Assunto recorrente nas palestras e discussões que tenho feito com jovens profissionais em início de carreira é a importância da formação profissional. Alguns acreditam que aprender na prática é a melhor escola. Outros pensam que conhecer as pessoas certas é o maior impulsionador, que é melhor que estudar. Uns questionam que os cursos de formação nos tomam muito tempo para pouco aprendizado prático, e tomam tempo do trabalho onde você poderia estar crescendo. O meu ponto de vista vem de observação e estudo do assunto ao longo da carreira, e é simples.
Formação é importante, de forma equilibrada com prática, e mais importante ainda é o que você vai fazer de prático para mudar suas atitudes e comportamentos com o que aprendeu.
Nessas discussões muitas vezes questionam comigo até meu exemplo, me perguntam se valeu a pena a dedicação que tive com formação durante minha carreira. Claro que valeu, mas nada valeria se não tivesse tirado de cada curso que fiz uma nova habilidade, uma nova ferramenta a partir de um conhecimento, uma reflexão para uma mudança de atitude.
Para isso, é importante ter um plano de carreira, entender onde quer chegar, e buscar aquilo que pode ajudar a impulsionar nesse caminho. Alguns cursos poderão além de conhecimento, trazer a você relacionamentos, exemplos diferentes, e principalmente abrir sua cabeça para outras possibilidades e cenários.
Tive durante a carreira a oportunidade e o privilégio de estudar no exterior em três das cinco melhores escolas de negócio do mundo (Stanford, Harvard e Columbia) segundo o ranking do Financial Times, e em todos eles o fator “o que eu queria tirar daquele curso” sempre foi importante. Por exemplo, busquei em Stanford aprimorar minhas habilidades como empreendedor, durante o curso além das matérias busquei interagir com muitos empreendedores do Vale do Silício e aprender para a minha realidade suas competências e comportamentos. E hoje, na prática, procuro sempre colocar isso no meu dia a dia.
Por outro lado, em outros cursos que fiz no começo de carreira não tinha muita essa visão prática do que faria, errei ao não tirar do curso algo que me acrescentasse, entrei sem saber o que queria. Perdi tempo precioso.
Assim, formação profissional é um grande caminho para o crescimento, que fique claro que não é o único e que não pode ser isolado, precisa de muito equilíbrio com a prática, precisa estar bem alinhado com o seu planejamento de carreira. E precisa antes de tudo, que você tire do curso alguma coisa que vá realmente modificar o que ou o como você já faz hoje, que o faça na prática realmente melhor que era ontem. Depende muito mais de você do que do curso.
E você, qual sua opinião? Acha que a formação é importante? Prefere aprender na prática somente? Busca crescer pelos relacionamentos somente?
Independente para qual time você torce a final entre Santos e Barcelona do Mundial de Clubes de Futebol foi uma aula de futebol. E essa aula pode nos trazer boas lições de estratégia para nossa carreira. Vamos pontuar aqui algumas relações que ficaram amplificadas pela intensidade do jogo histórico.
1 – Uma vitória vem depois de muitas derrotas – obstinação e nada de imediatismo. O time do Barcelona vem trabalhando com esta filosofia de jogo já há muitos anos, e nos primeiros anos foram muitas derrotas para começarem a chegar as vitórias significativas. A idéia que é muito bem descrita no livro ”Outlier” que precisamos de milhares de horas de treinamento para sermos excelentes em algum assunto está clara na prática. Portanto, principalmente aos jovens que buscam resultados de curtíssimo prazo, atenção ao imediatismo, é preciso paciência e obstinação para se obter a excelência. Veja post “Não se obtém um frango mais rápido quebrando os ovos antes da hora”.
2 – Trabalho em equipe – o time do Barcelona demonstrou durante o jogo extrema concentração e troca constante de papéis dos jogadores, todos concentrados em manter a posse de bola e levá-la ao gol adversário. O sucesso vem do grupo unido e uniforme. Nas empresas muitas vezes vemos gestores focarem muito em uma área específica, tipo a empresa X é conhecida por sua excelência na produção, ou na entrega, ou na inovação, etc.. O que aprendemos é que uma empresa tem de ter as engrenagens muito equilibradas. Por mais que a empresa seja excelente na produção, se ela não tiver uma excelente contabilidade, contas a pagar, etc.., o todo se compromete. Portanto, é importante que as pessoas conheçam os papéis de todas as áreas e possam ajudar quando necessário com visão de o grupo prosperar.
