10 passos para lidar com uma birra. Conheça o Chiliqueback.

Todo mundo tem um chiliquento na vida. Seja um chefe, um colega de trabalho ou até mesmo o Neymar. O chilique é uma instituição corporativa. Uma ferramenta de gestão, Um recurso de comunicação, Uma habilidade da liderança. Quando a pessoa esgota seus recursos lógicos – o que, no caso do chiliquento, dura meros segundos – lá vem a explosão verbal, a chantagem emocional, a birra infanto-hierarco-compulsória que assola o ambiente de trabalho.

O chilique tem raízes muito profundas e razões um tanto obscuras, ele foi aprendido como recurso de negociação pelo chiliquento e tem origem na insegurança da pessoa e imaturidade em resolver conflitos.

Apesar de todo esse cenário desolador, lidar com o chilique pode ser bem mais fácil e proveitoso do que você pode imaginar e se você seguir os passos adiante terá resultados incríveis.

1. Não entre no jogo. (apenas escute)

Essa é a regra de ouro. A megahiperultradica das megahiperultradicas. Não se envolva. Ignore.Pelo menos de início.

O chilique tem um forte teor emocional e o que o chiliquento mais quer é uma boa discussão sem pé nem cabeça onde ganha quem grita mais.

O chilique tem por objetivo o embate, a briga, o enfrentamento. Mas lembre-se: quando um não quer, dois não brigam.

O melhor antídoto do chilique é o silêncio, a tolerância e a calma.

Quer deixar um chiliquento P da vida? Fique quietinho, olhando em seus olhos com a maior calma do mundo pelo tempo que for necessário até que apareça a célebre frase “E ai? Não vai dizer nada?” (essa é a sua deixa)

*vá para o item 4 se estiver quase tendo um chilique pra saber o que fazer.

2. Apenas Ouça. Perceba o que está sendo dito.

Durante o chilique – já que você vai esperar até o surtado se acalmar – uma boa idéia é ouvir o que (não) está sendo dito. Durante esses acessos de cólera o chiliquento acaba entregando mais do que ele gostaria ou tem noção.

Perceba quais palavras ele utiliza, sobre o que ele está reclamando, quais são suas reinvidicações e, principalmente, qual sua motivação para ter esse comportamento. (o que ele busca com isso?)

3. Você sabe com quem está falando? (Dê uma fama para ser cuidada)

O chilique não é uma exclusividade de jogadores de futebol megaestrelas ou artistas hollywoodianos. Ele vem de qualquer lugar, de qualquer esfera, de qualquer pessoa.

Quem é o chiliquento? Seu chefe? Seu funcionário? Colega de trabalho?

Por que isso é importante?

A noção de status ou auto imagem que a pessoa tem de si exerce uma influência enorme no bem estar do chiliquento, tanto que ativa os mesmos circuitos do instinto de lutar ou fugir no cérebro e qualquer alteração do status quo (estado original percebido) é vista como uma ameaça das mais perigosas.

Se você entender qual é a noção de status ou auto imagem que o chiliquento tem você pode usar isso a seu favor dizendo por exemplo:

“Não acredito que uma pessoa tão inteligente e promissora precise sair do equilíbrio para demonstrar um ponto de vista” Pronto, matou o chilique.

4. Você tá reclamando do quê? (peça explicações)

Pronto. Agora que o chiliquento está mais calmo chegou a hora de entendermos o chilique.

Mesmo que você tenha entendido completamente o que o chiliquento queria e dizia durante o showzinho é fundamental esclarecer tudo. E isso servirá muito mais a ele do que a você. Você pedirá explicações e isso o forçará a racionalizar sua raivinha para lhe dar as respostas e consequentemente ele também entenderá melhor o que quer com a birra (além da birra é claro). O que você está fazendo aqui é amenizando o fator emocional e dando uma chance do chiliquento perceber que existem outros meios de se resolver a coisa.

Megahiperultradica: peça para o chiliquento nomear a emoção que está sentindo. Neuroscientistas descobriram que nomear uma emoção negativa ajuda a diminuir a sensação dela. É que o cortex pre-frontal (área do cérebro que se desenvolveu por último e relacionada com pensamentos lógicos, decisões, avaliações, pensamentos abstratos, etc) ameniza o funcionamento da amigdala (parte de nosso cérebro primitivo) e é responsável por nossas respostas de medo, ameaça, etc.

5. Traduza para seu idioma.

Essa é a segunda chance do chiliquento internalizar sua real intenção com o chilique. Aqui você pegará tudo o que ele falou (e o que você percebeu) e vai reformular com suas palavras.

“pelo o que eu entendi você está dizendo que…” e diga em outras palavras ou contextualizando melhor ou trazendo outros pontos de vista para a conversa.

Além de ajudar a esclarecer e evitar interpretações erradas que só poderiam piorar a situação, todo esse processo dá tempo ao chiliquento para se acalmar e, o mais importante de todo o processo, cria confiança.

O chiliquento percebe que você quer se conectar com ele, quer entender o seu mundo e que dessa forma você o respeita (lembra do status?)

6. Foque na solução.

Depois de dar tempo ao tempo, esclarecer a confusão emocional, manter o status do chiliquento, chegou a hora de encontrar uma solução.

