A única maneira lícita de melhorar o padrão de vida é …..

….melhorar o nível intelectual, pois essa melhora gera desenvolvimento pessoal, que gera crescimento profissional, que impacta na evolução da carreira e gera incremento na remuneração.

 Por sorte boa da nova classe média brasileira esta enxergando esse movimento e transformando a educação na sua segunda maior preocupação (atrás apenas da violência). O resultado dessa “preocupação” pode ser materializado por dois indicadores muito importantes: nos últimos 06 anos o tempo médio de permanência do brasileiro na escola passou de 6,4 anos para 7,4 anos, e vale lembrar que cada ano a mais na escola representa em média 20% a mais no salário e, nessa classe social, 68% dos filhos tem nível de escolaridade superior ao dos pais. Óbvio que essa mudança de patamar é subsidiada pela entrada de 39,5 milhões de habitantes na classe C, fruto do encolhimento das classes D e E, e lastreada em uma visão clara de que educação é geradora de oportunidades e um investimento.

 Dentro desse contexto é nosso papel como gestores reforçarmos essa postura e disseminarmos dentro da equipe o mesmo tipo de comportamento. É fundamental que todos da equipe (inclusive nós, gestores) entendam que o banco da sala de aula tem que ser uma rotina constante na nossa vida. Independente do nível hierárquico, da experiência profissional adquirida ou de qualquer outra variável a reciclagem de conhecimento e a abertura para aprender o novo são dois dos insumos mais importantes do processo de desenvolvimento pessoal, que de acordo com o primeiro parágrafo é o ponto de partida para a melhora do padrão de vida. Além de servir como exemplo lembre sempre, gestor, do seu papel como evangelizador dessa prática. Se um membro da equipe acabou a pós-graduação, incentive-o a dominar um segundo idioma. Se já domina o segundo, incentive-o a buscar o terceiro. Se não fez um MBA, incentive-o a fazer. Se não é o momento adequado para um MBA, incentive-o a estudar assuntos pontuais, como Andragogia e Gestão de Projetos, em cursos de educação continuada. Enfim faça com que esse membro da equipe entenda que ao final de um curso já deve começar a planejar o próximo.

Resumindo, estimule que a equipe invista parte do que ganha na sua própria formação. E se caso escutar que investir em educação é caro, reforce a questão levantada pelo professor Derek Bok, de Harvard: se você acha a educação cara, experimente o custo da ignorância.

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

 

 Leia também:

 http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/09/07/andragogia-por-que-todos-lideres-precisam-conhecer-essa-ciencia/

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/05/16/sera-que-vem-pressao-salarial-por-ai/

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Multinacional ou Empresa nacional de pequeno e médio porte ?

Recentemente dei uma entrevista para um portal especializado em gestão de carreira e liderança e a conversa girou em torno da seguinte questão: existe candidato, e por consequência colaborador, que seja adequado apenas a multinacionais e outros adequados apenas a empresas pequenas e médias nacionais ?

 Minha resposta foi sim e não. Parece paradoxal, mas não é.

Acho que a dúvida esta fundamentada no fato de que convencionou-se dizer que empresas multinacionais são empresas onde existe um desenho hierárquico rígido, as atribuições são bem definidas, os processos são claros e  sem margem de manobra e onde existe uma limitação de poder fruto de uma relação de dependência forte com a matriz, criando assim um ambiente onde as decisões são mais lentas e os processos mais burocráticos. Por outro lado a respeito das empresas pequenas e médias nacionais comenta-se que são empresas onde é possível que uma mesma sala reúna diretores e estagiários para a mesma reunião, onde é necessário ser multi funcional, e como se diz por ai “chupar cana e assobiar ao mesmo tempo”, onde os processos existentes são flexíveis a ponto de se adequar ao estado de espírito dos gestores e onde as decisões são tomadas muito rapidamente já que são poucos os degraus que separam o assistente do presidente.

Nesse contexto acredito que os profissionais que entre outras características e habilidades sejam metódicos e disciplinados se adequam mais as multinacionais enquanto os profissionais mais dinâmicos e criativos, entre outras características e habilidades, as empresas nacionais. Essa é a parte do sim da resposta.

Porém não podemos nunca considerar que todas as empresas multinacionais ou nacionais são como se convencionou dizer. Apesar dos cenários valerem para a maioria da amostra, existem diversas exceções a essas convenções (o recém lançado anuário das Melhores Empresas para se Trabalhar da Você SA esta repleto desses casos) e por isso não podemos afirmar que só os metódicos e disciplinados se adequam a uma Multinacional e nem que todos os dinâmicos e criativos só encontram espaço nas empresas nacionais. Essa é a parte do não da resposta.

Acredito, portanto, que a adequação do profissional esta mais ligada as características da empresa e do ambiente de trabalho do que a origem do capital da empresa ou seu porte.

