A única maneira lícita de melhorar o padrão de vida é …..

23 set
2011

….melhorar o nível intelectual, pois essa melhora gera desenvolvimento pessoal, que gera crescimento profissional, que impacta na evolução da carreira e gera incremento na remuneração.

 Por sorte boa da nova classe média brasileira esta enxergando esse movimento e transformando a educação na sua segunda maior preocupação (atrás apenas da violência). O resultado dessa “preocupação” pode ser materializado por dois indicadores muito importantes: nos últimos 06 anos o tempo médio de permanência do brasileiro na escola passou de 6,4 anos para 7,4 anos, e vale lembrar que cada ano a mais na escola representa em média 20% a mais no salário e, nessa classe social, 68% dos filhos tem nível de escolaridade superior ao dos pais. Óbvio que essa mudança de patamar é subsidiada pela entrada de 39,5 milhões de habitantes na classe C, fruto do encolhimento das classes D e E, e lastreada em uma visão clara de que educação é geradora de oportunidades e um investimento.

 Dentro desse contexto é nosso papel como gestores reforçarmos essa postura e disseminarmos dentro da equipe o mesmo tipo de comportamento. É fundamental que todos da equipe (inclusive nós, gestores) entendam que o banco da sala de aula tem que ser uma rotina constante na nossa vida. Independente do nível hierárquico, da experiência profissional adquirida ou de qualquer outra variável a reciclagem de conhecimento e a abertura para aprender o novo são dois dos insumos mais importantes do processo de desenvolvimento pessoal, que de acordo com o primeiro parágrafo é o ponto de partida para a melhora do padrão de vida. Além de servir como exemplo lembre sempre, gestor, do seu papel como evangelizador dessa prática. Se um membro da equipe acabou a pós-graduação, incentive-o a dominar um segundo idioma. Se já domina o segundo, incentive-o a buscar o terceiro. Se não fez um MBA, incentive-o a fazer. Se não é o momento adequado para um MBA, incentive-o a estudar assuntos pontuais, como Andragogia e Gestão de Projetos, em cursos de educação continuada. Enfim faça com que esse membro da equipe entenda que ao final de um curso já deve começar a planejar o próximo.

Resumindo, estimule que a equipe invista parte do que ganha na sua própria formação. E se caso escutar que investir em educação é caro, reforce a questão levantada pelo professor Derek Bok, de Harvard: se você acha a educação cara, experimente o custo da ignorância.

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

 

 Leia também:

 http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/09/07/andragogia-por-que-todos-lideres-precisam-conhecer-essa-ciencia/

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/05/16/sera-que-vem-pressao-salarial-por-ai/

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Multinacional ou Empresa nacional de pequeno e médio porte ?

16 set
2011

Recentemente dei uma entrevista para um portal especializado em gestão de carreira e liderança e a conversa girou em torno da seguinte questão: existe candidato, e por consequência colaborador, que seja adequado apenas a multinacionais e outros adequados apenas a empresas pequenas e médias nacionais ?

 Minha resposta foi sim e não. Parece paradoxal, mas não é.

Acho que a dúvida esta fundamentada no fato de que convencionou-se dizer que empresas multinacionais são empresas onde existe um desenho hierárquico rígido, as atribuições são bem definidas, os processos são claros e  sem margem de manobra e onde existe uma limitação de poder fruto de uma relação de dependência forte com a matriz, criando assim um ambiente onde as decisões são mais lentas e os processos mais burocráticos. Por outro lado a respeito das empresas pequenas e médias nacionais comenta-se que são empresas onde é possível que uma mesma sala reúna diretores e estagiários para a mesma reunião, onde é necessário ser multi funcional, e como se diz por ai “chupar cana e assobiar ao mesmo tempo”, onde os processos existentes são flexíveis a ponto de se adequar ao estado de espírito dos gestores e onde as decisões são tomadas muito rapidamente já que são poucos os degraus que separam o assistente do presidente.

Nesse contexto acredito que os profissionais que entre outras características e habilidades sejam metódicos e disciplinados se adequam mais as multinacionais enquanto os profissionais mais dinâmicos e criativos, entre outras características e habilidades, as empresas nacionais. Essa é a parte do sim da resposta.

