O BBB10 e a comunicação

Ok eu assumo.

Assisto fervorosamente o BBB. Mais que assisto, estudo. Mais que estudo, me fascino.

Além da clara questão de observar a vida alheia no conforto do sofá da minha casa, tenho  o BBB como um verdadeiro laboratório de pesquisas em comunicação. Adoro ver as interações, os grupos se formando, transformando e reformando ao sabor dos ventos (ou ventanias).

A coisa que mais me chama a atenção é o julgamento que cada um faz das situações e pessoas. Normalmente são equivocados, incompletos ou tendenciosos. O número de votos que um levou, a razão que outro teve para votar em X, o significado do silêncio diante de uma observação provocativa, o olhar fulminante de Y, a falsidade de Z, a verdade de fulano,eticetera e tals.

O grande lance é que isso não é uma exclusividade dos primatas em cativeiro televisivo. Isso faz parte do nosso dia a dia. do cotidiano de várias (senão todas) corporações. Uma rotina minha, sua e deles.

Se gostamos de alguém sempre veremos o lado positivo de suas atitudes e intenções. Se não gostamos, o contrário também serve e sempre arrumaremos uma justificativa negativa para aquela boa ação aparentemente despretensiosa. De uma forma ou de outra o que nos engana é sempre nosso julgamento falho e a eterna vontade de estarmos certos.

E o grande vilão nessa história é o nosso cérebro que muitas vezes dá como certo um pensamento que carece de informações. e preenche essas lacunas de dados com pressuposições. Uma verdadeira armadilha para a boa comunicação

megahiperultradica nº 14 – Ir contra o próprio cérebro é a mais dificil das virtudes mas também a que traz os melhores resultados.

Da próxima vez que você tiver certeza absoluta da intenção de alguma outra pessoa, pare e permita-se pensar em outros pontos de vista possiveis. Isso não quer dizer largar suas convicções a Deus dará, apenas ampliar seu ponto de vista e entendimento do mundo. Entendimento do outro.

Caso contrário o próximo a ir para o paredão pode ser você. (e a gente não quer isso, quer?)

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4P’s – Post Polêmico Para Palpitar

Seth Godin, em seu espetacular blog, postou hoje sobre a importância (ou não) dos grandes eventos.
Em sua lista de “coisas que podem ser evitadas” ele diz com todas as letras que grandes eventos como reunião anual de metas, grandes lançamentos de produtos, convenções anuais e eventos geradores de negócios não são mais tão eficazes em frente aos recursos de comunicação “barata e frequente” que estão disponíveis nos meios digitais.
A razão? Segundo Seth, os grandes eventos simplesmente não funcionam pois não dão espaço para a criação de laços mais fortes, para interação, evolução de idéias e tentativa e erro enquanto as ferramentas de comunicação e interação em massa (as chamadas midias sociais) não só permitem tudo isso como também incentivam essa troca.

Bem, em minha humilde opinião (sim, é falsa modéstia), discordo parcialmente dele. Acredito que os grandes eventos podem ser muito proveitosos se pensados, desenvolvidos e executados para tal finalidade. Infelizmente vejo muito tempo, dinheiro e recursos gastos apenas para cumprir calendário.

Chamo estes grandes eventos de “oportunidades de comunicação”. Momentos em que se tem a platéia a sua disposição e com disposição, mesmo que compulsória, para ouvir. Ai começam as apresentações entediantes, os powerpoints soníferos, os jargões ininteligíveis, a retórica, o bla bla bla e a completa falta de espaço para qualquer participação mais ativa do público. Mais uma oportunidade perdida, mais um evento sem eficácia comunicativa. (Não tem problema, ano que vem tem mais)

Grandes eventos, assim como as midias sociais ou ferramentas de comunicação, serão bons ou ruins de acordo com a utilização e aproveitamento de cada um. Eu sugiro usar os dois.

E você? o que acha disso?

Tem alguma história pra contar?

Tá esperando o quê? Comente! (mas sem powerpoints, por favor…)

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Modo reativo “on”

Muitas vezes quando somos confrontados com algo que nos incomoda, agride ou atinge de certa forma, tendemos a entrar em modo reativo.

É nessa hora que nosso cérebro primitivo (ou animal, ou emocional, como preferir) entra em ação e somos tomados pelo ímpeto de dar uma resposta a altura. Na maioria das vezes o que fazemos é apenas justificar nossas crenças e defender uma opinião, nos fechando para qualquer outra possibilidade que se apresente.

