10 passos para lidar com uma birra. Conheça o Chiliqueback.

Todo mundo tem um chiliquento na vida. Seja um chefe, um colega de trabalho ou até mesmo o Neymar. O chilique é uma instituição corporativa. Uma ferramenta de gestão, Um recurso de comunicação, Uma habilidade da liderança. Quando a pessoa esgota seus recursos lógicos – o que, no caso do chiliquento, dura meros segundos – lá vem a explosão verbal, a chantagem emocional, a birra infanto-hierarco-compulsória que assola o ambiente de trabalho.

O chilique tem raízes muito profundas e razões um tanto obscuras, ele foi aprendido como recurso de negociação pelo chiliquento e tem origem na insegurança da pessoa e imaturidade em resolver conflitos.

Apesar de todo esse cenário desolador, lidar com o chilique pode ser bem mais fácil e proveitoso do que você pode imaginar e se você seguir os passos adiante terá resultados incríveis.

1. Não entre no jogo. (apenas escute)

Essa é a regra de ouro. A megahiperultradica das megahiperultradicas. Não se envolva. Ignore.Pelo menos de início.

O chilique tem um forte teor emocional e o que o chiliquento mais quer é uma boa discussão sem pé nem cabeça onde ganha quem grita mais.

O chilique tem por objetivo o embate, a briga, o enfrentamento. Mas lembre-se: quando um não quer, dois não brigam.

O melhor antídoto do chilique é o silêncio, a tolerância e a calma.

Quer deixar um chiliquento P da vida? Fique quietinho, olhando em seus olhos com a maior calma do mundo pelo tempo que for necessário até que apareça a célebre frase “E ai? Não vai dizer nada?” (essa é a sua deixa)

*vá para o item 4 se estiver quase tendo um chilique pra saber o que fazer.

2. Apenas Ouça. Perceba o que está sendo dito.

Durante o chilique – já que você vai esperar até o surtado se acalmar – uma boa idéia é ouvir o que (não) está sendo dito. Durante esses acessos de cólera o chiliquento acaba entregando mais do que ele gostaria ou tem noção.

Perceba quais palavras ele utiliza, sobre o que ele está reclamando, quais são suas reinvidicações e, principalmente, qual sua motivação para ter esse comportamento. (o que ele busca com isso?)

3. Você sabe com quem está falando? (Dê uma fama para ser cuidada)

O chilique não é uma exclusividade de jogadores de futebol megaestrelas ou artistas hollywoodianos. Ele vem de qualquer lugar, de qualquer esfera, de qualquer pessoa.

Quem é o chiliquento? Seu chefe? Seu funcionário? Colega de trabalho?

Por que isso é importante?

A noção de status ou auto imagem que a pessoa tem de si exerce uma influência enorme no bem estar do chiliquento, tanto que ativa os mesmos circuitos do instinto de lutar ou fugir no cérebro e qualquer alteração do status quo (estado original percebido) é vista como uma ameaça das mais perigosas.

Se você entender qual é a noção de status ou auto imagem que o chiliquento tem você pode usar isso a seu favor dizendo por exemplo:

“Não acredito que uma pessoa tão inteligente e promissora precise sair do equilíbrio para demonstrar um ponto de vista” Pronto, matou o chilique.

4. Você tá reclamando do quê? (peça explicações)

Pronto. Agora que o chiliquento está mais calmo chegou a hora de entendermos o chilique.

Mesmo que você tenha entendido completamente o que o chiliquento queria e dizia durante o showzinho é fundamental esclarecer tudo. E isso servirá muito mais a ele do que a você. Você pedirá explicações e isso o forçará a racionalizar sua raivinha para lhe dar as respostas e consequentemente ele também entenderá melhor o que quer com a birra (além da birra é claro). O que você está fazendo aqui é amenizando o fator emocional e dando uma chance do chiliquento perceber que existem outros meios de se resolver a coisa.

Megahiperultradica: peça para o chiliquento nomear a emoção que está sentindo. Neuroscientistas descobriram que nomear uma emoção negativa ajuda a diminuir a sensação dela. É que o cortex pre-frontal (área do cérebro que se desenvolveu por último e relacionada com pensamentos lógicos, decisões, avaliações, pensamentos abstratos, etc) ameniza o funcionamento da amigdala (parte de nosso cérebro primitivo) e é responsável por nossas respostas de medo, ameaça, etc.

5. Traduza para seu idioma.

Essa é a segunda chance do chiliquento internalizar sua real intenção com o chilique. Aqui você pegará tudo o que ele falou (e o que você percebeu) e vai reformular com suas palavras.