3 – Competições diferentes – níveis diferentes. O Santos foi muito bem sucedido em sua trajetória na América do Sul. Mas pelas declarações de seu treinador subestimou os anos de excelência do Barcelona. Analogamente muitas vezes as empresas fazem análises de novos mercados e subestimam novos competidores em suas projeções. Como o sonho no futebol, papel aceita tudo no caso das projeções das empresas.
4 – Ser x Parecer – é incontestável o talento dos jogadores do Santos. Mas pelo que se viu nos preparativos do jogo muitas vezes o parecer ficou mais importante que o talento. Topete pra cá, roupa pra lá, as declarações de otimismo. Menos concentrado no jogo, pequenos erros causaram os gols rápidos que trouxeram uma situação irreversível. Mesmo com muito talento, se não houver foco e trabalho duro, uma pequena desconcentração pode iniciar uma série de problemas nas empresas. O sucesso de um produto ou um projeto não garante sucesso futuro. Trabalho duro é a receita. Veja o post “Porque acordar mais cedo e dormir mais tarde”.
5 – Energia – foco na operação – ficou claro no jogo a diferença de energia entre os dois times. O time do Barcelona parecia se multiplicar em campo, com mais energia e com foco em posse de bola o tempo todo. Nas empresas, o foco na operação deve ser a base. Gente de primeira linha, processos bem definidos e energia em altíssimo nível para garantir uma operação vitoriosa. Essa energia vem de motivação, de comunicação clara, de alinhamento, de objetivos comuns e transparentes passo a passo e no sonho do todo. Foco na operação para fazer certo, sem retrabalho, com menor custo. Fácil? Nem um pouco. Mas deve ser perseguido dia a dia por cada um de nós.
6 – Formação de talentos com foco para o grupo – o modelo de jogo do Barcelona vem desde as categorias de base onde trabalha jogadores para que se enquadrem nesse perfil de energia x trabalho em equipe. A estrela é o grupo. Nas empresas ou nos times, muitas vezes temos profissionais que querem aparecer como estrelas e muitas vezes o todo é comprometido. Ficou claro que quando todos trabalham para um resultado grandioso e o grupo é vencedor, as estrelas brilham sem precisar aparecer. Importante a formação de talentos nas empresas alinhadas com as diretrizes e focos da empresa.
O futebol é uma diversão para o público mas para muitos clubes e profissionais é muito sério, então sempre podemos tirar boas lições análogas a nossa vida corporativa. Claro que num jogo magistral como o do Barcelona tuda fica amplificado, mas melhor assim para que as lições fiquem mais claras. Independente de que time você torce, tenho certeza que se viu o jogo em questão deve ter feito analogias com sua vida pessoal e profissional. Comente e divida conosco.
Alguns leitores e jovens profissionais que tenho contato têm me procurado nesse final de ano procurando o que focar em 2012, como crescer profissionalmente.
Minha resposta foi a todos na linha de não fique esperando as coisas acontecerem para você ou não dependa de ninguém para crescer, faça por onde, e fazer por onde significa muito esforço. Significa muitas vezes abdicar, acordar mais cedo e dormir mais tarde. Não se contentar com a meta. Não se contentar com o bom. Fazer o que gosta, com muita obstinação sempre. Trabalhar duro como se cada dia fosse seu primeiro dia de emprego. Parece estranho, né? Mas no primeiro dia de emprego você tenta mostar o seu melhor e fazer o seu melhor em 100% do seu tempo. Porque não continuar assim?
Lembrei então de uma entrevista que li no passado de uma conferência do Bill Gates em uma escola secundária, falando sobre como as escolas não preparam os jovens para a realidade da vida, de como nossas percepções são de justificar pelos outros e de não fazer realmente o que precisamos, achei a entrevista, segue:
É comum a gente muitas vezes ficar reclamando do chefe, do colega, da empresa, das situações. Já aconteceu comigo mesmo, em certa etapa da vida de ficar esperando uma promoção, ou achar que as pessoas estavam me atrapalhando, ou achar só fazer o que me pediam era suficiente para crescer, que os outros cuidariam de minha carreira, etc… Nada disso ajuda ou funciona na prática, e o Sr Bill Gates foi muito sábio ao dizer que “a vida não é fácil, acostume-se com isso”. E essa é uma reflexão interessante para a virada do ano. Entendermos o que estamos deixando pros outros que ninguém além de nós tem a chave para mudar. E não lamentar, fazer por onde. Já pensou em o que de fato você precisa fazer diferente em 2012? Divida conosco sua opinião.
