Formação e educação: esteja pronto antes para os desafios que virão!

01 jul
2011

Tenho lido artigos bem escritos e posts sobre excesso de educação ou formação atrapalhar na carreira. Respeito e posso até entender a linha de raciocínio. Mas, não concordo.

Conheço muitos bons exemplos de pessoas que cresceram e são um sucesso sem formação acadêmica ou profissional, admiro, reconheço e valorizo, mas não vejo como regra.

A formação e o investimento na própria carreira transformam os profissionais em pessoas mais preparadas para decidir, para resolver problemas, para entender conflitos. Estudos de casos, conhecimentos de diversas áreas, são investimentos que nos preparam para desafios maiores futuros.

Vejo com frequência pessoas que se inscrevem em curso de pós graduação buscando retorno imediato do curso em promoções ou no salário, e também não funciona bem assim. Muitas vezes o conhecimento, os casos ali vistos nos trarão retorno no médio prazo, com a junção da teoria com a prática no nosso dia a dia. É preciso equilibrar o que se aprende na teoria com nossa vivência prática. Essa mistura trará crescimento profissional.

Estudar por estudar não leva ninguém a lugar nenhum.  Mas se a pessoa se preocupa em se preparar para os próximos desafios, aprender novos conhecimentos para abrir a cabeça e ampliar o leque de oportunidades, e principalmente souber equilibrar a formação com a prática e a experiência acumulada, o estudo é para mim como um fator muito positivo e não um ponto negativo. Profissionais que investem em si mesmo demonstram uma inquietação e ambição positiva. A formação é um meio de nos tornarmos mais preparados e adquirirmos conhecimentos e habilidades que afetarão positivamente nosso desempenho profissional quando bem direcionados. 

E nesse mundo onde sobra informação superficial e falta conteúdo, uma educação/formação de qualidade pode ser um acelerador para o desenvolvimento profissional de cada um, equilibrando períodos de formação com períodos de consolidação na prática dessas habilidades e conhecimentos aprendidos.

Assim, não concordo que excesso de educação pode atrapalhar na carreira. Formação e conhecimento são sempre bem vindos e são impulsionadores de novas habilidades e competências que fazem melhores profissionais quando equilibrados com a correta  experiência prática. E você, qual sua opinião sobre o assunto? A minha você já sabe, educação de qualidade voltada para trazer novas competências com a correta dose de prática é sempre bem vinda!

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Emprendedoquê?

19 jun
2011

Atendendo ao pedido de um leitor, estou recolocando texto sobre empreendedorismo publicado em 2009.

“A força de enfrentar o risco do desconhecido e a capacidade de fazer acontecer o novo são algumas características de uma habilidade que transforma profundamente as empresas e as sociedades: o empreendedorismo. É através do espírito empreendedor que pessoas criativas vislumbram em problemas oportunidades e com persistência constroem empresas que geram inovações, empregos e desenvolvimento. Entidades como o Instituto Endeavor (bota pra fazer!) fazem no país de forma brilhante o apoio a estas iniciativas.

Mas não é uma ferramenta exclusiva de empresários ou de executivos de alta administração. Precisamos muito dentro das empresas brasileiras de pessoas em todos os níveis hierárquicos que sejam capazes de enxergar fora da caixa e de realizar as transformações, seja num processo, num departamento, num produto. De não se contentar com o que já existe, de pensar grande e agir rápido.

Conheço grandes gênios de mesa de bar, que reclamam da vida e pleiteiam ser capazes de fazer até melhor o que muitos empreendedores fizeram. Mas que pela inércia de suas rotinas, têm muitas idéias e nada fazem com elas, e reclamam dos chefes ou da vida que não lhes deram oportunidades.

Repito sempre nas equipes que liderei que só seremos conhecidos por aquilo que realizarmos, que transformarmos, que entregarmos feito. De nada adianta o plano bem feito ou a idéia no papel, ou a análise de risco se a mudança não foi plenamente implementada. Vale a capacidade e a força de perceber e fazer acontecer com agilidade.

