Será que alguém reparou?

20 jul
2009

Pesquisas feitas por Thomas Gilovich, do Departamento de Psicologia da Cornell University, demonstram que as pessoas têm a tendência a se focar em excesso em seu comportamento e aparência e superestimam quanto esses são óbvios para os outros. Muitas vezes nos achamos o centro das atenções, quando, na verdade, os outros reparam em nós muito menos do que imaginamos.

Isto vale tanto para situações negativas, como quando cometemos uma gafe ou num dia que não conseguimos acertar o penteado, quanto para situações positivas, como quando sentimos que tivemos uma boa performance em uma reunião. É uma grande ilusão acreditar que todos perceberam aquilo que achamos que perceberam. Da mesma forma, as pessoas não percebem facilmente nossos estados emocionais como nervosismo ou insatisfação. No entanto, acreditamos que sim, comportamento ao qual ele deu o nome de “ilusão de transparência”.

Nossa tendência é sermos muito mais exigentes conosco do que somos com outras pessoas. Por este motivo, acreditamos que seremos julgados com o mesmo grau de exigência – no entanto, não é assim que acontece. Como conseqüência, muitas pessoas acabam se preocupando de forma exagerada com sua imagem. Cuidar da imagem profissional é fundamental, mas sem exageros. Ações sem consistência, com o único objetivo de “parecer bem na fita” tiram toda a espontaneidade – e isto não é bom gerenciamento da imagem.

A dica aqui é “confiar no seu taco”, ter consciência e segurança da reputação que construiu e não se deixar abalar por detalhes pequenos, que como vimos, são meros detalhes, imperceptíveis para os outros.

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Como presentear profissionalmente

05 jun
2009

Presentes são uma forma de motivar, mostrar apreço ou reconhecimento a um funcionário ou cliente, ou celebrar alguma ocasião especial. O principal objetivo é ajudar a estreitar os laços, mas uma escolha errada pode trazer o resultado oposto.

Ates de tudo, é preciso conhecer a política tanto da sua empresa como a da empresa do seu cliente na hora de presentear. Muitas empresas estabelecem um limite de valor para os presentes que seus funcionários podem dar e receber. Um presente muito caro nem sempre causa uma boa impressão. Ele pode gerar desconforto em quem o recebeu, pois pode sentir-se na obrigação de retribuir à altura ou mesmo pressionado a favorecer quem o deu.

Para clientes estrangeiros, é importante verificar presentes que podem ser considerados inadequados ou até mesmo de pouco valor em sua cultura, como bebidas para pessoas de países árabes, pois são proibidas entre os muçulmanos, e presentes de prata no México, onde ela é extremamente barata.

Procure descobrir discretamente se o presenteado tem algum interesse especial ou hobby. Essa personalização mostra que o presente foi escolhido com cuidado especial. No entanto, tome muito cuidado para que o presente não pareça íntimo.

Por mais que presentes possam ajudar a promover sua empresa, aqueles com sua logomarca não darão a impressão de que o presente foi especialmente escolhido para aquela pessoa e sim uma forma de autopromoção.

Ao presentear dentro da empresa, não dê presentes melhores para uns e mais simples para outros, nem por motivo de afinidade, nem por hierarquia.

Algumas sugestões de presentes adequados são:

•    Flores em vaso
•    Vale-presentes relacionados a algum hobby
•    Entradas para shows, concertos, ballets ou peças de teatro
•    Assinatura de revistas
•    Livros ou Cds
•    Porta retratos
•    Vinho ou Champanhe
•    Alimentos gourmet, chocolates especiais
Não importa o que você escolher, opte sempre por presentes de qualidade. Presentes de pouca qualidade afetam a imagem da sua empresa de forma negativa.

Por último, a apresentação é tão importante quanto o conteúdo. Invista em uma bela embalagem e escreva um cartão a mão.

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Atualizando o guarda-roupa

20 mai
2009

O traje formal, composto pelo terno e gravata, para os homens e terninhos e tailleurs, para as mulheres,  é geralmente indicado para quem trabalha em bancos, instituições financeiras ou governamentais, escritórios de advocacia, diretoria e área financeira de empresas menos formais ou empresas que lidam com clientes corporativos

Ele é adotado, pois contém nas roupas símbolos que comunicam valores importantes nestes meios: profissionalismo, consistência, credibilidade e solidez. As roupas são discretas e sóbrias, feitas de tecidos firmes, de alfaiataria. As linhas nas roupas são retas. As peças são pouco detalhadas: enfeites e detalhes aparecem de forma sutil. As cores são neutras e geralmente mais escuras: preto, marinho, grafite, petróleo, cinza e as cores claras aparecem nas blusas. As estampas e padrões são clássicos: risca-de-giz, espinha-de-peixe ou outras, sempre pequenas e geométricas.