Apresentei hoje no Congresso da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) em Brasília uma palestra sobre os desafios de capacitação nas empresas. Vou dividir aqui alguns pontos que abordei na apresentação:
- o crescimento econômico brasileiro acima das médias mundiais e a rápida recuperação do Brasil da crise do SubPrime nos EUA nos dão indícios que apesar da crise europeia, a economia brasileira continuará aquecida, o que gera aumento de demanda por profissionais e por maiores produtividades (ambos relacionados a qualificação).
- A situação da educação básica no país, apesar dos investimentos e esforços do governo, ainda é ruim comparada aos países desenvolvidos. O Brasil ainda gasta pouco em Educação se comparado a países desenvolvidos. (Unicef mostra que Brasil investe US$ 1,6 mil por ano em cada estudante do ensino fundamental. É menos de um terço (28,76%) dos US$ 5. investidos por países desenvolvidos. Brasil continua no 88º lugar no ranking de desenvolvimento educacional. A matéria prima para formação de mão de obra de base, os candidatos recrutados para as empresas chegam com uma base fraca em função da educação básica do país. Isso aumenta a distância entre o perfil do recrutado e o perfil desejado, acrescendo o desafio de capacitação e transferindo esse ônus de capacitação básica para as empresas.
- Com a globalização e crescimento do Brasil tivemos aumento das relações e interações entre empresas (parcerias, fusões e aquisições, etc..) levam a constante mudanças e alterações potencializadas pelas cada vez mais rápidas atualizações tecnológicas –( Diploma, antes símbolo de status e garantia de emprego para alguns, hoje não garante empregabilidade por muito tempo). Essa velocidade de mudança das organizações, sejam públicas sejam privadas, exigem que o RH esteja próximo e que seja parte integrante da estratégia da empresa para ter a mesma velocidade para ajustar seus programas de capacitação.
- Distância entre as instituições de ensino e as empresas. Meio gerencial, por exemplo, na contratação de jovens, muitas das vezes os recrutadores dão mais ênfase as características comportamentais e sociais em detrimento da formação técnica dos candidatos. Mas as escolas estão preparadas para formar características como visão estratégica, capacidade de decisão, comunicação, liderança, criatividade, habilidade interpessoal?
- Por outro lado, nos últimos 5 anos quase 180 mil profissionais de todas as partes do mundo mudaram para o Brasil segundo a coord de Imig do Min Trab. Durante o primeiro trimestre de 2010, das 11 mil autorizações de trabalho, 60% para pessoas de alto padrão educacional e 80% a funções técnicas.
- Até pouco tempo trabalhadores passavam a vida em uma, duas, no máximo três empresas. Pesquisas mostram que esse número passou para 11 em média nos EUA. Cenário sinaliza dificuldade de retenção e dúvida no investimento para as empresas privadas.
- O conhecimento e a qualificação pessoal (comunicação, liderança, adaptabilidade, etc…) passam a ser os fatores de diferenciação. A sociedade passa a valorizar de fato a habilidade e a disposição para capacitação nos seus profissionais. As constantes mudanças tecnológicas e de processos das empresas forçam a esta valorização do saber aprender, e traz a tona muitas tentativas de metodologias de suportar esse saber aprender, com linguagens como a andragogia, e outras iniciativas.
Quais você acha que são os desafios de qualificação nas empresas? Comente.
Foto no evento da ABRH DF com primeiro palestrante do dia, Lars Grael.
Empurre seu chefe: na dúvida, decida!
2011
Participo de alguns fóruns de discussão com jovens profissionais e em algumas palestras que venho ministrando também surge sempre um questionamento: um dos principais problemas que os jovens percebem é o fato de que os gestores empurram decisões com a barriga. Existe uma palavra na língua portuguesa que resume muito bem isso e que atrapalha muito o desenvolvimento de equipes de alto desempenho: a procrastinação.
