Lido diariamente com jovens talentos nas empresas que atuo e um assunto continua me chamando a atenção. Vou voltar a falar sobre a habilidade, vou chamar assim, de ouvir.
Lembro como se fosse hoje de uma lição de um dos melhores CEO´s que conheci pessoalmente, que me ajudou na minha formação profissional pelo exemplo, que falava que se você pegar duas pessoas, com aproximadamente as mesmas características, conhecimentos e formação, a pessoa que se desenvolverá mais rápido entre as duas será aquela que conseguir ouvir melhor, prestar realmente atenção nos feedbacks no caminho, tomar aquilo como meta de crescimento. Daí ouvir torna-se uma habilidade.
Sim, nosso ouvido não é pinico. Tem muita gente hoje vendendo soluções enlatadas e com conversinhas cheias de palavras bonitas e de clichês, não é isso que te fará crescer. Muita gente que não agrega.
Mas também nosso ouvido não pode ser um cofre. Por outro lado, com a inquietude e ansiedade muitas vezes antes mesmo das pessoas que estão falando conosco terem a oportunidade de chegar no meio do raciocínio já estamos pensando em outra coisa ou desviando a atenção. Mas só saberemos se agregará, se terá valor pra gente, se ouvirmos tudo, com atenção, até o fim.
Acredite, muitos feedbacks que você recebe são indiretos, são sutis, e você só consegue perceber e aproveitar de forma construtiva se estiver atento, ouvindo de verdade. E não quer dizer que você vai ouvir e assim será influenciado, pelo contrário, quanto mais você ouve com qualidade as pessoas, mais aprende a tirar boas lições mesmo sendo autoconfiante com seus princípios.
E tem coisa pior do que quando estamos falando com uma pessoa e esta pessoa não nos dá atenção? Saiba sim filtrar o que é bom para você ou não, mas não se esqueça de deixar o filtro para depois, ouça com qualidade, dê atenção, reflita.
Fato curioso é que algumas vezes pensamos ou descobrimos algo sobre nós mesmos e lembramos “engraçado, fulano já me disse isso antes”. Porque então não demos atenção quando o fulano falou? Já aconteceu com você? Deixe aqui sua opinião.

14 set, 2010 11:01
Bom dia caro Amigo. Respondendo ao questionamento deixado, lhe respondo que sim. Já passei por feedbacks que em outras ocasiões determinadas atitudes, digamos negativas, vieram a se repetir. Feedbacks são fundamentais para qualquer seguimento empresarial. A cada dia que passa nosso tempo se reduz, os compromissos se multiplicam, a agenda torna-se pequena e nossos colaboradores ficam a mercê de “atitudes independentes”, ou seja, eles têm o foco, mas o meio, o veículo utilizado, foge dos parâmetros da empresa. Logo, um setor de RH bem estruturado, com certeza irá transmistir a mensagem a ser seguida e os meios pelos quais deve-se ulitlizar. Feliz daquele que entende a mensagem.
Parabéns pelo retorno, abraço Marcelo.
14 set, 2010 17:55
Texto perfeito, me vi nele! E com certeza já aconteceu comigo. abç
15 set, 2010 7:54
Realmente, isso já aconteceu comigo algumas vezes.
Tive sorte de ter recebido essas dicas de aprender a ouvir logo no início de minha carreira, o que me permitiu aproveitar bom conselhos e perceber informações muito sutis que eram deixadas no ar. Estando sempre atento ao que acontece ao seu redor podemos agregar experiência até mesmo quando os feedbacks são para colegas ou superiores, pois aprendemos a observar melhor as atitudes dos mesmos e como as pessoas se comportam quando querem expressar o que pensam de maneira discreta.
19 set, 2010 22:09
Fala Marcelo! Ótimo post… essa é uma das grandes habilidades… que as pessoas buscam desenvolver, mas na época em meios que vivemos fica difícil tornar atitude de praxe ouvir 100% o que está sendo falado. Um texto que me fez aprender isso foi “Escutatório” de Rubens Alves. Vale a leitura para juntar com seu texto. A propósito se puder mandar um tweet/reply/direct message contando mais da história. Abraço
07 nov, 2010 21:13
Olá Marcelo
Estou lendo os seus posts pela primeira vez e gostaria de parabenizá-lo pelo perfil e qualidade dos assuntos aqui tratados.
Eu iria realmente sugerir a leitura do texto “Escutatória” de Rubens Alves.
Este texto traduz exatamente o seu excelente post e reafirmo que a falta de interesse na hora de ouvir é totalmente deselegante e representa falta de educação.
Grande abraço
Andreia Züge
11 nov, 2010 10:05
Oi Andreia, obrigado pelo comentário, gostei do texto, obrigado pela sugestão. O blog faz-se rico para os leitores pelo conjunto de opiniões e sugestões. Abraços
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