Proteste já! (ou melhor, não proteste já!, faça sua parte no dia a dia)

Hoje é um ótimo dia pra começar um protesto e preciso de 1.000.000.000.000 de seguidores para ganhar essa parada!

proteste você também!!! (ou não)

 

Imagem de Amostra do You Tube

 

Se você perceber o protesto não é contra quem faz protesto, é contra quem só faz protesto quando se sente incomodado e no dia a dia tem atitudes tão ou mais prejudiciais do que aquelas pelas quais ele protestou.

 

Participe! retuita nóis!!!

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AIDA, Eu gosto e o que as mulheres querem – Post 3 em 1

A comunicação sustentável existe para três objetivos básicos:

a adesão – quando você quer que as pessoas comprem uma idéia, seja ela um produto serviço ou causa

a transformação – quando você quer que as pessoas deixem um antigo hábito, processo ou jeito de pensar e passem a fazer de um novo jeito

e a tomada de atitude – quando você quer que as pessoas troquem passividade por ação em relação a algum assunto ou processo.

Através da comunicação você faz com que as pessoas sintam-se seguras o suficiente para trocar seu estado de conforto e comodidade e partir numa jornada a uma nova possibilidade ou ponto de vista. Fácil falar, conseguir são outros quinhentos… Ou somos muito apegados ao que já conhecemos ou desconfiamos do que não sabemos, o que torna a tarefa de nos inspirar a tomar uma atitude um pouco mais complexa do que gostaríamos.

Uma das maneiras de você conseguir isso é um acrônimo:

AIDA – Atenção, Interesse, Desejo e Ação.

Este príncipio criado em 1925 (!!!) por E.K. Strong  foi concebido inicialmente como uma teoria de venda que pode ser totalmente aplicado a comunicação como ferramenta de mudança. Ela estabelece os quatro passos necessários para instigar uma ação em outra pessoa sem se sentir coagido ou pressionado, no caso original, fazer alguém comprar algo.

Traduzindo para a comunicação:

Sua mensagem precisa ser atrativa o suficiente para despertar a Atenção do público, (quero ouvir isso?)

o Interesse só será criado se o que você diz impactar de alguma maneira na vida de quem ouve, (quero ouvir isso!)

a partir dai é preciso fazê-los imaginar o benefício que a adoção dessa nova idéia trará na vida do seu público, o que transformará o interesse em Desejo (quero ter isso)

e só então é que você poderá fazer uma chamada a Ação com maiores chances de êxito. (vou atrás disso)

a Adoção desses passos não é garantia de sucesso mas com certeza oferece uma vantagem competitiva ao  criar uma atmosfera suave de mudança em que as resistências e temores da platéia vão se esvaindo e naturalmente o público é direcionado a ação desejada. Continuar no estado em que se encontram passa a ser desvantajoso. você troca o medo da mudança pelo receio da estagnação aliado a possibilidade de um benefício futuro.

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Como disse anteriormente, falar é fácil, fazer são outros quinhentos e por isso fiz o vídeo abaixo. “Eu gosto a campanha que deu errado mesmo dando certo”

Um viral maravilhoso, de penetração inquestionável e resultado duvidoso.

Imagem de Amostra do You Tube

Eu estava errado. Minha redenção:

Só após silenciar meus ímpetos machistas pretenso-comunicativos pude perceber que o eu gosto apenas expressa e valida uma característica de gênero que comento em meus workshops sobre comunicação entre homens e mulheres.

megahiperultradicasobrecomunicaçãodasmulheres nº 1 – Muitas vezes as mulheres se comunicam apenas para a manutenção do “fluir” emocional, ou seja não tem um objetivo final, missão ou alvo. é o relacionamento pelo relacionamento e ponto. a viagem não tem um destino, não tem um chegar é apenas um ir. aonde? não interessa, desde que você vá comigo.

O dia em que nós homens entendermos isso nossa vida (e a delas) será muito melhor.

Precisamos aprender a apenas compartilhar, as vezes, sem qualquer outro objetivo.

bjs abs e piparotes!

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O quê suas redes sociais revelam sobre você?

Imagem de Amostra do You Tube

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Descubra se alguém está mentindo (mesmo que seja você).