Já vi gestores que procrastinam decisões pelo fato de serem inseguros, já vi alguns que o fazem por temerem que a outra alternativa seja melhor que a escolhida, já vi gestores que arrastam decisões pelo simples ato de demonstrar poder, de deixar os outros esperando, e já vi alguns fazendo por serem maus gestores, sem capacidade para tomar decisões na hora certa. Fato é que, apesar de ser importante a ponderação e a análise na tomada de decisões, uma grande virtude de bons gestores é a atitude e o pulso de decidir de forma determinada e sem demoras. Tome o tempo que for necessário para analisar, mas não prolongue a decisão pela dúvida. Poucas vezes o tempo trabalhará a seu favor, na maioria das vezes o fato de não ter decidido antes é um péssimo sinal. Se você é um gestor, não procrastine, assuma suas responsabilidades e decida.
E se acontece com você de seu chefe não decidir a tempo e você perceber que isso pode estar atrapalhando o desempenho de sua equipe, que tal um feedback construtivo? Ajude seu chefe a perceber e a decidir!
Qual a sua opinião?
Ser politizado é diferente de politicagem
2011
A sucessão de escândalos e casos recorrentes de corrupção e locupletamento ilícito nas últimas décadas em nossa classe política bem como a transparente inoperância do judiciário em realmente punir exemplarmente esses casos trouxe a muitos de nossos jovens o sentimento de descaso com política no nosso país.
Já ouvi de muitos e muitos que preferem não acompanhar política pois não adianta nada, não vai mudar nada, que preferem não perder tempo com politicagem.
Como jovens que somos em breve seremos as gerações que sucederão o poder nas posições de liderança em nosso país em todos os âmbitos, seja nas empresas, nas sociedades de classe, nas instituições públicas, na política.
E adotar o caminho mais fácil de não querer se envolver não é o caminho certo.
Existe uma grande diferença entre ser politizado, que é entender as relações de poder nas instituições e como elas afetam a nossa vida no dia a dia e participar de politicagem. Já escrevi aqui uma vez nesse blog que ser politizado não é nenhum demérito, pelo contrário, entender como exercer melhor seu papel como cidadão é uma virtude.
Se queremos ser bem sucedidos como indivíduos, compreender e melhorar o ambiente que estamos inseridos faz muita diferença. Esta é uma geração que lida com a sustentabilidade como bandeira, e sutentabilidade passa necessariamente por responsabilidade social, e passa também pela correta utilização de recursos públicos. Entender as relações nesse ambiente político, saber se posicionar, entender o modus operandi do poder público é uma qualidade que vejo como diferencial.
Diferencial este que vejo em alguns jovens que questionam o que não entendem e buscam esclarecimento, seja o caso de um posicionamento de um representante que elegemos que não está de acordo com a sua campanha, ou seja o caso de apoiar uma campanha por exemplo pelo preço de uma energia mais justa em nosso país, cuja bandeira foi recentemente levantada pela FIESP .
Cuide com carinho de entender as relações do poder público, de como isso afeta a vida de todos nós. Será importante na sua vida profissional, pessoal e como cidadão.
Jovem gestor: forme quem vai sucedê-lo
2011
Tenho observado em jovens gestores duas características que merecem observação com relação a preparação de sucessores. A primeira é que poucos dele de fato tem se preocupado com a formação de sucessores. E a segunda que muitos que se preocupam tentam moldar seus sucessores a “sua imagem e semelhança”, sem espaço para diversidade.
A formação de sucessores é um fator importantíssimo para o crescimento da carreira, mesmo nas suas primeiras experiências como gestor. Muitas vezes em suas primeiras posições como gestor existe uma chance maior de promoções rápidas e até de mobilidade lateral, por ser maior a quantidade de posições de gestão na base das empresas do que no topo. Um dos fatores para estar pronto para aproveitar essas oportunidades é ter um sucessor definido e formado. Sua liderança imediata só o escolherá para uma nova oportunidade se assim sentir segurança que a pessoa que você preparou pode sucedê-lo de forma tranquila. Esse trabalho de formação de sucessores dará tranqüilidade para seu gestor te indicar para uma promoção.