“pelo o que eu entendi você está dizendo que…” e diga em outras palavras ou contextualizando melhor ou trazendo outros pontos de vista para a conversa.

Além de ajudar a esclarecer e evitar interpretações erradas que só poderiam piorar a situação, todo esse processo dá tempo ao chiliquento para se acalmar e, o mais importante de todo o processo, cria confiança.

O chiliquento percebe que você quer se conectar com ele, quer entender o seu mundo e que dessa forma você o respeita (lembra do status?)

6. Foque na solução.

Depois de dar tempo ao tempo, esclarecer a confusão emocional, manter o status do chiliquento, chegou a hora de encontrar uma solução.

Deixe de lado qualquer impulso de buscar culpados pelo evento, mesmo que existam nomea-los só vai aumentar as chances de novos chiliques.

Foque na situação, nas atitudes que precisam ser tomadas para que tudo se resolva. Para isso conte com a ajuda do chil… (você sabe quem) peça participação na solução pois assim você evitará futuros chiliques sobre o mesmo tema.

7. Chiliqueback – O feedback do chilique

Chegamos ao item que deu origem a este post. Chiliqueback nada mais é do que repassar todos os acontecimentos (itens 1 ao 6) e seus desdobramentos até o momento atual.

Convide o chiliquento para este exercício. Diga “vamos repassar tudo o que aconteceu até aqui só pra ver se eu entendi?”

Neste momento ele já está mansinho e você tem a oportunidade de estabelecer, a partir deste momento, uma crítica construtiva do que aconteceu.

8. Comprometa o chiliquento

Bom, depois de ter todo esse trabalho só pra controlar um chiliquento que não tem nada mais a fazer do que ficar de birra pelos quatro cantos do escritório você precisa compromete-lo a evitar a todo o custo outro chilique. Mostre como a situação ficou bem melhor depois que todos se acalmaram e passaram a conversar sobre o que lhes incomodava e que essa é a melhor maneira de obter resultados positivos e rápidos.

Reforçe a fama criada no item 3.

Um bom começo é compartilhar com ele o que você sente, quando ele tem este tipo de atitude.

“quando eu vejo você entrando na sala comesse olhar minha barriga gela e eu nem sempre sei o que causou isso o que me causa certa frustração de não poder ajudar da menira que eu gostaria e isso me faz sentir impotente diante de uma pessoa que é importante no meu dia a dia”

9. Estabeleça as regras do jogo (para o próximo jogo)

Para finalizar, estabeleça um contrato com o chiliquento. Defina uma atitude a ser tomada por você em relação ao chiliquento a próxima vez que um chilique acontecer.

Pode ser: “caso ocorra novamente, eu me ausentarei do recinto em que você estiver até que você se acalme e possa me explicar/pedir/mostrar o que você quer”

O bom desse passo é que o chiliquento pode ser seu chefe, funcionário ou colega de trabalho que da próxima vez que ele chilicar você pode ter essa atitude sem que ele se sinta diminuido, agredido ou ignorado e sua imagem junto a ele não será afetada.

Se ele perguntar se você está ameaçando diga que não, que está avisando e estabelecendo um comportamento aceitável e acordado pelos dois em um momento de forte emoção e que se ele quiser pode fazer o mesmo com você.

10. Critique em particular, elogie em público

Sem mais delongas faça o que o item 10 diz: Critique sempre em particular, elogie sempre em público e você vai potencializar a influência de suas palavras.

Faça o que eu digo e ninguém sai ferido. Caso você discorde ou tenha algo a acrescentar, por favor, tenha seu chilique nos comentários.

Bjs abs e piparotes!

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Telefone para você. (A diferença entre falar e fazer…)

A decisão.

Preciso abrir uma conta em outro banco. Ok… precisar não preciso, quero. Numa conversa informal com um amigo de mercado financeiro fiquei sabendo das vantagens da diversificação na oferta de serviços bancários e decidi que romperia a relação de exclusividade com meu banco após uma década de fidelidade não reconhecida.

Tudo bem eu assumo, a relação já estava desgastada, ela (a instituição) já não me procurava mais, ou quando procurava era só pra pedir dinheiro ou dizer que eu estava errado. Cansei. Quando percebi, eu estava olhando pra outras na rua, atrás de aventura ou quem sabe de um outro porto seguro onde pudesse amarrar meu barco.

A escolha.

