A decisão de fazer uma pós no exterior

Em resposta aos emails questionando sobre o processo de decisão, escolha e preparação para um curso de pós graduação em negócios fora do país, escreverei nas próximas semanas posts relacionados ao tema, como os porquês, a fase de preparação, a escolha da universidade, as consultorias que podem ajudar a preparação, etc…

Começando pela decisão.

A minha decisão de fazer um curso de pós-graduação em negócios fora do país foi baseada na vontade de:

- aprender mais sobre outros setores de negócios e outros mercados internacionais
- refletir sobre minhas práticas atuais de gerenciamento
- aprender novas práticas
- expandir rede de relacionamentos
- aprender mais sobre diferentes estilos de liderança
- dedicar um período full time ao meu aperfeiçoamento
- aprender sobre novas culturas
- dar uma pausa para repensar os caminhos de minha carreira.

O que você acha dos prós e contras de um curso fora do país?

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Balanço dos primeiros quatro meses de curso

Finalizamos na semana passada os primeiros quatro meses do Sloan Program. É uma sensação diferente quando a gente está acostumado a estar sempre entre os melhores da classe ou entre os mais bem avaliados na empresa, e passa então a fazer parte de um grupo de profissionais extremamente qualificados, inteligentes e de vasta experiência profissional. Minhas impressões sobre os primeiros 4 meses:

- grande oportunidade para desenvolver network
- relevante aprendizado com os colegas e com as trocas de experiências
- carga pesadíssima de aulas/atividades/leituras
- visitas a excelentes empresas (Google, Nike, Boeing, Linkedin, Amazon, etc….)
- inspiradoras palestras de líderes
- professores práticos (aulas mistas com professores & profissionais)
- questionamento de valores
- excelente estrutura para famílias
- início de propostas de oportunidades profissionais pós-curso, mesmo com a crise.

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Qual o papel do líder?

Respondendo aos muitos emails que tenho recebido pedindo pra falar mais sobre liderana no blog, vou postar ento mais continuamente assuntos ligados a liderana, seja em empresas, seja no esporte, seja na vida pessoal. Obrigado pelos emails e comentrios, ajudam a enriquecer o blog.
Continuando o post de 11/11/08 (clique para ver), onde trocamos idias sobre aprendizado de liderana, vamos tentar descrever aqui alguns dos papis de um lder. E esta descrio no terica, baseada na soma contnua de experincias prticas e de observao ao longo dos anos, inclusive com as vrias conversas que tive com lderes aqui nos EUA. O lder tem o papel de observar uma empresa, um departamento, um processo, uma situao, utilizar-se de sua viso para associar os padres que ele j vivenciou ou observou para detectar oportunidades ou necessidades de mudana e reposicionamento. Neste ponto, detectada a oportunidade ou necessidade, o lder precisa planejar a mudana e execut-la, pois seno ser apenas um plano ou idia. E ponto importante para isso o convencimento da equipe. Para qualquer pessoa, mudana significa sair da zona de conforto. Cabe ao lder convencer, cativar, motivar e guiar as equipes pelo processo de mudana.

Dar as pessoas confiana e segurana. Mostrar o caminho. Este pra mim o principal papel do lder, a capacidade de ao enxergar uma oportunidade ou necessidade de mudana, saber cativar e motivar as pessoas ao seu redor para que executem a mudana, sempre pensando no desenvolvimento das pessoas. conseguir dar confiana as pessoas para que atinjam objetivos e metas que elas por si s no se sentiriam aptas ou confortveis, pelo exemplo.

Outros perfis existem, aqueles que lideram a distncia, que no se envolvem, aqueles que evitam as mudanas e apenas gerenciam fatos, aqueles que lideram pelo medo e pela punio aos erros to somente, entre outros.

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Você já sentiu algum efeito da crise na economia?

