Deixando pistas

04 nov
2010

Como é a sua mesa de trabalho? Super organizada, sem vestígio de papéis e coisas a fazer (no entanto tudo está escondido no fundo da gaveta), uma coleção de objetos e fotografias, post-its colados por todos os lados com anotações, colorida, acromática?

De acordo com o psicólogo Sam Gosling, autor de “Psiu, Dê uma Espiadinha!”, o que encontramos na mesa de trabalho e a sua (des)organização revelam dois lados de quem a ocupa: quem a pessoa é e o que ela considera ideal ser.

Organizado, metódico, ágil, criativo, artístico, conservador, arrojado, ocupado. Todas essas são suposições que podemos fazer sobre alguém apenas observando sua mesa de trabalho. No entanto, os objetos que vemos nem sempre correspondem à realidade. Assim, uma pessoa que não é necessariamente organizada pode colocar em sua mesa porta papéis e outros objetos que refletem sua vontade de ser mais organizado. Mesmo o ato de guardar a bagunça escondida na gaveta pode sinalizar isso. Alguém não muito pontual pode ter um relógio bem grande para sempre estar ciente do horário.

Seus objetos também revelam muito sobre seus valores pessoais: Há fotos suas com sua família? Com seu ídolo? Com seu bicho de estimação? Dirigindo uma Ferrari? Elas ficam viradas para você – o que traz conforto emocional – ou são voltadas para os outros – e funcionam como mostradores do seu universo pessoal?

A manifestação da nossa identidade acontece muitas vezes mesmo quando não estamos presentes. Que pistas você anda deixando?

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Devo usar maquiagem?

05 out
2010

Junto com as roupas e acessórios, a maquiagem é uma das ferramentas que temos para transmitir mensagens a nosso respeito.

Ela pode ser usada para a manipulação da nossa aparência, ajudando a transmitir uma imagem mais saudável, descansada e jovem. Mulheres que usam maquiagem são avaliadas mais positivamente do que as que não usam. São avaliadas como mais atraentes, femininas, asseadas, arrumadas, agradáveis, organizadas, maduras, confiantes, empenhadas e seguras.

Muitas mulheres, com exceção das que têm alergia aos produtos, optam por não usar maquiagem por não saber como aplicar. Eu recomendo um curso rápido de automaquiagem para aprender a usar os produtos básicos:

  • Base: corrige imperfeições da pele, deixando-a uniforme. Há de todos os tipos, para todos os tipos de pele e diferentes coberturas.
  • Corretivo: Fundamental para quem não dormiu bem na noite anterior ou tem olheiras crônicas. Imediatamente trazem uma aparência descansada.
  • Rímel: Valoriza o olhar e traz uma imagem de uma pessoa alerta.
  • Blush: Traz um ar saudável e corado. Faz toda a diferença à quatro da tarde, quando a energia está acabando…
  • Batom: Preferencialmente em tons próximos ao tom natural de seus lábios. Nunca com aspecto molhado para não transmitir uma imagem sexy.

Para quem gosta do assunto ou quer aprender mais, recomendo 2 blogs com ótimas dicas de produtos e formas de usar:

A aplicação correta e bem dosada dos produtos é fundamental. Errar na mão e fazer da maquiagem uma máscara anula todos os efeitos positivos. A mulher que exagera na dose transmite uma mensagem de insegurança e de medo do que os outros pensam a seu respeito. Cuidado!

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Beleza importa?

16 set
2010

Dificilmente alguém irá assumir que julga o outro baseando-se na aparência. ”Não se deve julgar um livro pela capa”, diz o provérbio. No entanto, dezenas de pesquisas confirmam que as pessoas que são vistas como mais atraentes conseguem empregos melhores, têm mais chance de serem promovidas, recebem notas maiores, têm maior poder social e, inclusive, têm menos chance de serem condenadas em um tribunal.

Quando questionados se na hora de conseguir um emprego ser atraente era uma vantagem ou desvantagem, a maioria dos gerentes de recrutamento e seleção e executivos de RH entrevistados para uma pesquisa encomendada pela revista Newsweek afirmou que isto é uma vantagem, tanto para mulheres, quanto para homens. E não só para conseguir uma vaga, mas também para avançar na carreira. Para eles, a aparência aparece em terceiro lugar entre as qualidades de um candidato, depois de experiência e autoconfiança, mas antes de formação e senso de humor.