Como em qualquer “caça” as diferenças efetivas entre uma ou outra opção eram estatisticamente desprezíveis então parti para as afetivas. Pois como estava carente queria alguém que me desse colo, cafuné ou um ombro. Sabia que eu era um bom partido, tinha um dote considerável (mas não invejável) e minhas exigências poderiam ser consideradas básicas. Ah! Esqueci de dizer que em minha escolha evitei as opções do tipo premium pois não queria gastar aquilo que me dava condições de status com algo que me cobrava mais para mostrar aos outros que eu tinha status e fatalmente acabaria tirando o verdadeiro status que porventura (ou ilusão) eu tivesse. Mas voltemos ao status quo.

A determinação.

Ela era perfeita, ou ao menos se aproximava disso. Além de cuidar das minhas finanças, era interessada em causas sociais, meio ambiente, perambulava muito bem pela cultura, tinha acabado de realizar uma plástica geral e estava enxutíssima e se eu precisasse ela ainda me emprestava dinheiro!!! Que mais eu poderia querer?

O encontro.

Fui conhece-la pessoalmente. Pra saber mais informações sobre a pretendida. A internet até é um bom meio para a paquera, mas para efetivar a proposta de relação ai eu sou tradicional, tem que ser olho no olho. Isso evita surpresas futuras. Vesti-me com as honrarias que a situação pede. Sem muita pompa para evitar altas expectativas, sem muito desleixo para evitar o pouco caso.

A hora da verdade.

Entrei na agencia. Olhei em volta, era de pequenas proporções, do tipo mignon, com 4 caixas de atendimento, alguns caixas eletrônicos e três mesas de gerentes. 4 ou 5 pessoas na fila esperando sua vez de serem atendidas. Enfim nada que destoasse muito daquilo que eu já esperava. Após um breve e superficial reconhecimento da área encontrei-a. Estava atrás de uma mesa onde descansava uma placa com os dizeres “abertura de contas – Rita de Cássia” aquilo soava como poesia em meus ouvidos. As trombetas tocavam, o coração disparou. Rita… esse era seu nome… fui ao seu encontro e ao chegar perto da mesa nossos olhares se cruzaram pela primeira vez. Como ela estava ao telefone fez um sinal para que eu sentasse e foi o que fiz ouvindo ainda o final de sua conversa “me liga lá pelas 5 que eu já sai e a gente se encontra pra botar a fofoca em dia. Beijo, tchau”

- Olá em que posso ajuda-lo?

- Eu queria abrir uma conta e…

TRIMMMMMM toca o telefone. Aliás os telefones. Eram todos os telefones tocando ao mesmo tempo.

- Eu vi uns prospectos de abertura de conta na…

TRIMMMMM e o som ecoava por toda a agencia. Olhei ao lado para as outras mesas e vi uma gerente remexendo sua bolsa e a outra vasculhando uns papéis.

- Eu gostaria de saber mais sobre…

TRIMMMMM as pessoas na fila também começavam a olhar em volta como que procurando quem iria atender ao chamado. Lancei um olhar ao telefone quase que sugerindo que ela o atendesse e ela lá com suas mãos cruzadas sobre a mesa e seu olhar de “estou aqui para ouvi-lo”.

- Se você quiser atender o telefone… sugeri já mostrando certo desconforto com a interrupção freqüente. Ao lado as duas gerentes conversavam. Devia ser algo muito importante.

Comecei a duvidar de minha sanidade. Será que só eu to percebendo esse som do telefone tão alto? Olhei novamente para a fila, bem , se eu estava louco eles também estavam. Só nós ouvíamos o som do telefone. Todos os funcionários do banco nem o notavam.

- E se o senhor ainda disponibilizar recursos para o fundo… Rita falava. Eu já não ouvia mais nada só ficava esperando o próximo toque. E ele vinha…

TRIMMMMMM

- E é ai que está o nosso maior diferencial, o cuidado com o cliente… Rita não percebia que tinha me perdido e que agora eu passava a contar quantos toques ainda viriam. As gerentes tinham ido tomar um cafezinho na máquina ao lado. Novos integrantes da fila já percebiam o mantra do telefone e, como seus predecessores, também olhavam em volta em busca de um salvador.

- Se o senhor reparar em nossas taxas… Atenda o telefone. Atenda o telefone. Eu enviava sinais telepáticos para ela já fantasiando que poderia ser alguma coisa importante como… um cliente por exemplo!

TRIMMMMMM era o décimo toque. Minha fantasia começou a ganhar proporção e eu já me via no escritório com o telefone em punho, precisando de um serviço, informação, ajuda ou alô, não interessa! Por que esta gerente não atende ao telefone?!? Como ela podia fazer isso comigo? Eu precisando falar e ela tomando cafezinho, tentando chavecar mais um incauto ou secando as unhas?

