Preliminares ou direto ao assunto? A importância do papo-furado

Tem gente que simplesmente o-d-e-i-a o papo-furado, a conversa sem destino, o diálogo sem assunto, a interação sem conteúdo.
Normalmente o que escuto dessas pessoas é: “Não tenho paciência pra esse lenga-lenga”, ou então “É sempre a mesma ladainha – futebol, novela, politica, se vai chover – isso não leva a lugar nenhum” ou a clássica e nem por isso menos dramática “Vou direto ao assunto, não tenho tempo a perder”.
Pois bem, pequenas criaturas comunicativas, saibam que o papo-furado, a ladainha, o lenga-lenga desempenham um papel fundamental no sucesso de sua comunicação.
Eles são o “aquecimento” do que está por vir.

A troca inicial de pensamentos, sensações e opiniões em assuntos cotidianos ou sem profundidade tem a função de regular a energia da conversa, oferecer um tempo para os participantes sentirem-se a vontade uns com os outros e determinar várias dimensões do “momentum de comunicação”, como confiança ou desconfiança, conforto ou desconforto, intimidade ou formalidade. Pura sintonia, comunhão.

Eu tenho uma amiga (que está a procura do par ideal) que sempre me diz:

- Sabe Mussa, eu não tenho tempo a perder. Quando conheço um cara vou logo dizendo no primeiro encontro: “olha aqui, eu sou divorciada, tenho dois filhos, uma TPM que dura 2 semanas e sou alérgica a leite” Porque ai se o cara quiser a gente segue em frente, senão ninguém perde tempo e eu posso me focar em alguém que dê certo.
Acho que não preciso explicar essa né? Parece que o “direto ao assunto” dela está agindo contra seu objetivo final. (aliás se tiver algum solteiro interessado por favor me avisem, ela tá desesperada sabe?)

O que fazer para ficar a vontade durante um papo-furado?


1. Entenda que o papo-furado é apenas um estágio para algo signifitcativo, se você o evitar poderá parecer rude ou desinteressado na outra pessoa ou grupo.

2. Aceite que muitas vezes o papo poderá ser interessante, em outras não. Tudo bem, não é problema algum falar de coisas superficiais ou fazer comentários não tão espetaculares quanto você gostaria. Fique a vontade e deixe o outro a vontade caso isso ocorra. Demonstre interesse. Mantenha o fluxo da conversa.

3. Pense em algo que você possa ter em comum com a(s) pessoa(s) com quem está conversando e simplesmente lance a isca. Se não colar tente outra vez.(leia o item 2 novamente) Sim. Vale falar do tempo.

4. A duração do papo furado normalmente é curta. Em um encontro de negócios deve durar de cinco a dez minutos antes de você finalmente “ir direto ao assunto”. Em interações sociais você pode usar a mesma medida antes de começar assuntos mais profundos como “para onde vai nosso país?” ou “você viu a história dos padres pedófilos?”

5. E sempre que você sentir que o papo-furado está ficando mais furado do que papo, use uma transição para o assunto principal como “E como andam as coisas na empresa?” ou “Que bom que pudemos nos encontrar para tratar desse assunto X”

Megahiperultradica nº 543: Não se preocupe em parecer inteligente, esperto ou sagaz. Apenas entre na dança da conversa, siga o ritmo com leveza e faça os movimentos que te levarão ao objetivo final.

Aliás algum de vocês saberia me dizer uma outra interação humana onde as preliminares são tão (ou mais) importantes para se atingir o objetivo final quanto o “assunto” principal?
Não consigo pensar em nada agora.

Bjs abs e piparotes!

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Quando usar a Comunicação Sustentável?

Muito bem, você  (provavelmente) já sabe que “Comunicação Sustentável” significa estar atento para os desdobramentos e impactos de sua comunicação no ambiente pois leu sobre esse conceito aqui.

A questão agora é: Quando você usa a Comunicação Sustentável?

- Ué? Mas não é pra usar sempre?