Porém não podemos nunca considerar que todas as empresas multinacionais ou nacionais são como se convencionou dizer. Apesar dos cenários valerem para a maioria da amostra, existem diversas exceções a essas convenções (o recém lançado anuário das Melhores Empresas para se Trabalhar da Você SA esta repleto desses casos) e por isso não podemos afirmar que só os metódicos e disciplinados se adequam a uma Multinacional e nem que todos os dinâmicos e criativos só encontram espaço nas empresas nacionais. Essa é a parte do não da resposta.

Acredito, portanto, que a adequação do profissional esta mais ligada as características da empresa e do ambiente de trabalho do que a origem do capital da empresa ou seu porte.

E você ? Qual é a sua opinião ?

Fábio Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

  

 Leia também:

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/09/07/andragogia-por-que-todos-lideres-precisam-conhecer-essa-ciencia/

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2010/09/26/precisamos-nos-mexer-pra-cima-pra-baixo/

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ANDRAGOGIA. Por que os líderes deveriam conhecer essa ciência?

07 set
2011

A resposta é simples. Porque todos nós que gerenciamos uma equipe temos a obrigação de ensinar, orientar, apoiar e conduzir adultos e a ANDRAGOGIA é, justamente, a ciência que pode nos ajudar nesse processo.

                                                                 ANDRA                                    AGOGUS
ANDRAGOGIA:      
                                                                ADULTO                                  GUIA
 
Quando crianças nossa aprendizagem é conduzida pelos professores e pelos pais e acabamos aceitando tudo que nos é passado como verdade absoluta, sem jamais questionar a autoridade ou conhecimento dos mestres.

Na idade adulta essa postura muda radicalmente. Já não aceitamos mais tudo que nos é imposto, questionamos a autoridade e o conhecimento dos professores e nossas crenças e a consciência das limitações de conhecimento passam a ser os responsáveis pela condução do nosso processo de aprendizagem, que passa a ser completamente auto dirigido.

Como parte muito significativa do nosso trabalho é angariar a atenção da equipe, orientá-la e motivá-la para que juntos possamos conduzir processos e projetos, conhecer alguns dos princípios básicos a respeito de como ensinar adultos pode ser muito importante para nosso sucesso como líderes.

O adulto deve estar motivado para aprender algo que não conhece ou para executar alguma atividade ou projeto. Essa motivação surge da inserção do adulto no processo e para isso é preciso deixar muito claro a utilidade do conhecimento a ser adquirido ou da tarefa a ser realizada. Dessa maneira fica fácil de entender que uma ordem tem muito menos chance de sucesso do que uma adequada contextualização.

Outro ponto importante a entender é que os adultos trazem consigo uma bagagem de conhecimentos e experiências de vida que devem servir de ponto de partida para nosso trabalho de orientação e formação. Portanto, o discurso e argumentação que servem com um adulto não necessariamente servirá com outro.

Partindo desses dois princípios o líder precisa entender que para se tornar um tutor eficiente é preciso ter a humildade suficiente para aprender com a equipe e ter a disposição para realmente conhecer seus liderados, sua bagagem de vida e os seus motivadores para o crescimento e desenvolvimento.

Esse post não tem, em momento algum, a intenção de sintetizar o que uma ciência centenária produziu de conteúdo ao longo de sua história. Ele tem, sim, a intenção de despertar a atenção dos líderes a respeito da sua importância e incluir a ANDRAGOGIA na vasta lista de assuntos a serem estudados.

 
Fábio Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim
 Leia também:http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/01/26/pleno-emprego-e-a-escassez-de-talentos/

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2010/09/26/precisamos-nos-mexer-pra-cima-pra-baixo/

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Levanta, sacode a poeira e ….

02 set
2011

 …se mexe para fazer a roda girar !!!!

O mundo corporativo será um ambiente melhor para se viver quando todos os seus habitantes perceberem que enviar um e-mail é muito diferente de fazer a roda girar e, por consequência, as coisas andarem.