Até que ponto você iria na busca de uma melhor aparência por questões profissionais?

Em uma pesquisa feita pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS) com 756 mulheres entre 18 e 64 anos, 13% responderam que considerariam a idéia de submeter-se a uma cirurgia plástica para se sentirem mais confiantes e serem mais competitivas no mercado de trabalho e 3% afirmaram que já se submeteram à cirurgia para aumentarem seu valor percebido no ambiente profissional.

O que você pensa a respeito?

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Tic Tac

25 ago
2010

No post anterior falamos sobre pontualidade, então resolvi continuar o assunto falando sobre relógios. Os relógios são um dos pouquíssimos acessórios do guarda-roupa masculino e mais um dos complementos do guarda-roupa feminino. Com ele, comunicamos nosso estilo, status e personalidade.

Ao escolher seu relógio, você deve levar em conta o tipo de traje que vai usar.  É muito comum vermos pessoas com trajes formais, usando relógios esportivos. Isto é um erro. Seguem aqui alguns exemplos da estética de relógios para serem usados com trajes formais e informais no ambiente profissional:

Para usar com trajes formais

MASCULINOS

FEMININOS

Com trajes formais, os relógios recomendados são os clássicos, redondos ou quadrados, de tamanho médio e caixa de espessura fina. Números discretos, qualquer cor de fundo, desde que liso, sem fantasias. A pulseira pode ser em couro (liso, croco) ou metal. O metal é mais lustroso.

Para usar com trajes informais

MASCULINOS

FEMININOS

Com trajes informais, os relógios recomendados são mais esportivos. Os elementos do mostrador são mais visíveis, a caixa pode ser mais espessa. A pulseira pode ser em couro, metal, lona e borracha. As costuras são visíveis, o couro pode ter mais textura. O metal é fosco ou lustroso.

Como é possível ver pelos exemplos, quanto mais formal o relógio, mais leve ele é visualmente. Deixe relógios mais pesados e cheios de detalhes para trajes mais informais.

Todas as imagens são do site watchesandbeyond.com

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Pontualidade

11 ago
2010

A forma como lidamos com tempo é cutural. Cada país tem seus próprios códigos em relação ao que é adequado em termos de pontualidade, prazos e outras coisas que envolvem o fator tempo. Para aqueles que lidam profissionalmente com pessoas de outras culturas, mesmo de regiões diferentes dentro do Brasil, pesquisar e entender o significado de pontualidade na sua cultura é fundamental. Assim, pode-se antecipar expectativas e desfazer mal-entendidos.

De acordo com a consultora de etiqueta Kimberly Roberts, as expectativas culturais quanto à pontualidade são as seguintes:

Pontualidade é uma exigência e atrasos são vistos como ofensa: China, Alemanha, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, Singapura

Pontualidade é altamente valorizada: Austrália, Bangladesh, Chile, Dinamarca, Irã, Luxemburgo, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Romênia, África do Sul, Suécia, Suíça, Tailândia, Venezuela, Áustria, Bahrain, Bélgica, Bulgária, Canadá, Costa Rica, República Checa, El Salvador, Inglaterra, Fiji, Finlândia, Hungria, Índia, Indonésia, Itália (especialmente no Norte da Itália), Costa do Marfim, Filipinas, Catar, Escócia, Turquia, Uganda, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, País de Gales, Iugoslávia

Pontualidade é esperada, mas as pessoas do lugar podem chegar atrasadas: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Egito, El Salvador, França, Gana, Grécia, Guatemala, Honduras, Iraque, Irlanda, Israel, Itália,  Jordânia, Kuwait, Líbia, México, Nicarágua, Panamá (normalmente pontuais para reuniões de negócios), Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Romênia, Arábia Saudita (pode ter outros em encontrante), Senegal, Coreia do Sul, Espanha, Sri Lanka, Síria, Taiwan, Zâmbia

Pontualidade é menos rígida: Argélia, Caribe, França – o sul, Islândia, Irlanda, Líbano, Marrocos, Nigéria

O antropólogo Edward T. Hall definiu dois tipos de comportamento que as pessoas apresentam em relação à pontualidade. Há pessoas que consideram o tempo uma coisa exata. São aquelas que chegarão no mínimo 5 minutos antes para um compromisso. Há outras que vêem o tempo como uma coisa aproximada. Para elas, compromisso às 9h30 significa ”por volta” das 9h30 e não faz diferença chegar um pouco antes ou um pouco depois. Imagine estas duas pessoas marcando uma reunião.