Não. Quer dizer, sim. Mas não precisa ser sempre, de vez em quando apenas ou sempre se você quiser. Você até pode (e vai) usar sempre. É apenas uma questão de tempo, familiarização e prática. Mas por enquanto vamos focar no “momentum de comunicação”.

- Momentum? Não seria momento? Coisa mais fresca…

Momentum mesmo, porque parece mais chique e assim você absorve a informação com mais facilidade (diferenciação, estranhamento e repetição para absorção – megadicaescondidanotexto nº 145)

Bem vamos deixar a discussão do momentum de lado por um  momento e focarmos em descobrir o que é esse momentum:

Você está a ponto de discutir com seu chefe.

Você vai apresentar um novo conceito ou idéia.

Você vai vender. Você vai comprar. Você vai negociar.

Vai fazer uma apresentação em público. Vai fazer uma reunião antes.

Você precisa divergir ou contrariar a idéia de alguém.

Você precisa mudar o jeito de se fazer alguma coisa.

Você precisa do engajamento de sua equipe para um projeto.

Você é um líder. Você é um liderado. Você é um liderando.

Tudo isso são “momentuns de comunicação”. E é quando você deve utilizar as técnicas de Comunicação Sustentável.

  • Você tem um objetivo claro (ou deveria ter),
  • um público específico e tangível
  • e o resultado depende do outro para ser alcançado.

Estes três itens são autoexplicáveis mas como o óbvio não exclui a palavra (hiperditadoconceitual nº 688) vamos lá pois meu objetivo com esse texto é claro (caracterizar a comunicação sustentável), conheço o perfil do público que lê o meu blog (você) e dependo da compreensão deste conceito para que o público (você de novo) possa ter sucesso em suas interações no ambiente de trabalho, se dar bem, virar CEO e me contratar depois para palestrar.

Objetivo claro:

Seja qual for o seu objetivo em uma interação com outra pessoa, lembre-se sempre dele. Se possivel escreva qual é seu objetivo momentos antes dessa interação. Parece ridiculo, exagerado ou desnecessário. Mas grande parte dos insucessos na comunicação se deve ao fato de as pessoas se distanciarem do objetivo principal de uma interação.

Foco no resultado. Se seu objetivo é obter um desconto enorme de seu fornecedor, e dai que você não gosta do jeito “com ar de superior” que ele olha pra você? E dai que você acha que pechinchar é feio? Você não está lá para definir jeitos de um olhar para o outro. Você não está lá para se sentir superior, inferior ou igual. Você está lá para ganhar um desconto. Em outro momento você pode até definir limites, hierarquias e tamanhos. Mas naquele momento seu objetivo não é esse.

Tenha um objetivo.  Escreva-o num papel e guarde-o no bolso(a) pouco antes da interação. (se precisar leia-o durante o encontro). Depois me conte como foi.

Você tem um público específico e tangível.

Isso significa que é possivel conhecer quem você vai interagir. Saber o que motiva, o que desmotiva, o que inspira, o que bloqueia, magoa, alegra, invade, expande, eticetera e tals.

Quanto mais você souber sobre quem você vai interagir, maiores as possibilidades de abordagem e maiores suas chances de sucesso.

Se você sabe quais botões apertar e quais evitar fica muito mais fácil operar a máquina. Você diminui substancialmente a tentativa e erro.

O resultado depende do outro para ser alcançado

Conhecer mais sobre o outro também o ajudará a entender qual o objetivo do outro na interação. E desta forma você poderá aplicar a tão falada situação “ganha x ganha”.

Não está em suas mãos. Depende do outro. Aceite isso ou morra tentando.

E sendo assim depende do jeito que o outro vê o mundo. Depende do que o outro quer na vida. Depende do quanto o outro está disposto a abrir mão para lhe entregar o resultado ou objetivo que você quer. Depende do quanto o outro precisa se sentir superior para lhe conceder um enorme desconto.

Pergunte-se sempre:

- O que eu posso fazer para que ele tenha sucesso?

E faça.