Pra isso acredito que é preciso muitas vezes ser obstinado, acordar mais cedo, dormir mais tarde, não se contentar e perseguir o objetivo sem medo dos obstáculos. Nas tentativas de certo haverá muitas dificuldades, e poucos serão os incentivos externos. Aprender com o exemplo de líderes bem sucedidos, dentro e fora de suas empresas.  Refletir sempre sobre o que foi feito durante a semana e o que poderia ser feito para melhorar na próxima, e realmente fazer o que é preciso. Nem sempre a gente acerta de primeira, é importante aprender com os erros e persistir. É relevante o exercício tanto da fé quanto da humildade. Empreendedorismo e criatividade dependem muito de esforço, de persistência. Depende 1% de inspiração, mas 99% de transpiração. Mirar longe, trabalhar duro e seguir firme.

É até um clichê afirmar que é na crise que os empreendedores se destacam, que sã contra-cíclicos e que nas dificuldades surgem as melhores oportunidades. Será que dentro das empresas é a mesma coisa? Será que nos momentos difíceis que estes perfis fazem diferença? Fato é que nunca se valorizou tanto nas empresas brasileiras a criatividade e o empreendedorismo corporativo. E você, acredita na força do empreendedorismo?

O leitor que me pediu para recolocar o texto coloca o fato de sempre ter idéias com amigos, mas faltar coragem para colocar pra frente. Questiona se a coragem é mesmo o fator que falta. E também pediu para explicar um pouco mais o empreendedorismo corporativo.

Sobre as idéias, realmente, é fato, quantas vezes em reuniões com amigos já tivemos várias boas idéias de empresas, produtos ou serviços? E quantas vezes criticamos produtos, serviços e empresas recém criadas, com o sentimento que faríamos melhor?

É comum que pelo menos alguma vez na vida tenhamos pensado em criar um produto, um serviço, uma empresa. Isso já ocorreu com você?

E o que os empreendedores têm de diferente?
Simples: além de pensar como todos nós pensamos, eles correm o risco e fazem. A diferença é simplesmente a decisão, a coragem, o ato assumir o risco de tornar real o pensamento. Basicamente, a diferença é a coragem realmente.

E com relação ao empreendedorismo corporativo, muitas das empresas, seja por necessidade ou por visão de futuro, criam novos produtos, serviços, etc… que transformam parcial ou totalmente a empresa daí pra frente. Exemplos existem.

Desde grandes empresas, como a Intel, que era líder em chips de memória RAM, até que seu CEO Andy Grove  na década de 80 resolveu mudar o rumo da empresa para a produção de microprocessadores, que é o carro chefe da empresa até hoje. Ou a Nike, que conheci mais da história em aulas em Stanford com seu CEO/fundador Phil Knight, que até determinado ano era 100% focada em calçados e roupas masculinas, e resolveu desenvolver uma linha para mulheres, que hoje representa gorda fatia de seu faturamento. Muitas pequenas e médias empresas se transformaram também através do tempo. Outras acabam morrendo por não conseguir ter um ambiente que valoriza a inovação e o empreendedorismo interno. Clássico é o exemplo de alguns fabricantes de máquinas de escrever que não se importaram com a chegada dos computadores, não se transformaram, e fecharam as portas. Qual a receita? Se interessar, pode ser assunto para um próximo post.

Mas o empreendedorismo transforma nossa sociedade, cria renda, empregos, inovações.  O texto não podia deixar de valorizar todos aqueles que, de alguma maneira,  fazem de idéias uma realidade e com seu próprio esforço ajudam a transformar a nossa sociedade para melhor.

Textos relacionados:

Blog Seu Bolso @vocesa Vida de Empreendedor não é fácil

Reportagem @vocesa sobre perfil empreendedor x executivo

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Não existe meia ética

02 jun
2011

Falar de ética é um tanto complicado num país como o nosso, onde muitos são os maus exemplos. Exemplos de pessoas, públicas ou não, que se beneficiam de atos contra a ética. Exemplos de empresas, organizações e entidades que também seguiram o mesmo caminho torto caminho para locupletarem-se ilicitamente.

Como em qualquer situação, na nossa carreira algumas vezes também nos deparamos com pessoas ou instituições anti-éticas. Mas existe sim, e com muita força,  o grupo de pessoas  e instituições que se baseiam nos valores éticos e que buscam sempre fazer o certo, por escolha. Que não passam por cima dos seus valores e princípios. Que praticam o bem ao fazer o que é certo sempre, apesar de as vezes os caminhos serem mais longos.