Minha esperança era que a linha caísse para que assim eu pudesse retomar o mínimo de atenção que ainda tinha e ouvir o resto da ladainha de Rita. Para meu desespero o tel não parou.

- Capitalização é nosso forte, temos uma linha de…

Décimo sétimo toque. Surtei. Levantei-me da cadeira e em alto e bom som proferi minha indignação:

-NINGUÉM VAI ATENDER ESSE TELEFONE?

A agencia parou. De um lado os funcionários com olhares de susto e reprovação, de outro meus aliados da fila dando razão a minha indignação, cheguei até a ouvir um “é isso mesmo…”

- O senhor está bem? Perguntou Rita não entendendo minha atitude.

-Agora estou ótimo. Rita sabe quem era ao telefone? Eu! Eu e tantos outros que precisam ser atendidos, mas vcs estão ocupados demais para isso não é verdade? Passar bem Rita.

Fui embora de peito estufado e o sorriso de quem acabara de escapar de uma roubada.

Resumo da ópera.

O telefone serviu como um alarme contra o mau atendimento. A cada frase emitida pela Rita o alarme gritava “não acredite!” e foram 17 “não acredite” que eu ouvi em pouco mais de dois minutos.

Imagine se no segundo ou terceiro toque, ao perceber que ninguém atenderia, Rita pegasse o telefone e aproveitasse a oportunidade de mostrar toda sua desenvoltura como gerente, imagem e interface da instituição provendo um atendimento exemplar, mostrando soluções, ouvindo o cliente e dando um “show” para sua platéia (eu no caso).

Qual teria sido minha percepção em relação aos serviços deles? Qual teria sido minha experiência com a situação? Lá estava um cliente em potencial que estava pronto para fechar um negócio, ávido para validar suas expectativas, disponível, com a atenção toda voltada pra ela e o que ela faz? Blá blá blá, discurso decorado, panfletos batidos, chance desperdiçada.

Diz um ditado: Existem 3 coisas que não retornam: a flecha atirada, a palavra lançada e a oportunidade perdida. Vou acrescentar mais uma: o cliente desprezado.

você já se sentiu desprezado por um fornecedor, prestador de serviço ou vendedor? Deixe seu comentário, é sempre um prazer conversar com você.

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Preliminares ou direto ao assunto? A importância do papo-furado

Tem gente que simplesmente o-d-e-i-a o papo-furado, a conversa sem destino, o diálogo sem assunto, a interação sem conteúdo.
Normalmente o que escuto dessas pessoas é: “Não tenho paciência pra esse lenga-lenga”, ou então “É sempre a mesma ladainha – futebol, novela, politica, se vai chover – isso não leva a lugar nenhum” ou a clássica e nem por isso menos dramática “Vou direto ao assunto, não tenho tempo a perder”.
Pois bem, pequenas criaturas comunicativas, saibam que o papo-furado, a ladainha, o lenga-lenga desempenham um papel fundamental no sucesso de sua comunicação.
Eles são o “aquecimento” do que está por vir.

A troca inicial de pensamentos, sensações e opiniões em assuntos cotidianos ou sem profundidade tem a função de regular a energia da conversa, oferecer um tempo para os participantes sentirem-se a vontade uns com os outros e determinar várias dimensões do “momentum de comunicação”, como confiança ou desconfiança, conforto ou desconforto, intimidade ou formalidade. Pura sintonia, comunhão.

Eu tenho uma amiga (que está a procura do par ideal) que sempre me diz:

- Sabe Mussa, eu não tenho tempo a perder. Quando conheço um cara vou logo dizendo no primeiro encontro: “olha aqui, eu sou divorciada, tenho dois filhos, uma TPM que dura 2 semanas e sou alérgica a leite” Porque ai se o cara quiser a gente segue em frente, senão ninguém perde tempo e eu posso me focar em alguém que dê certo.
Acho que não preciso explicar essa né? Parece que o “direto ao assunto” dela está agindo contra seu objetivo final. (aliás se tiver algum solteiro interessado por favor me avisem, ela tá desesperada sabe?)

O que fazer para ficar a vontade durante um papo-furado?


1. Entenda que o papo-furado é apenas um estágio para algo signifitcativo, se você o evitar poderá parecer rude ou desinteressado na outra pessoa ou grupo.

2. Aceite que muitas vezes o papo poderá ser interessante, em outras não. Tudo bem, não é problema algum falar de coisas superficiais ou fazer comentários não tão espetaculares quanto você gostaria. Fique a vontade e deixe o outro a vontade caso isso ocorra. Demonstre interesse. Mantenha o fluxo da conversa.

