apenas na intuição;
  • Os céticos embasados, 38% dos funcionários, que conseguem equilibrar critério e analise, possuem forte capacidade analítica, ouvem a opinião dos outros e estão dispostos a divergir. Esse grupo é o mais bem equipado para tomar boas decisões.

O sucesso na tomada de decisão é um equilibrio entra a intuição e a análise, ter boas informações não é garantia que você vai tomar uma boa decisão. Os céticos embasados conseguem achar esse meio termo entre a emoção e a razão.

E aqui vai uma Dicaduka: Toda decisão que você toma – toda decisão – não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre quem você é. Quando você vê isso, quando entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos os eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para realizar o que você veio fazer aqui. Lembre-se: Se você escolhe não decidir, você já tomou uma decisão.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

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Todo o conhecimento tem origem na experiência.

14 abr
2012

Experiência = conhecimento + tempo de prática

Esse mês de abril na Revista Você S/A tem uma excelente matéria sobre experiência e a importância da prática deliberada como forma de aprendizado. Você é o resultado do que você faz e seu desenvolvimento acontece durante o fazer. Ter a consciência que está aprendendo permite uma maior tolerância ao erro e também, um estado de alerta para toda e nova informação relevante. A experiência ensina mais seguramente que o conselho.

Um das formas mais simples e práticas de descobrir como você aprende é através de um teste desenvolvido por David Kolb, psicólogo americano, com base nos estudos sobre aprendizagem de Jean Piaget, educador suíço, o do professor americano de criatividade e psicólogo J. P. Guilford.

Antes de você responder ao teste, convido a escrever em uma folha a resposta ao seguinte exercício: Vamos supor que um colega do trabalho ganhou de presente uma bicicleta e pede a você que dê a ele algumas dicas de como aprender a andar de bicicleta.

Agora entre nesse link da revista e responda ao teste http://bit.ly/HOHPnV . Compare as dicas que você deu ao seu amigo, de como ele pode andar de bicicleta, com o resultado do teste e veja que, na maioria das vezes, você ensina da forma que você aprende.

Veja abaixo os 4 os estilos de aprendizado:

  1. Divergente: Imaginação forte; excelente gerador de ideias; emocional; raciocínio indutivo; interesses culturais diversos, facilidade de compreender as pessoas. Gosta bastante de usar o brainstorming e a sua pergunta preferida é: O que queremos fazer?
  2. Assimilador: Teórico; integra informações; lógico, preciso; interesse nas ciências; reflexivo, paciente e planejador. Gosta de desenvolver teorias e a sua pergunta preferida é: Por que queremos fazer?
  3. Convergente: Aplica ideias; raciocínio dedutivo; aplicado, soluciona problemas, toma decisões. Gosta de definir o problema e a sua pergunta preferida é: O que vamos fazer?
  4. Acomodador: Ativista; adapta as ideias; ligado emocionalmente às pessoas; intuitivo na tentativa e erro; espontâneo, impaciente e ousado. Gosta de liderar e a sua pergunta preferida é: Como vamos fazer?

Agora que você já sabe qual é o seu estilo de aprender mãos à obra, pois aprender é um processo permanente de transformação, desapego, coragem e disciplina.

E aqui vai uma Dicaduka: ensine o outro da forma que ele gosta de aprender! Se você já é um líder na sua empresa, tente descobrir a forma que cada um dos seus liderados aprende. Peça para que eles também façam o teste e compartilhem com você. Sua comunicação será mais eficiente e os resultados irão melhorar.

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Por que a Liderança importa?

03 abr
2012

Se tivermos uma liderança melhor na nossa empresa, o que acontecerá?

Na semana passada, dias 27 e 28 de março, aconteceu mais uma edição do Fórum de Gestão e Liderança da HSM. Foram 2 dias de muita troca de ideias sobre a liderança e os seus impactos nos funcionários, gerentes de linha, comunidade, investidores e principalmente nos clientes.

Uma das palestras mais concorridas foi de David Ulrich considerado a maior autoridade em gestão de recursos humanos do mundo e professor de Management na Ross Scholl of Business, da Universidade de Michigan.

Como construir uma liderança sustentável que desenvolva novos líderes e assegure a perpetuação do negócio? Podemos olhar essa questão através de 3 dimensões: por que, o quê e como.