Não escrevo hoje para criticar os que agem contra a ética, mas sim para valorizar aqueles que por formação e decisão própria levam a vida pessoal e profissional lastreada em princípios, em valores, em fazer o que deve ser feito, da maneira que deve ser feita, sem atalhos. É esta corrente que fará nosso país ir para frente.  Temos muitos bons exemplos que mostram que a prática de princípios e valores leva as pessoas longe na vida, com felicidade, com tranqüilidade a cada noite ao deitar a cabeça no travesseiro. E esses exemplos nos mostram que não existe meia ética, que vale a pena seguir o que você acredita sempre.

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Y: 50 dicas para iniciar como líder? Sai dessa e seja simples.

11 mai
2011

Tenho recebido emails de jovens em início de carreira que estão agora vivenciando o primeiro desafio de liderança de equipe. Muitos apavorados pois leram livros, textos, etc… e parece muito complicado liderar uma equipe. Outros tentaram pela intuição e encontraram dificuldades, e apelaram para esses manuais de gerenciamento e liderança e se afogaram em “101 ações para gerenciar equipes”, ou “50 dicas infalíveis”. Tenham calma. Vou passar aqui minha humilde opinião, e não é baseada em estudos científicos, mas baseada em minha formação, observação e experiência.

A meu ver não vale a pena se basear em 101 dicas ou coisas do tipo. Se você tentar fazer 50 ou 101 coisas ao mesmo tempo, ficará perdido. O meu conselho é: SEJA SIMPLES.  Acredite em seu potencial, pois você sabe o quanto ralou para chegar até aí, e aqueles que estão numa fase de carreira mais avançada que a sua também são de carne e osso e passaram os mesmos desafios que você, então tenha confiança que você vai aprender. Em vez de 50 ou 101 pontos, se você está começando agora uma experiência de liderança, sugiro prestar atenção em três pontos tão somente, depois vá se aprofundando mais. Busque formação, aprofunde, mas comece com um passo de cada vez.  Os três pontos que sugiro atenção são:

  1. Cuide das pessoas como você gostaria que cuidassem de você. Não falo de boca pra fora, mas cuide genuinamente do desenvolvimento daqueles que estão em sua equipe. Veja o que precisam desenvolver técnica e gerencialmente, e esteja presente para dar o suporte necessário a este desenvolvimento. Cuidar não significa agradar sempre. Significa estar junto, mas fazer o correto, e dar as pessoas o que elas precisam realmente para crescer, nem sempre o que elas pedem. Não delegue desenvolvimento para o RH. A responsabilidade é sua como gestor, pois os ônus ou bônus de uma equipe motivada e competente ou ao contrário serão seus, não do RH.
  2. Comunicação. Uma das tarefas mais importantes de um líder é a comunicação clara, objetiva e constante para cima, para baixo e para os lados. Tenha claro quais os objetivos de sua área, deixe claro para cada colaborador qual a expectativa que tem do trabalho de cada um, combine as regras antes, dê feedback, não hesite em assumir erros e comunicar mudanças, comemore e comunique as vitórias parciais, gaste tempo com uma comunicação bem feita sempre. A comunicação é uma grande aliada.
  3. Organização / Resultados – crie um sistema organizado de acompanhar as atividades de sua equipe. Foque sua gestão nos resultados.  Deixe claro as metas do grupo, e mais ainda, as metas individuais. Crie um sistema de acompanhamento periódico desses resultados, com plano de ação para os desvios, e mais importante, cobre e de suporte para que as ações desses planos sejam efetivadas, para que os desvios sejam tratados e que os resultados apareçam.

Sem explicar demais, o que coloquei aqui não são 50 dicas para ser um gerente ou líder, o que as vezes assusta os iniciantes, mas apenas três pontos que acho que ajudam no começo. Se você realmente cuidar das pessoas que estão com você, tiver um sistema  organizado bem voltado para resultados, e comunicar sempre com clareza, tenha certeza que seu dia a dia como líder vai começar a fluir melhor. Suficiente? Talvez não. Daí você terá tempo de se aprofundar e se aperfeiçoar. Mas sempre lembrando: seja simples!

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Jovem: conheça outras áreas, mas cuidado para não ser generalista demais!

03 mai
2011

Tenho participado de perto do desenvolvimento de muitos jovens profissionais e gostaria de salientar um ponto que observo e muitas vezes sou questionado pelos mesmos nas sessões de feedback ou palestras sobre desenvolvimento. A questão por eles sempre colocada é até que ponto vale o conhecimento generalista e quando vale ser mais especialista?