Se você perceber que está nesse estado lembre-se de uma simples regra de três:

Pertinência, conveniência e oportunidade.

A sua resposta é pertinente ao assunto, contexto, pessoa(s) que estão envolvidos na comunicação? trará algo positivo para o debate em questão ou é apenas lenha pra fogueira?

Em sendo pertinente, é conveniente você discordar ou apresentar um outro ponto de vista? O “outro” está preparado ou disposto a ouvir, reconhecer e respeitar o que você tem a dizer naquele momento? Caso contrário será apenas retórica. E pode ser visto até como um ataque. Seja paciente e aguarde uma oportunidade melhor

E, finalmente, é oportuno? você sabe qual o seu objetivo maior entrando em uma discussão? Expor um ponto de vista dissonante lhe aproximará deste objetivo?

Você está querendo “ganhar no grito”, “mostrar com quem ele está falando” , “fazer valer sua opinião” ou  ”mostrar alternativas”, “estabelecer um debate sadio” e “apresentar um outro ponto de vista”?

Não toque no assunto se não for oportuno. Pode trazer desdobramentos que não são positivos para as circunstâncias.

Redobre a sua atenção para perceber se sua mensagem pode ser ofensiva a alguém (mesmo que você discorde desse alguém). Talvez em alguns momentos, fazer insinuações um pouco mais controversas para instigar uma ou outra reação pode até ser válido. Mas antes de falar ou fazer alguma coisa certifique-se de que realmente é necessário e se o prejuízo não será maior que o beneficio.

já presenciei um alto executivo do ramo de previdência privada ser demitido aos gritos em plena reunião de alinhamento estratégico apenas porque discordou de um ponto de vista da superintendente. (e sim, quem tinha a razão era ele, mas quem detinha o poder era ela. Ridículo , mas acontece).

Pertinência, Conveniência e oportunidade – três palavrinhas que podem salvar sua carreira e manter seus planos no rumo certo.

Eu ainda tinha muita coisa pra falar, mas não seria oportuno

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megadica isolada

Quando você fala mal de alguém ou de algo, me diz muito mais a seu respeito do que sobre o assunto que está (des)tratando.

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Marte e Vênus falam a mesma língua, o que muda é o objetivo da comunicação.

Rebeca trabalhava no escritório a pouco mais de dois meses e naquela manhã adentrou a sala de Orlando de sopetão. Nem pediu licença e já foi falando:

-       Ai Orlando, perdi todo o relatório da reunião de hoje! E agora o que eu faço?

-       Como assim perdeu? Esqueceu em algum lugar?

-       Não! Perdi, apaguei, não salvei, sei lá o que aconteceu Orlando!

-       Calma você está muito nervosa…

-       Nervosa eu!?!? Ner-vo-sa!?!?

-       Relaxa é só você ligar pro arnaldo de TI e pedir pra ele um backup dos últimos documentos do seu terminal. Pronto. Agora engole esse bico e volta pro trabalho que a gente tem muito o que fazer…

Rebeca sai mais furiosa do que quando entrou, Orlando não entende, dá de ombros e pensa “TPM, pra que continuar nervosa se já tá tudo resolvido?, só pode ser TPM” e continua seu trabalho lépido e faceiro. Dias depois na avaliação 360º ele vê com surpresa que Rebeca o qualificou como fraco no trabalho em equipe.

Eles nunca mais se falaram.

…………………

Homens e mulheres comunicam-se de maneiras diferentes.

Os homens dividem problemas para encontrar uma solução. As mulheres dividem problemas para estreitar laços, simplesmente para compartilhar, enviar ou receber empatia, compaixão.

É muito comum uma mulher vir falar com um homem sobre um problema qualquer e de bate pronto o homem responde: “ah, isso é simples, basta você..” ou então “E você está preocupada com isso? Do que vai adiantar” e ainda “por que você não tenta…”. Pronto, está armada a confusão.

O homem vai achar que fez sua parte dando a solução e a mulher vai achar que ele não deu a mínima pois “só” deu a solução e nem se preocupou com ela.

É muito comum um homem dividir um problema com uma mulher e ela ficar apenas se lamentando com ele “puxa, que droga né?”, “nossa! Eu imagino o que você está sentindo…” e o clássico “ai que chato isso! E como você tá?”.