3. Pense em algo que você possa ter em comum com a(s) pessoa(s) com quem está conversando e simplesmente lance a isca. Se não colar tente outra vez.(leia o item 2 novamente) Sim. Vale falar do tempo.

4. A duração do papo furado normalmente é curta. Em um encontro de negócios deve durar de cinco a dez minutos antes de você finalmente “ir direto ao assunto”. Em interações sociais você pode usar a mesma medida antes de começar assuntos mais profundos como “para onde vai nosso país?” ou “você viu a história dos padres pedófilos?”

5. E sempre que você sentir que o papo-furado está ficando mais furado do que papo, use uma transição para o assunto principal como “E como andam as coisas na empresa?” ou “Que bom que pudemos nos encontrar para tratar desse assunto X”

Megahiperultradica nº 543: Não se preocupe em parecer inteligente, esperto ou sagaz. Apenas entre na dança da conversa, siga o ritmo com leveza e faça os movimentos que te levarão ao objetivo final.

Aliás algum de vocês saberia me dizer uma outra interação humana onde as preliminares são tão (ou mais) importantes para se atingir o objetivo final quanto o “assunto” principal?
Não consigo pensar em nada agora.

Bjs abs e piparotes!

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Quando usar a Comunicação Sustentável?

Muito bem, você  (provavelmente) já sabe que “Comunicação Sustentável” significa estar atento para os desdobramentos e impactos de sua comunicação no ambiente pois leu sobre esse conceito aqui.

A questão agora é: Quando você usa a Comunicação Sustentável?

- Ué? Mas não é pra usar sempre?

Não. Quer dizer, sim. Mas não precisa ser sempre, de vez em quando apenas ou sempre se você quiser. Você até pode (e vai) usar sempre. É apenas uma questão de tempo, familiarização e prática. Mas por enquanto vamos focar no “momentum de comunicação”.

- Momentum? Não seria momento? Coisa mais fresca…

Momentum mesmo, porque parece mais chique e assim você absorve a informação com mais facilidade (diferenciação, estranhamento e repetição para absorção – megadicaescondidanotexto nº 145)

Bem vamos deixar a discussão do momentum de lado por um  momento e focarmos em descobrir o que é esse momentum:

Você está a ponto de discutir com seu chefe.

Você vai apresentar um novo conceito ou idéia.

Você vai vender. Você vai comprar. Você vai negociar.

Vai fazer uma apresentação em público. Vai fazer uma reunião antes.

Você precisa divergir ou contrariar a idéia de alguém.

Você precisa mudar o jeito de se fazer alguma coisa.

Você precisa do engajamento de sua equipe para um projeto.

Você é um líder. Você é um liderado. Você é um liderando.

Tudo isso são “momentuns de comunicação”. E é quando você deve utilizar as técnicas de Comunicação Sustentável.

  • Você tem um objetivo claro (ou deveria ter),
  • um público específico e tangível
  • e o resultado depende do outro para ser alcançado.

Estes três itens são autoexplicáveis mas como o óbvio não exclui a palavra (hiperditadoconceitual nº 688) vamos lá pois meu objetivo com esse texto é claro (caracterizar a comunicação sustentável), conheço o perfil do público que lê o meu blog (você) e dependo da compreensão deste conceito para que o público (você de novo) possa ter sucesso em suas interações no ambiente de trabalho, se dar bem, virar CEO e me contratar depois para palestrar.

Objetivo claro:

Seja qual for o seu objetivo em uma interação com outra pessoa, lembre-se sempre dele. Se possivel escreva qual é seu objetivo momentos antes dessa interação. Parece ridiculo, exagerado ou desnecessário. Mas grande parte dos insucessos na comunicação se deve ao fato de as pessoas se distanciarem do objetivo principal de uma interação.

Foco no resultado. Se seu objetivo é obter um desconto enorme de seu fornecedor, e dai que você não gosta do jeito “com ar de superior” que ele olha pra você? E dai que você acha que pechinchar é feio? Você não está lá para definir jeitos de um olhar para o outro. Você não está lá para se sentir superior, inferior ou igual. Você está lá para ganhar um desconto. Em outro momento você pode até definir limites, hierarquias e tamanhos. Mas naquele momento seu objetivo não é esse.

Tenha um objetivo.  Escreva-o num papel e guarde-o no bolso(a) pouco antes da interação. (se precisar leia-o durante o encontro). Depois me conte como foi.

Você tem um público específico e tangível.

Isso significa que é possivel conhecer quem você vai interagir. Saber o que motiva, o que desmotiva, o que inspira, o que bloqueia, magoa, alegra, invade, expande, eticetera e tals.

Quanto mais você souber sobre quem você vai interagir, maiores as possibilidades de abordagem e maiores suas chances de sucesso.