No post anterior você leu sobre como seu chefe mente melhor que você só porque ele é chefe. Neste aqui vamos descobrir como saber se alguém está mentindo.

Quando alguém mente isso causa um desconforto no cérebro que tem de trabalhar feito louco pra enconbrir as suas mentiras. A razão disso é que ao invés de simplesmente acessar sua memória e trazer os fatos para o seu discurso ele precisa da ajuda de várias áreas não ligadas a linguagem ou memória para  montar, treinar, aceitar, produzir, enfeitar e ainda definir o que o resto do corpo tem de fazer em relação a isso. Ufa! Isso é trabalho que não acaba mais!

Pois é justamente esse desconforto interno que tentamos suprimir quando mentimos (uns melhor outros nem tanto). Mas o que acaba acontecendo é que isso causa um stress e essa pressão tem de sair por algum lugar e é ai que surgem as pistas.

-Obaaa!!! Então quer dizer que se eu achar uma das pistas o cara tá mentindo?

Talvez. Deixe-me contar uma pequena história (que pode ou não ser mentira) para ilustrar o que estou dizendo:

Certa vez fui contratado por uma grande empresa que estava sendo vítima de espionagem industrial para entrevistar alguns de seus funcionários na tentativa de descobrir se algum deles tinha participação no caso. A entrevista era um bate papo descontraído, disfarçada de video interno, onde eu fazia uma série de alusões ao código de ética e daí entrava no assunto que eu queria.

Entrevistei um, depois outro, depois outro até que uma pessoa me chamou especial atenção. Ela parecia muito ansiosa em acabar logo com a conversa, estava nervosa a cada nova pergunta olhando no relógio e tentava esconder de todos o seu desconforto. Eu tinha certeza que essa pessoa tinha algo a ver com a coisa toda. Em determinado momento da conversa fui ganhando confiança até que falei “ Pode se abrir comigo, não há nada com o que se envergonhar, todos nós passamos por um aperto de vez em quando”.

A pessoa olhou nos meus olhos, deu um profundo suspiro como se tirasse um peso de suas costas e cochichou:

-       olha, não conta pra ninguém mas é que meu cartão de estacionamento vai vencer e eu não tenho dinheiro pra comprar outro e não queria pedir pro pessoal aqui da firma, entende? Eles pegam muito no meu pé e vão tirar o maior sarro de mim! E se eu levar uma multa ai que não terei dinheiro pra mais nada, aqui eles pagam muito mal…”

Emprestei 2,80 pra ele comprar um novo cartão de zona azul e pudemos continuar a conversa, só que dessa vez com uma pessoa totalmente relaxada e verdadeira!

E pensar que eu estava prestes a acusa-lo de algo muito sério…

Contei essa fábula apenas para dizer que mesmo o mais treinado dos treinados se engana e que usar essas pistas para acusar alguém de mentir pode lhes causar algum inconveniente.

Megahiperultradicaparapegarmentiroso nº 007 – Nunca acuse um mentiroso. Isso só servirá para alertar a ele que você o observa, tendo como consequência ele se armar melhor contra você e esconder as pistas que ele te dá de bandeja.

É muito comum ver uma pessoa que acaba de aprender a “caçar mentiroso” dizer para sua primeira presa:

-       Tá mentindo sim! Eu vi quando você balançou o ombro duas vezes e piscou de forma assimétrica! O Mussarela me ensinou! Eu li no blog dele!”.

Pronto. Lá se vai o acesso que você tinha para as mentiras dele e agora além de você ter de descobrir novas pistas, ele já vai saber que você o observa. Você perdeu toda a vantagem competitiva e de persuasão que poderia ter.

E tudo isso apenas para mostrar que não é tão fácil de te enganar né?