Com o tempo, aprendemos o padrão de comportamento em relação a tempo que as pessoas apresentam e nos adaptamos a ele. Já sabemos quem chegará na hora e quem vai atrasar um pouco. No entanto, quando estamos nos relacionando com pessoas de hierarquia superior, sua forma de lidar com o tempo é o que determina a pontualidade do grupo. Aliás, a possibilidade do atraso nestas ocasiões pertence exclusivamente à pessoa mais importante. Chegar depois dela pode indicar desrespeito ou disputa de poder, dependendo das pessoas envolvidas. Se a reunião é com alguém que você não conhece,  pontualidade é regra. Mesmo que o outro chegue atrasado, da sua imagem quem deve cuidar é você.

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D.I.Y

19 jul
2010

Não sei se é mito ou verdade, mas sempre escuto que o irmão ou marido de alguém, na hora de dar o nó da gravata, pede socorro ao porteiro.
Para ajudar a solucionar o problema, ficam aqui algumas dicas e links para vídeos mais do que didáticos do site Videojug, ensinando o passo-a-passo dos três nós mais comuns. (Clique sobre as imagens para assistir aos vídeos.)

Nó Simples

Nó Simples
É o nó mais antigo e o mais simples de todos. O ideal é adotá-lo com gravatas mais espessas, como as de seda jacquard e camisas com colarinhos mais fechados. Indicado para pessoas altas ou com rosto redondo.

Nó Windsor

Nó Windsor
Erroneamente associado ao Duque de Windsor, é o maior entre os nós e requer colarinhos mais abertos (italiano  ou francês).  Use-os com gravatas pouco espessas.

Semi-Windsor

Nó Semi-Windsor
É o nó mais verstátil de todos. Não só valoriza a maioria dos formatos de rosto, como também é adequado a todos os tipos de colarinho.

Fonte: Para quem gosta do assunto, um livro ótimo sobre o assunto é “How To Tie A Tie – Choosing, coordinating and knotting your neckwear”, de Daniel K. Hall.

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Pense antes de agir

30 jun
2010

É sabido que agilidade é uma das competências valorizadas no mundo profissional. No entanto, em muitas situações, agilidade tem sido confundida com imediatismo.

Há muitas ocasiões que exigem uma tomada de decisão rápida. Neste momento, distinguem-se dois tipos de pessoas: os imediatistas e os ágeis. Os primeiros, acreditando-se ágeis, são reativos, agem por impulso. Suas decisões e ações contemplam o curto prazo e, na maioria das vezes, carecem de uma visão mais analítica da situação. Não sabem que não sabem. Sua decisão pode trazer um ganho imediato, momentâneo, mas consequências futuras não são levadas em consideração. Em muitos casos, arrependem-se mais para frente da decisão que tomaram.

Os segundos, são táticos e ponderados. Têm mais recursos, experiência, consultam, questionam. Não demoram para agir, entretanto, antes analisam as melhores opções e decidem considerando o reflexo da sua decisão a longo prazo.

Rapidez é uma habilidade importante. Só que rapidez sem embasamento pode fazer você saltar no abismo.

Qual dois dois é você?

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É simples

07 jun
2010

Tenho um amigo, o Reinaldo, que, para mim, tem o maior grau de likeability que eu conheço. Impossível não gostar dele.
Este termo, likeability, ganhou destaque com o livro “O Fator Gente Boa”, de Tim Sanders. No livro, ele aborda os quatro elementos básicos que fazem as pessoas gostarem de você:
Cordialidade: a habilidade de expressar o gostar e a abertura em relação ao próximo.
Relevância: a disposição de se conectar com os interesses, desejos e necessidades do outro.
Empatia: a aptidão de identificar e compartilhar os sentimentos alheios.
Autenticidade: a capacidade de ser verdadeiro, espontâneo e sincero com você mesmo e com as outras pessoas.
Na prática, esses conceitos podem ser traduzidos por pequenos gestos cotidianos que fazem toda a diferença: reconhecer a presença do outro, sorrir, estabelecer contato visual, chamar a pessoa pelo nome, prestar atenção no outro, no que tem a oferecer, no que necessita, reconhecer a contribuição do outro, agradecer, elogiar.
Eu talvez já tenha escrito isto antes, mas não me esqueço de uma definição de etiqueta que a Karen Brunger, uma das minhas professoras, uma vez deu: etiqueta não é nada mais do que se comportar de forma a fazer que as pessoas ao seu redor se sintam bem. Simples assim.
Acredito que, no gerenciamento da imagem, o ganho é muito maior quando nosso foco está naquilo que podemos oferecer ao outro, do que no que podemos fazer para apenas “aparentarmos bem” para os outros.