Hoje em nossa aula de estratégia estudamos um caso sobre a Nike, especificamente como a Nike nos últimos anos redefiniu sua estratégia para o mercado feminino de roupas e calçados esportivos. Basicamente há 7 anos atrás apesar de já fazer calçados e roupas pra mulheres, a Nike não tinha nenhuma preocupação especial com o mercado feminino, era apenas uma continuação de sua linha de produtos tradicionais. Nesses últimos 7 anos a empresa veio fazendo mudanças graduais e passou a dar atenção e uma estrutura especial para este mercado de sete bilhões de dólares/ano. No caso, estudamos como uma ação de empreendedorismo dentro da empresa foi avaliada, testada e incorporada à estratégia da empresa. E estudamos todos os passos dessa transição de idéia – piloto – inserção na estratégia e cultura. E vimos como isso foi difícil para a Nike, pois as dimensões estratégicas de valor da empresa que até então eram percebidas pelo cliente masculino tradicional como preço e qualidade/inovação, passaram a ser estilo e experiência ao comprar para a cliente feminina. Isso gerou transformações em toda estrutura de pesquisa, marketing, operações e pontos de venda. E, se você estivesse na pele da alta administração da empresa, tiraria recursos (financeiros e humanos principalmente) de um negócio que já está dando certo como está para um novo negócio que pode confundir a imagem da marca da empresa (fortemente associada até então a atletas masculinos de alta performance)? Decisão complicada, mas que vem sendo executada aos poucos pela Nike. Podemos perceber que em todas as empresas temos sempre muitas idéias surgindo de todos os lados e muitas delas podem ser boas oportunidades. Criar idéias isoladas do todo parece mais fácil do que entender como transformar a estratégia e cultura das empresas para incorporar essas idéias com visão no longo prazo. Cabe a nós desenvolvermos essas competências aliando empreendedorismo e visão de longo prazo.

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Implantação de sistemas ERP

“Precisamos lembrar que não há nada mais difícil de planejar, mais duvidoso de sucesso, ou mais perigoso para  se gerenciar do que a criação de um novo sistema.  O criador tem a forte hostilidade em todos que se beneficiariam da preservação das antigas instituições e tem a morna defesa naqueles que ganhariam pelos novos sistemas.”  Você sabe de quem e de quando é este pensamento?

Hoje tivemos uma aula sobre implantação de sistemas corporativos e tivemos discussões interessantes sobre uma pesquisa de Harvard sobre o assunto bem como as discussões das vantagens e desvantagens pelas experiências da classe.
Pra mim ficaram algumas lições e impressões, que os ERP’s geralmente levam sempre mais tempo do que o planejado para implementação;  que seus custos são multiplicados pelos custos de consultorias externas e custos de adaptação pois geralmente não se adequam aos processos existentes; seus benefícios geralmente vem bem depois do planejado e finalmente os empregados sofrem um aumento de carga de trabalho com a implantação ao invés da diminuição da carga como muitos inconscientemente esperavam com o novo sistema.
Mas porque razões as empresas continuam implementando os ERP’s?
Porque precisam padronizar processos e integrá-los, e usam a implantação do sistema para fazer estas mudanças simultaneamente; porque precisam melhorar a qualidade das informações gerenciais de uma forma geral;  porque aproveitam práticas incorporadas aos ERP’s (SOX, legislações e procedimentos contábeis) e acreditam que precisam seguir o mercado e não ficar para trás em TI.

Bem, eu já vivi pessoalmente três implantações de ERP’s e senti na pele alguns desses fatores.

Ah, e a propósito, o pensamento é do italiano Niccoló Machiavelli (1469-1527).