Megahiperultradicaprapegarmentiroso nº061 – Deixe sua autoestima de lado. Quanto mais bem sucedido o mentiroso pensar que sendo, mais atrevido e descuidado ele será. Menos trabalho para você. Tenha os amigos perto, os inimigos junto e os mentirosos correndo soltos pelo campo…

Abaixo listei algumas das coisas que você pode ficar atento ao desmascarar um mentiroso:

  1. 1. evitar o contato visual.
  2. 2. Usar termos de reforço como “para ser sincero” “ honestamente” ou “pra falar a verdade”
  3. 3. Gestos de suporte ou de auto-pacificação
  4. 4. Detalhes demais em respostas
  5. 5. O importante é o antes e o depois. Esqueça o momento da mentira.
  6. 6. Sinais de desconforto.
  7. 7. Alteração vocal.
  8. 8. Madame tussaud – Boneco de cera também mente
  9. 9. Os olhos (de novo?!)

10. Você sabia?

Falarei de cada uma delas e mais algumas outras no próximo post! (ou você achou que a arte de caçar mentirosos caberia em um único post?)

Bjs, abs e piparotes!

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O seu chefe mente!(melhor do que você…)

Sabe quando alguém te conta uma história mas aquilo soa estranho? Ou então por alguma razão você não engoliu aquela desculpa do seu colega por ter faltado no batizado do seu filho? Você já sentiu isso com seu chefe?

Pois é, você está percebendo dicas não verbais relacionadas a mentira. Mesmo que essa percepção não seja voluntária ou consciente, ela está lá. Seu cérebro vive procurando significado e qualquer coisa que saia um pouco do esperado… pimba! ele dá um sinal de que algo está estranho…

Um polígrafo, o famoso “detector de mentiras” funciona assim. ele busca pistas corporais muito sutis para dizer se uma pessoa está mesmo dizendo a verdade ou não.

você pode dizer- Isso eu já sei. Aprendi tudo no curso de PNL que eu fiz o ano passado.

Lamento (leia-se: eu adoro) acabar com sua alegria mas seu suado dinheirinho serviu apenas para você seguir a direção dos olhos, ficar igual a um macaquinho imitador e brincar de hipnotizador. Coisas que fora do ambiente do curso você nunca mais usou ou conseguiu reproduzir com tanta acuidade e mesmo assim continua contando vantagem pros outros sobre a mágica do rarghpport. (mas isso é história para outro post)

Estou falando de pistas realmente sutis como a quantidade de cortisol na saliva, diminuição da capacidade cognitiva, aumento da condutividade na pele, dilatação de pupilas, microexpressões, tiques de ombro, eticetera e tals.

Foi monitorando essas pistas sutis que Dana Carney, uma pesquisadora da universidade Columbia, fez uma descoberta pra lá de interessante.

A pesquisa era muito simples: Pediram aos voluntários que pagassem os salários de alguns funcionários e lhes foi orientado a pegar par si 100 dólares de cada pagamento e dizer ao funcionário que eles nada sabiam sobre a falta do valor, se a mentira fosse convincente eles poderiam ficar com o dinheiro.

Monitorando justamente as variáveis que falei antes (condutividade, cortisol, eticetera e tals), Dana concluiu que as pessoas com algum tipo de poder percebido emitiam os mesmos sinais daquelas que diziam a verdade.

Trocando em míudos: Os chefes mentem sem deixar sinais de que o fazem!

- Ah, Isso é mentira… (diria um leitor que não é chefe…)

Não. É a mais pura verdade. Quando mentimos tentamos suprimir uma série de movimentos internos emocionais e fisiológicos que acabam por detonar uma série de outras pistas que nem imaginamos que fazemos. É justamente ai que entra em cartaz as pistas não verbais, fruto de nossa tentativa de não sermos pegos na mentira.

Pelo que se viu parece que as pessoas que percebem um grau de poder sobre outras sentem menos aversão a correr riscos, como serem pegos em uma mentira por exemplo, o que os faz ficar mais a vontade e não emitir os sinais naturais de mentira. Parece que o estado “mentiroso” não os incomoda a ponto de emitirem sinais disso.

O pior não é isso. A maioria das pessoas consegue pescar uma mentira em mais ou menos 55% das vezes o que é um resultado apenas um pouco acima de um simples chute.

Ou seja, além de os chefes serem melhores na arte de mentir, nós somos piores na arte de descobrir uma mentira!!!! (já é o sexto parágrafo que termina com a palavra “mentira”)

Para descobrir se seu chefe, namorada, marido, colega de trabalho, “personau treiner” ou seja lá quem for está mentindo aguarde o próximo post. (isso pode ser uma mentira igual a do sexto parágrafo terminado em mentira…)

Você já foi pego em alguma mentira? Já pegou alguém mentindo?