É incrível como a praga do “enviei um e-mail” esta tomando conta do mercado corporativo. Problemas não são resolvidos, assuntos importantes ficam parados, projetos não evoluem, decisões não são tomadas porque o e-mail que foi enviado, ainda não foi respondido.

 Não posso defender aqueles que não respondem e-mail, mas consigo admitir que as vezes não temos condições de zerar a caixa de entrada e ir embora para casa com a sensação de dever cumprido. Agora o que não admito é a passividade, falta de iniciativa e excesso de tolerância daqueles que se escondem atrás do e-mail enviado para justificar o porquê da roda não girar.

Entendo que mais errado do que não responder um e-mail é acreditar que o SEND significa que sua parte no todo já esta feita e que agora é só aguardar. Entre não ter a resposta para um e-mail e ver um projeto atrasar, um prazo não se cumprir ou decisão não ser tomada existe a opção de uma ligação telefônica, de um contato pessoal ou de escalar a não resposta ao seu líder ou ao líder do ausente.

E para você, quem esta mais errado ? Quem não responde um e-mail ou quem acha que ao mandar um e-mail, sua parte já foi feita ?

 Fábio Jorge Celeguim
 fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

 

Leia também:

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/04/10/temos-mais-chances-de-sucesso-na-gestao-da-carreira-quando-entendemos-que-dinheiro-e-consequencia-e-nao-fim/

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2010/10/04/ah-meu-deus-isso-eu-nao-quero/

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Apple: a empresa dos muitos acertos e de um erro gigantesco.

25 ago
2011

- Empresa de maior valor de mercado do mundo;

- Marca mais valiosa do mundo;

- Empresa que revolucionou o segmento de celulares e smartphones com o iPhone;

- Empresa que criou o segmento de tablets com o iPad;

- Empresa que reinventou a maneira do mundo ouvir música com a iTunes;

 

Poderíamos ficar aqui por horas enumerando os acertos da Apple nos últimos anos, mas acho que a valorização de 9.000% das ações da empresa e o aumento do seu valor de mercado, de US$ 2 bi para US$ 348 bi, na era Jobs (de 1997 a 2011) deixam muito claro quão competentes foram a empresa e seu líder máximo.

Agora, infelizmente nem tudo ocorreu como deveria na sede da Apple em Cupertino.

Por muito anos a Apple foi Steve Jobs e Steve Jobs foi a Apple criando uma personificação extrema entre executivo e empresa sem um plano sucessório claro e consistente para reduzir o impacto da saída de Jobs do dia a dia da empresa. Algo que, em virtude de sua saúde, era sabido por todos que aconteceria rapidamente.

Tim Cook, que já era tido por todos como substituto, ficou a sombra do líder nos últimos lances importantes desse jogo, não saindo nunca da sombra para a posição de protagonista. Vale lembrar que em um dos eventos recentes Jobs apareceu de surpresa quando o mercado já esperava não encontrá-lo tirando assim a chance de Tim mostrar seu desempenho em uma das atividades onde será mais comparado a Jobs: impressionar cativar os ouvintes. Existem outros vários casos onde a imagem de um CEO se confundia fortemente com a imagem da empresa e o processo sucessório foi muito melhor conduzido. Acho que o exemplo mais significativo seja Jack Welch e Jeff Immelt na GE, que criaram um case estudado por muitos alunos de MBA no mundo inteiro e ignorado pela área de RH da Apple.

Fica agora a dúvida sobre como Tim Cook vai conduzir a empresa na árdua obrigação de surpreender os consumidores e deixar lucros astronômicos para os acionistas. Infelizmente não saberemos no curto prazo, pois os próximos dois lances significativos da Apple, iPad 3 e iPhone 5, foram totalmente conduzidos por Jobs. Mais um ponto positivo para o antigo CEO e atual Presidente do Conselho.

Sorte e Saúde para um dos mais geniais executivos do mundo.

