O comportamento é um espelho em que cada um vê a sua própria imagem
Johann Goethe
Nada mais difícil do que deixarmos de rotular as pessoas ou atitudes. Para evitarmos uma análise detalhada que custaria um maior racionício, optamos por aplicar as indivíduos e ações pequenas etiquetas.
Muito já foi falado sobre os rótulos sociais, mas, hoje, percebo que profissionalmente, os mais usados são os antagônicos “competente” / “incompetente”, “sério” / “brincalhão”. Temos outros, também, como “confiável”, “procrastinador” (esse é até difícil falar, mas serve de rótulo), etc.
O problema é que pessoas não são definidas por uma, nem duas, nem mil palavras. A complexidade do comportamento de qualquer indivíduo não pode ser simplesmente tachado. Ainda que vivamos em uma sociedade onde o marketing pessoal seja um aspecto importante, vale a pena o esforço para ver além do que aquela pessoa parece mostrar.
Aqui onde trabalho há dois meses apenas, tenho encontrado profissionais que poderiam ser considerados irresponsáveis em uma primeira análise superficial, porque são perfis brincalhões, despojados e sempre bem-humorados, porém, os resultados entregues por esses indivíduos falam por si e justificam a posição de sucesso que alcançaram.
Aqui na empresa, onde os profissionais são jovens e a formalidade é quase nula, aprendi (em contraste com experiências anteriores), que não é o “parecer” que é importante, mas sim o “ser”.
Sem pieguice, pois em qualquer trabalho ou atividade na vida, você é o que você FAZ e REALIZA, não o que mostra ou diz ser.
Por isso, creio ser muito importante ficar atento ao que rotulo nos demais, principalmente, porque posso estar apenas vendo o que quero e o que tenho filtros para ver. Essa superficialidade em minha visão pode ser uma evidência do que tenho internamente.
Como disse Goethe, “O comportamento é um espelho em que cada um vê a sua própria imagem”
Luciano Milici
Twitter: @LucianoMilici
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