O poder das tecnologias sociais

É cada vez mais envolvente e presente no mundo profissional o poder das tecnologias sociais.

Muitos de nós tivemos acesso ou ouvimos falar nos últimos anos das redes sociais virtuais como o Orkut ou o Facebook, que são usadas primordialmente como lazer ou forma de encontrar antigos amigos.

Hoje essas redes se desenvolveram e têm presença constante no dia a dia do mundo corporativo. Aqui nos EUA, são forte fator de inclusão e instrumento profissional, e assunto constante de discussões e inclusive de matéria aqui em Stanford. No Brasil, estão em forte expansão.

Como exemplo, profissionais se conectam por redes virtuais de contato estritamente profissional como o Linkedin, onde podem participar de discussões e grupos referente a suas atividades profissionais , verificar vagas de empregos, mostrar seu perfil a recrutadores, e podem manter contato com sua rede de relacionamentos profissionais.

Outro exemplo das tecnologias sociais são os microblogs como o Twitter, onde os profissionais seguem de perto o que acontece com profissionais, empresas, clientes, entre outros.

E tudo isso de forma móvel, pois aplicativos preparados para facilitarem o acesso dos profissionais via celular a estas redes sociais estão cada vez mais simples de usar e mais difundidos.

Você está conectado? Já experimentou as tecnologias sociais no mundo profissional?

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Não aceitamos babacas corporativos!

Lars Dalgaard concluiu em 99 o curso que estou cursando em Stanford, e após bem sucedida carreira na Unilever fundou e desenvolveu nos últimos seis anos a SuccessFactors, empresa líder em software para gestão de pessoas. Ano passado recebeu o importante prêmio de Empreendedor do Ano pela Ernst & Young. Em apresentação aqui para minha turma sobre liderança e gestão, o que me chamou a atenção em Lars não foram os convincentes fatos de sua carreira e de sua nova empresa, mas sim o número um da lista dos valores de sua empresa, que muito me encantou: “respeito pelos indivíduos, não aceitamos babacas”.

Citando palavras do próprio site da empresa que explica o valor, o fato de não aceitar babacas está explicado por: sem cópias ocultas, sem politicagem, sem silos, sem joguinhos, sem cinismo, sem arrogância, entre outros.

Conversando com ele após a aula, ele nos disse que criou uma empresa em que queria que as pessoas respeitassem o suor dos colegas e fossem valorizadas pela essência de seu desempenho, e não pelas aparências. Que as pessoas fossem”brutalmente” honestas em sua comunicação, como também consta de seus valores, e focassem nos resultados em si, e não na perfumaria em volta ou o blá blá blá.

Segundo Lars, na sua empresa não tem espaço para os babacas corporativos cheios de jargões e teoria e sem foco. Não tem espaço para os engomadinhos ou puxa-sacos de plantão que tentam crescer muitas vezes sem ser por força do mérito próprio. E que, infelizmente, muitas vezes tiram precioso tempo de profissionais bem intencionados e atrasam o crescimento das empresas.

Claramente, não aceitam babacas. Perguntei pra ele como ele tinha certeza que o processo de seleção era infalível. Ele respondeu que se por acaso eles entrarem na empresa por erros no processo seletivo, rapidamente serão expelidos pelo ambiente da empresa. Como já aconteceu.

Muitas vezes nos deparamos com babacas corporativos nas nossas carreiras. Perdemos as vezes tempo produtivo valioso tendo que lidar com esses cidadãos.

O que você acha? Já se deparou com algum babaca corporativo? Acha que são prejudiciais às empresas?

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Buscando emprego em tempos de crise

Com o curso aqui em Stanford se aproximando do final, é natural ver muitos em minha turma intensificando o processo de busca por alternativas pós-curso, seja por uma nova oportunidade profissional, seja por começar um novo negócio. Estou vivendo isso no dia a dia pois também estou iniciando a procura por uma oportunidade profissional.

Tenho recebido emails de leitores do blog que estão a procura de emprego nestes tempos de crise, contando suas histórias e pedindo orientação. Quero deixar aqui três lições sobre o que aprendi pessoalmente, com minha turma e com os leitores.

1. O mundo está passando por um processo de mudança, e mudança tem de ser vista como oportunidade. Muitas empresas foram criadas nos tempos de crise, bem como novas tecnologias, serviços e produtos. Dê atenção para novos projetos, novas empresas.

2. Muitas firmas que demitiram muitos funcionários precisam as vezes recontratar para algumas áreas que ficaram enfraquecidas e continuar o processo de busca por talentos. Mais do que nunca as empresas estão valorizando competências e experiências que você já tem, então pode ser mais difícil planejar uma mudança muito radical neste momento. Entenda o que você quer, e saiba vender o que você tem de melhor.

3. Use e abuse da força de sua rede de relacionamentos. Muitas vezes um conhecido de um conhecido seu está buscando uma pessoa com seu perfil e você nunca saberá se não souber comunicar de forma efetiva.

Dê sua opinião, conte seu caso aqui.

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Diferenas culturais influenciam no ambiente profissional

Como explicado anteriormente neste blog, atualmente estudo em Stanford em uma turma de 57alunos com cerca de 30 nacionalidades representadas. Nesta turma temos diversos perfis de diretores e presidentes de empresas, empreendedores, com uma experiência média de 15 anos no mercado de trabalho.

Nesses meses aqui pude observar de perto como a cultura e a geografia das pessoas influencia em seus comportamentos e atitudes.

Durante o curso temos vários exercícios de liderança, de atividades em pequenos ou grandes grupos onde essas diferenças culturais ficam mais claras.

Podemos notar por exemplo, que os latino americanos se comportam de uma forma mais aberta, alegre. Os norte-americanos mostram-se sempre pragmáticos e preocupados com a organização. Nos asiáticos podemos ver uma preferência por hierarquias mais rígidas e claras, e com tratamentos mais formais.

Apesar destas mudanças parecerem intensificadas pela intensa heterogeneidade deste grupo aqui, não precisamos ir longe para vermos essas diferenças culturais. Dentro do nosso país podemos ver diferenças entre os executivos de diferentes regiões e estados.

Como lição, aprendi que sempre que formos interagir com pessoas de um lugar diferente que possam ter diferentes costumes e cultura, é bom checar antes estes detalhes para podermos assim ter um melhor desempenho nessa interação. Acredito que não devemos deixar de ser quem somos, que a identidade de cada um é importante e não deve ser alterada, mas devemos sim tomar cuidado como os outros podem interpretar nossas ações ou palavras em função de culturas diferentes. É estar preparado para evitar surpresas desagradáveis.

Você já teve alguma experiência que sentiu diferença de cultura ou costumes quando interagindo no ambiente profissional? Comente.

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