Insights sobre Liderança

Alguns meses atrás, na mesa redonda de um evento, me perguntaram como eu definiria liderança.

“Liderar é fazer com que alguém faça hoje o que ontem achava que era impossível”

Desmembrar essa definição ou qualquer outra das várias existentes sobre o assunto (e melhores que a minha), nos traz alguns insights importantes que servem de matéria bruta para a reflexão daqueles que estão assumindo essa posição de líder agora ou mesmo por quem já exerce esse papel e quer revisitar seus conceitos.  

Só existe liderança se houver grupo

Liderar significa influenciar um grupo em busca de um objetivo comum, portanto, se não houver grupo, não existe liderança.

Liderança não tem relação direta com cargo ou posição hierárquica

O líder é aquele que influencia, que ajuda a conduzir, que tem sua voz ouvida no grupo. É aquele que pela persuasão ou pelo consenso direciona o trabalho para o caminho que acredita ser o mais adequado. É aquele que leva o grupo a ação.

O líder é um elemento diferenciado dentro de um grupo

É diferenciado pois o próprio grupo o colocou em uma posição de evidência ou porque ele mesmo se posicionou como tal e foi aceito pelo grupo.

Não existe liderança sem aceitação por parte do grupo

Como a liderança não tem relação direta com posição hierárquica é muito importante que aquele que exerce uma posição de influência no grupo consiga ser aceito como tal. A aceitação muitas vezes esta relacionada com o êxito na condução da relação de forma e conteúdo que envolve todas e quaisquer atribuições do dia a dia corporativo.  

Líder é quem organiza, estrutura e modela o trabalho

O líder tem que entender que além de influenciar ele precisa organizar, projetar e mostrar todas as etapas do trabalho a ser realizado. Além disso, precisa zelar e acompanhar para que essas etapas sejam seguidas. O líder não tem a obrigação de saber quais são as etapas de um trabalho, pois ele não precisa ser o grande conhecedor técnico do assunto, mas ele precisa ter a humildade para entender isso e a habilidade para se cercar desses conhecedores técnicos.

Por fim, o líder tem que gerar resultados.

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim 

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Será que vem pressão salarial por ai ?!

Antes de qualquer discussão, vamos analisar três indicadores que os economistas acompanham com carinho e atenção.

 Na última semana foram divulgados os dados do nível de emprego no país.
Agora somos mais de 100 milhões de habitantes com uma ocupação fixa, seja ela formal ou informal.
 Esse cenário é facilmente percebido quando olhamos para o nível de desemprego
nas 06 principais capitais do país e na absoluta escassez de mão de obra para algumas posições,
como construção civil ou empregados domésticos, que parecem ter atingido o pleno emprego.
 
 
A população brasileira com mais de 25 anos de idade nunca, na história recente do país, estudou tanto tempo. Apesar de ainda estarmos em um patamar muito baixo quando comparado a países desenvolvidos o crescimento de 1,3 anos de estudo nos últimos 09 anos é extremamente significativo. Para confirmar essa constatação olhe a sua volta e reflita quantas pessoas você conhece que se orgulham de dizer que são os primeiros membros da família a terminar uma faculdade ? 
 
 
 
E a tal da inflação ? Será que estamos mesmo flertando com o tão temível dragão ?

Eu não acho que o dragão esteja de volta, mas acho que o alto nível consumo em alguns setores, veículos e imóveis por exemplo, a facilidade de acesso ao crédito, a ascensão das classes C e D e a sensação de crescimento e poder farão com que cheguemos ao final de 2011 muito próximos do teto da meta do Banco Central, ou seja, próximo dos 6,5% de IPCA.

Entendido esse cenário, acho que vale dedicar alguns minutos de reflexão para imaginar o que pode acontecer quando vivenciamos um quadro com profissionais mais qualificados, sofrendo uma pressão inflacionária e sabedores de que impera a escassez de mão de obra no mercado em função do baixo nível de desemprego.

E agora? Será que vem pressão salarial por ai?!

Não posso afirmar qual é a resposta, mas sei que agora temos mais um assunto importante a monitorar e que talvez o melhor sinalizador seja o resultado das negociações de dissídio dos sindicatos mais expressivos. Vale a pena ficar de olho !!   

Adicionalmente ao que já foi comentado, vale lembrar também que a próxima discussão sobre salário mínimo será norteada pela já famosa fórmula de cálculo que vai levar em consideração o PIBÃO do Lula e a INFLAÇÃOZONA da Dilma.

Fábio Jorge Celeguim

fjorge.celeguim@uol.com.br

@fabioceleguim

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Discordar é preciso! Faz bem e agrega valor.

Discordância de opiniões é muito comum mas e quando discordamos do líder ou a equipe discorda da sua opinião? Externamos essa discordância ou nos calamos ?

Para responder essa questão precisamos lembrar que muitas vezes discordar do líder é parte importante do processo de construção de uma tarefa ou condução de um projeto. Isso acontece porque a pessoa que esta “executando” tem uma visão diferente daquela que esta somente gerenciando. Quem executa conhece melhor os aspectos operacionais, as dificuldades do dia-a-dia e a idiossincrasia que envolve a empresa. É esse movimento de discordar que muitas vezes coloca determinadas tarefas e projetos no eixo e os conduz a plena realização.

Dessa maneira, entendo que uma das atitudes mais importantes de um líder é encorajar sua equipe para o questionamento e a discordância de opiniões. Só que como em todas as situações que envolvem o mundo corporativo alguns cuidados devem ser tomados e uma regra básica deve ser seguida:

“discorde, sempre que julgar necessário e pertinente, de uma maneira construtiva e educada, mas apoie integralmente e lealmente a decisão que for tomada em consenso”

Com relação aos cuidados a serem tomados nesse processo enumero os principais problemas que percebo na rotina corporativa.