Conta pra gente vaaaaiiii… Nem que seja mentira!!!

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Telefone para você. (A diferença entre falar e fazer…)

A decisão.

Preciso abrir uma conta em outro banco. Ok… precisar não preciso, quero. Numa conversa informal com um amigo de mercado financeiro fiquei sabendo das vantagens da diversificação na oferta de serviços bancários e decidi que romperia a relação de exclusividade com meu banco após uma década de fidelidade não reconhecida.

Tudo bem eu assumo, a relação já estava desgastada, ela (a instituição) já não me procurava mais, ou quando procurava era só pra pedir dinheiro ou dizer que eu estava errado. Cansei. Quando percebi, eu estava olhando pra outras na rua, atrás de aventura ou quem sabe de um outro porto seguro onde pudesse amarrar meu barco.

A escolha.

Como em qualquer “caça” as diferenças efetivas entre uma ou outra opção eram estatisticamente desprezíveis então parti para as afetivas. Pois como estava carente queria alguém que me desse colo, cafuné ou um ombro. Sabia que eu era um bom partido, tinha um dote considerável (mas não invejável) e minhas exigências poderiam ser consideradas básicas. Ah! Esqueci de dizer que em minha escolha evitei as opções do tipo premium pois não queria gastar aquilo que me dava condições de status com algo que me cobrava mais para mostrar aos outros que eu tinha status e fatalmente acabaria tirando o verdadeiro status que porventura (ou ilusão) eu tivesse. Mas voltemos ao status quo.

A determinação.

Ela era perfeita, ou ao menos se aproximava disso. Além de cuidar das minhas finanças, era interessada em causas sociais, meio ambiente, perambulava muito bem pela cultura, tinha acabado de realizar uma plástica geral e estava enxutíssima e se eu precisasse ela ainda me emprestava dinheiro!!! Que mais eu poderia querer?

O encontro.

Fui conhece-la pessoalmente. Pra saber mais informações sobre a pretendida. A internet até é um bom meio para a paquera, mas para efetivar a proposta de relação ai eu sou tradicional, tem que ser olho no olho. Isso evita surpresas futuras. Vesti-me com as honrarias que a situação pede. Sem muita pompa para evitar altas expectativas, sem muito desleixo para evitar o pouco caso.

A hora da verdade.

Entrei na agencia. Olhei em volta, era de pequenas proporções, do tipo mignon, com 4 caixas de atendimento, alguns caixas eletrônicos e três mesas de gerentes. 4 ou 5 pessoas na fila esperando sua vez de serem atendidas. Enfim nada que destoasse muito daquilo que eu já esperava. Após um breve e superficial reconhecimento da área encontrei-a. Estava atrás de uma mesa onde descansava uma placa com os dizeres “abertura de contas – Rita de Cássia” aquilo soava como poesia em meus ouvidos. As trombetas tocavam, o coração disparou. Rita… esse era seu nome… fui ao seu encontro e ao chegar perto da mesa nossos olhares se cruzaram pela primeira vez. Como ela estava ao telefone fez um sinal para que eu sentasse e foi o que fiz ouvindo ainda o final de sua conversa “me liga lá pelas 5 que eu já sai e a gente se encontra pra botar a fofoca em dia. Beijo, tchau”

- Olá em que posso ajuda-lo?

- Eu queria abrir uma conta e…

TRIMMMMMM toca o telefone. Aliás os telefones. Eram todos os telefones tocando ao mesmo tempo.

- Eu vi uns prospectos de abertura de conta na…

TRIMMMMM e o som ecoava por toda a agencia. Olhei ao lado para as outras mesas e vi uma gerente remexendo sua bolsa e a outra vasculhando uns papéis.

- Eu gostaria de saber mais sobre…

TRIMMMMM as pessoas na fila também começavam a olhar em volta como que procurando quem iria atender ao chamado. Lancei um olhar ao telefone quase que sugerindo que ela o atendesse e ela lá com suas mãos cruzadas sobre a mesa e seu olhar de “estou aqui para ouvi-lo”.