Hoje temos alguns fatores que contribuem para a tendência dos jovens a ser mais generalistas, que são:

1-      o excesso de informações muitas vezes os torna muito curiosos com muita coisa mas pouco aprofundados em cada um dessas coisas, veja post anterior sobre o assunto

2-      os processos das grandes empresas de estágios de carreira e trainee muitas vezes contemplam rodízios por diversas áreas e depois o estabelecimento em uma área final, e tenho visto muitos jovens saindo antes de se estabelecerem na área final, ficando com conhecimentos superficiais de várias áreas.

3-      A própria inquietação (natural) dos jovens de buscarem experiências diferentes.

Saliento que não estou aqui escrevendo contra um conhecimento generalista e contra os programas que trazem rodízios de áreas. Pelo contrário, passei por isso, recomendo, acho valioso o jovem passar por experiências diferentes bem como muito valioso passar por áreas diferentes para entender mais do todo.

Apenas como opinião pessoal e observando muitos casos práticos de perto, após esses períodos de experiências diferentes e de áreas diferentes, é muito positivo também o profissional escolher uma área, se especializar nela, ir a fundo, para ir adquirindo bagagem técnica e gerencial. Resumindo, é bom o profissional em início de carreira passar por experiências diferentes e áreas diferentes, mas após esse período é válido uma maior especialização em uma área específica.  Uma vez conquistada uma base forte em uma área, e com o seu desenvolvimento e crescimento, o jovem estará pronto para tanto expandir o espectro de suas atividades dentro da sua própria área ou até um crescimento lateral para outra área. Mas, a dica é não se distrair nesse tempo em que está desenvolvendo essa base, seja com as oportunidades que aparecerão ou comparações com colegas, o que é muito fácil acontecer, planeje sua carreira, tenha foco e faça sua base forte em uma área, saiba quando o chão está firme para dar o próximo passo, que será então mais consistente.  São os chamados passos fortes no desenvolvimento de carreira, que o impulsionarão se as bases forem fortes no caminho.

E você, qual sua opinião?

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Curiosidades sobre nosso cérebro e liderança

26 abr
2011

Atendendo a um leitor de nosso blog, estou reescrevendo algumas curiosidades  do funcionamento de nosso cérebro ligadas a liderança. Vamos lá:

- nosso cérebro pode processar duzentas operações por segundo, (sinapse leva 5 ms), enquanto um computador chega hoje a realizar na ordem de dez elevado a doze operações por segundo.
- porque um computador não pode pegar uma bola de beisebol e nós podemos? Porque impossível calcular a trajetória mesmo com a velocidade de um computador, o nosso crebro funciona pelo reconhecimento de padrões, e para pegarmos a bola, utilizamos padrões anteriormente conhecidos.
- precisamos em média de dezessete exposições para aprendermos uma nova palavra ou conceito (Ninguém aprende nada de cara!).
- precisamos em média de dez mil horas (como descreveu Malcolm Gladwell no livro Outliers) para aprender os padrões de uma nova ciência, um novo esporte, uma nova atividade mais complexa para um adulto. (Mesmo com talento, é preciso praticar muito  para realmente  ter excelência em qualquer coisa. Inclusive gestão e liderança, então trabalhe duro, lembre-se dos 99% de transpiração e 1% de inspiração.)
- os padrões que o cérebro reconhece são sequenciais, auto-associáveis, podem ser parciais (você no precisa de 100% para reconhecer) e servem para o cérebro prever o futuro.
- ao praticarmos liderança estratégica, reconhecemos os padrões que nos mostram mudança no macro-ambiente, processamos e projetamos a mudança, alinhando e motivando as pessoas ao redor através desta mudança.
- temos no cérebro duas regiões que são grupos de neurônios chamadas amígdalas, e entre outras atividades são responsáveis pelo reconhecimento de padres de ameaças e medo. Assim, frente a uma mudança, a amígdala da pessoa dispara avisando do medo/ameaça do novo, do desconhecido, do medo de falhar. papel do líder então é  conduzir as pessoas através destas situações para realizar o que de outra forma não seria realizado, para fazer acontecer o que não aconteceria, para sair da inércia do medo do desconhecido e agir.
- em 90% das situações as pessoas se avaliam como pertencendo aos 50% acima da média, o que mostra um padrão de super auto avaliação das pessoas. Muita atenção ao se auto-avaliar, tendemos a nos avaliar de forma super protetora. (Aqui fica clara a importância de termos feedback construtivo de outras pessoas para que possamos realmente nos avaliar ).

