Apple: a empresa dos muitos acertos e de um erro gigantesco.

- Empresa de maior valor de mercado do mundo;

- Marca mais valiosa do mundo;

- Empresa que revolucionou o segmento de celulares e smartphones com o iPhone;

- Empresa que criou o segmento de tablets com o iPad;

- Empresa que reinventou a maneira do mundo ouvir música com a iTunes;

 

Poderíamos ficar aqui por horas enumerando os acertos da Apple nos últimos anos, mas acho que a valorização de 9.000% das ações da empresa e o aumento do seu valor de mercado, de US$ 2 bi para US$ 348 bi, na era Jobs (de 1997 a 2011) deixam muito claro quão competentes foram a empresa e seu líder máximo.

Agora, infelizmente nem tudo ocorreu como deveria na sede da Apple em Cupertino.

Por muito anos a Apple foi Steve Jobs e Steve Jobs foi a Apple criando uma personificação extrema entre executivo e empresa sem um plano sucessório claro e consistente para reduzir o impacto da saída de Jobs do dia a dia da empresa. Algo que, em virtude de sua saúde, era sabido por todos que aconteceria rapidamente.

Tim Cook, que já era tido por todos como substituto, ficou a sombra do líder nos últimos lances importantes desse jogo, não saindo nunca da sombra para a posição de protagonista. Vale lembrar que em um dos eventos recentes Jobs apareceu de surpresa quando o mercado já esperava não encontrá-lo tirando assim a chance de Tim mostrar seu desempenho em uma das atividades onde será mais comparado a Jobs: impressionar cativar os ouvintes. Existem outros vários casos onde a imagem de um CEO se confundia fortemente com a imagem da empresa e o processo sucessório foi muito melhor conduzido. Acho que o exemplo mais significativo seja Jack Welch e Jeff Immelt na GE, que criaram um case estudado por muitos alunos de MBA no mundo inteiro e ignorado pela área de RH da Apple.

Fica agora a dúvida sobre como Tim Cook vai conduzir a empresa na árdua obrigação de surpreender os consumidores e deixar lucros astronômicos para os acionistas. Infelizmente não saberemos no curto prazo, pois os próximos dois lances significativos da Apple, iPad 3 e iPhone 5, foram totalmente conduzidos por Jobs. Mais um ponto positivo para o antigo CEO e atual Presidente do Conselho.

Sorte e Saúde para um dos mais geniais executivos do mundo.

 
Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim
 

 

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Por dentro dos Processos de M&A: Google compra a Motorola Mobility

O Google anunciou hoje pela manhã que vai adquirir, por US$ 12,5 bilhões, a Motorola Mobility, divisão recém criada pela Motorola para as operações com Celulares, Smartphones e Tablets. No blog oficial da empresa, Larry Page afirma que o Android continuará um sistema aberto, oferecido a diferentes fabricantes de hardware e que a Motorola será tratada como uma divisão independente que continuará a licenciar o sistema operacional. Como várias outras empresas.

Pela importância e representatividade no mercado precisamos entender o que essa transação quer dizer e perceber que ela impactará no nosso dia a dia.

  1. Ficou muito claro que os tablets entraram de vez e que agora passam a ocupar um lugar de extremo destaque na convergência digital. Percebemos que os tablets, em função de sua tela maior e capacidade de processamento, passaram a centralizar em um único equipamento, com evoluções em relação aos celulares e smartphones, recursos de outros vários equipamentos.  
  2. Os principais players desse mercado estão sinalizando, cada vez mais forte, que o domínio do hardware e do software é fundamental para esse movimento de convergência. Isso acontece porque nenhum desenvolvedor de software, desse segmento, quer ter sua capacidade de crescimento limitada pela capacidade de um fabricante de hardware acompanhar seu desenvolvimento. É a velha história de que a velocidade de um grupo é a velocidade do mais lento.
  3. O número de patentes da Motorola é muito importante para o Google. Vale lembrar que no mês passado a Microsoft, Oracle e Apple se uniram para comprar mais de 6.000 patentes da Nortel. Esse movimento foi encarado pelo Google como uma “conspiração”. A Motorola anunciou em seu site que tem mais de 14.000 patentes registradas em 6.000 em registro.