E você ? Qual é a sua opinião ?

Fábio Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

  

 Leia também:

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/09/07/andragogia-por-que-todos-lideres-precisam-conhecer-essa-ciencia/

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2010/09/26/precisamos-nos-mexer-pra-cima-pra-baixo/

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ANDRAGOGIA. Por que os líderes deveriam conhecer essa ciência?

A resposta é simples. Porque todos nós que gerenciamos uma equipe temos a obrigação de ensinar, orientar, apoiar e conduzir adultos e a ANDRAGOGIA é, justamente, a ciência que pode nos ajudar nesse processo.

                                                                 ANDRA                                    AGOGUS
ANDRAGOGIA:      
                                                                ADULTO                                  GUIA
 
Quando crianças nossa aprendizagem é conduzida pelos professores e pelos pais e acabamos aceitando tudo que nos é passado como verdade absoluta, sem jamais questionar a autoridade ou conhecimento dos mestres.

Na idade adulta essa postura muda radicalmente. Já não aceitamos mais tudo que nos é imposto, questionamos a autoridade e o conhecimento dos professores e nossas crenças e a consciência das limitações de conhecimento passam a ser os responsáveis pela condução do nosso processo de aprendizagem, que passa a ser completamente auto dirigido.

Como parte muito significativa do nosso trabalho é angariar a atenção da equipe, orientá-la e motivá-la para que juntos possamos conduzir processos e projetos, conhecer alguns dos princípios básicos a respeito de como ensinar adultos pode ser muito importante para nosso sucesso como líderes.

O adulto deve estar motivado para aprender algo que não conhece ou para executar alguma atividade ou projeto. Essa motivação surge da inserção do adulto no processo e para isso é preciso deixar muito claro a utilidade do conhecimento a ser adquirido ou da tarefa a ser realizada. Dessa maneira fica fácil de entender que uma ordem tem muito menos chance de sucesso do que uma adequada contextualização.

Outro ponto importante a entender é que os adultos trazem consigo uma bagagem de conhecimentos e experiências de vida que devem servir de ponto de partida para nosso trabalho de orientação e formação. Portanto, o discurso e argumentação que servem com um adulto não necessariamente servirá com outro.

Partindo desses dois princípios o líder precisa entender que para se tornar um tutor eficiente é preciso ter a humildade suficiente para aprender com a equipe e ter a disposição para realmente conhecer seus liderados, sua bagagem de vida e os seus motivadores para o crescimento e desenvolvimento.

Esse post não tem, em momento algum, a intenção de sintetizar o que uma ciência centenária produziu de conteúdo ao longo de sua história. Ele tem, sim, a intenção de despertar a atenção dos líderes a respeito da sua importância e incluir a ANDRAGOGIA na vasta lista de assuntos a serem estudados.

 
Fábio Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim
 Leia também:http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/01/26/pleno-emprego-e-a-escassez-de-talentos/

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2010/09/26/precisamos-nos-mexer-pra-cima-pra-baixo/

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Levanta, sacode a poeira e ….

 …se mexe para fazer a roda girar !!!!

O mundo corporativo será um ambiente melhor para se viver quando todos os seus habitantes perceberem que enviar um e-mail é muito diferente de fazer a roda girar e, por consequência, as coisas andarem.

É incrível como a praga do “enviei um e-mail” esta tomando conta do mercado corporativo. Problemas não são resolvidos, assuntos importantes ficam parados, projetos não evoluem, decisões não são tomadas porque o e-mail que foi enviado, ainda não foi respondido.

 Não posso defender aqueles que não respondem e-mail, mas consigo admitir que as vezes não temos condições de zerar a caixa de entrada e ir embora para casa com a sensação de dever cumprido. Agora o que não admito é a passividade, falta de iniciativa e excesso de tolerância daqueles que se escondem atrás do e-mail enviado para justificar o porquê da roda não girar.

Entendo que mais errado do que não responder um e-mail é acreditar que o SEND significa que sua parte no todo já esta feita e que agora é só aguardar. Entre não ter a resposta para um e-mail e ver um projeto atrasar, um prazo não se cumprir ou decisão não ser tomada existe a opção de uma ligação telefônica, de um contato pessoal ou de escalar a não resposta ao seu líder ou ao líder do ausente.

E para você, quem esta mais errado ? Quem não responde um e-mail ou quem acha que ao mandar um e-mail, sua parte já foi feita ?

 Fábio Jorge Celeguim
 fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

 

Leia também:

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/04/10/temos-mais-chances-de-sucesso-na-gestao-da-carreira-quando-entendemos-que-dinheiro-e-consequencia-e-nao-fim/

http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2010/10/04/ah-meu-deus-isso-eu-nao-quero/

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