Outro fator que observo é que os jovens gestores quando buscam preparar seus sucessores fixam muito na idéia que o perfil a ser desenvolvido para o sucessor é um perfil parecido com seu próprio perfil, que seus sucessores devem trilhar os mesmos caminhos que o jovem gestor trilhou. Não necessariamente. O que deu certo para você como formação pode não dar certo para outra pessoa, e ainda mais relevante é o fato de que a alternância de perfis diferentes é muito rica para as equipes. Assim, aprenda a valorizar e principalmente a desenvolver perfis diferentes do seu, a diversidade é rica para sua equipe e sua empresa.
Comente!
Muitos de vocês já passaram por promoções e aumentos de salário, e recebi alguns emails questionando o seguinte: quanto mais ganho, mais gasto, assim não consigo fazer o patrimônio que queria. Já ouviu algum caso do tipo? Acredito que sim.
Bom, vamos falar sobre o assunto. É normal que com o seu crescimento profissional cresçam também suas despesas. As vezes relaxamos nosso nível de controle porque não temos um objetivo definido. E essa inércia é difícil de vencer e pode perdurar por toda sua vida profissional. Quem não conhece alguém que ganha muito bem mas está cheio de dívidas e não consegue se equilibrar? O que você precisa fazer é se planejar e criar um meio de deixar parte de sua renda para investir, e ter esses investimentos trabalhando para você.
O mais importante de notar é que quanto mais cedo você começar com essa educação e com essa formação de investimentos, mais rápido conseguirá colher os frutos e o mais importante, transformar isso num hábito. Comece com pouco e busque conhecimento.
Como separar parte de sua renda? Bom, isso depende muito de cada um. Tem pessoas que precisam de compromissos (tipo prestações de um bem ou transferências pré-determinadas para a conta investimento) para conseguirem poupar, outros conseguem todo mês separar em outra conta um valor antes de começar o mês. Independente de como você vai fazer, a questão aqui é disciplina e ter uma meta. Se você poupou além de sua meta, é saudável separar parte dessa sua poupança para uma recompensa, como um presente, uma viagem, ou algo que lhe agrade.
Como investir? Depende muito do perfil de risco e do conhecimento de cada um. Temos os imóveis, temos investimentos de renda fixa, temos investimentos de renda variável na bolsa de valores. O ideal é conseguir um mix de investimentos que não coloque tudo numa cesta só e que o deixe confortável, começando por renda fixa, e aos poucos acrescentando porções de investimentos mais arriscados (como ações) a medida que vai aumentando o bolo de investimento, sua disciplina e seu conhecimento. E não precisa ser expert para aplicar, temos hoje bons cursos que tornam mais simples os investimentos em bolsa, por exemplo. Pessoalmente comecei com um curso simples e com muito pouco capital, e a medida que fui conhecendo mais, fui aumentando minha exposição nesse tipo de investimento. Em 2007 participei de reportagem da @vocesa sobre como investir na bolsa.
Aqueles que já investem há um tempo e que conseguiram ter a disciplina necessária para pouco a pouco irem poupando aos poucos vão conhecendo “o milagre dos juros compostos”, que é o que acontece quando nosso dinheiro vai rendendo e temos rendimentos sobre os rendimentos e assim vai crescendo. E com os rendimentos vamos fazendo mais investimentos e crescendo a fatia de dinheiro que “trabalha” para nós.
Tem muita gente que fala que é difícil poupar, difícil começar, complicado investir, mas o mais difícil é ver o tempo passar e não fazer nada, deixar a inércia te levar durante a vida. Se você está no começo de carreira, atenção para aprender bons hábitos financeiros desde cedo, que te permitirão acumular investimentos que trabalharão para você no futuro.
Você acredita que tem uma boa educação financeira ou acha que pode melhorar? Comente.
Nosso colega Conrado Navarro dá boas dicas de investimentos em seu blog Visite.
Conversando na última semana com um CEO de uma empresa de comunicação, ouvi o mesmo relatar problemas para lidar com alguns jovens talentos de sua empresa. Ele falava sobre dificuldades dos jovens em absorver e prestar atenção nos feedbacks e também falava sobre a pressa demasiada em promoções e crescimento. Segundo o mesmo, o ambiente profissional da geração Y as vezes mostra um mundo “de crescimento mais fácil e rápido” que na média sempre foi, pela abundância de informações, oportunidades e pelo momento positivo de nosso país. Ele disse isso sem desprezar o esforço dos jovens, pelo contrário, foi apenas o retrato da realidade que o mesmo vivencia com sua equipe.