Se você sabe quais botões apertar e quais evitar fica muito mais fácil operar a máquina. Você diminui substancialmente a tentativa e erro.

O resultado depende do outro para ser alcançado

Conhecer mais sobre o outro também o ajudará a entender qual o objetivo do outro na interação. E desta forma você poderá aplicar a tão falada situação “ganha x ganha”.

Não está em suas mãos. Depende do outro. Aceite isso ou morra tentando.

E sendo assim depende do jeito que o outro vê o mundo. Depende do que o outro quer na vida. Depende do quanto o outro está disposto a abrir mão para lhe entregar o resultado ou objetivo que você quer. Depende do quanto o outro precisa se sentir superior para lhe conceder um enorme desconto.

Pergunte-se sempre:

- O que eu posso fazer para que ele tenha sucesso?

E faça.

Entender esses três itens – objetivo, público e desfecho – é relativamente fácil. Difícil, ou quase impossível, é colocá-los em prática no calor dos acontecimentos. Por isso é importante praticar sempre que você tiver oportunidade e, de preferência, em situações que não sejam extremas ou radicais demais.

Quer saber? Eu tenho certeza que você tem algo que pode ser resolvido agora e que você pode se beneficiar ao utilizar esses três pilares.

Tá esperando o quê? Escreva seu objetivo, defina seu público e conquiste o resultado.

Depois conta pra gente aqui no blog!!!!

Bjs, abs  e piparotes!!!

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Você sabe o que é comunicação sustentável?

Este deveria ter sido o primeiro post do blog, mas acabei me deixando envolver por outros ventos e, como em toda boa comunicação, adaptei-me aos assuntos que apareciam no meio do caminho. (megadicaescondidanotexto nº 233)

Um dos problemas disso é que as vezes pode ser que você perca o fio da meada e acabe por deixar de lado o assunto que gostaria de botar em pauta. Comunicar também é saber esperar o momento propício para inserir um assunto e acho que agora é uma boa hora pra gente começar a se aprofundar um pouco mais na comunicação.

Muitos provavelmente já vieram até esse blog em busca de respostas fáceis ou soluções milagrosas de  comunicação, querendo encontrar como se faz uma apresentação em público, pesquisando dicas infaliveis para se dar bem na entrevista de emprego e… não encontraram suas respostas. (não que elas não virão, mas ainda é cedo)

“Se você tem dúvida da aplicação/definição de alguma coisa, vá em busca do conceito” Disse o Professor Luis Carlos Cabrera em um de nossos encontros em que conversávamos com uma seleta platéia em busca de respostas sobre suas carreiras.

Pois bem, antes de partirmos para os 5 passos milagrosos da comunicação, as 3 etapas de uma apresentação de sucesso e os 158 degraus da comunicação interpessoal vamos falar de algo essencial. Vamos focar no conceito. Vamos falar de “Comunicaçåo Sustentável”

Esse é um conceito que desenvolvi para falar de toda e qualquer comunicação, seja em uma sala de reuniões tentando vender um projeto, seja em um palco fazendo uma apresentação, seja na frente de seu chefe na sala de jantar da casa dele enquanto vocês tomam um licor após o delicioso jantar que a mulher dele preparou.(ufa)

Você usa a comunicação sustentável para conseguir das pessoas:

1. Tomada de decisão e solução de problemas

2. Equilibrio emocional (sincronia)

3. Colaboração / cooperação / conexão

4. Promoção de mudanças

Nos próximos posts falarei mais detalhadamente sobre cada um deles mas por enquanto vamos ao conceito essencial:

Você sabe o que é ser sustentável?

Podemos definir sustentabilidade como o conjunto de práticas que buscam diminuir os impactos gerados pelas atividades humanas que podem prejudicar o meio ambiente

É preocupar-se com os desdobramentos daquilo que você faz e o impacto que suas atitudes podem causar futuramente. Desta forma você molda suas ações presentes para que elas rendam bons frutos ou pelo menos causem o mínimo impacto negativo no ambiente em que você vive. É também entender que você não está sozinho no mundo e levar em consideração todas as outras pessoas que podem ser impactadas por você hoje e sempre.

Resumindo: O que você faz hoje pra você, reflete no amanhã de alguém mais. Perceba, pense e preserve.

Trazendo o conceito de sustentabilidade para a comunicação é exatamente a mesma coisa. É você ter consciência de que sua comunicação não se encerra no momento em que ela ocorre, mas sim que ela deixa resíduos duradouros e que serão utilizados por outros ao longo de sua caminhada.

É utilizar a comunicação em pleno potencial sem esgotar ou prejudicar os recursos futuros.