Entender esses três itens – objetivo, público e desfecho – é relativamente fácil. Difícil, ou quase impossível, é colocá-los em prática no calor dos acontecimentos. Por isso é importante praticar sempre que você tiver oportunidade e, de preferência, em situações que não sejam extremas ou radicais demais.

Quer saber? Eu tenho certeza que você tem algo que pode ser resolvido agora e que você pode se beneficiar ao utilizar esses três pilares.

Tá esperando o quê? Escreva seu objetivo, defina seu público e conquiste o resultado.

Depois conta pra gente aqui no blog!!!!

Bjs, abs  e piparotes!!!

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4P’s – Post Polêmico Para Palpitar

Seth Godin, em seu espetacular blog, postou hoje sobre a importância (ou não) dos grandes eventos.
Em sua lista de “coisas que podem ser evitadas” ele diz com todas as letras que grandes eventos como reunião anual de metas, grandes lançamentos de produtos, convenções anuais e eventos geradores de negócios não são mais tão eficazes em frente aos recursos de comunicação “barata e frequente” que estão disponíveis nos meios digitais.
A razão? Segundo Seth, os grandes eventos simplesmente não funcionam pois não dão espaço para a criação de laços mais fortes, para interação, evolução de idéias e tentativa e erro enquanto as ferramentas de comunicação e interação em massa (as chamadas midias sociais) não só permitem tudo isso como também incentivam essa troca.

Bem, em minha humilde opinião (sim, é falsa modéstia), discordo parcialmente dele. Acredito que os grandes eventos podem ser muito proveitosos se pensados, desenvolvidos e executados para tal finalidade. Infelizmente vejo muito tempo, dinheiro e recursos gastos apenas para cumprir calendário.

Chamo estes grandes eventos de “oportunidades de comunicação”. Momentos em que se tem a platéia a sua disposição e com disposição, mesmo que compulsória, para ouvir. Ai começam as apresentações entediantes, os powerpoints soníferos, os jargões ininteligíveis, a retórica, o bla bla bla e a completa falta de espaço para qualquer participação mais ativa do público. Mais uma oportunidade perdida, mais um evento sem eficácia comunicativa. (Não tem problema, ano que vem tem mais)

Grandes eventos, assim como as midias sociais ou ferramentas de comunicação, serão bons ou ruins de acordo com a utilização e aproveitamento de cada um. Eu sugiro usar os dois.

E você? o que acha disso?

Tem alguma história pra contar?

Tá esperando o quê? Comente! (mas sem powerpoints, por favor…)

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Só isso? Ah, tá fácil…

Essa é ótima!

Requisitos para ser estagiário numa empresa postado por uma candidata no Facebook: (valeu Joaninha!)

Boa digitação • Fluência verbal • Dinamismo • Persuasão • Liderança • Flexibilidade • Foco no Cliente • Objetividade • Organização • Planejamento • Pró-atividade • Rendimento Sob Pressão • Resistência a Frustração • Saber Ouvir • Visão Sistêmica • Empreendedorismo • Agilidade • Foco em Resultados • Equilíbrio Emocional • Bom Humor• Liderança Estratégica • Cooperação • Empatia • Estratégia • Atenção • Administração do Tempo • Liderança Delegadora • Fluência Verbal • Relacionamento Interpessoal • Disciplina • Tomada de Decisão • Comportamento Ético • Comunicação Interpessoal • Criatividade • Disponibilidade • Espírito de Equipe • Iniciativa • Visão Estratégica • Capacidade de Cumprir Normas e Procedimentos • Comprometimento

Pelo menos 80% das atribuições acima estão ligadas diretamente a uma boa comunicação. (O que definitivamente não é o caso da empresa em questão). Você consegue dizer quais são essas atribuições?

Além disso, sempre falo sobre ouvir (ou perceber) aquilo que não é falado. Se você fosse chutar como é o dia a dia dessa empresa qual seria seu palpite? E qual foi a expressão que lhe deu essa pista?

E se você fosse redigir novamente essa lista, de maneira concisa, coesa e clara, em no máximo três linhas,  como ela seria?

Participe! Comente! Comunique! (ou se trumbique!)

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