Não vou aqui neste post escrever sobre a questão mais abrangente da geração Y, pois nosso colega estagiário y assim o fez recentemente com propriedade no post “ Eclipses são necessários “. A mensagem que eu quero colocar aqui é sobre a constatação da dificuldade que alguns jovens tem de dar importância ao feedback.
Temos uma ferramenta muito boa para balizar nosso crescimento e desempenho que são nossos ouvidos, devemos deixá-los sempre atentos aos feedbacks.
A inquietude que é uma característica (positiva ao meu ver) dos jovens somada ao excesso de informações muitas vezes desvia a atenção do jovem para situações onde recebe retorno indireto, ou até pequenos toques sobre seu desempenho. Esteja aberto para receber esses sinais, se não estivermos procurando, não perceberemos. As vezes não prestamos atenção por acharmos que já estamos pensando lá na frente ou que já temos muito com o que nos preocuparmos. Mas para chegar lá tem de partir daqui, tem que vencer cada dificuldade, uma a uma, sem perder essas valiosas lições.
Não precisamos ter medo ou evitar situações em que somos colocados em avaliação, pelo contrário. Essa prática de buscar feedback construtivo e objetivo e realmente agir em cima desses feedbacks pode ser um fator diferencial muito grande para um profissional em início de carreira. Diferencial pois fortalece nas dificuldades e trás o profissional para uma situação mais realista sobre nosso desempenho. Quanto mais nos conhecemos, menos sofremos com nossos erros, que virão, tenha certeza. E são parte importante do nosso crescimento. Mas para isso, precisamos estar com os ouvidos abertos e com humildade para absorver de forma construtiva. Cada um de nós tem talentos e qualidades, que se potencializam quando aprendemos a ouvir e a prestar atenção nos retornos que temos.
Você tem prestado atenção nesses pequenos retornos? Está com os ouvidos abertos e desarmados? Comente.
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Não se faz um frango mais rápido quebrando os ovos antes da hora
Saber a hora de mudar de emprego ou mudar de área muitas vezes não é fácil, fica aqui para discutirmos sobre essa decisão em si de mudança em outro post. Nosso colega Marcelo Cuellar tem um post interessante sobre a hora de buscar algo novo para fazer. Mas se você tem certeza que o seu tempo na empresa ou função atual acabou, e já fez de tudo para pensar e a decisão é irreversível, muitas vezes bate o medo da decisão de mudar. Exatamente neste ponto recebi dois emails de leitores que já decidiram mudar mas tem medo de tomar a ação. Como agir no novo emprego e suas conseqüências. Respondendo: Mudar não é o fim do mundo.
Vou colocar aqui algumas considerações para ajudá-lo a refletir:
- a economia brasileira está numa situação crescente e positiva, o que favorece processos de mudança, uma vez que muitas empresas estão investindo e buscando por novos profissionais.
- o fato de mudar permite que você comece a partir do dia zero na nova empresa (ou na nova área) já trabalhando para aperfeiçoando aqueles pontos que apareceram como a desenvolver em suas avaliações de desempenho. Permite que você capriche na primeira impressão com todos. – como você evoluiu desde seu último início de emprego, terá a chance de começar passando uma imagem mais madura, e caprichar no plano de ação para os primeiros dias no emprego novo, criando assim a chance de um crescimento que na empresa atual talvez não exista espaço por fatores diversos.
- é positivo para a carreira (não quer dizer obrigatório) a soma de experiências diferentes em empresas diferentes, desde que não seja um pula pula sem fim. O interessante é consolidar as experiências e conhecimentos, e se desta forma for feito a mudança muitas vezes é positiva para você aprender em novas situações e ambientes. Repito que não é obrigatório pois algumas vezes dentro da mesma empresa temos a chance de participar de experiências e ambientes totalmente diferentes.
Assim, se você decidir que é a hora de mudar de área, função ou empresa, e a decisão está consolidada, não tema e não deixe a inércia de deixar a vida levar tomar conta de sua carreira. Decida por você e siga o seu plano de carreira, não espere por ninguém decidir por você! Qual sua opinião? Comente







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