- Se você quiser atender o telefone… sugeri já mostrando certo desconforto com a interrupção freqüente. Ao lado as duas gerentes conversavam. Devia ser algo muito importante.

Comecei a duvidar de minha sanidade. Será que só eu to percebendo esse som do telefone tão alto? Olhei novamente para a fila, bem , se eu estava louco eles também estavam. Só nós ouvíamos o som do telefone. Todos os funcionários do banco nem o notavam.

- E se o senhor ainda disponibilizar recursos para o fundo… Rita falava. Eu já não ouvia mais nada só ficava esperando o próximo toque. E ele vinha…

TRIMMMMMM

- E é ai que está o nosso maior diferencial, o cuidado com o cliente… Rita não percebia que tinha me perdido e que agora eu passava a contar quantos toques ainda viriam. As gerentes tinham ido tomar um cafezinho na máquina ao lado. Novos integrantes da fila já percebiam o mantra do telefone e, como seus predecessores, também olhavam em volta em busca de um salvador.

- Se o senhor reparar em nossas taxas… Atenda o telefone. Atenda o telefone. Eu enviava sinais telepáticos para ela já fantasiando que poderia ser alguma coisa importante como… um cliente por exemplo!

TRIMMMMMM era o décimo toque. Minha fantasia começou a ganhar proporção e eu já me via no escritório com o telefone em punho, precisando de um serviço, informação, ajuda ou alô, não interessa! Por que esta gerente não atende ao telefone?!? Como ela podia fazer isso comigo? Eu precisando falar e ela tomando cafezinho, tentando chavecar mais um incauto ou secando as unhas?

Minha esperança era que a linha caísse para que assim eu pudesse retomar o mínimo de atenção que ainda tinha e ouvir o resto da ladainha de Rita. Para meu desespero o tel não parou.

- Capitalização é nosso forte, temos uma linha de…

Décimo sétimo toque. Surtei. Levantei-me da cadeira e em alto e bom som proferi minha indignação:

-NINGUÉM VAI ATENDER ESSE TELEFONE?

A agencia parou. De um lado os funcionários com olhares de susto e reprovação, de outro meus aliados da fila dando razão a minha indignação, cheguei até a ouvir um “é isso mesmo…”

- O senhor está bem? Perguntou Rita não entendendo minha atitude.

-Agora estou ótimo. Rita sabe quem era ao telefone? Eu! Eu e tantos outros que precisam ser atendidos, mas vcs estão ocupados demais para isso não é verdade? Passar bem Rita.

Fui embora de peito estufado e o sorriso de quem acabara de escapar de uma roubada.

Resumo da ópera.

O telefone serviu como um alarme contra o mau atendimento. A cada frase emitida pela Rita o alarme gritava “não acredite!” e foram 17 “não acredite” que eu ouvi em pouco mais de dois minutos.

Imagine se no segundo ou terceiro toque, ao perceber que ninguém atenderia, Rita pegasse o telefone e aproveitasse a oportunidade de mostrar toda sua desenvoltura como gerente, imagem e interface da instituição provendo um atendimento exemplar, mostrando soluções, ouvindo o cliente e dando um “show” para sua platéia (eu no caso).

Qual teria sido minha percepção em relação aos serviços deles? Qual teria sido minha experiência com a situação? Lá estava um cliente em potencial que estava pronto para fechar um negócio, ávido para validar suas expectativas, disponível, com a atenção toda voltada pra ela e o que ela faz? Blá blá blá, discurso decorado, panfletos batidos, chance desperdiçada.

Diz um ditado: Existem 3 coisas que não retornam: a flecha atirada, a palavra lançada e a oportunidade perdida. Vou acrescentar mais uma: o cliente desprezado.

você já se sentiu desprezado por um fornecedor, prestador de serviço ou vendedor? Deixe seu comentário, é sempre um prazer conversar com você.

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megadicaisoladapracutucar nº 17: O que move as pessoas?

As pessoas compram uma idéia, serviço, produto ou atitude pelo que elas ouvem e não pelo que você fala.

(-Hã?)

