Não generalize os decasséguis
2009
Nesta semana, o leitor Márcio Takeashi escreveu à redação para comentar a matéria Do Japão para o Rio, publicada na edição de junho. O leitor contesta a afirmação de que os decasséguis que retornam ao Brasil são emocionalmente instáveis. Ele diz que isso só acontece em alguns casos e que “essa instabilidade emocional não se deve a pessoa decasségui, mas, sim, às condições em que se vive no Japão”. Segundo Márcio, “o excesso de trabalho, a rotina cansativa das fábricas e o desejo de juntar muito dinheiro causam exaustão, lesões por esforços repetitivos e depressão”. Para ele, “as empresas japonesas que atuam no Brasil hoje sentem-se mais confortáveis ao selecionar ex-decasséguis em seus processos seletivos porque sabem do
comprometimento, da disciplina e da capacidade de adaptação desses profissionais. Já as empresas brasileiras, dizem valorizar a experiência do ex-decasségui, mas ainda são poucos os casos em que podemos constatar esse reconhecimento na prática”. Uma visão de alguém que já sentiu isso na pele.

Commentário