O seu chefe mente!(melhor do que você…)

Sabe quando alguém te conta uma história mas aquilo soa estranho? Ou então por alguma razão você não engoliu aquela desculpa do seu colega por ter faltado no batizado do seu filho? Você já sentiu isso com seu chefe?

Pois é, você está percebendo dicas não verbais relacionadas a mentira. Mesmo que essa percepção não seja voluntária ou consciente, ela está lá. Seu cérebro vive procurando significado e qualquer coisa que saia um pouco do esperado… pimba! ele dá um sinal de que algo está estranho…

Um polígrafo, o famoso “detector de mentiras” funciona assim. ele busca pistas corporais muito sutis para dizer se uma pessoa está mesmo dizendo a verdade ou não.

você pode dizer- Isso eu já sei. Aprendi tudo no curso de PNL que eu fiz o ano passado.

Lamento (leia-se: eu adoro) acabar com sua alegria mas seu suado dinheirinho serviu apenas para você seguir a direção dos olhos, ficar igual a um macaquinho imitador e brincar de hipnotizador. Coisas que fora do ambiente do curso você nunca mais usou ou conseguiu reproduzir com tanta acuidade e mesmo assim continua contando vantagem pros outros sobre a mágica do rarghpport. (mas isso é história para outro post)

Estou falando de pistas realmente sutis como a quantidade de cortisol na saliva, diminuição da capacidade cognitiva, aumento da condutividade na pele, dilatação de pupilas, microexpressões, tiques de ombro, eticetera e tals.

Foi monitorando essas pistas sutis que Dana Carney, uma pesquisadora da universidade Columbia, fez uma descoberta pra lá de interessante.

A pesquisa era muito simples: Pediram aos voluntários que pagassem os salários de alguns funcionários e lhes foi orientado a pegar par si 100 dólares de cada pagamento e dizer ao funcionário que eles nada sabiam sobre a falta do valor, se a mentira fosse convincente eles poderiam ficar com o dinheiro.

Monitorando justamente as variáveis que falei antes (condutividade, cortisol, eticetera e tals), Dana concluiu que as pessoas com algum tipo de poder percebido emitiam os mesmos sinais daquelas que diziam a verdade.

Trocando em míudos: Os chefes mentem sem deixar sinais de que o fazem!

- Ah, Isso é mentira… (diria um leitor que não é chefe…)

Não. É a mais pura verdade. Quando mentimos tentamos suprimir uma série de movimentos internos emocionais e fisiológicos que acabam por detonar uma série de outras pistas que nem imaginamos que fazemos. É justamente ai que entra em cartaz as pistas não verbais, fruto de nossa tentativa de não sermos pegos na mentira.

Pelo que se viu parece que as pessoas que percebem um grau de poder sobre outras sentem menos aversão a correr riscos, como serem pegos em uma mentira por exemplo, o que os faz ficar mais a vontade e não emitir os sinais naturais de mentira. Parece que o estado “mentiroso” não os incomoda a ponto de emitirem sinais disso.

O pior não é isso. A maioria das pessoas consegue pescar uma mentira em mais ou menos 55% das vezes o que é um resultado apenas um pouco acima de um simples chute.

Ou seja, além de os chefes serem melhores na arte de mentir, nós somos piores na arte de descobrir uma mentira!!!! (já é o sexto parágrafo que termina com a palavra “mentira”)

Para descobrir se seu chefe, namorada, marido, colega de trabalho, “personau treiner” ou seja lá quem for está mentindo aguarde o próximo post. (isso pode ser uma mentira igual a do sexto parágrafo terminado em mentira…)

Você já foi pego em alguma mentira? Já pegou alguém mentindo?

Conta pra gente vaaaaiiii… Nem que seja mentira!!!

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Quando usar a Comunicação Sustentável?

Muito bem, você  (provavelmente) já sabe que “Comunicação Sustentável” significa estar atento para os desdobramentos e impactos de sua comunicação no ambiente pois leu sobre esse conceito aqui.

A questão agora é: Quando você usa a Comunicação Sustentável?

- Ué? Mas não é pra usar sempre?

Não. Quer dizer, sim. Mas não precisa ser sempre, de vez em quando apenas ou sempre se você quiser. Você até pode (e vai) usar sempre. É apenas uma questão de tempo, familiarização e prática. Mas por enquanto vamos focar no “momentum de comunicação”.

- Momentum? Não seria momento? Coisa mais fresca…

Momentum mesmo, porque parece mais chique e assim você absorve a informação com mais facilidade (diferenciação, estranhamento e repetição para absorção – megadicaescondidanotexto nº 145)

Bem vamos deixar a discussão do momentum de lado por um  momento e focarmos em descobrir o que é esse momentum:

Você está a ponto de discutir com seu chefe.

Você vai apresentar um novo conceito ou idéia.

Você vai vender. Você vai comprar. Você vai negociar.

Vai fazer uma apresentação em público. Vai fazer uma reunião antes.

Você precisa divergir ou contrariar a idéia de alguém.

Você precisa mudar o jeito de se fazer alguma coisa.

Você precisa do engajamento de sua equipe para um projeto.

Você é um líder. Você é um liderado. Você é um liderando.

Tudo isso são “momentuns de comunicação”. E é quando você deve utilizar as técnicas de Comunicação Sustentável.

  • Você tem um objetivo claro (ou deveria ter),
  • um público específico e tangível
  • e o resultado depende do outro para ser alcançado.