(É isso mesmo. Pensa um pouco mais.)

O que você ouviu do que eu disse ai em cima? Te espero nos comentários…

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Preliminares ou direto ao assunto? A importância do papo-furado

Tem gente que simplesmente o-d-e-i-a o papo-furado, a conversa sem destino, o diálogo sem assunto, a interação sem conteúdo.
Normalmente o que escuto dessas pessoas é: “Não tenho paciência pra esse lenga-lenga”, ou então “É sempre a mesma ladainha – futebol, novela, politica, se vai chover – isso não leva a lugar nenhum” ou a clássica e nem por isso menos dramática “Vou direto ao assunto, não tenho tempo a perder”.
Pois bem, pequenas criaturas comunicativas, saibam que o papo-furado, a ladainha, o lenga-lenga desempenham um papel fundamental no sucesso de sua comunicação.
Eles são o “aquecimento” do que está por vir.

A troca inicial de pensamentos, sensações e opiniões em assuntos cotidianos ou sem profundidade tem a função de regular a energia da conversa, oferecer um tempo para os participantes sentirem-se a vontade uns com os outros e determinar várias dimensões do “momentum de comunicação”, como confiança ou desconfiança, conforto ou desconforto, intimidade ou formalidade. Pura sintonia, comunhão.

Eu tenho uma amiga (que está a procura do par ideal) que sempre me diz:

- Sabe Mussa, eu não tenho tempo a perder. Quando conheço um cara vou logo dizendo no primeiro encontro: “olha aqui, eu sou divorciada, tenho dois filhos, uma TPM que dura 2 semanas e sou alérgica a leite” Porque ai se o cara quiser a gente segue em frente, senão ninguém perde tempo e eu posso me focar em alguém que dê certo.
Acho que não preciso explicar essa né? Parece que o “direto ao assunto” dela está agindo contra seu objetivo final. (aliás se tiver algum solteiro interessado por favor me avisem, ela tá desesperada sabe?)

O que fazer para ficar a vontade durante um papo-furado?


1. Entenda que o papo-furado é apenas um estágio para algo signifitcativo, se você o evitar poderá parecer rude ou desinteressado na outra pessoa ou grupo.

2. Aceite que muitas vezes o papo poderá ser interessante, em outras não. Tudo bem, não é problema algum falar de coisas superficiais ou fazer comentários não tão espetaculares quanto você gostaria. Fique a vontade e deixe o outro a vontade caso isso ocorra. Demonstre interesse. Mantenha o fluxo da conversa.

3. Pense em algo que você possa ter em comum com a(s) pessoa(s) com quem está conversando e simplesmente lance a isca. Se não colar tente outra vez.(leia o item 2 novamente) Sim. Vale falar do tempo.

4. A duração do papo furado normalmente é curta. Em um encontro de negócios deve durar de cinco a dez minutos antes de você finalmente “ir direto ao assunto”. Em interações sociais você pode usar a mesma medida antes de começar assuntos mais profundos como “para onde vai nosso país?” ou “você viu a história dos padres pedófilos?”

5. E sempre que você sentir que o papo-furado está ficando mais furado do que papo, use uma transição para o assunto principal como “E como andam as coisas na empresa?” ou “Que bom que pudemos nos encontrar para tratar desse assunto X”

Megahiperultradica nº 543: Não se preocupe em parecer inteligente, esperto ou sagaz. Apenas entre na dança da conversa, siga o ritmo com leveza e faça os movimentos que te levarão ao objetivo final.

Aliás algum de vocês saberia me dizer uma outra interação humana onde as preliminares são tão (ou mais) importantes para se atingir o objetivo final quanto o “assunto” principal?
Não consigo pensar em nada agora.

Bjs abs e piparotes!

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Você sabe o que é comunicação sustentável?

Este deveria ter sido o primeiro post do blog, mas acabei me deixando envolver por outros ventos e, como em toda boa comunicação, adaptei-me aos assuntos que apareciam no meio do caminho. (megadicaescondidanotexto nº 233)

Um dos problemas disso é que as vezes pode ser que você perca o fio da meada e acabe por deixar de lado o assunto que gostaria de botar em pauta. Comunicar também é saber esperar o momento propício para inserir um assunto e acho que agora é uma boa hora pra gente começar a se aprofundar um pouco mais na comunicação.