Deixe de lado qualquer impulso de buscar culpados pelo evento, mesmo que existam nomea-los só vai aumentar as chances de novos chiliques.

Foque na situação, nas atitudes que precisam ser tomadas para que tudo se resolva. Para isso conte com a ajuda do chil… (você sabe quem) peça participação na solução pois assim você evitará futuros chiliques sobre o mesmo tema.

7. Chiliqueback – O feedback do chilique

Chegamos ao item que deu origem a este post. Chiliqueback nada mais é do que repassar todos os acontecimentos (itens 1 ao 6) e seus desdobramentos até o momento atual.

Convide o chiliquento para este exercício. Diga “vamos repassar tudo o que aconteceu até aqui só pra ver se eu entendi?”

Neste momento ele já está mansinho e você tem a oportunidade de estabelecer, a partir deste momento, uma crítica construtiva do que aconteceu.

8. Comprometa o chiliquento

Bom, depois de ter todo esse trabalho só pra controlar um chiliquento que não tem nada mais a fazer do que ficar de birra pelos quatro cantos do escritório você precisa compromete-lo a evitar a todo o custo outro chilique. Mostre como a situação ficou bem melhor depois que todos se acalmaram e passaram a conversar sobre o que lhes incomodava e que essa é a melhor maneira de obter resultados positivos e rápidos.

Reforçe a fama criada no item 3.

Um bom começo é compartilhar com ele o que você sente, quando ele tem este tipo de atitude.

“quando eu vejo você entrando na sala comesse olhar minha barriga gela e eu nem sempre sei o que causou isso o que me causa certa frustração de não poder ajudar da menira que eu gostaria e isso me faz sentir impotente diante de uma pessoa que é importante no meu dia a dia”

9. Estabeleça as regras do jogo (para o próximo jogo)

Para finalizar, estabeleça um contrato com o chiliquento. Defina uma atitude a ser tomada por você em relação ao chiliquento a próxima vez que um chilique acontecer.

Pode ser: “caso ocorra novamente, eu me ausentarei do recinto em que você estiver até que você se acalme e possa me explicar/pedir/mostrar o que você quer”

O bom desse passo é que o chiliquento pode ser seu chefe, funcionário ou colega de trabalho que da próxima vez que ele chilicar você pode ter essa atitude sem que ele se sinta diminuido, agredido ou ignorado e sua imagem junto a ele não será afetada.

Se ele perguntar se você está ameaçando diga que não, que está avisando e estabelecendo um comportamento aceitável e acordado pelos dois em um momento de forte emoção e que se ele quiser pode fazer o mesmo com você.

10. Critique em particular, elogie em público

Sem mais delongas faça o que o item 10 diz: Critique sempre em particular, elogie sempre em público e você vai potencializar a influência de suas palavras.

Faça o que eu digo e ninguém sai ferido. Caso você discorde ou tenha algo a acrescentar, por favor, tenha seu chilique nos comentários.

Bjs abs e piparotes!

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Telefone para você. (A diferença entre falar e fazer…)

A decisão.

Preciso abrir uma conta em outro banco. Ok… precisar não preciso, quero. Numa conversa informal com um amigo de mercado financeiro fiquei sabendo das vantagens da diversificação na oferta de serviços bancários e decidi que romperia a relação de exclusividade com meu banco após uma década de fidelidade não reconhecida.

Tudo bem eu assumo, a relação já estava desgastada, ela (a instituição) já não me procurava mais, ou quando procurava era só pra pedir dinheiro ou dizer que eu estava errado. Cansei. Quando percebi, eu estava olhando pra outras na rua, atrás de aventura ou quem sabe de um outro porto seguro onde pudesse amarrar meu barco.

A escolha.

Como em qualquer “caça” as diferenças efetivas entre uma ou outra opção eram estatisticamente desprezíveis então parti para as afetivas. Pois como estava carente queria alguém que me desse colo, cafuné ou um ombro. Sabia que eu era um bom partido, tinha um dote considerável (mas não invejável) e minhas exigências poderiam ser consideradas básicas. Ah! Esqueci de dizer que em minha escolha evitei as opções do tipo premium pois não queria gastar aquilo que me dava condições de status com algo que me cobrava mais para mostrar aos outros que eu tinha status e fatalmente acabaria tirando o verdadeiro status que porventura (ou ilusão) eu tivesse. Mas voltemos ao status quo.

A determinação.

Ela era perfeita, ou ao menos se aproximava disso. Além de cuidar das minhas finanças, era interessada em causas sociais, meio ambiente, perambulava muito bem pela cultura, tinha acabado de realizar uma plástica geral e estava enxutíssima e se eu precisasse ela ainda me emprestava dinheiro!!! Que mais eu poderia querer?

O encontro.

Fui conhece-la pessoalmente. Pra saber mais informações sobre a pretendida. A internet até é um bom meio para a paquera, mas para efetivar a proposta de relação ai eu sou tradicional, tem que ser olho no olho. Isso evita surpresas futuras. Vesti-me com as honrarias que a situação pede. Sem muita pompa para evitar altas expectativas, sem muito desleixo para evitar o pouco caso.

A hora da verdade.

