Nem sempre fazer um bom trabalho suficiente

Você conhece alguém que se sente injustiçado por achar que sempre fez um bom trabalho, que sempre se dedicou muito mas não progrediu na carreira como imaginava? Tenho recebido muitos emails de jovens profissionais pedindo opinião  sobre os fatores que influenciam na carreira de um profissional, e muitos atônitos ao se depararem em situações onde fazer um bom trabalho nem sempre é suficiente para garantir o crescimento profissional. A evolução da carreira envolve uma série de fatores e capacidades diferentes. Vou abordar aqui alguns pontos que podem ajudar a ilustrar algumas destas características.

Começando pelo relacionamento interpessoal. É fundamental entender o que é importante para as pessoas e conectar-se de forma pessoal. Uma  lição aprendida com o polêmico Henry Kissinger,  ex-secretário de Estado Norte-Americano, conecte-se com as pessoas e  faça as relações funcionarem, não leve obstáculos para o campo pessoal.  Faça as pessoas se sentirem importantes, de forma autêntica. E cuidado com os babacas corporativos.

Não se esqueça de uma boa rede de relacionamentos, dentro e fora das empresas.Chave para network:  ajude primeiro, doe primeiro, depois busque ajuda.  E torne o que você precisa fácil para aqueles que você possa precisar. Muitas vezes você nem imagina o quanto pode ser útil pras pessoas ou o tanto que um conhecido de um conhecido pode te ajudar. Não seja tímido em expandir seus contatos e preste atenção nos relacionamentos interpessoais e na comunicação.
Não menos importante é saber usar a arte da comunicação a seu favor. Comunique-se com freqüência, mas seja objetivo e concreto. Faça suas idéias serem lembradas. E tenha certeza que sua mensagem foi recebida corretamente. Lembre-se: a responsabilidade da comunicação é que quem comunica, não de quem recebe (veja a excelente reportagem de capa da edição de maio da Vocês/a). Conecte-se com foco e qualidade, não importa se trinta segundos ou meia hora, dê realmente atenção às pessoas , nada de atender celular ou conferir emails enquanto conversa.
Parte relevante na comunicação é a capacidade de dar e receber feedback. Saber ouvir faz toda a diferença. Citando aqui ensinamento aprendido com Rubens Menin, da MRV, a diferença entre duas pessoas com o mesmo potencial na carreira muitas vezes é que uma soube ouvir mais e aproveitar os feed backs de forma construtiva, encurtando espaços. Faça diferença para as pessoas com feedbacks sinceros e construtivos. Ajude seu chefe a crescer.

Outro diferencial é a criação de uma marca pessoal,  de forma que seja lembrado por aquilo que você acha que é valioso, que projeta uma imagem que possa te ajudar, desde que seja genuíno. Saber construir uma imagem positiva e autêntica é fundamental.  As pessoas não cuidarão disso por você.  Muitas vezes essa associação positiva de sua imagem pode abrir muitas portas inesperadas. Um complemento importante é o cuidado com a primeira impressão. Estudos mostram que tiramos muito do que pensamos das pessoas pelos primeiros minutos e até segundos das conversas, e pode ser doloroso mudar uma falsa impressão.

Postura e iniciativa andam juntas com estes pontos também. Puxe a fila, ande na frente. E saiba se portar sempre um passo a frente, de forma ética.

Bem, estamos falando aqui de algumas das características que complementam o perfil de um profissional, mas não podemos desviar do cerne. Nada disso importa se não for baseado em um bom trabalho, se não for embasado em  bons resultados. Muitas vezes essas características até fazem algumas pessoas conseguirem promoções momentâneas no curto prazo sem bons resultados, mas no longo prazo a situação se torna insustentável. Esteja preparado, vá fundo nos assuntos, vá além do esperado.

Nem sempre fazer um bom trabalho é suficiente, mas se você faz um bom trabalho, ao  prestar também atenção nestes fatores estará aumentando suas chances de crescimento profissional, concorda?

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Porque as empresas deveriam investir em pessoas na crise

Parece contramão da história, pois sempre associamos crises a demissões e a cortes de investimentos, mas conversando com alguns empresários e diretores de empresas nacionais percebi que algumas empresas estão enxergando a crise de forma diferente. Difererente da visão de algumas empresas focando apenas para o custo de curto prazo, alguns deste empresários acreditam que a crise é um bom momento para investir em pessoas, vou tentar resumir aqui os motivos que pautaram essas conversas.

Não é jargão falar que crise traz oportunidades, é fato, muitas empresas, projetos e produtos de sucesso foram lançados nos últimos ciclos de crise e foram muito bem sucedidos. Tradicionalmente nos ciclo de crise temos momentos de rompimento de novas idéias e tecnologias. E para transformar oportunidades e negócios as empresas precisam de pessoas com capacidades empreendedoras, investindo nos talentos da empresa ou buscando fora.