Nos treinamentos corporativos, percebo que muitas pessoas que devem adotar este traje gostariam de ter uma imagem menos monótona ou menos distante.

No traje formal, blazers e paletós são itens obrigatórios, mas, com pequenas mudanças, é possível transmitir uma imagem mais leve, contemporânea e jovial.

Para isto, sem abrir mão da predominância das características formais citadas acima, podem ser incorporados elementos que transmitem mais contemporaneidade. Com cortes mais modernos e atuais, as roupas não remetem tanto ao terno masculino clássico.

As mulheres devem optar por blazers combinados com calças ou saias de alfaiataria. No entanto, eles aparecem em cortes atuais, menos estruturados, com detalhes mais charmosos. Além das cores tradicionais, pode-se adotar outros tons escuros como vinho, verde, berinjela. Blusas mais femininas são usadas no lugar da tradicional camisa branca masculina. Nos pés, sapatos com salto ou meio salto. As bolsas são de tamanho médio ou grande, em estilos clássicos ou mais modernas, porém discretas. Os acessórios são de metal – fosco ou brilhante, com pedras translúcidas: brincos de tamanho pequeno ou médio, colares, lenços, pulseiras e relógio.

Os homens devem escolher ternos em cortes mais contemporâneos – mais próximos ao corpo, levemente acinturados. As camisas aparecem com o corte mais ajustado também, saindo da tradicional camisa branca ou azul clara. Camisas em tons “quase branco” de rosa e lilás, ou mesmo tecidos com tramas sutis tiram a monotonia. Gravatas sofisticadas, com desenhos sutis, em listras diagonais ou formas geométricas comunicam agilidade e movimento. Nos pés, sapatos sociais mais modernos, em couro, de amarrar ou sem cadarço. Os bicos não são muito largos nem arredondados.

Ajustes de imagem são ótimos e necessários. O cuidado que sempre é importante ter é para que o novo visual não deixe de fora certos códigos visuais que ainda são importantes.

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Lidando com o imperfeito

07 mai
2009

Ao ler uma entrevista com a atriz Fernanda Montenegro, comecei a pensar a respeito do que muitas pessoas acreditam ser “uma boa imagem”. Nesta entrevista, ela diz: “O teatro não nos tira do âmbito humano. Mesmo as divas tropeçam em cena, sofrem acesso de tosse, esquecem o texto e temem não dar conta do recado.”

Mais do que procurar a perfeição, cuidar da imagem envolve ter a segurança e o jogo de cintura para saber agir quando as coisas não saem da forma que esperamos. O ponto de partida é sempre procurar fazer as coisas e se apresentar da melhor forma, mas estar preparados para o que pode dar errado também faz parte do pacote. Comecei a me lembrar de situações de trabalho em que fui surpreendida por laptops que não funcionaram, tropeços no palco, cadeiras que “se moveram” nas demonstrações dos modos de sentar e quase me fizeram ir ao chão, pessoas quimicamente alteradas na platéia de palestras, entre outros. Tudo parece ir bem e, de repente, você se encontra em uma posição que pode te deixar sem graça, ou como falamos, te fazem perder o rebolado.

Nesta horas, a habilidade de rir de si mesmo, não levar as coisas tão a sério e, mais importante, saber que, mesmo assim, o controle da situação está nas suas mãos são posturas fundamentais. Acidentes de percurso não são suficientes para prejudicar a imagem de ninguém. Quando a reação é dramática ou intensa, é disso que as pessoas irão lembrar.  Se o profissional se recupera rápido, sorri e consegue demonstrar que são coisas que não abalam sua autoconfiança, em segundos a atenção de todos se volta para aquilo que você tem a dizer.