Entrei na agencia. Olhei em volta, era de pequenas proporções, do tipo mignon, com 4 caixas de atendimento, alguns caixas eletrônicos e três mesas de gerentes. 4 ou 5 pessoas na fila esperando sua vez de serem atendidas. Enfim nada que destoasse muito daquilo que eu já esperava. Após um breve e superficial reconhecimento da área encontrei-a. Estava atrás de uma mesa onde descansava uma placa com os dizeres “abertura de contas – Rita de Cássia” aquilo soava como poesia em meus ouvidos. As trombetas tocavam, o coração disparou. Rita… esse era seu nome… fui ao seu encontro e ao chegar perto da mesa nossos olhares se cruzaram pela primeira vez. Como ela estava ao telefone fez um sinal para que eu sentasse e foi o que fiz ouvindo ainda o final de sua conversa “me liga lá pelas 5 que eu já sai e a gente se encontra pra botar a fofoca em dia. Beijo, tchau”

- Olá em que posso ajuda-lo?

- Eu queria abrir uma conta e…

TRIMMMMMM toca o telefone. Aliás os telefones. Eram todos os telefones tocando ao mesmo tempo.

- Eu vi uns prospectos de abertura de conta na…

TRIMMMMM e o som ecoava por toda a agencia. Olhei ao lado para as outras mesas e vi uma gerente remexendo sua bolsa e a outra vasculhando uns papéis.

- Eu gostaria de saber mais sobre…

TRIMMMMM as pessoas na fila também começavam a olhar em volta como que procurando quem iria atender ao chamado. Lancei um olhar ao telefone quase que sugerindo que ela o atendesse e ela lá com suas mãos cruzadas sobre a mesa e seu olhar de “estou aqui para ouvi-lo”.

- Se você quiser atender o telefone… sugeri já mostrando certo desconforto com a interrupção freqüente. Ao lado as duas gerentes conversavam. Devia ser algo muito importante.

Comecei a duvidar de minha sanidade. Será que só eu to percebendo esse som do telefone tão alto? Olhei novamente para a fila, bem , se eu estava louco eles também estavam. Só nós ouvíamos o som do telefone. Todos os funcionários do banco nem o notavam.

- E se o senhor ainda disponibilizar recursos para o fundo… Rita falava. Eu já não ouvia mais nada só ficava esperando o próximo toque. E ele vinha…

TRIMMMMMM

- E é ai que está o nosso maior diferencial, o cuidado com o cliente… Rita não percebia que tinha me perdido e que agora eu passava a contar quantos toques ainda viriam. As gerentes tinham ido tomar um cafezinho na máquina ao lado. Novos integrantes da fila já percebiam o mantra do telefone e, como seus predecessores, também olhavam em volta em busca de um salvador.

- Se o senhor reparar em nossas taxas… Atenda o telefone. Atenda o telefone. Eu enviava sinais telepáticos para ela já fantasiando que poderia ser alguma coisa importante como… um cliente por exemplo!

TRIMMMMMM era o décimo toque. Minha fantasia começou a ganhar proporção e eu já me via no escritório com o telefone em punho, precisando de um serviço, informação, ajuda ou alô, não interessa! Por que esta gerente não atende ao telefone?!? Como ela podia fazer isso comigo? Eu precisando falar e ela tomando cafezinho, tentando chavecar mais um incauto ou secando as unhas?

Minha esperança era que a linha caísse para que assim eu pudesse retomar o mínimo de atenção que ainda tinha e ouvir o resto da ladainha de Rita. Para meu desespero o tel não parou.

- Capitalização é nosso forte, temos uma linha de…

Décimo sétimo toque. Surtei. Levantei-me da cadeira e em alto e bom som proferi minha indignação:

-NINGUÉM VAI ATENDER ESSE TELEFONE?

A agencia parou. De um lado os funcionários com olhares de susto e reprovação, de outro meus aliados da fila dando razão a minha indignação, cheguei até a ouvir um “é isso mesmo…”

- O senhor está bem? Perguntou Rita não entendendo minha atitude.

-Agora estou ótimo. Rita sabe quem era ao telefone? Eu! Eu e tantos outros que precisam ser atendidos, mas vcs estão ocupados demais para isso não é verdade? Passar bem Rita.

Fui embora de peito estufado e o sorriso de quem acabara de escapar de uma roubada.

Resumo da ópera.

O telefone serviu como um alarme contra o mau atendimento. A cada frase emitida pela Rita o alarme gritava “não acredite!” e foram 17 “não acredite” que eu ouvi em pouco mais de dois minutos.

Imagine se no segundo ou terceiro toque, ao perceber que ninguém atenderia, Rita pegasse o telefone e aproveitasse a oportunidade de mostrar toda sua desenvoltura como gerente, imagem e interface da instituição provendo um atendimento exemplar, mostrando soluções, ouvindo o cliente e dando um “show” para sua platéia (eu no caso).

Qual teria sido minha percepção em relação aos serviços deles? Qual teria sido minha experiência com a situação? Lá estava um cliente em potencial que estava pronto para fechar um negócio, ávido para validar suas expectativas, disponível, com a atenção toda voltada pra ela e o que ela faz? Blá blá blá, discurso decorado, panfletos batidos, chance desperdiçada.

