Se você estivesse nos anos 70 ou 80 e alguém lhe pedisse para dizer a primeira marca de shampoo anti-caspa que lhe viesse à mente, certamente você diria: Denorex – e de quebra ainda repetiria o famoso bordão “parece, mas não é”. E hoje, que marca você diria?
Há mais ou menos um ano atrás, comprei alguns livros em uma livraria do aeroporto de Congonhas e recebi de brinde uma amostra-grátis do anti-caspa Clear, que na época também estava com uma forte divulgação na TV e em várias revistas. “Que gesto simpático!”, pensei, saindo satisfeito da livraria.
Na semana passada, minha esposa notou alguns pontos brancos em minha camisa preta. “Você está com caspa”, disse ela, ao mesmo tempo em que passava a mão nos meus ombros. “Parece, mas não é. Isso é poeira”, respondi, tentando disfarçar o embaraço. Fico até sem jeito de comentar, mas não é que era caspa mesmo? Bom, isso acontece nas melhores famílias. Vai dizer que você nunca teve…
Para resolver o problema, corri para o supermercado mais próximo em busca de um shampoo tiro-e-queda. Qual a primeira marca que me veio à cabeça? Aháá! Um ano depois do singelo gesto de ser presenteado com um sachê de anti-caspa em uma livraria, apenas cinco letras dançavam em minha mente: C-L-E-A-R.
Amostra-grátis é um dos recursos mais poderosos e eficazes do marketing. A resposta imediata é a simpatia. Se a comunicação for bem trabalhada – como no caso do Clear, que complementou a distribuição de amostras com propagandas convencionais -, é algo que pode transformar a sua marca em top of mind.
Experimente oferecer algo de graça para os seus clientes ou potenciais clientes. Muitas vezes, amostras-grátis e brindes são determinantes na sua indecisão entre levar a escova de dente comum e a outra também comum, mas que já vem com a pasta, ou entre o celular maneiro que vem com um álbum de sua banda preferida e o outro que só é maneiro e nada mais, entre o carro que inclui o airbag como item de série e o outro que cobra a mais por isso, entre a companhia aérea que somente vende passagens e a outra que premia seus fiéis clientes com passagens grátis.
Todos adoramos essa palavra: “grátis”. Quando recebemos qualquer coisa gratuitamente, acionamos uma necessidade interna de retribuir. Essa retribuição pode ser automática, ou pode vir tempos depois. Cedo ou tarde, cedemos à tentação de retribuir.
Com o perdão do trocadilho, se você quer grudar a sua marca na cabeça de seu cliente, estude formas de recompensá-lo. Ele merece esse reconhecimento. Recompense-o, antes mesmo de ele vir a comprar algo de você. Você pode até ter a sensação momentânea de estar perdendo algo, mas essa é só uma sensação do tipo Denorex: parece, mas não é.

31 jul, 2009 15:11
George Melão 31/7/2009 – 15:10georgemelao@yahoo.com.brEngraçado ler sobre isso pois ocorreu comigo essa semana, mas eu estava do lado oposto. Ao visitar um cliente em um dia que não tinha uma agenda pré-programada, acabei me deparando com um problema cotidiano em obras da construção civil, principalmente na construção de casas. Não me contive apenas com explicações técnicas sobre o assunto, ofereci ao meu cliente amostras de três dos nossos produtos para ele resolver o problema de infiltração das casas que eles construíam. Lógico que espero que a empresa passe a me comprar e que, esse pequeno investimento possa compensado, mas admito que o fato dos produtos atenderem às necessidades desse meu cliente em potencial já me deixam satisfeito, pois provam a sua eficiência, além de reforçarem a tese de que quem quer ser lembrado tem que ser visto.
06 ago, 2009 14:56
Marcelo 6/8/2009 – 14:56marcelo@guapo.com.brApesar de não sofrer desse problema imagino o constrangimento por que passaste. Não adianta recorrer a shampoo anti-caspa, ou outros tratamentos convencionais o melhor remédio continua sendo o velho e bom banho diário. Tenho certeza que com uma medida simples dessa tu iras finalmente resolver o teu problema. Abraço.
10 ago, 2009 2:19
Rodolfo Araújo 10/8/2009 – 2:20raraujo28@hotmail.comLeandro, isso é o que os psicólogos chamam de Reciprocidade: quando recebem alguma coisa as pessoas procuram uma forma de retribuir. Por mais singelo que seja o presente. Há análises interessantes que mostram que a retribuição é sempre desproporcional ao que se recebeu (para mais). Mas é preciso ter cuidado pois, na maioria das vezes, o sentimento de retribuição não dura tanto quanto o seu!
13 ago, 2009 14:55
Marco Soares 13/8/2009 – 14:55soaresmarco91@gmail.comOlá amigos!!
Sei que foge do assunto, mais para nós interessados em economia ai vai uma ótima pedida…
Último dia Expo Money Brasília, um evento voltado para educação financeira e investimentos!!!
Amigos de Brasília e de todo pais não percam!!! 12 e 13 de agosto das 13:00 às 21:30 no Centro de Convenções Brasil 21.
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23 ago, 2009 0:23
Josias Júnior 23/8/2009 – 0:24josiasgonsilva@gmail.comRealmente a palavra “grátis” exerce um fascínio nas pessoas, é incrível como as pessoas se mobilizam quando tem a possibilidade de conseguir qualquer coisa que não necessitem pagar, não é atoa aquele dito popular; “De graça até injeção na testa”.
03 set, 2009 16:47
Danillo 3/9/2009 – 16:46danillosaes@hotmail.comPois ¿… Ganhar sempre ¿ bom! Para quem oferece, o que ¿ melhor mesmo ¿ colher os frutos futuros!
Parab¿ns pelo artigo…
Um abra¿