Planejamento estratégico: investir em gente

Essa semana trocando idéias com diretores e presidentes de outras empresas  tive a certeza que devemos fazer exatamente o que acreditamos. É aquela história de fazer o que se diz. E eu pessoalmente acredito que gente faz diferença.

Seguidas vezes nos últimos meses tive na equipe que trabalha comigo demonstrações de  entrega de resultados acima de tudo, com a produção quebrando paradigmas e fazendo o dobro de sua média em um mês que precisamos entregar um resultado diferente, com o comercial virando noites e fazendo acontecer, com implantações e mudanças em tempo recorde. Entrega, muitas vezes superação dos resultados.

Nas reuniões de planejamento estratégico, muitas vezes são ali escolhidos os projetos que a empresa vai investir. Novas fábricas? Novos sistemas? Maquinário? A minha escolha como executivo é nunca deixar de investir em gente. Investimento é tempo dedicado também, não só dinheiro.

Voltando a conversa com os outros executivos, curioso eu estava pra entender o que os animava, e ouvindo os comentários, um  deles estava muito satisfeito com sua estratégia financeira de conseguir parrudas fontes de financiamento, outro satisfeito com o novo sistema que lhe possibilita encontrar a agulha no palheiro em suas fábricas. Um terceiro contanto que tinha recebido máquinas de última geração que revolucionariam sua empresa. Na minha vez deixei claro pra eles que estava feliz com a gente que trabalha comigo. E que minha meta era conseguir desenvolvê-los e através do crescimento deles conseguir o resultado. E não é da boca pra fora. É de realmente dedicar tempo da cúpula da empresa por formar, desenvolver, trazer, transformar, subir e muito a barra das pessoas.

Pode parecer conversa, mas não é. Cuidar e investir em gente exige planejamento, entrega, dedicação, e principalmente atitude para servir e formar. Da minha pouca experiência, vejo que é gente capaz e motivada a quebrar tudo que revoluciona empresas, inova, faz o inimaginável, e traz desenvolvimento para os países.

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Está sobrando informação superficial, faltando conteúdo

Um fenômeno comum nos jovens da geração Y e que se espalha pelas outras gerações é a superficialidade das informações. Me coloco no grupo que usa a internet diariamente como fonte de busca e de troca de informação, apesar de pessoalmente não dispensar as formas tradicionais de leitura e formação.

A internet nos abre várias portas e nos traz conhecimento vasto e rápido. Mas esse turbilhão incomensurável de informações que nos ajuda pode sim nos atrapalhar. Chama atenção o fato de que pessoas que anteriormente tinham o hábito de ler um jornal pela manhã agora passam o olho por dois ou três sites de notícias ao chegar no trabalho. Fica a pergunta: será que a leitura de chamadas rápidas ou notícias condensadas é suficiente?

É comum a substituição da leitura de um livro por uma busca rápida na internet e a leitura de uma ou duas páginas sobre o assunto de interesse. Será profundo o suficiente pra ser lembrado no futuro e formar base de conhecimento?

Convivo com muitos jovens em formação que se acham informados de tudo, plugados,  antenados. Mas de fato será que essa cultura de flashes diários que pensam que têm está sedimentada realmente? Sabem todas as chamadas do dia, mas será que conseguem discutir com profundidade os porquês e o que podemos tirar disso?

A facilidade de acesso pelas novas fontes na internet e pelas redes sociais aguça a curiosidade por temas diversos mas pode nos deixar preguiçosos de aprofundar nos assuntos. Torna a cultura rasa e nivelada.  Cultura e conhecimento são ativos que diferenciam as pessoas e as tornam heterogêneas na vida profissional e pessoal. Essas diferenças fazem nossa sociedade rica. Precisamos usar as novas fontes como ferramentas que ajudem a ampliar nossas culturas e sabedorias, e prestar atenção nesse fenômeno perigoso da superficialidade.

Qual a sua opinião?