Diz um ditado: Existem 3 coisas que não retornam: a flecha atirada, a palavra lançada e a oportunidade perdida. Vou acrescentar mais uma: o cliente desprezado.

você já se sentiu desprezado por um fornecedor, prestador de serviço ou vendedor? Deixe seu comentário, é sempre um prazer conversar com você.

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Preliminares ou direto ao assunto? A importância do papo-furado

Tem gente que simplesmente o-d-e-i-a o papo-furado, a conversa sem destino, o diálogo sem assunto, a interação sem conteúdo.
Normalmente o que escuto dessas pessoas é: “Não tenho paciência pra esse lenga-lenga”, ou então “É sempre a mesma ladainha – futebol, novela, politica, se vai chover – isso não leva a lugar nenhum” ou a clássica e nem por isso menos dramática “Vou direto ao assunto, não tenho tempo a perder”.
Pois bem, pequenas criaturas comunicativas, saibam que o papo-furado, a ladainha, o lenga-lenga desempenham um papel fundamental no sucesso de sua comunicação.
Eles são o “aquecimento” do que está por vir.

A troca inicial de pensamentos, sensações e opiniões em assuntos cotidianos ou sem profundidade tem a função de regular a energia da conversa, oferecer um tempo para os participantes sentirem-se a vontade uns com os outros e determinar várias dimensões do “momentum de comunicação”, como confiança ou desconfiança, conforto ou desconforto, intimidade ou formalidade. Pura sintonia, comunhão.

Eu tenho uma amiga (que está a procura do par ideal) que sempre me diz:

- Sabe Mussa, eu não tenho tempo a perder. Quando conheço um cara vou logo dizendo no primeiro encontro: “olha aqui, eu sou divorciada, tenho dois filhos, uma TPM que dura 2 semanas e sou alérgica a leite” Porque ai se o cara quiser a gente segue em frente, senão ninguém perde tempo e eu posso me focar em alguém que dê certo.
Acho que não preciso explicar essa né? Parece que o “direto ao assunto” dela está agindo contra seu objetivo final. (aliás se tiver algum solteiro interessado por favor me avisem, ela tá desesperada sabe?)

O que fazer para ficar a vontade durante um papo-furado?


1. Entenda que o papo-furado é apenas um estágio para algo signifitcativo, se você o evitar poderá parecer rude ou desinteressado na outra pessoa ou grupo.

2. Aceite que muitas vezes o papo poderá ser interessante, em outras não. Tudo bem, não é problema algum falar de coisas superficiais ou fazer comentários não tão espetaculares quanto você gostaria. Fique a vontade e deixe o outro a vontade caso isso ocorra. Demonstre interesse. Mantenha o fluxo da conversa.

3. Pense em algo que você possa ter em comum com a(s) pessoa(s) com quem está conversando e simplesmente lance a isca. Se não colar tente outra vez.(leia o item 2 novamente) Sim. Vale falar do tempo.

4. A duração do papo furado normalmente é curta. Em um encontro de negócios deve durar de cinco a dez minutos antes de você finalmente “ir direto ao assunto”. Em interações sociais você pode usar a mesma medida antes de começar assuntos mais profundos como “para onde vai nosso país?” ou “você viu a história dos padres pedófilos?”

5. E sempre que você sentir que o papo-furado está ficando mais furado do que papo, use uma transição para o assunto principal como “E como andam as coisas na empresa?” ou “Que bom que pudemos nos encontrar para tratar desse assunto X”

Megahiperultradica nº 543: Não se preocupe em parecer inteligente, esperto ou sagaz. Apenas entre na dança da conversa, siga o ritmo com leveza e faça os movimentos que te levarão ao objetivo final.

Aliás algum de vocês saberia me dizer uma outra interação humana onde as preliminares são tão (ou mais) importantes para se atingir o objetivo final quanto o “assunto” principal?
Não consigo pensar em nada agora.

Bjs abs e piparotes!

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Quando usar a Comunicação Sustentável?

Muito bem, você  (provavelmente) já sabe que “Comunicação Sustentável” significa estar atento para os desdobramentos e impactos de sua comunicação no ambiente pois leu sobre esse conceito aqui.

A questão agora é: Quando você usa a Comunicação Sustentável?

- Ué? Mas não é pra usar sempre?

Não. Quer dizer, sim. Mas não precisa ser sempre, de vez em quando apenas ou sempre se você quiser. Você até pode (e vai) usar sempre. É apenas uma questão de tempo, familiarização e prática. Mas por enquanto vamos focar no “momentum de comunicação”.

- Momentum? Não seria momento? Coisa mais fresca…

Momentum mesmo, porque parece mais chique e assim você absorve a informação com mais facilidade (diferenciação, estranhamento e repetição para absorção – megadicaescondidanotexto nº 145)

Bem vamos deixar a discussão do momentum de lado por um  momento e focarmos em descobrir o que é esse momentum:

Você está a ponto de discutir com seu chefe.

Você vai apresentar um novo conceito ou idéia.

Você vai vender. Você vai comprar. Você vai negociar.

Vai fazer uma apresentação em público. Vai fazer uma reunião antes.

Você precisa divergir ou contrariar a idéia de alguém.

Você precisa mudar o jeito de se fazer alguma coisa.