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Y: conecte-se com qualidade a mais pessoas, cuide de seus relacionamentos.

18 abr
2011

Muita gente pode achar que é bobagem, outros acham que é o único caminho para crescer. Falando de rede de relacionamentos profissionais, nem 8 nem 80. Não adianta apenas ser um excelente técnico sem bons relacionamentos, e por outro lado não adianta ter uma extensa lista de bons relacionamentos se na hora h não entregar o resultado com qualidade. Mas, fato é, uma boa rede de relacionamentos é sim um fator que o ajudará em seu desenvolvimento de carreira. Vou comentar alguns pontos sobre esses relacionamentos:

Antes de querer algo das pessoas, sempre demonstre interesse, faça pelas pessoas de coração aberto. As vezes gente que você nunca imaginou pode te ajudar muito no caminho. Puxe a fila, faça primeiro, depois receberá.

Cuidado com a superficialidade das redes sociais. Apenas ter contatos nas redes não significa poder contar com as pessoas. Demonstre interesse genuíno, leia o que as pessoas escrevem, comente, puxe assunto, aprofunde, deixe seu ponto de vista, interaja. Aprenda a utilizar as redes sociais para efetivamente criar relacionamentos que podem ajudá-lo no seu caminho.

Multiplique os elos de sua rede de contatos.  Devemos sempre tentar ajudar que as pessoas ampliem também sua rede de contatos, por exemplo quando for sair pra jantar ou para um bar  convide dois casais ou dois amigos que não se conhecem e que podem ter algum interesse em comum, isso ajuda a fortalecer os “nós” de sua rede. E saia de sua zona de conforto, se muitas vezes pensa duas vezes em ir a um evento porque não conhece muita gente, mais um motivo para ir e conhecer gente interessante.

Busque ambientes de seu interesse, comunidades, seja ativo em sua rede de contatos. Não precisa fazer isso uma coisa chata. Exemplo pessoal, faço parte de uma confraria de culinária que se reúne uma vez por mês e em cada reunião cada membro da confraria pode levar um convidado, e é para mim sempre uma excelente oportunidade de conhecer gente nova e de aproximar de algum convidado, de forma divertida.

Busque criar uma identidade, deixar que as pessoas lembrem de você por sua marca (de preferência positiva!).

Assim, estude, desenvolva-se tecnicamente, especialize-se, seja bom naquilo que você faz,  mas não esqueça nunca das pessoas, cresça também sempre sua rede de contatos com qualidade, será um grande aliado em sua carreira.

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Seu chefe não é o super homem para ter visão raio X, desembuche, fale com ele !!!!

15 abr
2011

Eterna dúvida no ambiente profissional, muitas vezes as pessoas ficam com receio do que falar com o chefe,  dúvida sobre se devem ou não dar sugestões sem serem julgados como ridículos, se podem falar o que estão pensando sobre aquela decisão ou sobre aquele novo projeto.

Se em post anterior já conversamos que o poder isola (Se o poder isola, encurte os caminhos e se aproxime dos líderes), pense como fator de crescimento em sua carreira a habilidade de ter uma linha aberta de comunicação com seus líderes diretos e até com os líderes de seus líderes, e puxar a fila dessa comunicação.

E, muitas vezes, seu líder está esperando que isso aconteça e está avaliando aqueles que têm mais iniciativa, que muitas vezes ganham pontos como mais criativos só pelo fato de terem desenvolvido melhor a comunicação. Nem que pra isso você precise treinar com um colega sua argumentação ou apresentação, mas para que você possa crescer profissionalmente é necessário que crie essa habilidade de comunicar com seus líderes.

É corriqueiro o fato do chefe também precisar de feedback, precisar também da sua ajuda e sua comunicação com ele só trará benefícios. Reclamar só não adianta, como coloquei no post Pare de reclamar e empurre seu chefe pra frente!

Como meu colega Márcio Mussarela ensina em seu excelente blog, comunicar é preciso!

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Voltando a dura administração do tempo: planejamento e proteção

13 abr
2011

Respondendo o comentário do leitor Bruno Gervasio sobre administração do tempo:

“ Marcelo, escreva um dia sobre administração de tempo. Como você organiza suas tarefas para impulsionar sua produtividade e ao mesmo tempo mantém o controle e acompanha as diversas áreas que um CEO tem que cuidar. Certa vez li um comentário falando que o que nós fazemos fora do “nine to five” é tão importante quanto, pois nos ajudará a crescer na carreira enquanto outros não aproveitam este tempo extra. O que você acha? “

Respondendo em três etapas então, sobre administração de tempo, prioridades de um CEO e tempo extra.