Quer testar seu grau de “likeability”?
Faça o teste aqui (em inglês)

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O que está embaixo

05 mai
2010

Acertar na roupa, mas errar no que está embaixo compromete – e muito – o resultado final. Infelizmente, é comum encontrarmos nas empresas funcionárias que descuidam da escolha da lingerie. Mulheres sem sutiã, peças rendadas que são percebidas sob roupas justas, alças de sutiã aparecendo – sejam elas coloridas ou de silicone, lingerie em cores inadequadas para o tom da roupa e que “vazam”, calcinhas no modelo “fio dental” usadas com calças ou saias bem justas, são estes muitos dos “descuidos” encontrados.

O cuidado não deve ser apenas com erros de adequação ao ambiente, mas também é importante selecionar modelos que valorizam sua silhueta e tenham bom caimento.

Conversei com Lilian Checchia, Consultora de Imagem especializada em lingerie, sobre como escolher bem as peças. Seguem algumas dicas da Lilian:
• No ambiente corporativo, prefira sutiã com tecidos lisos, sem renda e calcinhas sem costura com elástico mais delicados ou corte a laser.
• Verifique se a parte que acomoda os seios ficou cheia, aqui não pode sobrar nem faltar volume dentro delas. Você deve ser capaz de passar os dedos por dentro do sutiã, mas não muito mais do que isto.
• Verifique em cima e do lado para ver se os seios estão pulando ou saindo para fora, se estiver você precisa de um tamanho maior.
• Verifique se a parte debaixo cobre o seio por completo e está firme contra o tórax, mas sem apertar.
• Geralmente o fechamento do sutiã tem 3 ganchos, o ideal é que fique justo no gancho maior ou do meio e um pouco apertado no gancho menor, lembre-se que com o uso o tecido pode afrouxar um pouco.
• Verifique o ajuste das alças, é importantíssimo ajustar corretamente as alças para trazer mais firmeza e saber se o bojo e as costas estão no tamanho corretos, mas sem que o peso dos seios fique nelas.
• Após avaliar se o sutiã está de acordo com seu tamanho e se sentir confortável, vista uma blusa de malha ou viscolycra por cima do sutiã que está experimentando e olhe no espelho de frente e de lado para ver se o formato dos seios é o que deseja.

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Dono da festa

19 abr
2010

Em muitos eventos promovidos por empresas para seus clientes e parceiros, é muito comum ver funcionários comportando-se como convidados, quando deveriam ter postura de anfitriões. Por mais que você não seja a pessoa que convidou, deve, como representante da empresa, comportar-se como tal.

Neste papel, você deve se integrar a seus clientes e não aos colegas de trabalho. “Rodinhas” de funcionários da mesma empresa não devem ocorrer. No entanto, não passe o evento todo dando atenção a um cliente só. Circule. Mesmo que não consiga conversar com todos que conhece, estabeleça contato visual, acene com a cabeça e sorria. As pessoas gostam de se sentir reconhecidas e um simples contato visual já vale. Viu alguém sozinho? Não importa se ele é seu cliente ou não – ele é cliente da sua empresa. Aproxime-se e certifique-se que está tudo bem.

Apresente-se da melhor forma possível. Escolha com cuidado o traje, de forma que ele represente a identidade e cultura da sua empresa. Não significa usar uma roupa de festa, mas, sim, suas melhores roupas de trabalho.

Permaneça em pé. É impossível integrar-se se você passar o tempo todo sentado. Procure manter a bebida na mão esquerda, deixando a direita livre para cumprimentos. Qual bebida? Água – e nada mais.

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