Você precisa do engajamento de sua equipe para um projeto.

Você é um líder. Você é um liderado. Você é um liderando.

Tudo isso são “momentuns de comunicação”. E é quando você deve utilizar as técnicas de Comunicação Sustentável.

  • Você tem um objetivo claro (ou deveria ter),
  • um público específico e tangível
  • e o resultado depende do outro para ser alcançado.

Estes três itens são autoexplicáveis mas como o óbvio não exclui a palavra (hiperditadoconceitual nº 688) vamos lá pois meu objetivo com esse texto é claro (caracterizar a comunicação sustentável), conheço o perfil do público que lê o meu blog (você) e dependo da compreensão deste conceito para que o público (você de novo) possa ter sucesso em suas interações no ambiente de trabalho, se dar bem, virar CEO e me contratar depois para palestrar.

Objetivo claro:

Seja qual for o seu objetivo em uma interação com outra pessoa, lembre-se sempre dele. Se possivel escreva qual é seu objetivo momentos antes dessa interação. Parece ridiculo, exagerado ou desnecessário. Mas grande parte dos insucessos na comunicação se deve ao fato de as pessoas se distanciarem do objetivo principal de uma interação.

Foco no resultado. Se seu objetivo é obter um desconto enorme de seu fornecedor, e dai que você não gosta do jeito “com ar de superior” que ele olha pra você? E dai que você acha que pechinchar é feio? Você não está lá para definir jeitos de um olhar para o outro. Você não está lá para se sentir superior, inferior ou igual. Você está lá para ganhar um desconto. Em outro momento você pode até definir limites, hierarquias e tamanhos. Mas naquele momento seu objetivo não é esse.

Tenha um objetivo.  Escreva-o num papel e guarde-o no bolso(a) pouco antes da interação. (se precisar leia-o durante o encontro). Depois me conte como foi.

Você tem um público específico e tangível.

Isso significa que é possivel conhecer quem você vai interagir. Saber o que motiva, o que desmotiva, o que inspira, o que bloqueia, magoa, alegra, invade, expande, eticetera e tals.

Quanto mais você souber sobre quem você vai interagir, maiores as possibilidades de abordagem e maiores suas chances de sucesso.

Se você sabe quais botões apertar e quais evitar fica muito mais fácil operar a máquina. Você diminui substancialmente a tentativa e erro.

O resultado depende do outro para ser alcançado

Conhecer mais sobre o outro também o ajudará a entender qual o objetivo do outro na interação. E desta forma você poderá aplicar a tão falada situação “ganha x ganha”.

Não está em suas mãos. Depende do outro. Aceite isso ou morra tentando.

E sendo assim depende do jeito que o outro vê o mundo. Depende do que o outro quer na vida. Depende do quanto o outro está disposto a abrir mão para lhe entregar o resultado ou objetivo que você quer. Depende do quanto o outro precisa se sentir superior para lhe conceder um enorme desconto.

Pergunte-se sempre:

- O que eu posso fazer para que ele tenha sucesso?

E faça.

Entender esses três itens – objetivo, público e desfecho – é relativamente fácil. Difícil, ou quase impossível, é colocá-los em prática no calor dos acontecimentos. Por isso é importante praticar sempre que você tiver oportunidade e, de preferência, em situações que não sejam extremas ou radicais demais.

Quer saber? Eu tenho certeza que você tem algo que pode ser resolvido agora e que você pode se beneficiar ao utilizar esses três pilares.

Tá esperando o quê? Escreva seu objetivo, defina seu público e conquiste o resultado.

Depois conta pra gente aqui no blog!!!!

Bjs, abs  e piparotes!!!

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Como usar a raiva a seu favor em 4 passos muito simples.

PARE2 e seja VIP:

Perceba

Tenha consciência de seu estado e principalmente a causa ou origem dele.

Aristóteles disse uma vez: “Zangar-se é fácil, difícil é zangar-se com a pessoa certa, no momento certo, na intensidade certa e pelo motivo certo.”

Este milionésimo de segundo em que você pára e escuta seu corpo e mente poderá salvar seu emprego ou de outros. O simples fato de você perceber seu estado já acalma a amigdala que diminui sua atividade e pára de enviar mensagens de perigo para seu corpo.

Analise

Faça como se fosse um observador, uma terceira pessoa e leve em consideração o maior número possível de informações que possam estar envolvidas nesse seu estado principalmente as que lhe contradizem. Durante a análise é fundamental que você peça licença para sua “voz interior” , “seu diabinho”, “seu julgamento” e permita-se ver o outro lado e suas motivações.

Reflita

Com a análise feita ai é a hora de botar em prática o seu julgamento, sua capacidade de projeção.

Quais os riscos envolvidos?

Qual objetivo quero alcançar?

Quem são as pessoas, fatos ou coisas com as quais estou com raiva?

Elabore diferentes cenários para diferentes possibilidades, pois isso lhe ajudará na hora da:

Escolha

Depois de ter refletido sobre os desdobramentos ai você poderá fazer uma escolha que tenha como consequencia algo positivo para você.

É o momento de você traçar sua estratégia.

Execute

Mãos a obra. Nesse estágio você estará consciente, com recursos e cenários que lhe garantirão a melhor atitude.