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Gente que fala e pensa que cuida das pessoas

Fico irritado quando vejo gestores falando pelos cantos que gente é prioridade, pensando que gente é importante, e pensando que fazem o suficiente. Pura ilusão. Muitos se escondem atrás de ações isoladas e do falso conforto que a área de RH agirá por eles.

Temos sempre de lembrar que a nossa percepção só capta um pequeno espectro da realidade, e muitas vezes os gestores erram ao não perceberem a real dimensão do que é necessário para cuidar das pessoas.

Seja você um CEO, um diretor, um superintendente, um gerente, um supervisor, seja qualquer o nível de gestão, uma coisa é indiscutível: gerir as pessoas que estão com você de perto deve ser prioridade e uma ação indelegável.

O conforto que o setor de recursos humanos está lá pra fazer isso é uma desculpa comum. RH é suporte, a responsabilidade de cuidar das pessoas é do gestor, única e exclusiva.

Exige tempo, habilidade, disciplina, método e doação.  Servir, desenvolver as pessoas e conseguir o resultado através das pessoas. Os melhores gestores que conheci eram ótimos formadores de equipe.

Não se iluda, se você é um gestor, cuide das pessoas que estão com você, ninguém fará isso por você.

Parafraseando Walt Disney : “Você pode sonhar, projetar, criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo. Mas precisará de pessoas para tornar o sonho realidade. “

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Democracia ou tirania na hora de tesourar custos?

Livros, consultorias, seminários, muita gente fez carreira pregando como cortar custos. Pergunto aqui qual a melhor maneira, de usar as próprias pessoas envolvidas  para encontrar as oportunidades de redução ou cortar de forma direta e unidirecional? Qual traz melhor resultado? Independente da forma, a redução constante dos custos das empresas é fator que deve ser perseguido com afinco pelas equipes. As empresas devem se guiar pelo resultado e serem pragmáticas com custos. Saber diferenciar bem o que contribui diretamente pro lucro de todo o resto que deve ser perseguido.

De um lado, já vi muitos programas participativos que trouxeram resultados efetivos na redução de custos. Equipes alinhadas conseguem encontrar pontos de redução escondidos aos olhos comuns. Mas até quanto estão dispostos realmente a reduzir? Cortarão na própria carne para chegar no osso?

Por outro lado, já vi muitas reduções forçadas que a princípio trouxeram desconforto mas que com o tempo as equipes se acostumaram ao novo patamar de custos. Mas como motivar as pessoas com cortes tiranos? Como não cortar fatores importantes para a empresa se cortarmos números direto na cabeça?

E você, qual sua opinião sobre a melhor forma de cortar custos? Através da participação das pessoas ou diretamente?

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As vezes falta TBC (Tirar a Bunda da Cadeira)

Excesso de informações, centenas de emails.

Excesso de reuniões, agenda apertada.

Excesso de coisas a fazer, listas atrasadas.

Muitas vezes isso leva a uma forma superficial de encarar os assuntos, com repasses e longas trocas de emails, sem resultado efetivo.  Problemas e projetos se arrastam.

Procrastinação improdutiva.

Nessas horas, muitas vezes, pode estar faltando TBC.

Temos de ter a habilidade de saber separar o que é importante e irmos a fundo, no detalhe, com profundidade e energia. Essa atitude de agirmos como se fôssemos donos da empresa e não aceitarmos não como resposta pode ajudar e muito na obtenção de resultados diferenciados.

Tem horas que temos de sair da caixa, olhar de fora, irmos fundo, pegar o telefone, ir atrás, se preciso pegar o avião, não aceitar não como resposta. Ser teimoso até resolver.

Anda faltando TBC por aí?

Experimente, pode as vezes rapidamente resolver algo que vinha se arrastando. Faça diferença, puxe a fila, vá fundo, até o fim, surpreenda, entregue além do que é esperado. Sua carreira agradecerá.

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