Muitos provavelmente já vieram até esse blog em busca de respostas fáceis ou soluções milagrosas de  comunicação, querendo encontrar como se faz uma apresentação em público, pesquisando dicas infaliveis para se dar bem na entrevista de emprego e… não encontraram suas respostas. (não que elas não virão, mas ainda é cedo)

“Se você tem dúvida da aplicação/definição de alguma coisa, vá em busca do conceito” Disse o Professor Luis Carlos Cabrera em um de nossos encontros em que conversávamos com uma seleta platéia em busca de respostas sobre suas carreiras.

Pois bem, antes de partirmos para os 5 passos milagrosos da comunicação, as 3 etapas de uma apresentação de sucesso e os 158 degraus da comunicação interpessoal vamos falar de algo essencial. Vamos focar no conceito. Vamos falar de “Comunicaçåo Sustentável”

Esse é um conceito que desenvolvi para falar de toda e qualquer comunicação, seja em uma sala de reuniões tentando vender um projeto, seja em um palco fazendo uma apresentação, seja na frente de seu chefe na sala de jantar da casa dele enquanto vocês tomam um licor após o delicioso jantar que a mulher dele preparou.(ufa)

Você usa a comunicação sustentável para conseguir das pessoas:

1. Tomada de decisão e solução de problemas

2. Equilibrio emocional (sincronia)

3. Colaboração / cooperação / conexão

4. Promoção de mudanças

Nos próximos posts falarei mais detalhadamente sobre cada um deles mas por enquanto vamos ao conceito essencial:

Você sabe o que é ser sustentável?

Podemos definir sustentabilidade como o conjunto de práticas que buscam diminuir os impactos gerados pelas atividades humanas que podem prejudicar o meio ambiente

É preocupar-se com os desdobramentos daquilo que você faz e o impacto que suas atitudes podem causar futuramente. Desta forma você molda suas ações presentes para que elas rendam bons frutos ou pelo menos causem o mínimo impacto negativo no ambiente em que você vive. É também entender que você não está sozinho no mundo e levar em consideração todas as outras pessoas que podem ser impactadas por você hoje e sempre.

Resumindo: O que você faz hoje pra você, reflete no amanhã de alguém mais. Perceba, pense e preserve.

Trazendo o conceito de sustentabilidade para a comunicação é exatamente a mesma coisa. É você ter consciência de que sua comunicação não se encerra no momento em que ela ocorre, mas sim que ela deixa resíduos duradouros e que serão utilizados por outros ao longo de sua caminhada.

É utilizar a comunicação em pleno potencial sem esgotar ou prejudicar os recursos futuros.

Exemplo disso é o vendedor que constrói uma relação de fidelidade com seu cliente ao invés de tentar tirar tudo o que pode em uma única venda pensando apenas na meta do mês.

O quanto sua comunicação impacta no seu ambiente de trabalho? Você está construindo ou destruindo no longo prazo? Quais e quantos resíduos você deixa? O que fica na cabeça das pessoas com quem você interage?

Essas e muitas outras questões aparecerão em nosso caminho durante a jornada da comunicação sustentável. Vamos com calma. Por hoje basta você saber o seguinte:

Sua comunicação impacta no seu ambiente de trabalho transformando-o e moldando-o de acordo com as necessidades, objetivos e interpretações de cada um.

Resta saber se o que você faz é pensando apenas no ganho imediato ou na longevidade de suas ações.

Fico por aqui, mas ainda tem muito pano pra manga. Daqui alguns dias a gente volta a costurar de novo.

bjs, abs e piparotes!

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Ai que raiva!!!!(saiba como usar a raiva a seu favor)

Olá Comunicadores! Sim eu sei, to sumido, sem escrever, sem aparecer, eticetera e tals.

É que estou em mudança, de vida, de local, de cidade, de perspectiva. E uma das coisas que advem de um processo grandioso como esse é a raiva. as vezes ficamos p da vida quando menos esperamos e isso faz com que nossa comunicação vá por água abaixo.