  • Por que devo me esforçar para melhorar minha liderança pessoal e formar a liderança na minha organização? O desafio é elaborar uma justificativa de longo prazo, para a liderança.
  • O que tenho de fazer para ser um líder melhor ou para formar uma liderança melhor em minha organização? O desafio é articular a marca da liderança, por meio tanto de um núcleo central como dos diferenciadores.
  • Como assegurar a intenção do que sei que devo fazer naquilo que efetivamente faço? O desafio é ter disciplina, regularidade e propósito.

Para que a sua liderança seja sustentável é importante que você defina os resultados desejados. Meça o que é importante não o que é fácil. Seja transparente e oportuno e, principalmente, assegure que as medidas apontem para consequências positivas e negativas.

Outro ponto de destaque da sua palestra foi o conceito de talento como o resultado de competência (saber fazer), compromisso ( o que dou e o que recebo da empresa) e contribuição (o resultado).

E aqui vai uma Dicaduka: a base do relacionamento de todo líder é a confiança que na sua essência é doadora. É você como líder que precisa confiar primeiro. A confiança é uma certeza sem verificação e também, é a condição para a convivência.

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Quanto maior a observação, mais profunda será a experiência.

20 mar
2012

A habilidade subjetiva de avaliar as pessoas pode ser tão objetiva quanto a de interpretar números.

Boa parte do trabalho de um líder mais experiente é investir o seu tempo em observar, escutar e desenvolver as pessoas da empresa. Se você já ocupa uma função de liderança faça a seguinte reflexão: na minha última semana, quanto do meu tempo gastei em “coisas” e quanto gastei em “pessoas” da minha equipe. Você estará no caminho certo para ser um bom líder se, ao menos, gastou uns 30% do tempo semanal em pessoas.


Uma forma interessante de olhar para uma equipe é proposta por Ram Charan, consultor e autor do livro ‘Líder Criador de Líderes’, da Editora Elsevier. Segundo o autor, ao observar as pessoas da sua equipe tenha sempre em mente dois talentos importantes: o talento social e o talento nos negócios. A seguir, veja alguns dos comportamentos correspondentes a cada um.

  • Talento Social: é a habilidade de selecionar pessoas certas e motivá-las a trabalhar bem em equipe.  Os líderes com talento social obtêm o melhor do seu pessoal, estabelecendo metas claras, oferecendo feedback e orientação frequente. Sabem usar a sua rede de relacionamento.
  • Talento nos Negócios: é a habilidade de saber como a empresa ganha dinheiro, ou seja, o que ela oferece aos clientes e como ela se compara à concorrência. Os líderes com talento nos negócios fazem o processamento das informações de forma rápida e tomam as decisões que geram resultados claros e mensuráveis.

A intimidade e a convivência é que tornam a habilidade subjetiva de avaliar as pessoas tão objetiva quanto a de interpretar números. Agora é com você. Invista os próximos momentos observando com atenção a sua equipe!

E aqui vai uma Dicaduka: o aprendizado contínuo é crítico para o sucesso. Equilibre paixão com compaixão e desenvolva sempre as pessoas. No campo da observação, o acaso favorece apenas as mentes preparadas.

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Na juventude, aprendemos; na maturidade, compreendemos.

13 mar
2012

É possível acelerar a maturidade?

Um fator essencial que impacta no desempenho dos profissionais é a maturidade. Acredito que você já tenha ouvido essa frase: Somos contratados pelas competências técnicas e demitidos pelas competências comportamentais. Muitos jovens profissionais quando são expostos a um grau de decisão mais complexo ou a uma situação de grande pressão tendem a não saber o que fazer, e pior, acabam se comportando de maneira infantil ou agressiva. O primeiro sinal de maturidade é descobrir que o botão de volume também vira para a esquerda!

Podemos dizer que a maturidade psicológica equivale a um grau de adaptação de um indivíduo ao seu próprio ambiente. É a forma como uma pessoa responde ás circunstâncias que indica seu grau de maturidade. Um dos maiores ganhos da maturidade é a perda dos medos juvenis. Os problemas continuam existindo, mas são mais fáceis de serem contornados.

Existe uma curva natural de maturidade desenvolvida ao longo da vida, mas isso não é regra. Independente da idade o desenvolvimento da maturidade esta relacionada a 3 dimensões e seus respectivos indicadores:

  • Consciência de si: estabilidade emocional, autoconsciência, autoconfiança e tolerância ao estresse;
  • Consciência do outro: empatia, habilidades sociais, uso do poder e da autoridade e flexibilidade;
  • Consciência da organização: diplomacia, responsabilidade, abertura à mudança, sabedoria e política.