Essa aquisição coloca o Google agora, de fato, frente a frente com a Apple. O fato de continuar licenciando o Android para outros fabricantes, enquanto a Apple mantem seu sistema operacional restrito aos seus equipamentos, mostra que a estratégia é diferente, mas que as armas são as mesmas.

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim
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http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/05/16/sera-que-vem-pressao-salarial-por-ai/
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Como lidar com essa avalanche de conteúdo ?!?!

Partindo do princípio explorado no post anterior, de que hoje temos uma abundância de informações e conteúdo disponíveis para o nosso consumo, gostaria de compartilhar com todos algumas discussões interessantes que tive com leitores ao longo dessas duas últimas semanas.

Essa abundância de informações tem obviamente um lado positivo, mas também nos traz elementos para reflexão.  

Passamos a ser obrigados a selecionar qual fonte de informação vamos consumir

Em função de uma limitação de tempo e da quantidade de veículos de informação (jornais, revistas, sites e informativos) disponíveis passamos a ser obrigados a selecionar quais são aqueles que vamos seguir/consumir. Conheço várias pessoas, me incluo nessa lista, que criaram uma lista dos veículos que leem com atenção e cuidado e uma segunda lista dos veículos que apenas folheiam para saber quais assuntos estão sendo tratando e se existe algo que interessa muito. Esse ponto tem relação direta com a próxima reflexão…..

Cuidado com a superficialidade

Segmentar os veículos entre os grupos comentados serve, entre outras coisas, para possibilitar que o leitor se aprofunde em alguns veículos e conteúdos. Tentar ler tudo que esta a sua volta pode transformar o leitor em um devorador de manchetes de jornais, de revistas e, agora, de homepages de portais de conteúdo, ou seja, alguém que ouviu falar de tudo, mas não se aprofundou a ponto de emitir uma opinião fundamentada a respeito de algum desses assuntos.  

Somos da geração internet, mas o velho livro não pode morrer

Jornais e revistas nos trazem o conteúdo que chamo de “temporal”, ou seja, retratam aquilo que esta acontecendo no momento. São fundamentais para sabemos mais sobre o momento atual do mundo que nos rodeia, mas eles não tem a intenção ou pretensão de serem os elementos para que o leitor se aprofunde em um tema. Esse aprofundamento só possível a partir de um livro. Além disso, o livro nos faz viajar em diferentes culturas, momentos do tempo, fatos da história. Nos faz pensar e repensar. Nos obriga a nos despirmos de alguns preconceitos e principalmente nos coloca frente a frente com pensadores e estudiosos. Chamo isso de conteúdo “atemporal”.

Leia coisas novas

Quando dimensionar o que vai ler cotidiana e mensalmente deixe sempre um tempo livre para um assunto novo. Compre uma revista sobre um assunto que não esta acostumado a ler e que não faça parte do seu cotidiano. Isso vai te trazer, entre outros, dois grandes benefícios. Esse exercício de abrir a cabeça para o novo faz uma grande diferença na sua maneira de encarar situações fora do padrão, além de obriga-lo a um esforço para entender do que se trata esse conteúdo, o que muitas vezes o leva para uma pesquisa ou consulta a outras fontes de conhecimento. Ou seja, mais conhecimento e cultura.

Compartilhe conteúdos

Tenho alguns amigos que leem jornais e revistas que eu não leio e com eles faço uma troca de conteúdo. Envio materiais e artigos dos veículos que acompanho e, em contrapartida, recebo o mesmo tipo de material de outros veículos. Com isso tenho a oportunidade de “acessar” um conteúdo pré qualificado, por leitores mais que qualificados, que estaria fora do meu “radar”. 

Quem quiser trocar conteúdo, estou a disposição. É só deixar um comentário……

 

Fábio Jorge Celeguim
Fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim
 
 
Leia também:
http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/07/24/mudou-nossa-relacao-com-o-ato-de-estar-informado/
http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/05/29/insights-sobre-lideranca/

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