Vamos entender que raios de raiva é essa?

Primeiro existe a raiva crônica e a aguda – a primeira começa com uma implicância, um mal entendido, uma primeira impressão não muito boa e dai vai sendo alimentado no cotidiano das empresas. É muito mais uma questão de sentimento.

A questão aqui é que o cérebro humano tem um processo chamado de validação subjetiva, desvio para confirmação ou falsidade retrospectiva que acaba por agir a favor dessa raiva. (são processos que amenizam a dissonância cognitiva)

Esse processo refere-se a um tipo de sistema seletivo do cérebro em que tendemos a assimilar o que confirma nossas crenças e ignorar ou diminuir o que as contradiz.

Trocando em miúdos se uma pessoa não vai com a sua cara no ambiente de trabalho, tudo o que você fizer terá um viés negativo sob o ponto de vista dela.  Na validação subjetiva o cérebro amplifica tudo aquilo que corrobora com o seu pensamento (nesse caso ter razão em sentir raiva de alguém) e simplesmente ignora o que te contradiz.

O cérebro trabalha para garantir que  o que você pensa, decide ou julga esteja sempre certo, o que, ironicamente, faz com que você muitas vezes esteja errado (e achando que está coberto de razão, vai entender!)

O ideal para evitar ou suavizar este efeito é sempre questionar seu julgamento e sempre dar chances de ser contrariado. (é preciso um esforço herculeo para isso). Eu por exemplo se sinto raiva de alguém logo de cara, ao invés de evitar essa pessoa e ficar com meus pensamentos reconfortantes, tento me aproximar mais e mais, conviver intensamente e desafiar minhas certezas. Dessa forma já descobri muitas pessoas fascinantes na vida e já acalmei muitas raivas improcedentes.

Já a raiva aguda está mais para uma forte emoção. Um arroubo, um ímpeto.

Neste momento o que está nos controlando é o sistema límbico (nosso cérebro primitivo) e nesse caso é praticamente impossível controlá-lo.

A amigdala manda mensagens de perigo para o resto do cérebro que imediatamente dispara adrenalina no sangue, seu corpo se prepara para o combate, sua visão entra em modo túnel (sabe quando dizem fiquei “cego” de raiva?), sangue corre para suas pernas, batimento cardiaco acelera, as mãos suam e entra em cartaz o instinto de lutar ou fugir. Ufa! Quanta coisa né? Mas tudo acontece queiramos ou não.

Uns escolhem lutar e soltam seus cachorros no primeiro que estiver na frente, outros preferem fugir e acabam ganhando uma bela gastrite de estimação com nome e tudo. (isso quando não descontam em casa, com filhos, familia, amigos, zelador e etc)

Sem contar que essa emoção é uma das maiores causas de sabotagem em projetos, retrabalho, ineficiência, falta de espírito em equipe, cancelamento de contratos, quebra de fornecimentos etc etc etc.

Mas será que a raiva é só ruim?

Não necessariamente. Você pode escolher o instinto de conexão™

Ela pode ser positiva se canalizada para algo produtivo.

É ai que entra nosso cortex pré frontal (nome chique para a voz da consciência) que é a área do cérebro que, entre outras coisas, negocia com a amigdala (sistema limbico) e acalma o medo. Nele estão nossos valores, crenças, objetivos maiores e também nossa capacidade de contemporizar as coisas e dar-lhes hierarquia, prioridade ou valor.

Megahiperultradica nº 65: Estabeleça um dialogo interno entre as partes da mente.

Um estudo recente da Universidade de oxford decobriu que apenas por verbalizar sua emoção você já diminui a atividade da amigdala e consequentemente suaviza a sensação incômoda.

Na hora da raiva diga para si mesmo “eu estou com raiva” e pronto, deixe-a ir.

Existe um acrônimo que criei para essa finalidade. É extremamente simples e pode ser feito em alguns (preciosos) segundos antes de detonar a BOMBA! Mas essa fica para o próximo post!

E você? já estourou em alguma situação que não podia? já falou algo movido pela emoção e se arrependeu depois?

Conte pra gente! (ou se arrependa depois… ai que raiva!) Comente.

Bjs, abs e piparotes!

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