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Em outros lugares

22 abr
2009

Estou sentada na sala de embarque para um vôo de regresso ao Brasil. Ao meu redor escuto pessoas falando francês, russo, inglês, hebraico e outros idiomas que não consigo reconhecer. Adoro viajar e nas viagens o que mais gosto é observar pessoas e seu modo de vida. Cada povo tem uma forma muito própria de se comportar, de pensar e se relacionar . Ela se mostram no modo de vestir, falar, andar, olhar, comer das pessoas. Observar tudo isso me fascina. Talvez por gostar tanto, fico com uma sensação estranha quando vejo turistas que procuram nos países que viajam tudo o que possa se parecer com seu país de origem. E como ficam indignados se encontram algo que não lhes é familiar!

Para aqueles que viajam a trabalho, procurar entender a forma de olhar o mundo das pessoas do local que as recebem é fundamental. Ao colocar estas novas lentes, a comunicação com as pessoas se torna muito mais fácil. O reconhecimento e, principalmente, a aceitação das diferentes culturas traz inúmeras vantagens para aqueles que precisam fazer negócio com pessoas de outros países. Antes de viajar, vale consultar sites e livros que falam não só sobre etiqueta internacional, mas também sobre linguagem corporal ao redor do mundo. Muito do que está sendo comunicado não vem das palavras – e sim dos gestos, olhares e movimentos.

E na próxima vez que estiver em um aeroporto, aproveite para observar as pessoas. Eu sei – também adoro um duty-free. Mas ainda me divirto mais observando e aprendendo sobre aqueles tão diferentes de mim.

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Aprendendo com Michelle Obama

06 abr
2009

Nos últimos tempos, nenhum guarda-roupa tem chamado mais a atenção do que o da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama. Cada traje seu, desde os tempos da campanha presidencial, até suas últimas aparições em Londres para o encontro do G-20, é minuciosamente comentado.

Mas por que tanto barulho? Pelo simples fato dela ter surpreendido ao apresentar uma nova imagem. Ela não se veste apenas para estar adequada ao seu papel. É fácil perceber que ela não tem a intenção de ficar em segundo plano. Isto seria difícil, com seus 1,80 m de altura, traços fortes e sorriso amplo. Além disso, ela é uma bem sucedida advogada, formada nas mais importantes universidades do país – Princeton e Harvard – e com um salário declarado superior ao de seu marido na época em que ele era senador. É conhecida por sua personalidade forte e inteligência.
A forma dela se vestir reflete uma mudança de imagem e comportamento da mulher no mercado profissional, que deixa de seguir modelos antigos, como o de adotar uma imagem masculinizada ou uma não atraente. Ela transmite a independência feminina, uma maior autoconfiança e conhecimento de suas qualidades, talentos e pontos fortes.
Michelle Obama também se mostra atraente e feminina. Sua imagem não é assexuada, mas também não é sexual. Por mais que seu corpo não seja completamente escondido – ela mostra os braços, marca a cintura, usa vestidos que acompanhas as curvas de seu corpo – nada é revelador ou provocante.
Seu guarda-roupa reflete cinco características importantes:

•    Adequado
Por mais que na maioria das vezes ela apareça apenas acompanhando seu marido, ela nunca se esquece que, mesmo em ocasiões sociais, esta lá a trabalho. Sua roupa chama a atenção, mas não a rouba.

•    Coerente
Ela é primeira-dama, esposa, advogada e mãe. Suas roupas refletem todas estas facetas. Consegue equilibrar no seu visual a feminilidade e o estilo, com a adequação e seriedade de sua posição. Ela apresenta uma imagem de mulher real.

•    Consistente
Ela já criou sua marca ao se vestir: cores fortes, mini-saltos, vestidos, pérolas grandes, broches, cintura marcada.

•    Atual
Sua imagem inspira a sair da monotonia do terninho preto masculinizado e adotar uma imagem mais feminina. Usa muitas saias e vestidos. Substitui blazeres sisudos por cardigãs. Adota cortes clássicos com detalhes contemporâneos. Outra característica importante para os tempos atuais de crise é o fato dela fazer o que chamamos hi-low: mesclar peças mais caras com outras compradas em lojas mais populares.

•    Valorização estética: Ela sabe o que a valoriza esteticamente. Sabe que tem braços invejáveis e os mostra, e sabe também camuflar seus quadris largos. É fácil perceber como ela se sente à vontade nas roupas que usa.

Gostando ou não do modo dela se vestir, o que vale é captar as mensagens que estão por trás. As roupas são uma forte ferramenta de comunicação que não pode ser desconsiderada.

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