  1. Antes de discordar, escute – antes de expor sua discordância, dê ao seu líder o direito de expor sua opinião e ouça com atenção e sem pré-conceitos;
  2. Não tente angariar opositores – a discordância deve ser fruto da sua opinião individual, portanto não tente encontrar outros colaboradores que tenham a mesma opinião. Isso pode ser visto como conluio;
  3. Discorde com eduação – frases como “não sabe o que acontece”, “nunca dá uma idéia razoalvel”, “se soubesse como as coisas funcionam não proporia isso” não agregam valor a discussão e só demonstram falta de maturidade para a argumentação;
  4. Cuidado para não personificar a discordância – as vezes temos problemas de relacionamento com alguém da equipe ou da empresa e com isso surge a tão famosa “má vontade”. Cuidado para não viver a típica situação de confundir a discordância construtiva com o confronto pessoal, ou o discordar pela origem da idéia e não pela própria idéia.

Esse processo de discordar é fundamental já que independente do seu líder escutá-lo ou não é sua obrigação, como liderado, enumerar os pontos sobre os quais você discorda e alertar o líder para o possível insucesso da tarefa ou do projeto.

E você ? Concorda ou discorda ?

Fábio Jorge Celeguim

fjorge.celeguim@uol.com.br

@fabioceleguim

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Calendário Semanal – 09 a 13 de maio

Semana importante para acompanharmos o desempenho da economia do “planeta” China.

CALENDÁRIO ECONÔMICO

Segunda-feira

 

Terça-feira

FGV IPC-S da 1a quadrissemana de maio   SERASA Demanda do Consumidor por Crédito em abril
MIDC Balança Comercial semanal   EUA Índice de Preços de Produtos Importados em abril
CNI Indicador de Desempenho da Indústria em abril   EUA Estoque no Atacado em março
China Balança Comercial de abril   China Produção Industrial em abril
Alemanha Balança Comercial de março   China Vendas no Varejo em abril
     

Quarta-feira

 

Quinta-feira

FGV IGP-M – 1ª prévia de maio   IBGE Emprego e Salário Industrial em março
BACEN Fluxo Cambial da semana   EUA Vendas no Varejo em abril
SERASA Indicador de Inadimplência do Consumidor em abril   EUA Pedidos de Auxílio Desemprego semanal
EUA Balança Comercial de março   Zona do Euro Produção Industrial em março
EUA Estoque semanal de Petróleo   Reino Unido Produção Industrial em março
Japão Balanço no Saldo da Conta Corrente em março      
     

Sexta-feira

  Siglas e Fontes
SERASA Indicador de Perspectiva da Inadimplência em abril   SIGLAS: MIDC – Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio / CNI – Confederação Nacional da Indústrias / SRF – Secretaria da Receita Federal / BACEN – Banco Central / FOMC – Federal Open Market Committee

FONTES: Relatórios Econômicos dos Bancos Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander

Zona do Euro PIB do 1º Trimestre  
Alemanha PIB do 1º Trimestre  

 

Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

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Calendário Semanal – 02 a 06 de maio

Semana corrida e cheia de dados importantes a serem divulgados.

Essa semana teremos  uma boa idéia do comportamento da inflação e possivelmente a recuperação nos níveis da produção industrial. Vale a pena acompanhar.

Para aqueles que não conhecem e tem interesse, deixem um comentário no post pedindo que enviarei da última reunião do COPOM que determinou a SELIC. Além de entender o porquê da movimentação na taxa a ata mostra como o Comitê esta enxergando a economia e suas perspectivas. Muito interessante e importante para orientar decisões de crédito e investimento no nosso dia-a-dia.

CALENDÁRIO ECONÔMICO

Segunda-feira

 

Terça-feira

FGV IPC-S da 4a quadrissemana de abril   FIPE IPC-FIPE
MIDC Balança Comercial de abril   IBGE Pesquisa Mensal da Indústria de março
SERASA Indicador de Perspectiva de Crédito de março   CNI Sondagem da Construção Civil
EUA Gastos com a Construção   FENABRAVE Vendas Domésticas de Veículos em abril
Japão Vendas Totais de Veículos em abril   ACSP Inadimplência em abril
Alemanha Índice de Compras na Indústria em Abril   EUA Encomendas da Indústria
      EUA Vendas de Veículos em abril
     

Quarta-feira

 

Quinta-feira

FGV Sondagem do Setor de Serviços em abril   ANFAVEA Nível da indústria automobilística em abril
IBGE IPP de março   SERASA Indicador de Falências e Recuperações em abril
SERASA Indicador de Atividade do Comércio de abril   Zona do Euro Anúncio da Taxa de Juros (BOE)
EUA Variação no nível de emprego em abril   EUA Índice de Produtividade em abril
Zona do Euro Vendas no Varejo de março      
       
     
     

Sexta-feira

  Siglas e Fontes
IBGE IPCA de abril   SIGLAS: MIDC – Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio / CNI – Confederação Nacional da Indústrias / SRF – Secretaria da Receita Federal / BACEN – Banco Central / FOMC – Federal Open Market Committee

FONTES: Relatórios Econômicos dos Bancos Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander

IBGE Pesquisa de Custos da Construção Civil  
EUA Nível de Crédito ao Consumidor  
 
Fábio Jorge Celeguim
fjorge.celeguim@uol.com.br
@fabioceleguim

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