Antes de qualquer discussão, vamos analisar três indicadores que os economistas acompanham com carinho e atenção.
 Na última semana foram divulgados os dados do nÃvel de emprego no paÃs. Agora somos mais de 100 milhões de habitantes com uma ocupação fixa, seja ela formal ou informal.  Esse cenário é facilmente percebido quando olhamos para o nÃvel de desemprego nas 06 principais capitais do paÃs e na absoluta escassez de mão de obra para algumas posições, como construção civil ou empregados domésticos, que parecem ter atingido o pleno emprego.  Â
A população brasileira com mais de 25 anos de idade nunca, na história recente do paÃs, estudou tanto tempo. Apesar de ainda estarmos em um patamar muito baixo quando comparado a paÃses desenvolvidos o crescimento de 1,3 anos de estudo nos últimos 09 anos é extremamente significativo. Para confirmar essa constatação olhe a sua volta e reflita quantas pessoas você conhece que se orgulham de dizer que são os primeiros membros da famÃlia a terminar uma faculdade ?Â
Â
Â
Â
E a tal da inflação ? Será que estamos mesmo flertando com o tão temÃvel dragão ?
Eu não acho que o dragão esteja de volta, mas acho que o alto nÃvel consumo em alguns setores, veÃculos e imóveis por exemplo, a facilidade de acesso ao crédito, a ascensão das classes C e D e a sensação de crescimento e poder farão com que cheguemos ao final de 2011 muito próximos do teto da meta do Banco Central, ou seja, próximo dos 6,5% de IPCA.
Entendido esse cenário, acho que vale dedicar alguns minutos de reflexão para imaginar o que pode acontecer quando vivenciamos um quadro com profissionais mais qualificados, sofrendo uma pressão inflacionária e sabedores de que impera a escassez de mão de obra no mercado em função do baixo nÃvel de desemprego.E agora? Será que vem pressão salarial por ai?!
Não posso afirmar qual é a resposta, mas sei que agora temos mais um assunto importante a monitorar e que talvez o melhor sinalizador seja o resultado das negociações de dissÃdio dos sindicatos mais expressivos. Vale a pena ficar de olho !!  Â
Adicionalmente ao que já foi comentado, vale lembrar também que a próxima discussão sobre salário mÃnimo será norteada pela já famosa fórmula de cálculo que vai levar em consideração o PIBÃO do Lula e a INFLAÇÃOZONA da Dilma.
Fábio Jorge Celeguim
@fabioceleguim

26 mai, 2011 16:14
Fábio
Tenho visto algumas matérias em jornais e revistas que reforçam esse texto. É uma situação que teremos que passar a acompanhar.
[WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ’0 which is not a hashcash value.
26 mai, 2011 18:27
Esse crescimento do nÃvel de emprego não tende a levar o paÃs ao pleno emprego ?
28 mai, 2011 11:40
João
Em alguns setores e em algumas regiões, acho que já atingimos o pleno emprego. Veja mais sobre pleno emprego em http://vocesa.abril.com.br/blog/gestao-estrategica/2011/01/26/pleno-emprego-e-a-escassez-de-talentos/
Abraços,
Fábio Celeguim
[WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ’0 which is not a hashcash value.
28 mai, 2011 11:42
Felipe
A Folha de São Paulo e a Exame dessa quinzena falaram sobre esse mesmo assunto mostrando um outro ponto de vista.
Abraços,
Fábio Celeguim
[WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ’0 which is not a hashcash value.
29 mai, 2011 15:00
Guilherme
Obrigado pela participação e pela, como sempre, excelente explanação.
Abraços,
Fábio Celeguim
[WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ’0 which is not a hashcash value.
30 mai, 2011 14:46
Bom dia a todos,
Ótimas colocações Guilherme!!
Posso dizer que me incluo nesta estatÃstica de pessoas que foram os primeiros membros da famÃlia a realizar o ensino superior, e também com muito esforço e dedicação o MBA.
Acredito que a falta da mão de obra na construção civil e de empregada domestica se dá pelo maior número de pessoas estarem cursando nÃvel superior e buscando vagas com melhor destaque no mercado de trabalho.
Quem irá se submeter a trabalhar de auxiliar de pedreiro ou diarista tendo um diploma de curso superior, sei que, em muitos lugares a falta de oportunidade faz com que o individuo encare tal situação.
Não sei se fui correto nas minhas colocações, mas esse é o meu ponto de vista, irei pesquisar mais sobre o assunto e assim contribuir com mais informação.
Abraços / Guilherme Borges.
30 mai, 2011 15:14
Guilherme
Acho que suas colocações foram perfeitas.
Obrigado pela contribuição.
Abraços,
Fábio Celeguim
[WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ’0 which is not a hashcash value.
16 jun, 2011 19:18
Oiiii Fabio.
Talvez vc esteja certo, e logo teremos um pressão para aumentar o salários. Para mim parece até certo ponto justo, afinal se o bolo está aumentando, está na hora dos empregados conquistarem uma fatia maior do bolo.
Sabe eu também estou grupo, pois sou o primeiro do lado da famÃlia de minha mãe, que terminou o ensino superior, brinco dizendo que sou a ovelha negra da famÃlia, pois alguns primos meus e tios estudaram até a 4 serie ou no máximo terminaram o fundamental.
E para piorar, uma vez li que apenas 1 % daqueles que concluem o ensino superior possem os pais ou um deste analfabeto, bem meu pai não sabe ler.
Então como minha irmã mais nova e eu terminamos a universidade estamos nesse 1% shakespeariano ou seria melhor referir a 1% dickensiano.
20 jun, 2011 0:29
Edyvan
Parabéns pela história de vida.
Fico muito feliz em ver histórias como a sua e da sua irmã.
Abraços,
Fábio Celeguim
[WORDPRESS HASHCASH] The poster sent us ’0 which is not a hashcash value.
28 jun, 2011 20:53
Muito obrigado Fábio
Sabe não foi difÃcil assim, o curioso é que depois de muito meditar acerca dessa minha trajetória bem peculiar, afinal eu trabalho com TI e encontro muito dos meus amigo adoram videogames eu prefiro ler mitologia grega ou autores clássicos como victor hugo, dante, julio verne, charles dickson, christian andersen, cervantes, ETC.
E enquanto muito são sedentários eu pratico kung fu.