E tenha sempre, durante todo o processo uma:

Visão Intencionalmente Positiva

Ou seja, lembre-se que as pessoas querem se conectar umas as outras, que ninguém tem como motivação fazer o mal a outro e sim fazer um bem a si mesmo (mesmo que para isso acabe fazendo mal a alguém), que é possível achar uma solução para qualquer problema e que pedir ajuda ou mostrar-se vulnerável traz melhores resultados do que uma cara fechada, um resmungo ou um ataque.

Neste exato momento (se é que você chegou até aqui) você deve estar se perguntando:

To no meio de um acesso raivoso e o mussarela quer que eu faça tudo isso?!?

Tá louco! Só pode ser! Louco de pedra!

Pois bem, saiba que todo o processo acontece num piscar de olhos e fica cada vez mais automático quanto mais você praticar.

Dicaneural: as sinapses ficam cada vez mais fortes e rápidas através da repetição.

Sem contar que isso lhe garantirá os preciosos segundos para voltar ao prumo antes de qualquer atitude impetuosa ou impulsiva.

Ou você nunca ouviu ou mesmo disse: “me desculpe, eu tava nervoso(a) não queria dizer isso…”

Enquanto isso na caixa preta…

A cooperação traz mais benefícios a você do que a vingança. Soltar a raiva só aumenta sua sensação de mal estar. Ser benevolente, mesmo com quem te ferra, faz seu sistema de recompensa (receptores de dopamina) entrar em atividade e dar a você uma sensação de satisfação duradoura.

Ou seja, mesmo se for por puro egoísmo ou apenas para cessar a raiva, a melhor escolha é sempre ajudar, perdoar, cooperar e seguir em frente. Os sintomas da raiva desaparecerão, aquele mal estar incômodo será suavizado muito mais rápido se você escolher pelo caminho da empatia, da compaixão, da conexão.

Eu sei que parece ilógico ser altruista com alguém que te ferra, mas que funciona, funciona…

Mágica? Não, é apenas o instinto de conexão. A natureza é sábia…

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Carta pela Compaixão – Charter for Compassion

Na sua comunicação um dos seus maiores aliados é a sua capacidade de “sentir com o outro” ou Compaixão.

A megahiperultradica é: “Não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você mesmo” Ou numa tradução positiva “Faça aos outros aquilo que você gostaria que fizessem por/para/com você”

Simples demais? Isso você já sabia?

Provavelmente sim, você já sabia. Afinal este é um preceito que é difundido em todas (eu disse TODAS) as crenças mundo afora.

A questão está justamente na prática deste fundamento. Ela está esquecida, deixada de lado, relegada ao segundo plano em detrimento a vida agitada das grandes metrópoloes, da busca por ser bem sucedido custe o que custar, na falácia de que os fins justificam os meios entre outras loucuras de nossa vida contemporânea maquiavélica.

A boa notícia é que se iniciou um movimento em busca do resgate dessa prática, tão simples e tão eficaz, que se chama Charter for Compassion (ou Carta pela compaixão) que uniu pessoas das mais variadas etnias e crenças em torno deste ideal. Só falta você.

Abaixo está o texto retirado do site (que pode ser visitado aqui) . É uma obra de arte, uma forma de encarar a vida, uma ferramenta multiuso. Use e abuse.

Carta pela Compaixão

O princípio da compaixão é o cerne de todas as tradições religiosas, éticas e espirituais, nos conclamando sempre a tratar todos os outros da mesma maneira como gostaríamos de ser tratados. A compaixão nos impele a trabalhar incessantemente com o intuito de aliviarmos o sofrimento do nosso próximo, o que inclui todas as criaturas, de nos destronarmos do centro do nosso mundo e, no lugar, colocar os outros, e de honrarmos a santidade inviolável de todo ser humano, tratando todas as pessoas, sem exceção, com absoluta justiça, eqüidade e respeito.

É necessário também, tanto na vida pública como na vida privada, nos abstermos, de forma consistente e empática, de infligir dor. Agir ou falar de maneira violenta devido a maldade, chauvinismo ou interesse próprio a fim de depauperar, explorar ou negar direitos básicos a alguém e incitar o ódio ao denegrir os outros – mesmo os nossos inimigos – é uma negação da nossa humanidade em comum. Reconhecemos que falhamos na tentativa de viver de forma compassiva e que alguns de nós até mesmo aumentaram a soma da miséria humana em nome da religião.

Portanto, conclamamos todos os homens e mulheres ~ a restaurar a compaixão ao centro da moralidade e da religião ~ a retornar ao antigo princípio de que é ilegítima qualquer interpretação das escrituras que gere ódio, violência ou desprezo ~ garantir que os jovens recebam informações exatas e respeitosas a respeito de outras tradições, religiões e culturas ~ incentivar uma apreciação positiva da diversidade religiosa e cultural ~ cultivar uma empatia bem-informada pelo sofrimento de todos os seres humanos - mesmo daqueles considerados inimigos

É urgente que façamos da compaixão uma força clara, luminosa e dinâmica no nosso mundo polarizado. Com raízes em uma determinação de princípios de transcender o egoísmo, a compaixão pode quebrar barreiras políticas, dogmáticas, ideológicas e religiosas. Nascida da nossa profunda interdependência, a compaixão é essencial para os relacionamentos humanos e para uma humanidade realizada. É o caminho para a iluminação e é indispensável para a criação de uma economia justa e de uma comunidade global pacífica.