 
Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim
 

 

Leia também:

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/01/10/se-o-colaborador-se-surpreender-com-a-demissao-nos-gestores-erramos/

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2010/11/03/delegar-com-responsabilidade/

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Por dentro dos Processos de M&A: Google compra a Motorola Mobility

15 ago
2011

O Google anunciou hoje pela manhã que vai adquirir, por US$ 12,5 bilhões, a Motorola Mobility, divisão recém criada pela Motorola para as operações com Celulares, Smartphones e Tablets. No blog oficial da empresa, Larry Page afirma que o Android continuará um sistema aberto, oferecido a diferentes fabricantes de hardware e que a Motorola será tratada como uma divisão independente que continuará a licenciar o sistema operacional. Como várias outras empresas.

Pela importância e representatividade no mercado precisamos entender o que essa transação quer dizer e perceber que ela impactará no nosso dia a dia.

  1. Ficou muito claro que os tablets entraram de vez e que agora passam a ocupar um lugar de extremo destaque na convergência digital. Percebemos que os tablets, em função de sua tela maior e capacidade de processamento, passaram a centralizar em um único equipamento, com evoluções em relação aos celulares e smartphones, recursos de outros vários equipamentos.  
  2. Os principais players desse mercado estão sinalizando, cada vez mais forte, que o domínio do hardware e do software é fundamental para esse movimento de convergência. Isso acontece porque nenhum desenvolvedor de software, desse segmento, quer ter sua capacidade de crescimento limitada pela capacidade de um fabricante de hardware acompanhar seu desenvolvimento. É a velha história de que a velocidade de um grupo é a velocidade do mais lento.
  3. O número de patentes da Motorola é muito importante para o Google. Vale lembrar que no mês passado a Microsoft, Oracle e Apple se uniram para comprar mais de 6.000 patentes da Nortel. Esse movimento foi encarado pelo Google como uma “conspiração”. A Motorola anunciou em seu site que tem mais de 14.000 patentes registradas em 6.000 em registro.

Essa aquisição coloca o Google agora, de fato, frente a frente com a Apple. O fato de continuar licenciando o Android para outros fabricantes, enquanto a Apple mantem seu sistema operacional restrito aos seus equipamentos, mostra que a estratégia é diferente, mas que as armas são as mesmas.

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim
Leia também:
http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/05/16/sera-que-vem-pressao-salarial-por-ai/
http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/08/14/como-lidar-com-essa-avalanche-de-conteudo/

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Como lidar com essa avalanche de conteúdo ?!?!

14 ago
2011

Partindo do princípio explorado no post anterior, de que hoje temos uma abundância de informações e conteúdo disponíveis para o nosso consumo, gostaria de compartilhar com todos algumas discussões interessantes que tive com leitores ao longo dessas duas últimas semanas.

Essa abundância de informações tem obviamente um lado positivo, mas também nos traz elementos para reflexão.  

Passamos a ser obrigados a selecionar qual fonte de informação vamos consumir

Em função de uma limitação de tempo e da quantidade de veículos de informação (jornais, revistas, sites e informativos) disponíveis passamos a ser obrigados a selecionar quais são aqueles que vamos seguir/consumir. Conheço várias pessoas, me incluo nessa lista, que criaram uma lista dos veículos que leem com atenção e cuidado e uma segunda lista dos veículos que apenas folheiam para saber quais assuntos estão sendo tratando e se existe algo que interessa muito. Esse ponto tem relação direta com a próxima reflexão…..

Cuidado com a superficialidade

Segmentar os veículos entre os grupos comentados serve, entre outras coisas, para possibilitar que o leitor se aprofunde em alguns veículos e conteúdos. Tentar ler tudo que esta a sua volta pode transformar o leitor em um devorador de manchetes de jornais, de revistas e, agora, de homepages de portais de conteúdo, ou seja, alguém que ouviu falar de tudo, mas não se aprofundou a ponto de emitir uma opinião fundamentada a respeito de algum desses assuntos.  

Somos da geração internet, mas o velho livro não pode morrer

Jornais e revistas nos trazem o conteúdo que chamo de “temporal”, ou seja, retratam aquilo que esta acontecendo no momento. São fundamentais para sabemos mais sobre o momento atual do mundo que nos rodeia, mas eles não tem a intenção ou pretensão de serem os elementos para que o leitor se aprofunde em um tema. Esse aprofundamento só possível a partir de um livro. Além disso, o livro nos faz viajar em diferentes culturas, momentos do tempo, fatos da história. Nos faz pensar e repensar. Nos obriga a nos despirmos de alguns preconceitos e principalmente nos coloca frente a frente com pensadores e estudiosos. Chamo isso de conteúdo “atemporal”.