Megahiperultradica nº 39: Se você é homem, antes de propor uma solução para algum problema que uma mulher divida com você, interesse-se por ela, seus sentimentos em relação ao problema, a emoção que está sentindo e tenha compaixão, ou seja, sinta junto com ela.

Ao invés de dizer o que fazer, pergunte o que ela acha que deve ser feito. E concorde. Sempre. (sim, sempre) Passado este momento das preliminares (elas adoram preliminares) ai você estará seguro para lançar um “e se a gente…”

Frases que funcionam:

“Não acreditoooo” (com o “o” estendido em sinal de preocupação)

“Nossa, que horrivel!” (por mais boba que possa parecer a questão)

“Eu imagino o que você está sentindo, é chato né? (Espere a resposta. E balance a cabeça em consentimento)

“Ai, eu não queria estar na sua pele e agora?” (se quiser começar a se incluir na conversa bote um “o que a gente faz?”)

Quando for fazer um acompanhamento do problema preocupe-se primeiro com ela “Como você está?”, “Melhorou?”, “tá menos tristinha” (que se for dito “tistinha” com um bico no final traz melhores resultados)

Megahiperultradica nº 40: Se você é mulher e um homem divide um problema com você, ele está tentando encontrar uma solução, está pedindo para que você ofereça alternativas e/ou pense junto com ele no problema. “ele” é problema dele, ele só quer a solução. Depois, talvez, ele divida os sentimentos com você.

Se ele não o fizer, isso não significa que não goste de você, que não se importe com você ou que não queira fortalecer os laços de relacionamento.

Ele já fez tudo isso ao abrir pra você que ele tem um problema. É o equivalente a pedir informações no trânsito. É só em último caso. Afinal eles sabem se virar.

Frases que funcionam:

Qualquer uma que venha acompanhada de pelo menos uma tentativa de solução do problema. Podem ser sugestões, pessoas que possam ajudar, planos B ou até mesmo uma outra persectiva do problema.

(Depois , se ele se abrir sobre os sentimentos aí você dá o bote e pratica a compaixão)

…………………

Pode ser que você não acredite em uma palavra do que escrevi até agora. Peço-lhes que experimentem e vejam os resultados por si só.

De qualquer maneira vou mostrar um exemplo real e atual:

Rosana Herman, Jornalista conceituada e twiteira de primeira blogou o sumiço de seu Iphone. (@rosana)

Leia os comentários sobre o post dela e veja se encontra algum padrão nas respostas femininas e masculinas. É muito nítido! (ou será que minha dissonância cognitiva está brincando comigo?) Veja com seus próprios olhos aqui: http://blogs.r7.com/querido-leitor/2010/02/09/cade-meu-celular/

E, lógico, comentem suas descobertas depois!

Bjs, abs e piparotes!

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Comunicar é… nº 2

Comunicar é… escolher as palavras e adequa-las ao seu ouvinte.

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Só isso? Ah, tá fácil…

Essa é ótima!

Requisitos para ser estagiário numa empresa postado por uma candidata no Facebook: (valeu Joaninha!)

Boa digitação • Fluência verbal • Dinamismo • Persuasão • Liderança • Flexibilidade • Foco no Cliente • Objetividade • Organização • Planejamento • Pró-atividade • Rendimento Sob Pressão • Resistência a Frustração • Saber Ouvir • Visão Sistêmica • Empreendedorismo • Agilidade • Foco em Resultados • Equilíbrio Emocional • Bom Humor• Liderança Estratégica • Cooperação • Empatia • Estratégia • Atenção • Administração do Tempo • Liderança Delegadora • Fluência Verbal • Relacionamento Interpessoal • Disciplina • Tomada de Decisão • Comportamento Ético • Comunicação Interpessoal • Criatividade • Disponibilidade • Espírito de Equipe • Iniciativa • Visão Estratégica • Capacidade de Cumprir Normas e Procedimentos • Comprometimento

Pelo menos 80% das atribuições acima estão ligadas diretamente a uma boa comunicação. (O que definitivamente não é o caso da empresa em questão). Você consegue dizer quais são essas atribuições?

Além disso, sempre falo sobre ouvir (ou perceber) aquilo que não é falado. Se você fosse chutar como é o dia a dia dessa empresa qual seria seu palpite? E qual foi a expressão que lhe deu essa pista?

