Alguns leitores consideraram a reportagem “Fumantes e obesos: vai ficar mais difícil”, de novembro, preconceituosa. O jornalista Luiz De França, autor da matéria, alerta que a questão do controle dos custos realmente pode influenciar na hora da contratação. Veja o que ele diz:
“De acordo com a reportagem “Perder para ganhar”, da última VOCÊ RH, cada vez mais as empresas investem em programas de qualidade de vida dos seus funcionários e até recompensam quem conseguir perder mais peso com viagens, estadias em SPAs, e até comprometendo 10% da participação nos lucros, como fazem a Aon, Chemtech e o Grupo Algar, respectivamente.
Uma outra reportagem da revista VOCÊ RH, “O peso da saúde nas empresas”, de dezembro de 2008, já mostrava que a assistência médica era o segundo maior gasto da área de recursos humanos, atrás apenas da folha de pagamento. Em 2007, o mercado de saúde suplementar havia movimentado cerca de 37 bilhões de reais, dos quais 25 bilhões saíram do bolso das empresas. De acordo com dados da consultoria Towers Perrin, a participação do plano médico na folha de pagamento em 2009 foi de 10% a 11% em 6% das empresas; de 5% a 6% em 8% das empresas; de 6% a 7% em 8% das empresas; de 8% a 9% em 10% das empresas; de 9% a 10% em 11% das empresas; de 7% a 8% em 12% das empresas; mais de 11% em 20% das empresas e até 5% em 25% das empresas.
Ainda de acordo com os especialistas, pessoas com colesterol alto, diabetes, hipertensão, doenças pulmonares, obesidade e fumantes costumam representar de 15% a 20% do total de funcionários. Eles consumiam, até 2008, 75% do orçamento de saúde da empresa, segundo dados da e-Pharma, empresa de gerenciamento de benefícios farmacêuticos. Esse número, estima-se que tenha subido.
A reportagem da VOCÊ S/A serve como uma reflexão sobre o dilema que as empresas – que investem milhões em programas de saúde – enfrentam quando pensam em sua produtividade e os candidatos à uma vaga, na hora de levar sua saúde como um bem que não está dissociado da sua vida profissional.”
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