Muitas empresas fizeram demissões de divisões inteiras, o que deixa no mercado uma série de excelentes profissionais que em momentos normais teriam um “preço” mais caro de contratação.

As vezes com receitas e crescimento sendo desafiados,  e muitas dúvidas com relação aos cenários futuros, é momento das empresas buscarem o desenvolvimento de suas equipes com carinho para que possam tirar o máximo do potencial seus times. É momento de buscar integração, desenvolvimento e criatividade.

Para mim foi interessante perceber líderes de empresas com visão de longo prazo e  de investimento em pessoas no nosso país. É claro que cada caso é um caso e que empresas muitas vezes precisam lutar no curto prazo pra subsistir e ao mesmo tempo pensar no longo prazo, o que fica mais difícil ainda em tempos de crise. E você, acredita nesse investimento em pessoas?

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Google ou Big Brother? Tecnologia de olho em voc!

Chairman e CEO do Google, membro do conselho de transição do governo do Presidente Obama, e Professor de estratégia e empreendedorismo de Stanford, Eric Schmidt dispensa muitas apresentações. Um dos líderes atuais mais influentes nos quesitos tecnologia e empreendedorismo.

Em recente apresentação aqui em Stanford, Eric falou sobre tendências de tecnologia. Acredita que num futuro breve a tecnologia deixará os governos, o setor financeiro e a medicina mais transparentes para a sociedade. E essa transparência seria o melhor remédio contra más decisões.

Comentando sobre os caminhos do Google, hoje empresa líder em tecnologia na Internet,  Eric destacou que o Google já pode detectar anonimamente aumento em determinado assunto nas pesquisas porque tem servidores centralizados. Assim, podem monitorar as pesquisas de toda uma comunidade. Por exemplo, se o Google achar que existe um aumento acima da média de pesquisas por gripe, pode então alertar as autoridades de saúde, o que pode adiantar em até seis meses o ciclo de uma possível pandemia e salvar vidas. Ou por exemplo, ao passar em frente de uma loja que contém um produto que você pesquisou recentemente na Internet, seu celular pode te avisar. Eric acenou que estes movimentos seriam com a autorização dos usuários, sem invasão de privacidade.

Em clara evolução, ficou nos presentes um sentimento que a tecnologia pode se transformar num Big Brother, como ilustrado no filme 1984, de George Orwell. Imagine o Google e outras empresas com o poder de saber o que você procura, compra, o que seu vizinho procura, concatenar isso e poder alertar as autoridades ou usar as informações. De olho em você!

Tivemos muitas discussões interessantes aqui sobre essas evoluções e limites, sobre ética e tecnologia. Por exemplo um grupo apresentou sobre o caso de uma intimação do Departamento de Justiça Norte Americana ao Google em Agosto de 2006  solicitando a apresentação das  pesquisas recebidas pelo Google de todos seus usuários por um período de dois meses bem como  todas as URLs no index do Google. Questionados em pesquisa, 77% dos usuários não sabia que  Google coletava informações individuais, e 56% era contra a exposição de qualquer informação, com apenas 14% dos usuários aceitam essa exposição.

De certo, a tecnologia continua a avançar, cabe a sociedade se organizar para saber fazer bom uso de suas criações. É a tecnologia de olho em você! Qual sua opinião?

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Pare de reclamar e empurre seu chefe pra frente!

Reclamar sobre o chefe é tema presente e constante nas rodinhas de conversa nas empresas. É fato que o nível dos profissionais a frente das equipes nem sempre é o adequado, com muitas reclamações genuínas. Para muitos ainda faltam técnicas de gestão, de feed back, de relacionamento interpessoal. Mas, por outro lado, as pessoas muitas vezes enxergam a questão exclusivamente pelo prisma das vítimas, como parte do problema, e não como parte da solução.

Assunto sempre presente aqui em Stanford, a habilidade de gerenciar o seu líder, ou gerenciar para cima, é parte relevante das atribuições de um bom profissional. É comum encontramos profissionais que precisam ser puxados pelos líderes, que trabalham  numa forma mais reativa a metas, desafios e ao próprio relacionamento com o líder. Se destacam os profissionais com um perfil mais ativo, que estão sempre questionando, provocando de forma ativa e empurrando o líder para cima.

Ocasionalmente a correria do dia a dia nos atrapalha e esquecemos de priorizar uma relação tão importante como esta com nosso líder direto, que muitas vezes precisa de nosso feed back, precisa de nossa opinião, de nosso questionamento para poder tomar decisões. Esse comportamento ativo sinaliza mais segurança para o líder, e se transforma em um ponto a mais quando o mesmo pensa na escolha de um sucessor.

É  claro que depende muito de cada situação e cada cultura, mas devemos sim prestar mais atenção em como gerenciarmos nossos líderes, como empurrá-los para frente, e como desenvolvermos este constante hábito.

E você? Constuma ser puxado ou empurra o seu líder direto? Deixe sua opinião.

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