E se você fosse redigir novamente essa lista, de maneira concisa, coesa e clara, em no máximo três linhas,  como ela seria?

Participe! Comente! Comunique! (ou se trumbique!)

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“Não conta isso pra ninguém hein! Eu fiquei sabendo…” – No ar a rádio peão!

Não quero fazer fofoca (longe de mim fazer uma coisa dessas!), mas fiquei sabendo de uma empresa que em meados de 2009, tomada por um boato de fechamento, jurava que estava garantida pelos acionistas até 2012 e dois meses depois simplesmente baixou as portas e fez uma demissão sumária.

Surpresa? Os gestores disseram que sim, a rádio peão antecipou que não.

Momentos  de transição trazem consigo uma série de desdobramentos.

Cortes de custo, adaptações na equipe, reavaliação de métodos, fusões e aquisições, demissões, suicídios, enfim, o bom e velho caos.  O que contribui positiva ou negativamente com esses desdobramentos, entre outras coisas,  é a tão falada Rádio Peão.

Presente em todas as empresas esta verdadeira instituição corporativa age por vontade própria, não tem origem definida, pode ser encontrada em qualquer corredor, máquina de café, bebedouro e até mesmo em banheiros e lavatórios. Não se utiliza de meios digitais ou qualquer outra maneira de registro. Sobrevive e se fortalece numa das mais antigas habilidades do ser humano: A arte de contar histórias.

E se o ditado estiver certo e “quem conta um conto aumenta um ponto” então é melhor tomarmos conta do placar, não é verdade?

Vamos aos venenos e seus possiveis antídotos:

A RP só é soberana em ambientes onde não há compartilhamento de informação.

Alguns gestores tem a falsa impressão de que deter informação é igual a deter o poder. Pura ilusão. Quanto maior a rede sobre uma informação maiores os benefícios que virão dela. Duas cabeças pensam melhor que uma.

Já estive em empresas em que o mural era atualizado a cada dois meses ou , quando frequente, exibia apenas informações superficiais, anúncios de sindicatos e listas de férias. As informações pertinentes e estratégicas continuavam guardadas a sete chaves (ou seriam a sete palmos?)

Utilize os meios em sua plenitude e distribua informações que auxiliem o colaborador a atingir os resultados esperados.

Que tal começar esclarecendo qual é o resultado esperado?

Normalmente o assunto da semana na RP tem origem em algum fato ou acontecimento real, mas cresce e se desenvolve pela falta de informações oficiais, alimentando-se de especulações, medos, interesses e validações falsas e pode ser extremamente predatória se os peões começam a tomar atitudes em função disso.

Não mate o mensageiro, trabalhe a mensagem

RP é igual a tráfico de drogas. Os que comandam, os peixes grandes, nunca são pegos. Quando é preciso uma “higienização” para retomada de controle, são os pequenos que pagam o pato e nada melhor do que o bom e velho Boi de Piranha para acalmar os ânimos e trazer tudo a normalidade (ou pelo menos a sensação de). Você acha que consegue fechar uma rádio apenas por demitir um locutor?

A Rádio Peão sempre existiu e existirá em toda e qualquer empresa, resta aos gestores utilizarem de seus conhecimentos, habilidades e competências de comunicação para torná-la inimiga ou aliada.

É claro que existem informações que dependem de sigilo, outras que podem causar algum estrago caso o mercado saiba antes da hora e outras que devem ser administradas em doses homeopáticas. Mas via de regra quanto mais informação, maior a compreensão do negócio por parte dos colaboradores e, consequentemente, maior comprometimento.

Veja este exemplo:

Tive o privilégio de conhecer a MASA da amazônia e seu presidente na época, Sr. Ulisses Tapajós, e ouvi dos funcionários que eu entrevistava a seguinte lenda (ou não) corporativa:

O Ulisses veio pra MASA com a missão de iniciar o processo de fechamento da unidade. Um dia chamou todos os funcionários no refeitório e disse em alto e bom som.

“-Estou aqui pra fechar esta fábrica. Os custos são altos, os resultados não melhoram e não conseguimos novos contratos. Isto está inviabilizando o negócio e dentro de algum tempo cada um de vocês será demitido. Mas eu acredito que podemos fazer diferente. Podemos nos reerguer e dar a volta por cima, mas pra que isso aconteça teremos tempos dificeis pela frente. Reduções salariais, piora na alimentação, diminuição de benefícios e muitas outras coisas. Entretanto eu garanto a manutenção do emprego de todos até sairmos dessa.

