
Quem não se comunica
Acabei de fechar uma matéria sobre a importância da comunicação para a carreira. O texto faz parte de um pacote de matérias especiais que vai ser tema da capa de janeiro.Em determinado ponto do texto comentei sobre como o presidente é personificação da empresa que dirige e como a comunicação com o time e com o mercado o auxilia nessa tarefa. Em uma crise, por exemplo, não é apenas o que o CEO diz para o mercado que ajuda a preservar a imagem da empresa, mas o que ele fala para seus funcionários também é importante para conseguir esse intento. Um comentário errado feito para familiares, amigos e vizinhos -- disse um dos consultores que entrevistei -- e esse trabalho pode se perder. Nesse sentido, todos os presidentes das melhores empresas para trabalhar estão fazendo bem a sua parte. Ulisses Tapajós Neto, presidente da Masa, a campeã do ano passado, tem mais de um episódio em que uma comunicação eficiente com o time e com o mercado -- além de muito trabalho, claro --, foi fundamental para tirar a empresa de uma situação difícil. Mais do que informar, a comunicação com a equipe tem também o papel de formar.
Bom, vou ficando por aqui. Este é o último post de 2007. Um abraço e um feliz 2008 para todos!
Sumário sem mistério
Desde o último dia 29, a intranet da Apsen Farmacêutica, vem trazendo os resultados do Sumário Executivo para que todos os funcionários possam conferir a performance da empresa na pesquisa. "Estamos fazendo isso porque os funcionários também são parte do sucesso da companhia e para que todos conheçam como está a situação da Apsen em relação às outras organizações que participaram do Guia", diz Floriano Serra, diretor de RH e Qualidade de Vida da Apsen Farmacêutica. E eles têm motivos para comemorar. Na questão A quantia que recebo como participação nos lucros da empresa é justa, por exemplo, a média da Apsen é 93,48 (em uma escala de 0 a 100 pontos); enquanto a média das 150 é 66,91.
As coisas estão mudando?
O IX Encontro das Melhores Empresas aconteceu na última quinta-feira, em São Paulo. Entre os palestrantes, Luiz Ernesto Gemignani, presidente da Promon, e diretores de RH e executivos de empresas como GE, Unilever e Citi. Carlos Griner, diretor de RH para a América Latina da GE, falou sobre como a empresa gere seus talentos. Entre outras coisas interessantes, Carlos disse que, na GE, integridade é algo inegociável. Isso se aplica, inclusive, para aqueles profissionais que dão resultado, mas costumam deixar um "rastro de sangue" por onde passam, tamanho o estrago que fazem na equipe. Já ouvi o Marcelo Cardoso, presidente da DBM, consultoria especializada em recolocação de executivos, dizer que, atualmente, as empresas têm muito mais coragem de dispor de profissionais com essas características.
Bom, como tudo tem o outro lado, a professora Betânia Tanure, da Fundação Dom Cabral, comentou que fez uma pesquisa entre 100 presidentes de empresa sobre essa história de manter ou não profissionais que dão resultado, mas fazem mal para o time. Ela conversou pessoalmente com 55 desses CEOS. Apenas dois afirmaram que eliminariam um profissional assim.
Coerente até debaixo d'água
Outro dia estive na Unilever e ouvi uma história bem interessante que dá a medida de como algumas empresas levam a sério a história de ter um discurso coerente com a prática. A Unilever tem uma espécie de checklist para seus produtos para verificar o quanto eles trazem vitalidade para as pessoas - algo intimamente ligado à missão da empresa. Pois em uma dessas verificações constatou-se que três marcas da empresa não cumpriam muuito bem esse papel Sabe o que foi feito? Elas foram vendidas para outra companhia.
Em tempo: minha visita à Unilever foi por causa do Encontro das Melhores Empresas, que acontece no próximo dia 25/10. É que
Onde elas foram bem, onde elas foram mal
Sobrecarregado de trabalho? Nas melhores empresas o cenário é exatamente o mesmo. Tanto que a questão relacionada a isso foi a mais mal avaliada pelos mais de 123 mil profissionais que responderam a pesquisa. Por outro lado, o pessoal está mais satisfeito com os critérios de promoção e carreira, e com os chefes também, principalmente quando o assunto é feeback e orientação para crescer profissionalmente. É como se as pessoas estivessem dizendo: "estamos trabalhando muito, mas dá para agüentar o tranco, porque nos sentimos mais valorizados pela empresa".
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