Leia coisas novas

Quando dimensionar o que vai ler cotidiana e mensalmente deixe sempre um tempo livre para um assunto novo. Compre uma revista sobre um assunto que não esta acostumado a ler e que não faça parte do seu cotidiano. Isso vai te trazer, entre outros, dois grandes benefícios. Esse exercício de abrir a cabeça para o novo faz uma grande diferença na sua maneira de encarar situações fora do padrão, além de obriga-lo a um esforço para entender do que se trata esse conteúdo, o que muitas vezes o leva para uma pesquisa ou consulta a outras fontes de conhecimento. Ou seja, mais conhecimento e cultura.

Compartilhe conteúdos

Tenho alguns amigos que leem jornais e revistas que eu não leio e com eles faço uma troca de conteúdo. Envio materiais e artigos dos veículos que acompanho e, em contrapartida, recebo o mesmo tipo de material de outros veículos. Com isso tenho a oportunidade de “acessar” um conteúdo pré qualificado, por leitores mais que qualificados, que estaria fora do meu “radar”. 

Quem quiser trocar conteúdo, estou a disposição. É só deixar um comentário……

 

Fábio Jorge Celeguim
Fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim
 
 
Leia também:
http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/07/24/mudou-nossa-relacao-com-o-ato-de-estar-informado/
http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/05/29/insights-sobre-lideranca/

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Mudou nossa relação com o ato de “estar informado”

24 jul
2011

Estar bem informado a respeito do que acontece a nosso redor, seja na vida pessoal ou principalmente na profissional, nunca deixou de ser uma exigência do mercado. O que mudou muito nos últimos anos foi nossa relação com o ato de estar informado.

Antigamente precisávamos correr atrás de informações. E o correr era, literalmente, correr. Jornais e revistas internacionais ficavam restritos a pouquíssimos exemplares em bancas muito específicas e eram consumidos imediatamente pelos mais rápidos. O leque de opções de títulos para assinatura era super reduzido e restrito a assuntos gerais. Acesso a conteúdo específico do seu segmento de atividade era limitado sonho de consumo.

Hoje temos a nosso dispor assinaturas de jornais e revistas nacionais e internacionais, sejam elas de conteúdo genérico ou segmentado, sites com as principais notícias dos principais jornais do mundo, traduzidos para nosso idioma, serviços de rss, serviços de notícias no smartphone, edições de jornais e revistas disponíveis para download via tablet em qualquer lugar o mundo, canais 24 horas de notícias, e novos veículos de mídia que trazem informações para dentro do elevador, do supermercado, do ônibus e do metro. Ou seja, é só estarmos acordados e disponíveis que temos acesso a informação.

Dentro desse contexto entendo que:

No passado ter acesso a informação era o diferencial. Hoje a diferença esta na velocidade em transformar a informação em insumo para o processo de tomada de decisão.

Essa mudança parece simples, mas por trás do pequeno jogo de palavras existe uma gigantesca mudança de postura e de atitudes já que hoje a informação por si só não te diferencia, pois todos a tem. O que o diferencia é sua capacidade de rapidamente digerir a informação e transformá-la em matéria bruta para discussão com a equipe, em insumo para direcionamento de atividades ou projetos ou em subsídio para reflexão. E por fim, após essa discussão, direcionamento e reflexão, transformá-la em estratégia.

 Resumindo, lembre-se que agora além do aprender, você precisa preocupar-se, também, com o aplicar.

Boa sorte !

 

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

 

Leia também:

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/05/09/discordar-e-preciso-faz-bem-e-agrega-valor/

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/04/28/selic-e-a-inflacao/

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Fusão GPA e Carrefour. E ai, CADE ?

28 jun
2011

Em pouco tempo deve ser anunciada uma eventual fusão entre o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e o Carrefour no Brasil.