-E então? O que faremos?”

E fizeram. Juntos a empresa conseguiu dar a volta por cima e algum tempo depois conquistou por duas vezes o título de melhor empresa para se trabalhar no Brasil. Os benefícios voltaram, os salários se normalizaram e os colaboradores tratam o Sr Ulisses quase como um pai. (No mínimo um cupido, ele deve ser padrinho de uns 200 casais lá da empresa).

E tudo isso teve início no compartilhamento de uma informação e um pedido de colaboração. O que teria acontecido se ele tivesse ficado quieto e simplesmente fizesse seu trabalho? Isso, felizmente, nós nunca saberemos.

Na minha vivência percebi que sempre que compartilhei um problema ele se resolveu mais rapidamente, sempre que fui verdadeiro colhi colaboração, toda  vez que me mostrei vulnerável obtive respeito e ajuda  e que quanto mais eu me conecto, melhor o resultado que obtenho.

Utópico? Talvez.

Inocente? Quem sabe.

Idealismo? Tomara.

Eficaz? Com certeza.

Mas não conta pra ninguém hein…

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Comunicar é…

Pra quem tem um pouco mais de tempo no planeta terra, deve se lembrar de umas figurinhas que foram uma verdadeira febre no inicio dos anos 80, as famosas “Amar é…”. Nelas um casal era representado em várias situações amorosas (amor romântico,coisa pra criança ou pré adolescente e não as coisas escabrosas que alguma mente deturpada pode estar imaginando! Apesar deles serem retratados sempre nus, vai entender…)

Fato é que, tomado por nostalgia, farei minha versão de “amar é…” que se chamará “comunicar é…” por motivos mais que óbvios (mesmo sabendo que “o óbvio não exclui a palavra”).

Pois aqui vai o primeiro:

“Comunicar é… estar aberto para ouvir até aquilo que contradiz o que você pensa”

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CEO Desesperado. Diagnóstico: Péssima comunicação.

Acabei de ver a pouco o seguinte tweet:
@JulioCardozo: CEO desesperado confessa:”subrdinados ñ entendem minha visão dos negócios.Sei q estou certo e eles errados”.Diagnóstico:péssima comunicação!


Esse tipo de desabafo é mais comum do que você imagina e, para mim, é mais um sintoma do que qualquer outra coisa. Mas… sintoma do quê?
Muitas vezes as pessoas que rodeiam o CEO (assessores, secretárias, subordinados, tia do cafezinho, você, etc) simplesmente respondem o que ele quer ouvir ao invés de perguntar.
Em outros casos as pessoas são incapazes ou não encontram brecha para pedir esclarecimentos e preferem seguir com o pouco (ou nada) do que foi falado.
Em alguns a vergonha de parecer burro ou ignorante é mais forte que o risco de se comunicar errado. (tanto do CEO quanto do receptor)


E na maioria dos casos o CEO ou líder simplesmente não faz questão nenhuma de trabalhar sua comunicação e adequa-la ao seu público receptor. “A obrigação de entender é deles, a minha parte eu to fazendo”.
Ou então acha que deter informação é diretamente proporcional a ter poder e passa apenas aquilo que ele considera “necessário” para o seu público. Vixe! Nem vou comentar…
Entendo que deva ser muito difícil para um CEO quebrar certos paradigmas e/ou comportamentos dele e dos outros. Mas tenho certeza de que se ele quiser basta prestar atenção em seus receptores e adequar a mensagem ao dialeto deles (falarei mais sobre dialetos em outro post). Ser humilde e, principalmente, conectar-se com as aspirações, contexto, valores e crenças de seus subordinados. Fazer algumas perguntas também pode ajudar muito.
Diquinhaperspicaz: Se todos estão errados e você está certo, cuidado. Você está errado. (mesmo se estiver certo)
Megasuperultradica nº 347: É melhor perguntar e parecer ignorante do que permanecer ignorante. O primeiro demonstra interesse o segundo cria riscos desnecessários.
E de bônus um ditado: “Evidens aud excluden verbis” ou “O óbvio não exclui a palavra”


Você já esteve em alguma situação parecida com essa do CEO? Conte pra gente! Faça seu comentário, interaja, participe, bote a boca no trombone! O pior que pode acontecer é ninguém entender o que você está falando. (xiiii)

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