Diante da escassez de talentos, muitas empresas buscam profissionais mais maduros e experientes, a fim de ganhar e manter vantagem competitiva. Muitas vezes precisamos acelerar a maturidade através de um processo monitorado pelo líder direto do profissional, RH e às vezes, um coach. Inicialmente é realizada uma avaliação 360° com os respectivos indicadores de maturidade e daí se escolhe com quais indicadores serão trabalhados durante o processo de desenvolvimento. São também planejadas ações práticas que coloquem o jovem líder a vivenciar e conhecer os seus limites e suas reações. Portanto, desenvolvemos a maturidade através do autoconhecimento, por situações de aprendizado na prática e feedback constante e informal.

Aqui vai uma Dicaduka: a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência. Você começa a perceber que sua preocupação com os outros é maior que com si mesmo. Errar é humano, tropeçar é comum. Ser capaz de rir de si mesmo é maturidade.

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As 12 armadilhas da liderança

05 mar
2012

Não aceite todos os comandos, mas escolha suas batalhas!

Um líder diariamente é obrigado a fazer escolhas. Sua capacidade de decisão é colocada em xeque a todo o momento. Sua melhor alternativa é focar no desenvolvimento dos seus diretos, dando feedback regularmente e delegando as tarefas mais operacionais. Com a pressão por resultados a principal tentação é se voltar para o dia a dia e perder a perspectiva do médio e longo prazo dos negócios.

Vamos fazer uma reflexão? No seu ultimo livro A arte de cultivar líderes, Ram Charan em parceira com Bill Conaty (ex-vice presidente de RH da GE) identificaram as 12 armadilhas mais comuns para um líder, verifique quais delas estão presentes no seus dia a dia:

  1. Deixar de atingir metas de desempenho ou valores; prometer demais e não cumprir;
  2. Ser internamente orientado demais;
  3. Resistir à mudança, não aceitar novas ideias;
  4. Ser um identificador de problemas, e não um solucionador;
  5. Conquistar o CEO ou diretor geral, mas não os colegas/pares no negócio;
  6. Focar no próximo cargo, em vez de concentrar no presente;
  7. Fazer campanha eleitoral – todo mundo percebe que você esta fazendo isso;
  8. Ser arrogante e rígido, sem senso de humor;
  9. Não ter coragem de contestar o sistema;
  10. Não desenvolver o próprio plano de sucessão;
  11. Não crescer, ser complacente;
  12. Não acompanhar a velocidade e o caráter das mudanças externas.

Aqui vai a Dicaduka: após identificar as suas principais armadilhas compartilhe com alguns colegas e liderados. Peça feedback sobre o seu papel de líder e depois trace um plano de ação para evitar cair novamente nos mesmos erros. A verdadeira dificuldade não está em aceitar ideias novas, mas em escapar das ideias antigas.

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Paulo
Campos / 2012.03.05

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Integre a aprendizagem formal e informal

22 fev
2012

A prática é o melhor de todos os instrutores.

Trabalho com desenvolvimento e treinamento de executivos há quase 20 anos e um dos temas de maior relevância sempre que se fala em treinamento é o retorno no valor investido no programa. Ou em outras palavras, se o aprendizado nunca for usado de maneira a melhorar a forma como as coisas são feitas na empresa é certo que houve um desperdício de tempo e dinheiro.

O aprendizado por si só é insuficiente para produzir uma mudança efetiva. Morgan McCall, Robert W. Eichinger e Michael Lombardo professores que trabalham no Center for Creative Leadership na Carolina do Norte, sinalizam que a aprendizagem leva tempo e paciência e que podemos aumentar a sua eficiência quando há combinação de elementos formais e informais. Na aprendizagem o conceito de 70/20/10 indica que:

  • 70% aprendemos da vida real e no local de trabalho, através de experiências, tarefas e resolução de problemas. Este é o aspecto mais importante de qualquer plano de aprendizagem e desenvolvimento.
  • 20% aprendemos quando recebemos feedback e ao observar e trabalhar com pessoas que já sabem e fazem muito bem a atividade.
  • 10% aprendemos através de um treinamento formal.