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A comunicação na corda bamba

Falar não é preciso, ouvir não é preciso, interpretar não é preciso. Comunicar é preciso. Tende ao exato. Vislumbra a perfeição. É orgânico e imprescindível.

É preciso porque envolve técnica, habilidade, planejamento, lógica, raciocínio, análise, correção, metas, resultados e um monte de outras coisas que mesmo que vc não tenha consciência de que está fazendo você faz. É preciso pois sem a comunicação não fazemos coisa alguma, não somos, não interagimos, não existimos.

Como pode ser preciso se o próprio titulo é ambíguo? Pois comunicar é preciso até mesmo em sua subjetividade. Ate mesmo a possibilidade interpretativa deve ser intencional, calculada ou prevista.

Você diria que uma equilibrista que atravessa dez metros de distância, por um cabo de no máximo um centímetro de largura, a sete metros da altura sem nenhum deslize, com um daqueles guarda-chuvinhas chineses na mão, sem hesitar e sem perder a concentração esta sendo precisa naquilo que faz?

Assim como a comunicação, toda a caminhada da equilibrista não é uma sucessão de acertos, e sim um sem número de correções ao longo do caminho. Para cada deslocamento de seu centro de gravidade uma infinidade de correções imperceptíveis, feitas minuciosamente, garantem a ela essa precisão. Ela sabe de onde vai sair,  onde quer chegar, do que é feito o caminho e como fazer as correções necessárias para ter sucesso nesse objetivo.

Essa é a precisão que buscamos ao comunicar.

megahiperultradica nº876: Não vá em busca de um acerto. É tombo na certa! Saiba corrigir os erros durante a caminhada.

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O BBB10 e a comunicação

Ok eu assumo.

Assisto fervorosamente o BBB. Mais que assisto, estudo. Mais que estudo, me fascino.

Além da clara questão de observar a vida alheia no conforto do sofá da minha casa, tenho  o BBB como um verdadeiro laboratório de pesquisas em comunicação. Adoro ver as interações, os grupos se formando, transformando e reformando ao sabor dos ventos (ou ventanias).

A coisa que mais me chama a atenção é o julgamento que cada um faz das situações e pessoas. Normalmente são equivocados, incompletos ou tendenciosos. O número de votos que um levou, a razão que outro teve para votar em X, o significado do silêncio diante de uma observação provocativa, o olhar fulminante de Y, a falsidade de Z, a verdade de fulano,eticetera e tals.

O grande lance é que isso não é uma exclusividade dos primatas em cativeiro televisivo. Isso faz parte do nosso dia a dia. do cotidiano de várias (senão todas) corporações. Uma rotina minha, sua e deles.

Se gostamos de alguém sempre veremos o lado positivo de suas atitudes e intenções. Se não gostamos, o contrário também serve e sempre arrumaremos uma justificativa negativa para aquela boa ação aparentemente despretensiosa. De uma forma ou de outra o que nos engana é sempre nosso julgamento falho e a eterna vontade de estarmos certos.

E o grande vilão nessa história é o nosso cérebro que muitas vezes dá como certo um pensamento que carece de informações. e preenche essas lacunas de dados com pressuposições. Uma verdadeira armadilha para a boa comunicação

megahiperultradica nº 14 – Ir contra o próprio cérebro é a mais dificil das virtudes mas também a que traz os melhores resultados.

Da próxima vez que você tiver certeza absoluta da intenção de alguma outra pessoa, pare e permita-se pensar em outros pontos de vista possiveis. Isso não quer dizer largar suas convicções a Deus dará, apenas ampliar seu ponto de vista e entendimento do mundo. Entendimento do outro.

Caso contrário o próximo a ir para o paredão pode ser você. (e a gente não quer isso, quer?)

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Marte e Vênus falam a mesma língua, o que muda é o objetivo da comunicação.

Rebeca trabalhava no escritório a pouco mais de dois meses e naquela manhã adentrou a sala de Orlando de sopetão. Nem pediu licença e já foi falando:

-       Ai Orlando, perdi todo o relatório da reunião de hoje! E agora o que eu faço?

-       Como assim perdeu? Esqueceu em algum lugar?

-       Não! Perdi, apaguei, não salvei, sei lá o que aconteceu Orlando!

-       Calma você está muito nervosa…

-       Nervosa eu!?!? Ner-vo-sa!?!?

-       Relaxa é só você ligar pro arnaldo de TI e pedir pra ele um backup dos últimos documentos do seu terminal. Pronto. Agora engole esse bico e volta pro trabalho que a gente tem muito o que fazer…

Rebeca sai mais furiosa do que quando entrou, Orlando não entende, dá de ombros e pensa “TPM, pra que continuar nervosa se já tá tudo resolvido?, só pode ser TPM” e continua seu trabalho lépido e faceiro. Dias depois na avaliação 360º ele vê com surpresa que Rebeca o qualificou como fraco no trabalho em equipe.

Eles nunca mais se falaram.

…………………

Homens e mulheres comunicam-se de maneiras diferentes.