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Um caso de empreendedorismo corporativo

Hoje em nossa aula de estratgia estudamos um caso sobre a Nike, especificamente como a Nike nos ltimos anos redefiniu sua estratgia para o mercado feminino de roupas e calados esportivos. Basicamente h 7 anos atrs apesar de j fazer calados e roupas pra mulheres, a Nike no tinha nenhuma preocupao especial com o mercado feminino, era apenas uma continuao de sua linha de produtos tradicionais. Nesses ltimos 7 anos a empresa veio fazendo mudanas graduais e passou a dar ateno e uma estrutura especial para este mercado de sete bilhes de dlares/ano. No caso, estudamos como uma ao de empreendedorismo dentro da empresa foi avaliada, testada e incorporada estratgia da empresa. Eestudamos todos os passos dessa transio de idia – piloto -insero na estratgia e cultura.E vimos como isso foi difcil para a Nike, pois as dimenses estratgicas de valor da empresa que at ento eram percebidas pelo cliente masculino tradicional como preo e qualidade/inovao, passaram a ser estilo e experincia ao comprar para a cliente feminina. Isso gerou transformaes em toda estrutura de pesquisa, marketing, operaes e pontos de venda. E, se voc estivesse na pele da alta administrao da empresa, tiraria recursos (financeiros e humanos principalmente) de um negcio que j est dando certo como est para um novo negcio que pode confundir a imagem da marca da empresa (fortemente associada at ento a atletas masculinos de alta performance)? Deciso complicada, mas que vem sendo executada aos poucos pela Nike.Podemos perceberque em todas as empresas temos sempre muitas idias surgindo de todos os lados e muitas delas podem ser boas oportunidades. Criaridias isoladas do todoparece mais fcil do queentender como transformar a estratgia e cultura das empresas para incorporar essasidias com viso no longo prazo.Cabe a ns desenvolvermos essas competncias aliando empreendedorismo e viso de longo prazo.

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Pessoas: ativo importante em todas as fases

Por todas as empresas que tenho visitado nos Estados Unidos, estou cada vez mais convicto da importância do talento e do desenvolvimento de pessoas nas empresas. O desenvolvimento de pessoas nas empresas sempre foi pra mim um tema relevante em toda minha carreira, sempre pesquisei e tentei me capacitar sobre o assunto. Dentro de minhas premissas sobre administração,  este período aqui nos EUA tem sido importante para reafirmar e reforçar meus conceitos. As empresas que valorizam seus talentos e baseiam seus valores nas inovações trazidas de forma participativa pelos colaboradores são aquelas que tendem a sair na frente das outras nos momentos de mudança, ou as vezes tem um algo a mais que não conseguimos entender e dimensionar de cara mas que faz toda a diferença. Uma coisa que me chamou atenção aqui foi a preocupação com pessoas e talentos em empresas em todos os níveis de desenvolvimento, por exemplo mesmo as em fase de start up. Conversando com alguns CEO’s dessas empresas em formação e com alguns gestores de Venture Capitals que financiam essas empresas, percebi que eles realmente valorizam as equipes desde o começo das empresas e que o talento da equipe gerencial da empresa é sim um ativo muito valorizado por um investidor na hora de investir numa start up aqui, mesmo que em fase embrionária. Na apresentação de start ups para esses investidores, a composição da equipe gerencial e o programa de desenvolvimento tem peso importante na avaliação geral dessas empresas. Na visão dos investidores, de nada adianta uma boa idéia sem pessoas capazes e motivadas a torná-las realidade. Mais uma lição aprendida.

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Ufa!

Semana complicada por aqui para a nossa turma, penúltima semana de aulas do ano, quatro trabalhos e projetos importantes para serem entregues, provas a se iniciarem na semana que vem. Muito o que se fazer, pesquisar e estudar. Mas tenho percebido na turma um clima positivo, de stress mas com um sentimento de valeu a pena. É muito engraçado para mim me preparar para provas depois de tantos anos fora da faculdade. E apesar de ter uma boa comunicação na língua inglesa, fazer provas e escrever em inglês é sempre mais difícil do que em nossa língua nativa. É um desafio para quem está há anos longe da escola a participar de um programa em tempo integral, muito intenso e concentrado, em uma língua diferente e em uma turma multicultural. É curioso como no começo sofremos para nos adaptar com a rotina, mas aos poucos vamos pegando o ritmo de entender o que estudar e ler, e principalmente, selecionar o que não estudar e não ler.

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