Podemos dizer que o aprendizado começa quando o curso ou treinamento termina. Aí esta a grande oportunidade do líder – garantir que a transferência do aprendizado aconteça. Muitas vezes o líder não permite ou nem encoraja que seu liderado tente aplicar o que foi desenvolvido em sala de aula. Percebo também que alguns líderes nem sabem o conteúdo que foi ministrado e muitas vezes reclamam ao liderado pela ausência dele enquanto ficou lá no treinamento “na vida boa” e o bicho pegando aqui no escritório.

Aqui vai a Dicaduka: a motivação para transferir o aprendizado é influenciada pela autoconfiança do participante. Quando seu liderado voltar de um treinamento peça a ele que faça uma apresentação dos principais tópicos aprendidos e pergunte de que tipo de apoio ele precisa para isso. Para mudar comportamentos e obter resultados que você quer, é necessário estrutura, apoio e prestação de contas.

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Os alunos, o elefante e o facilitador.

15 fev
2012

A experiência é o melhor recurso para aprender e ensinar.

Há duas semanas trabalhei com os trainees de uma multinacional e, ao término do segundo dia, um dos jovens me entregou um texto com o título “Os cegos e o elefante”. Ao me entregar o texto, ele me disse de forma provocativa e sucinta: “- O seu jeito de ensinar é parecido com essa estória!”. Me deu um abraço, um breve sorriso, agradeceu e foi embora. Ao começar a ler o texto percebi que era a parábola do poeta americano John Godfrey Saxe (1816-1887), inspirada numa lenda Hindu, que conta a estória de 6 cegos de nascença que tinham o desejo de conhecer um elefante através do tato. Cada cego ao relatar a sua percepção do elefante traz as lembranças da parte do animal que tocou. A moral da história é a dificuldade de chegar a um consenso quando cada um só leva em consideração a sua experiência ou o seu ponto de vista.

Nos dias seguintes fiquei feliz e surpreso ao perceber que boa parte da facilitação de uma aula com base na Andragogia (a arte e a ciência de auxiliar o adulto a aprender) é permitir que as pessoas compartilhem suas experiências e aceitem os diferentes pontos de vista. Os adultos envolvem-se numa atividade educacional com um volume de experiências de qualidades diferentes em relação às crianças e aos adolescentes.

Com uma boa dose de imaginação, a minha versão e inspiração sobre a valorização da experiência de cada um para começar um aprendizado.

“Era uma vez uma sala de aula, um facilitador, seis alunos cegos e um tema de estudo – o elefante. Logo no início da aula foi entregue um texto que explicava como era esse animal gigante e suas características. Em seguida, o facilitador pediu que cada um trouxesse a sua experiência sobre o elefante.

O primeiro aluno lembrou que já havia passado a mão na barriga dura e áspera e afirmou: minha análise não falha, esse tal de elefante mais parece uma muralha.

O segundo aluno comentou sobre a vez que tocou nas presas e disse com confiança: elefante não é brinquedo de criança, tem armas tão pontudas e afiadas que mais parece uma lança.

O terceiro aluno sabia como era engraçada a tromba e detalhou: é comprida, bem gelada e até dobra; o flexível elefante mais parece uma cobra.

O quarto aluno certa vez acompanhou um veterinário no socorro de um elefante que machucou a pata, e rapidamente disse: existe muita semelhança entre um elefante e uma árvore imensa.

O quinto aluno já havia tocado nas orelhas e falou ao grupo que nessas tardes de calor o elefante mais parece um abanador.

O último aluno recordou da vez que percorreu alguns metros nas costas do elefante e animou-se: esse animal mais parece um trator.

Depois de alguns comentários o facilitador convidou a todos para irem até o pátio da escola, pois haviam trazido um filhote de elefante para que os alunos pudessem aprender mais sobre o animal. Assim que chegaram, os alunos conseguiram entender os diferentes pontos de vista e também confirmar as suas percepções sobre o elefante. Eles concordaram também sobre a importância de ouvir uns aos outros e da oportunidade que cada um teve de expressar e ensinar o que sabia sobre o elefante.

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. (Cora Coralina)

Aqui vai a Dicaduka: sempre que você for ensinar um adulto invista um tempo em conhecer o que ele já sabe sobre o assunto. Permita que ele compartilhe com os outros as suas experiências. Incentive um olhar mais flexível e acolhedor das opiniões diferentes. E lembre-se: para as crianças, experiência é o que elas estão fazendo; e para os adultos, a experiência é o que eles são!

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