Exemplo disso é o vendedor que constrói uma relação de fidelidade com seu cliente ao invés de tentar tirar tudo o que pode em uma única venda pensando apenas na meta do mês.

O quanto sua comunicação impacta no seu ambiente de trabalho? Você está construindo ou destruindo no longo prazo? Quais e quantos resíduos você deixa? O que fica na cabeça das pessoas com quem você interage?

Essas e muitas outras questões aparecerão em nosso caminho durante a jornada da comunicação sustentável. Vamos com calma. Por hoje basta você saber o seguinte:

Sua comunicação impacta no seu ambiente de trabalho transformando-o e moldando-o de acordo com as necessidades, objetivos e interpretações de cada um.

Resta saber se o que você faz é pensando apenas no ganho imediato ou na longevidade de suas ações.

Fico por aqui, mas ainda tem muito pano pra manga. Daqui alguns dias a gente volta a costurar de novo.

bjs, abs e piparotes!

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Como usar a raiva a seu favor em 4 passos muito simples.

PARE2 e seja VIP:

Perceba

Tenha consciência de seu estado e principalmente a causa ou origem dele.

Aristóteles disse uma vez: “Zangar-se é fácil, difícil é zangar-se com a pessoa certa, no momento certo, na intensidade certa e pelo motivo certo.”

Este milionésimo de segundo em que você pára e escuta seu corpo e mente poderá salvar seu emprego ou de outros. O simples fato de você perceber seu estado já acalma a amigdala que diminui sua atividade e pára de enviar mensagens de perigo para seu corpo.

Analise

Faça como se fosse um observador, uma terceira pessoa e leve em consideração o maior número possível de informações que possam estar envolvidas nesse seu estado principalmente as que lhe contradizem. Durante a análise é fundamental que você peça licença para sua “voz interior” , “seu diabinho”, “seu julgamento” e permita-se ver o outro lado e suas motivações.

Reflita

Com a análise feita ai é a hora de botar em prática o seu julgamento, sua capacidade de projeção.

Quais os riscos envolvidos?

Qual objetivo quero alcançar?

Quem são as pessoas, fatos ou coisas com as quais estou com raiva?

Elabore diferentes cenários para diferentes possibilidades, pois isso lhe ajudará na hora da:

Escolha

Depois de ter refletido sobre os desdobramentos ai você poderá fazer uma escolha que tenha como consequencia algo positivo para você.

É o momento de você traçar sua estratégia.

Execute

Mãos a obra. Nesse estágio você estará consciente, com recursos e cenários que lhe garantirão a melhor atitude.

E tenha sempre, durante todo o processo uma:

Visão Intencionalmente Positiva

Ou seja, lembre-se que as pessoas querem se conectar umas as outras, que ninguém tem como motivação fazer o mal a outro e sim fazer um bem a si mesmo (mesmo que para isso acabe fazendo mal a alguém), que é possível achar uma solução para qualquer problema e que pedir ajuda ou mostrar-se vulnerável traz melhores resultados do que uma cara fechada, um resmungo ou um ataque.

Neste exato momento (se é que você chegou até aqui) você deve estar se perguntando:

To no meio de um acesso raivoso e o mussarela quer que eu faça tudo isso?!?

Tá louco! Só pode ser! Louco de pedra!

Pois bem, saiba que todo o processo acontece num piscar de olhos e fica cada vez mais automático quanto mais você praticar.

Dicaneural: as sinapses ficam cada vez mais fortes e rápidas através da repetição.

Sem contar que isso lhe garantirá os preciosos segundos para voltar ao prumo antes de qualquer atitude impetuosa ou impulsiva.

Ou você nunca ouviu ou mesmo disse: “me desculpe, eu tava nervoso(a) não queria dizer isso…”

Enquanto isso na caixa preta…

A cooperação traz mais benefícios a você do que a vingança. Soltar a raiva só aumenta sua sensação de mal estar. Ser benevolente, mesmo com quem te ferra, faz seu sistema de recompensa (receptores de dopamina) entrar em atividade e dar a você uma sensação de satisfação duradoura.

Ou seja, mesmo se for por puro egoísmo ou apenas para cessar a raiva, a melhor escolha é sempre ajudar, perdoar, cooperar e seguir em frente. Os sintomas da raiva desaparecerão, aquele mal estar incômodo será suavizado muito mais rápido se você escolher pelo caminho da empatia, da compaixão, da conexão.