Estes três itens são autoexplicáveis mas como o óbvio não exclui a palavra (hiperditadoconceitual nº 688) vamos lá pois meu objetivo com esse texto é claro (caracterizar a comunicação sustentável), conheço o perfil do público que lê o meu blog (você) e dependo da compreensão deste conceito para que o público (você de novo) possa ter sucesso em suas interações no ambiente de trabalho, se dar bem, virar CEO e me contratar depois para palestrar.

Objetivo claro:

Seja qual for o seu objetivo em uma interação com outra pessoa, lembre-se sempre dele. Se possivel escreva qual é seu objetivo momentos antes dessa interação. Parece ridiculo, exagerado ou desnecessário. Mas grande parte dos insucessos na comunicação se deve ao fato de as pessoas se distanciarem do objetivo principal de uma interação.

Foco no resultado. Se seu objetivo é obter um desconto enorme de seu fornecedor, e dai que você não gosta do jeito “com ar de superior” que ele olha pra você? E dai que você acha que pechinchar é feio? Você não está lá para definir jeitos de um olhar para o outro. Você não está lá para se sentir superior, inferior ou igual. Você está lá para ganhar um desconto. Em outro momento você pode até definir limites, hierarquias e tamanhos. Mas naquele momento seu objetivo não é esse.

Tenha um objetivo.  Escreva-o num papel e guarde-o no bolso(a) pouco antes da interação. (se precisar leia-o durante o encontro). Depois me conte como foi.

Você tem um público específico e tangível.

Isso significa que é possivel conhecer quem você vai interagir. Saber o que motiva, o que desmotiva, o que inspira, o que bloqueia, magoa, alegra, invade, expande, eticetera e tals.

Quanto mais você souber sobre quem você vai interagir, maiores as possibilidades de abordagem e maiores suas chances de sucesso.

Se você sabe quais botões apertar e quais evitar fica muito mais fácil operar a máquina. Você diminui substancialmente a tentativa e erro.

O resultado depende do outro para ser alcançado

Conhecer mais sobre o outro também o ajudará a entender qual o objetivo do outro na interação. E desta forma você poderá aplicar a tão falada situação “ganha x ganha”.

Não está em suas mãos. Depende do outro. Aceite isso ou morra tentando.

E sendo assim depende do jeito que o outro vê o mundo. Depende do que o outro quer na vida. Depende do quanto o outro está disposto a abrir mão para lhe entregar o resultado ou objetivo que você quer. Depende do quanto o outro precisa se sentir superior para lhe conceder um enorme desconto.

Pergunte-se sempre:

- O que eu posso fazer para que ele tenha sucesso?

E faça.

Entender esses três itens – objetivo, público e desfecho – é relativamente fácil. Difícil, ou quase impossível, é colocá-los em prática no calor dos acontecimentos. Por isso é importante praticar sempre que você tiver oportunidade e, de preferência, em situações que não sejam extremas ou radicais demais.

Quer saber? Eu tenho certeza que você tem algo que pode ser resolvido agora e que você pode se beneficiar ao utilizar esses três pilares.

Tá esperando o quê? Escreva seu objetivo, defina seu público e conquiste o resultado.

Depois conta pra gente aqui no blog!!!!

Bjs, abs  e piparotes!!!

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CEO Desesperado. Diagnóstico: Péssima comunicação.

Acabei de ver a pouco o seguinte tweet:
@JulioCardozo: CEO desesperado confessa:”subrdinados ñ entendem minha visão dos negócios.Sei q estou certo e eles errados”.Diagnóstico:péssima comunicação!


Esse tipo de desabafo é mais comum do que você imagina e, para mim, é mais um sintoma do que qualquer outra coisa. Mas… sintoma do quê?
Muitas vezes as pessoas que rodeiam o CEO (assessores, secretárias, subordinados, tia do cafezinho, você, etc) simplesmente respondem o que ele quer ouvir ao invés de perguntar.
Em outros casos as pessoas são incapazes ou não encontram brecha para pedir esclarecimentos e preferem seguir com o pouco (ou nada) do que foi falado.
Em alguns a vergonha de parecer burro ou ignorante é mais forte que o risco de se comunicar errado. (tanto do CEO quanto do receptor)


E na maioria dos casos o CEO ou líder simplesmente não faz questão nenhuma de trabalhar sua comunicação e adequa-la ao seu público receptor. “A obrigação de entender é deles, a minha parte eu to fazendo”.
Ou então acha que deter informação é diretamente proporcional a ter poder e passa apenas aquilo que ele considera “necessário” para o seu público. Vixe! Nem vou comentar…
Entendo que deva ser muito difícil para um CEO quebrar certos paradigmas e/ou comportamentos dele e dos outros. Mas tenho certeza de que se ele quiser basta prestar atenção em seus receptores e adequar a mensagem ao dialeto deles (falarei mais sobre dialetos em outro post). Ser humilde e, principalmente, conectar-se com as aspirações, contexto, valores e crenças de seus subordinados. Fazer algumas perguntas também pode ajudar muito.
Diquinhaperspicaz: Se todos estão errados e você está certo, cuidado. Você está errado. (mesmo se estiver certo)
Megasuperultradica nº 347: É melhor perguntar e parecer ignorante do que permanecer ignorante. O primeiro demonstra interesse o segundo cria riscos desnecessários.
E de bônus um ditado: “Evidens aud excluden verbis” ou “O óbvio não exclui a palavra”


Você já esteve em alguma situação parecida com essa do CEO? Conte pra gente! Faça seu comentário, interaja, participe, bote a boca no trombone! O pior que pode acontecer é ninguém entender o que você está falando. (xiiii)

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