Os homens dividem problemas para encontrar uma solução. As mulheres dividem problemas para estreitar laços, simplesmente para compartilhar, enviar ou receber empatia, compaixão.

É muito comum uma mulher vir falar com um homem sobre um problema qualquer e de bate pronto o homem responde: “ah, isso é simples, basta você..” ou então “E você está preocupada com isso? Do que vai adiantar” e ainda “por que você não tenta…”. Pronto, está armada a confusão.

O homem vai achar que fez sua parte dando a solução e a mulher vai achar que ele não deu a mínima pois “só” deu a solução e nem se preocupou com ela.

É muito comum um homem dividir um problema com uma mulher e ela ficar apenas se lamentando com ele “puxa, que droga né?”, “nossa! Eu imagino o que você está sentindo…” e o clássico “ai que chato isso! E como você tá?”.

Megahiperultradica nº 39: Se você é homem, antes de propor uma solução para algum problema que uma mulher divida com você, interesse-se por ela, seus sentimentos em relação ao problema, a emoção que está sentindo e tenha compaixão, ou seja, sinta junto com ela.

Ao invés de dizer o que fazer, pergunte o que ela acha que deve ser feito. E concorde. Sempre. (sim, sempre) Passado este momento das preliminares (elas adoram preliminares) ai você estará seguro para lançar um “e se a gente…”

Frases que funcionam:

“Não acreditoooo” (com o “o” estendido em sinal de preocupação)

“Nossa, que horrivel!” (por mais boba que possa parecer a questão)

“Eu imagino o que você está sentindo, é chato né? (Espere a resposta. E balance a cabeça em consentimento)

“Ai, eu não queria estar na sua pele e agora?” (se quiser começar a se incluir na conversa bote um “o que a gente faz?”)

Quando for fazer um acompanhamento do problema preocupe-se primeiro com ela “Como você está?”, “Melhorou?”, “tá menos tristinha” (que se for dito “tistinha” com um bico no final traz melhores resultados)

Megahiperultradica nº 40: Se você é mulher e um homem divide um problema com você, ele está tentando encontrar uma solução, está pedindo para que você ofereça alternativas e/ou pense junto com ele no problema. “ele” é problema dele, ele só quer a solução. Depois, talvez, ele divida os sentimentos com você.

Se ele não o fizer, isso não significa que não goste de você, que não se importe com você ou que não queira fortalecer os laços de relacionamento.

Ele já fez tudo isso ao abrir pra você que ele tem um problema. É o equivalente a pedir informações no trânsito. É só em último caso. Afinal eles sabem se virar.

Frases que funcionam:

Qualquer uma que venha acompanhada de pelo menos uma tentativa de solução do problema. Podem ser sugestões, pessoas que possam ajudar, planos B ou até mesmo uma outra persectiva do problema.

(Depois , se ele se abrir sobre os sentimentos aí você dá o bote e pratica a compaixão)

…………………

Pode ser que você não acredite em uma palavra do que escrevi até agora. Peço-lhes que experimentem e vejam os resultados por si só.

De qualquer maneira vou mostrar um exemplo real e atual:

Rosana Herman, Jornalista conceituada e twiteira de primeira blogou o sumiço de seu Iphone. (@rosana)

Leia os comentários sobre o post dela e veja se encontra algum padrão nas respostas femininas e masculinas. É muito nítido! (ou será que minha dissonância cognitiva está brincando comigo?) Veja com seus próprios olhos aqui: http://blogs.r7.com/querido-leitor/2010/02/09/cade-meu-celular/

E, lógico, comentem suas descobertas depois!

Bjs, abs e piparotes!

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Só isso? Ah, tá fácil…

Essa é ótima!

Requisitos para ser estagiário numa empresa postado por uma candidata no Facebook: (valeu Joaninha!)

Boa digitação • Fluência verbal • Dinamismo • Persuasão • Liderança • Flexibilidade • Foco no Cliente • Objetividade • Organização • Planejamento • Pró-atividade • Rendimento Sob Pressão • Resistência a Frustração • Saber Ouvir • Visão Sistêmica • Empreendedorismo • Agilidade • Foco em Resultados • Equilíbrio Emocional • Bom Humor• Liderança Estratégica • Cooperação • Empatia • Estratégia • Atenção • Administração do Tempo • Liderança Delegadora • Fluência Verbal • Relacionamento Interpessoal • Disciplina • Tomada de Decisão • Comportamento Ético • Comunicação Interpessoal • Criatividade • Disponibilidade • Espírito de Equipe • Iniciativa • Visão Estratégica • Capacidade de Cumprir Normas e Procedimentos • Comprometimento

Pelo menos 80% das atribuições acima estão ligadas diretamente a uma boa comunicação. (O que definitivamente não é o caso da empresa em questão). Você consegue dizer quais são essas atribuições?

Além disso, sempre falo sobre ouvir (ou perceber) aquilo que não é falado. Se você fosse chutar como é o dia a dia dessa empresa qual seria seu palpite? E qual foi a expressão que lhe deu essa pista?

E se você fosse redigir novamente essa lista, de maneira concisa, coesa e clara, em no máximo três linhas,  como ela seria?

Participe! Comente! Comunique! (ou se trumbique!)

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