Ao receber essa notícia uma velha questão voltou a me atormentar. E ai, CADE? Dessa vez vocês vão se pronunciar a tempo de evitar que seja criado um caso parecido com a BR Foods ?

Antes de mais nada quero comentar que esse post não tem a intenção de discutir a legalidade da proposta do GPA, fortemente questionada pelo sócio Casino, nem discutir se uma eventual fusão deve ou não ser aprovada e nem questionar o papel do CADE, que acredito ser de fundamental importância em uma economia como a brasileira, onde os casos de M&A se tornam cada vez mais frequentes.

Quero explorar no post a postura adotada pelo CADE em processos similares onde, na minha opinião, o orgão foi permissivo e passivo.

Vejamos, por exemplo, o caso da compra da Sadia pela Perdigão, que deu origem a BR Foods. Quando a compra foi anunciada era sabido por todos os analistas de mercado e donas de casa que essa operação geraria uma forte concentração de mercado. Nesse momento o que foi feito ? Nada, além de pequenas e singelas diretrizes a respeito de como proceder nos primeiros meses. Apesar dessas diretrizes foi permitido que a Sadia fechasse  o seu capital, que parte do processo de backoffice fosse integrado, que plantas de produção fossem unificadas e que parte da logística de distribuição fosse consolidada. Tudo isso para depois de 2 anos dizer que não reconhece a operação e colocá-la sob judice.

A questão que me atormenta é porquê deixar chegar a esse ponto ? Por que não acelerar o processo rompendo a burocracia reinante e responder mais rapidamente aos envolvidos ?

Nesse contexto, e com relação a GPA e Carrefour, sugiro que o CADE consulte imediatamente analistas e donas de casa para confirmar que essa operação vai concentrar mercado e agilizem seu processo para que sua decisão não fique tão fora de timing quanto panetone na Páscoa.

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

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Risco Brasil vs. Risco Americano. O que isso realmente quer dizer ?!

20 jun
2011

Um dos assuntos mais comentados da semana nos sites de economia, jornais e revistas foi o fato de que pela primeira vez os CDS´s  brasileiros (credit default swaps), que são um tipo de seguro adotado por investidores desconfiados da capacidade de cumprimento das obrigações financeiras de um país, foram melhor precificados do que os CDS´s americanos, ou seja, os investidores naquele momento acreditavam que existia uma maior possibilidade do governo americano dar um calote do que o governo brasileiro.

Obviamente esse é um fato significativo, que traz um efeito psicológico muito positivo, que mexe com a auto estima dos condutores de nossa economia e que sinaliza que estamos no caminho correto, mas que de prático tem quase nenhum efeito.

Fazendo uma leitura fria e sem emoção desse fato percebemos que essa é uma situação momentânea, ou seja, naquele momento os CDS´s de curto prazo tinham aquela precificação, mas os mesmos CDS´s de 05 anos já sinalizavam para um risco Brasil qualificado como pouco mais que o dobro do americano.

Outro fator a ser considerado é que essa situação, além de momentânea, deve-se mais aos deméritos da condução da política econômica americana e as dificuldades do país encontrar o caminho da recuperação da crise do que dos méritos do Brasil, apesar de presenciarmos um momento onde nossa economia não dá sinais de enfraquecimento mesmo rodeada pelo cenário americano, pelas situações, no mínimo, desconfortáveis promovidas por economias européias e pela reconstrução da terceira maior economia do mundo.

Por fim, esse momento diz pouco pois um calote americano levaria boa parte das maiores economias do mundo a uma situação de insolvência que inverteria radicalmente a posição desse, e dos demais, ratings de risco. Ou seja, de nada bastaria a confiança dos investidores, pois nossa capacidade de cumprir com os compromissos estaria mais que afetada e nossa posição nesse ranking despencaria radicalmente.

Resumindo, entendo que comemorar esse fato é o mesmo que uma equipe intermediária comemorar que seu piloto passou em primeiro lugar, após os líderes entrarem nos boxes, na volta 30 de um total de 60 da primeira corrida da temporada de Fórmula 1.

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

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