Falando sobre administração do tempo, dois fatores que vejo como fundamentais  são o planejamento e a proteção, citados em mais detalhes no post anterior Tempo: porque esquecemos do planejamento e da proteção?

 Planejamento para toda semana ordenar e dedicar tempo aos desenvolvimentos  que realmente fazem diferença, geram resultado, mudança efetiva. Não quer dizer fugir da rotina, mas para assegurar a ordem do que fora dessa rotina diária faz realmente diferença.  E a proteção para conseguir que a rotina fique no seu lugar e de fato consiga executar aquilo que trará resultado para a empresa e para a equipe. Entender o que está roubando seu tempo e não deixar isso acontecer. Assim, além de planejar antes a semana com foco nas 20% das atividades que gerarão 80% do resultado, ao final checo os ladrões de tempo para tentar melhorar.

Sobre a segunda parte da pergunta, de como um CEO mantém o controle e cuida das diversas áreas, organização e informações efetivas são a base do gerenciamento, a resposta pra  isso na verdade dá um livro ou um MBA, não quero ser pretensioso de tentar responder aqui, mas dois pontos que gostaria de citar:

- desenvolvimento de pessoas é tarefa que chamo de zerinho de qualquer CEO, e influencia diretamente no potencial de crescimento no negócio. A seleção e principalmente o cuidado no desenvolvimento de talentos é para mim uma prioridade máxima. Tenho exemplo de excelentes profissionais que participei de perto da formação e desenvolvimento, e que trouxeram grandes resultados para as equipes.

- um bom sistema de informações é importantíssimo para que possamos  definir nossa agenda no que é prioridade sem perder tempo.

E a terceira pergunta, sobre atividades extras, isso vai de pessoa pra pessoa, você perguntou o que fazer fora das “9 as 5″, além de dedicar tempo a família que não abro mão, é importante trabalhar a rede de contatos de forma a continuar aprendendo, mas temos de encontrar formas de fazer isso sem stress e obsessão, de forma relaxante e divertida. Participo por exemplo de confraria de culinária onde essa rede é expandida de forma agradável, já fiz aula de golf, um esporte onde a interação é grande, estou sempre lendo,  escrevendo e comentando artigos, etc… 

E você, como cuida do seu tempo?

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Você falaria que o colega precisa de desodorante? Feedback!

11 abr
2011

Conversando com um consultor de empresas sobre feedback, o mesmo colocou  que pela sua experiência as pessoas geralmente tem facilidade de dar feedback apenas quando o mesmo é positivo, mas sempre o postergam por não sentirem urgência em falarem coisas boas. Ou seja, na média, se é ruim não falam por não quererem desagradar, se é bom não falam por não ser urgente.

Uma vez quando eu era estagiário percebi que um colega apresentava um cheiro desagradável sempre, e fiquei no dilema se falaria ou não. Imaginei que poderia ser um problema médico, mas pensei também que por outro lado o meu colega poderia não ter percebido o problema. Fiquei na dúvida, os outros colegas notaram também mas ficaram com receio de falar. Resolvi falar. O caso era o segundo, não era problema médico, simplesmente ele tinha o costume de não usar desodorante e nunca o incomodou, e ninguém havia comentado com ele. Ele reagiu naturalmente, me agradeceu e passou então a caprichar no desodorante e até no perfume, o que foi até engraçado no final.

Esse é um exemplo que pode parecer atípico mas que mostra que as vezes temos medo de falar com as pessoas e ficamos fazendo suposições, e o melhor é desarmar e falar de maneira que possa ser construtivo.

Na outra ponta quem recebe deve estar desarmado,  e ouvir é sempre uma grande virtude, como já coloquei no post recente “Ouvido não é penico, mas não pode ser cofre”.

Portanto, se o tiver que falar for genuíno, transparente e construtivo, não há porque não fazer a sua parte. Uma dica é criar nas equipes sessões ou programas pré-marcados de feedback, para evitar que a correria de todos os dias deixe ficar em segundo plano essa importante ferramenta de gestão e de desenvolvimento profissional.

Qual sua opinião?

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