Eu sei que parece ilógico ser altruista com alguém que te ferra, mas que funciona, funciona…

Mágica? Não, é apenas o instinto de conexão. A natureza é sábia…

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Ai que raiva!!!!(saiba como usar a raiva a seu favor)

Olá Comunicadores! Sim eu sei, to sumido, sem escrever, sem aparecer, eticetera e tals.

É que estou em mudança, de vida, de local, de cidade, de perspectiva. E uma das coisas que advem de um processo grandioso como esse é a raiva. as vezes ficamos p da vida quando menos esperamos e isso faz com que nossa comunicação vá por água abaixo.

Vamos entender que raios de raiva é essa?

Primeiro existe a raiva crônica e a aguda – a primeira começa com uma implicância, um mal entendido, uma primeira impressão não muito boa e dai vai sendo alimentado no cotidiano das empresas. É muito mais uma questão de sentimento.

A questão aqui é que o cérebro humano tem um processo chamado de validação subjetiva, desvio para confirmação ou falsidade retrospectiva que acaba por agir a favor dessa raiva. (são processos que amenizam a dissonância cognitiva)

Esse processo refere-se a um tipo de sistema seletivo do cérebro em que tendemos a assimilar o que confirma nossas crenças e ignorar ou diminuir o que as contradiz.

Trocando em miúdos se uma pessoa não vai com a sua cara no ambiente de trabalho, tudo o que você fizer terá um viés negativo sob o ponto de vista dela.  Na validação subjetiva o cérebro amplifica tudo aquilo que corrobora com o seu pensamento (nesse caso ter razão em sentir raiva de alguém) e simplesmente ignora o que te contradiz.

O cérebro trabalha para garantir que  o que você pensa, decide ou julga esteja sempre certo, o que, ironicamente, faz com que você muitas vezes esteja errado (e achando que está coberto de razão, vai entender!)

O ideal para evitar ou suavizar este efeito é sempre questionar seu julgamento e sempre dar chances de ser contrariado. (é preciso um esforço herculeo para isso). Eu por exemplo se sinto raiva de alguém logo de cara, ao invés de evitar essa pessoa e ficar com meus pensamentos reconfortantes, tento me aproximar mais e mais, conviver intensamente e desafiar minhas certezas. Dessa forma já descobri muitas pessoas fascinantes na vida e já acalmei muitas raivas improcedentes.

Já a raiva aguda está mais para uma forte emoção. Um arroubo, um ímpeto.

Neste momento o que está nos controlando é o sistema límbico (nosso cérebro primitivo) e nesse caso é praticamente impossível controlá-lo.

A amigdala manda mensagens de perigo para o resto do cérebro que imediatamente dispara adrenalina no sangue, seu corpo se prepara para o combate, sua visão entra em modo túnel (sabe quando dizem fiquei “cego” de raiva?), sangue corre para suas pernas, batimento cardiaco acelera, as mãos suam e entra em cartaz o instinto de lutar ou fugir. Ufa! Quanta coisa né? Mas tudo acontece queiramos ou não.

Uns escolhem lutar e soltam seus cachorros no primeiro que estiver na frente, outros preferem fugir e acabam ganhando uma bela gastrite de estimação com nome e tudo. (isso quando não descontam em casa, com filhos, familia, amigos, zelador e etc)

Sem contar que essa emoção é uma das maiores causas de sabotagem em projetos, retrabalho, ineficiência, falta de espírito em equipe, cancelamento de contratos, quebra de fornecimentos etc etc etc.

Mas será que a raiva é só ruim?

Não necessariamente. Você pode escolher o instinto de conexão™

Ela pode ser positiva se canalizada para algo produtivo.

É ai que entra nosso cortex pré frontal (nome chique para a voz da consciência) que é a área do cérebro que, entre outras coisas, negocia com a amigdala (sistema limbico) e acalma o medo. Nele estão nossos valores, crenças, objetivos maiores e também nossa capacidade de contemporizar as coisas e dar-lhes hierarquia, prioridade ou valor.

Megahiperultradica nº 65: Estabeleça um dialogo interno entre as partes da mente.

Um estudo recente da Universidade de oxford decobriu que apenas por verbalizar sua emoção você já diminui a atividade da amigdala e consequentemente suaviza a sensação incômoda.

Na hora da raiva diga para si mesmo “eu estou com raiva” e pronto, deixe-a ir.

Existe um acrônimo que criei para essa finalidade. É extremamente simples e pode ser feito em alguns (preciosos) segundos antes de detonar a BOMBA! Mas essa fica para o próximo post!

E você? já estourou em alguma situação que não podia? já falou algo movido pela emoção e se arrependeu depois?

Conte pra gente! (ou se arrependa depois… ai que raiva!) Comente.

Bjs, abs e piparotes!

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