Comece sempre pelo mais difícil

Sabe quando você começa a semana e tem um monte de relatórios a fazer e um monte de papel para despachar? Qual a reação natural? Começar pelos que você tem mais facilidade ou gosta mais para ir liberando a fila.

Minha dica: faça o inverso.

Quando você tiver tarefas e atividades a escolher, comece sempre pela que você considera mais difícil ou que tem menos facilidade.

Porque?

O fato de nos dedicarmos a tarefas que até então não nos pareciam confortáveis abre nosso campo de experiências e essas tarefas até então mais difíceis ou desconfortáveis acabam se tornando usuais para nós também. E ficaremos valorizados por nos envolver e resolver situações complexas e que exigem atitude para começar e entregar. Então facilita o nosso desenvolvimento profissional e também valoriza nossa imagem.

Sim, a inércia naturalmente nos leva a fazer primeiro as tarefas que achamos mais simples ou gostamos mais, mas se quer um resultado diferente tem de agir diferente, encare sempre as atividades mais difíceis pra você primeiro.

Post to Twitter Tweet This Post

Comunicar da semente para a casca, e não vice versa.

Tive o prazer recente de revisitar a Itália, e concentrei boa parte de minha viagem na região vinícola da Toscana. Observando as vinícolas, algumas grandes corporações outras pequenas empresas familiares,  percebi nessas organizações que um fator de comunicação fez toda a diferença quando as conhecemos.

Algumas vinícolas se apresentavam de fora para dentro, explicando que produziam o vinho A, B ou C das uvas D ou E. E isso não empolgava muito, por melhor que fosse o vinho. Por exemplo, só na pequena cidade de Montalcino temos 250 produtores do vinho do tipo Brunello, que são autorizados pelo governo e controlados em sua qualidade (sigla DOCG). Não visitei os 250 produtores, mas muitos que se apresentaram mostrando o que fazem somente acabaram parecendo para mim mais um produtor, nada mais. Por melhor que seja o vinho, a comunicação não ajudou a guardar, associar com qualidade, etc…

Do outro lado, algumas vinícolas não apresentam os produtos diretamente, apresentam o porque de existirem, sua paixão por fazer o melhor vinho numa região específica de um micro clima, o cuidado e carinho com cada parreira, apresentam a paixão das pessoas que ali trabalham e o brilho fica claro nos olhos de cada um. Ou seja, os vinhos aparecem depois como produto externo da razão (interna) deles de fazerem o melhor com paixão, fica claro o porque de existirem. Isso nos marca muito mais como consumidores.

Sou apenas curioso em marketing e não especialista, mas acredito que o fato de uma organização conseguir demonstrar o porque de existir de dentro para fora e não comunicar de fora para dentro somente o que faz pode trazer uma associação subjetiva de gosto, de ficar marcado, de fidelização.  Isso ficou claríssimo para mim ao escolher uma vinícola ou um vinho no meio de tantos, e subjetivamente pesa também em nossas decisões diárias de consumo. Exemplo conhecido e falado disso é a Apple, que não vende os produtos. Comunica de dentro para fora, mostrando que tudo que ela faz ela pensa diferente, ela pode mudar o status quo. E a maneira de fazer isso é fazendo produtos com design e simples de usar. A comunicação é diferente.

E você? Já percebeu algum produto ou empresa que comunica o porque e não o o que faz e isso te chamou atenção? Comente.

Links para posts deste blog  relacionados com comunicação:

Como fazer suas idéias se fixarem nas pessoas

Ouvido não é penico, mas não pode ser cofre

Está sobrando informação superficial, faltando conteúdo

Siga pelo twitter : @marcelomm77

Post to Twitter Tweet This Post

Às mulheres que transformam nossas empresas

Estou postando hoje, dia 8 de março, no dia internacional da mulher, como homenagem às mulheres.

Segundo pesquisa recente da Catho, hoje as mulheres já ocupam no Brasil 52,7% das posições de chefia, nos níveis de coordenação e supervisão. No escalão mais alto, nas gerências de primeiro nível e diretorias, a participação dos homens ainda é superior a das mulheres, mas a participação feminina nesse primeiro escalão de liderança também cresce ano a ano.

Tenho pessoalmente a opinião que não existe diferença na competência entre homens e mulheres para liderar, apenas diferenças de estilo. Nunca julguei profissionalmente uma pessoa por ser mulher ou homem, e as diferenças que existem variam muito de pessoa a pessoa e são complementares e nos ajudam a formar equipes mais fortes e coesas pela diversidade.

Sobre algumas diferenças estilo de gestão, não falo com interesse de estereotipar, é apenas minha observação como executivo nesses anos lidando com mulheres em posições de liderança, de pares ou de lideradas. Vejo as mulheres em média mais preparadas (técnica e academicamente). Valorizam sugestões, trocas. Vejo as também com maiores habilidades interpessoais, praticando mais o feedback e o reconhecimento. Em geral, também apreciam muito  receber  feedback . Valorizam a imagem, tanto pessoal quanto dos trabalhos em si. Essas qualidades querem dizer que são melhores? Não, apenas diferentes, e isso varia muito individualmente, repetindo é apenas minha observação pessoal nesses anos como executivo. Fato é, como coordenadoras, gerentes, diretoras, ou empreendedoras, felizmente podemos notar o crescimento das mulheres como líderes, com muitos bons exemplos de competência.

Aprecio essa competência, já trabalhei e trabalho com mulheres que fazem muita diferença nas empresas e na sociedade. Deixo aqui minha homenagem para elas no dia internacional das mulheres, especialmente as brasileiras, que continuem a contribuir para nossas empresas e para nossa sociedade para que construamos um país mas próspero e justo.

Veja link para reportagem da @vocesa sobre a revolução das mulheres.

Post to Twitter Tweet This Post